Amigos do jazz + bossa

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

NÃO, ELE NÃO FOI MOTORISTA DE TÁXI... MAS BEM QUE PODERIA TER SIDO!


McCoy Alfred Tyner parece ter nascido predestinado ao piano. Não apenas porque sua mãe era pianista e lhe ministrou, ainda na infância, os primeiros rudimentos de educação musical. Mas também porque alguns dos seus vizinhos eram ninguém menos que os irmãos Bud e Richie Powell, que às vezes vinham à casa em que vivia o pequeno Alfred para praticar o instrumento, gentilmente cedido pela Sra. Tyner. Como poderia o jovem Tyner escapar do destino glorioso que lhe havia sido traçado pelas Parcas?

O garoto, que veio ao mundo no dia 11 de dezembro de 1938, em Filadélfia, vivia em um ambiente familiar arejado e de enorme liberdade, em todos os sentidos – musical, política e religiosa. Seu irmão Jarvis, por exemplo, foi um dos mais destacados membros do Partido Comunista dos EUA e um aguerrido manifestante em prol dos direitos civis. O próprio McCoy chegou a adotar a religião islâmica por um período (ocasião em que mudou seu nome para Sulaimon Saud). Tocar jazz era, portanto, algo natural.

Além de ouvir os discos do antigo vizinho Powell, Tyner encontrou em Thelonious Monk um vislumbre do pianista que gostaria de ser um dia. Também pôde ver, ao vivo, grandes nomes do jazz que se apresentavam na cidade natal. Jamais esqueceu a noite em que assistiu a um concerto do grande Art Tatum (em uma sessão que incluía a orquestra de Stan Kenton e o grupo de Charlie Parker). Outro grande nome do piano que pôde assistir ao vivo foi o lendário Earl Hines.

Muitos anos depois, quando Tyner já integrava o mítico quarteto de John Coltrane e fazia com o combo uma excursão pela Europa, ouviu de Hines (que também se apresentava no Velho Continente) a seguinte história. Nos anos 20, o veterano pianista era atração fixa em um speakeasy de propriedade de Al Capone, em Chicago. Depois de um assalto a um banco, um dos capangas do gângster entrou no clube com um saco de dinheiro roubado e entregou a Hines, dizendo, ameaçador: “Tome conta desse dinheiro”. Assustado, o pianista enterrou o saco de dinheiro no próprio jardim, guardando-o para o “dono” Capone.

Voltemos aos anos de formação de Tyner. Fora o aprendizado em casa, ele somente começou a estudar música seriamente a partir dos treze anos, primeiramente na West Philadelphia Music School e depois na Granoff School of Music. Um pouco mais tarde, já participava ativamente da cena musical da Filadélfia, percorrendo o circuito de clubes e casas noturnas e participando de gigs com grandes nomes do jazz como Lee Morgan, Benny Golson, Cal Massey, Mickey Roker e o próprio Coltrane.

O quinteto de Golson foi o seu primeiro trabalho fixo, quando o pianista foi recrutando para uma excursão pela Califórnia, em 1959. Depois disso, o saxofonista fundou, ao lado de Art Fermer, o célebre Jazztet, onde Tyner tocou por quase um ano. Em 1960, a grande virada na carreira: foi convidado por Coltrane para integrar o seu quarteto, em substituição a Steve Kuhn. Logo de cara, McCoy entrava no estúdio para participar do elogiado “My Favorite Things”, gravado para a Atlantic e um dos maiores sucessos comerciais de Trane.

Foram quase seis anos de interação absoluta e aprendizado mútuo entre o jovem pianista e o veterano saxofonista. O quarteto mágico de Coltrane incluía o baixista Jimmy Garrison (que substituiu Art Davis) e o baterista Elvin Jones e dentre as muitas obras primas, legou ao mundo um álbum que rivaliza com “Kind Of Blue” e “Time Out” as atenções de crítica e público como um dos mais importantes de todos os tempos: o espiritualizado “A Love Supreme”.

Ao mesmo tempo em que integrava o quarteto de Coltrane, Tyner também desenvolvia uma respeitável carreira solo, gravando para o selo Impulse, geralmente sob o formato de trio, incluindo uma aclamada homenagem a Duke Ellington. E McCoy ainda achava tempo para participar, como sideman, de discos de Curtis Fuller, Milt Jackson, Freddie Hubbard, Grant Green, Julian Priester, Joe Henderson, Art Blakey, Hank Mobley e Lee Morgan, entre outros.

A fase na Impulse é primorosa, embora este “Reaching Fourth” seja um álbum relativamente obscuro. E exatamente por não ser tão badalado como “Inception” ou “Nights Of Ballads And Blues”, merece ser ouvido com extrema atenção. Primeiramente por causa excepcional qualidade do som, a cargo do cultuado Rudy Van Gelder, em cujo estúdio o álbum foi gravado, no dia 14 de novembro de 1962. Em seguida, porque ao lado do pianista estão os formidáveis Henry Grimes e Roy Haynes. E, finalmente, porque é uma excelente oportunidade de ouvir um McCoy Tyner bastante diferente daquele que, à época, pilotava os teclados para Coltrane.

Não é que aqui Tyner tenha deixado de se apresentar como o improvisador nato e vigoroso que sempre foi. Ou que tenha abandonado a enorme gama de texturas harmônicas que sempre soube incorporar ao seu fraseado. Mas, especialmente neste álbum, composto basicamente de standards, o pianista verte para as 88 teclas tamanha quantidade de lirismo e sensibilidade, que quase não conseguimos associá-lo ao endiabrado pianista que então assombrava o mundo a bordo do combo de Trane.

A faixa que abre o disco, e que também lhe dá nome, é da lavra do líder. Energética, pulsante e cheia de alternativas harmônicas, é um tema essencialmente tributário do bebop de Bud Powell, só que executado sob a perspectiva de um dos mais destacados nomes do post bop. É uma composição moderna (Jarrett e Corea, mais novos, por certo, beberam dessa fonte), mas não propriamente transgressora. E dificilmente o líder conseguiria o mesmo impacto se não tivesse ao seu lado dois músicos tão arrojados quanto Grimes, cujo solo com o arco é soberbo, e Haynes.

“Goodbye” é o arquétipo da balada classuda, que não renega o estilo elegante do autor, o maestro Gordon Jenkins. Romântico até a medula, Tyner cria uma atmosfera lúdica e arrebatadora, que em alguns momentos chega a lembrar o grande Erroll Garner. Delicadíssima atuação de Haynes, enquanto Grimes mantém-se imaculadamente sóbrio e discreto.

“Theme For Ernie” é uma homenagem de Fred Lacey (um quase desconhecido guitarrista da Filadélfia, que tocou com Lester Young) ao saxofonista Ernie Henry (outro músico pouco conhecido e que faleceu precocemente, em 1957, após ter tocado com Thelonious Monk, Wynton Kelly, Benny Golson, Paul Chambers e Dizzy Gillespie). Trata-se de uma graciosa balada em tempo médio, na qual Tyner revira pelo avesso a melodia e, por vezes, faz o seu piano mágico soar como um órgão. A conferir, a extraordinária performance de Grimes, que perpetra um solo devastador.

No segundo tema de sua autoria, “Blues Back”, McCoy exibe o seu legendário conhecimento do blues, numa interpretação vigorosa e cheia de feeling. Baixo e bateria ajudam a percorrer o Delta do Mississipi, injetando, aqui e acolá, valiosas pitadas de gospel, soul e funk, criando um caleidoscópio sonoro de rara beleza. Mais uma vez, Grimes – mais conhecido por sua estreita vinculação com o jazz de vanguarda – nos ajuda perceber o quanto a tradição do blues foi importante para consolidação do idioma proposto por Ornete Coleman e a sua livre improvisação.

Uma interpretação extremamente inventiva e bluesy de “Old Devil Moon” torna quase irreconhecível o antigo tema de Burton Lane e Yip Harburg. O piano de Tyner é repleto de swing, incisivo e vibrante, enquanto o baixo de Grimes, incansável, mantém a forma da composição quase intacta. O infalível Haynes, por sua vez, conjuga sutileza e vivacidade em sua impecável execução.

Encerra o álbum uma entusiasmada versão de “Have You Met Miss Jones”, da dupla Richard Rodgers & Lorenz Hart. Doses cavalares de histamina e swing se espalham pelos alto-falantes, com destaque para a infecciosa batida criada por Haynes e suas escovas encantadas. Tyner parece um polvo, tamanha a velocidade que imprime ao seu toque, adicionando, no último terço da faixa, um irresistível tempero latino. Por certo, há outros discos de Tyner bem mais badalados e muito mais conhecidos, mas pouquíssimos deles são tão encantadores quanto esta pequena jóia musical.

Embora vivesse um momento bastante estável, do ponto de vista profissional, o inquieto McCoy não estava satisfeito e queria fazer algo completamente diferente. Deixou a Impulse em 1964 e passou alguns anos sem lançar álbuns em seu próprio nome (somente voltaria a gravar, como líder, em 1967, quando lançou, pela Blue Note, o extraordinário “The Real McCoy”). Em 1965, nova reviravolta na carreira: saiu do quarteto de Coltrane, por discordar da abordagem extremamente free que o saxofonista passara a imprimir ao seu trabalho.

Sobre os motivos da saída, Tyner foi de uma desconcertante sinceridade: “Eu não conseguia me ver fazendo qualquer contribuição para aquela música. Tudo o que eu ouvia era uma porção de barulho. Eu não sentia nada em relação à música que estávamos fazendo e se eu não tiver um sentimento especial para com a música que estou tocando, eu simplesmente não toco”.

Ele então resolveu partir para uma carreira solo, cujo início foi bastante atribulado. Decerto, enquanto atuava como freelancer, McCoy acompanhou, entre outros, Wayne Shorter, Bobby Hutcherson, J. J. Johnson, Sonny Stitt, Lou Donaldson e Donald Byrd. Reza a lenda que, nesse período, ele chegou a tocar com o casal Ike e Tina Turner, mas em uma entrevista à Jazz Review, Tyner desfez o mal entendido.

Na verdade, era um amigo dele, o saxofonista Azar Lawrence, que tocava com os Turner e que, em uma entrevista, declarou que o pianista também havia feito alguns trabalhos para o casal – coisa que jamais aconteceu (às gargalhadas, Tyner afirma que se tivesse integrado a banda de Ike e Tina Turner, então na crista da onda, não teria passado por tantas dificuldades financeiras na segunda metade dos anos 60).

Na mesma entrevista, Tyner desfez outro engano corrente a seu respeito. De fato, muitas pessoas afirmam que ele, em meados dos anos 60, se viu obrigado a trabalhar como motorista de táxi, em Nova Iorque, a fim de complementar o orçamento doméstico. Na verdade, por conta do aperto financeiro em que vivia, ele realmente chegou a cogitar essa hipótese, mas jamais chegou a fazê-lo – sequer tirou a licença para esse fim.

De qualquer forma, apesar de tocar regularmente com grandes nomes do jazz e de ser contratado por uma gravadora respeitável como a Blue Note, Tyner enfrentava sérias dificuldades para sobreviver com dignidade. Somente em 1972, quando foi contratado pela Milestone, é que passou a receber o merecido reconhecimento de público e crítica. Seus álbuns pela nova gravadora, como “Sahara” (indicado ao Grammy), “Song For My Lady” e “Trident”, tiveram ótimas vendagens (para os padrões do jazz, é claro) e evidenciam a aproximação de McCoy com a música africana e oriental.

Além de pianista e compositor fabuloso, Tyner se mostrou um grande descobridor de novos talentos. Por seus combos passaram músicos que hoje figuram entre os mais destacados jazzistas contemporâneos, como Gary Bartz, Charnett Moffett, George Adams, Avery Sharpe, Steve Turre e o brasileiro Cláudio Roditi, entre outros. De 1972 para cá, Tyner vem gravando com extrema regularidade (além da Milestone, gravou para a Columbia, Elektra, Enja e Telarc, além de ter feito alguns discos para as velhas conhecidas Blue Note e Impulse) e acumulando prêmios e honrarias, como o Grammy (ganho em quatro oportunidades) e o título de Jazz Master, dado pela National Endowment for the Arts em 2002.

Extremamente ativo, ainda teve tempo para criar o próprio selo, o McCoy Tyner Music (associado à Blue Note), pelo qual lançou os elogiados “Quartet” (de 2007, com Joe Lovano, Christian McBride e Jeff “Tain” Watts) e “Guitars” (de 2008, no qual, juntamente com os extraordinários Ron Carter e Jack DeJohnette, divide o estúdio com os guitarristas Bill Frisell, Marc Ribot, John Scofield e Derek Trucks, além do banjoísta Bela Fleck).

Também tem se dedicado à elaboração de arranjos, inclusive para big bands, e tem participado de festivais pelo mundo, sempre esbanjando carisma, bom humor e vitalidade. Não é à toa que a crítica especializada aponta seu nome como um dos pianistas mais influentes surgidos nos últimos 50 anos, ombreando-se a Bill Evans, Herbie Hancock e Keith Jarrett. Aos 71 anos, McCoy Tyner faz parte daquele cada vez mais raro contingente de lendas vivas do jazz. Que ele continue assim por muitos e muitos anos!

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Na última postagem do ano, que coincide com a chegada do primeiro Réveillon do JAZZ + BOSSA, quis homenagear um músico especial. McCoy Tyner, com sua trajetória de vida e de entrega total à causa do jazz é esse músico especial. Que sua força de vontade ante à adversidade e a sua persistência nos inspire a todos e seja o prenúncio de um 2010 repleto de paz, saúde, ventura e realizações para todos os amigos que honram o JAZZ + BOSSA com suas presenças. FELIZ ANO NOVO!!!!

34 comentários:

Andre Tandeta disse...

Erico,
super bacanas o som e o texto.
Por favor me mande esse disco,Roy Haynes é obrigatorio.
E o que achou do disco do Tio Joe? Teremos resenha sobre o dito cujo?
Abraço

Érico Cordeiro disse...

Mestre Tandeta,
Valeu pela presença.
Vou estar anteciPando o disco.
Já passei o do Tio Joe pro Ipod (muito bacana mesmo - Stablemates e Cherokee ficaram fantásticas).
Ele pinta em breve, em um álbum impagável chamado Blues For Dracula.
Abração!

Salsa disse...

Valeu, Érico,
McCoy (em seus discos como líder) nem sempre me agrada, mas esse é muito bom.
Feliz ano novo.

Érico Cordeiro disse...

Grande Salsa,
Prazer em lê-lo!
Admito que os discos para a Milestone dos anos 70 não estão entre os meus favoritos (são "viajantes" demais), mas os da Impulse e da Blue Note são extraordinários!!
Valeu pela presença, meu dileto seguidor de Bird e Trane!

Vagner Pitta disse...

Caro Érico, obrigado por nos ter feito presença este ano de 2009 e espero que continue sempre enriquecendo nossos conhecimentos aqui na net!!!

sobre o mcCoy...bem...depois dessa resenha não há muito o que dizer, né? rs

Mas pra mim há, pelo menos, quatro pianistas que elevaram o bop à sua máxima evolução: Mccoy Tyner, herbie Hancock, o subestimado e esquecido James Williams e, mais recentemente, o extraordinário Kenny Kirkland!


A propósito, peço-te que, em 2010 escreva uma resenha sobre o pianista James Williams, pois ele é um tanto esquecido!!!


fica aí um abraço e um pedido!


Feliz 2010!!!

Sergio disse...

Seu san, aí deve fazer até o sol da meia-noite, certo? Pois aqui não vai rolar, pelo visto, nem tempo de estio. E isso no 31 desanima por demais. Vou tentar levar - ou melhor, relevar. Já já abro a minha primeira latinha. E tu não sabe o tamanho da fila no supermercado q enfrentei pra ter minhas geladinhas ‘assando’ no congelador. Quem manda deixar tudo pra última hora?

Sobre McCoy, foi um dos primeiros q conheci quando mergulhei fundo no cristalino lago jazz. E há no mínimo um do Tyner (de memória q no meu caso é um espanto!) que posso citar e pq é daqueles que mais escuto e recomendo sem cansar: Nights of Ballads & Blues. Acho até q o ouvirei antes hoje. Muito obrigado por ter pandeado já com antecedência o Reaching Fourth. Pelo pouco q ouvi - ainda só a 1ª faixa - me parece daqueles q vão render muitas audições. Um grande abraço. E desejo a vc e os seus um 2010 encantado - por falar em encantado, ouço agora "Dave Brubeck (Dave Digs Disney)" 1966... Poizé, ainda no contágio de Brubeck, my friend.

Anfã, deixa eu abrir minha 1ª “sckol homem” do dia q o céu deu até uma quilariada só de pensar na beleza que 2010 vai ser...

Maizaí.....rs...rs...rs... Não esqueça do meu Timmons!!!

Abraços e felicidades a todos de casa. As duas casa!

Érico Cordeiro disse...

Caros Vagner e Sérgio,
Grande honra tê-los a bordo.
Ao primeiro, digo logo que tenho pouquíssima coisa do James Williams - acho que como sideman, só o Sail Away, do Tom Harrell (outra figuraça, bastante postável).
Devo suprir essa carência em breve!
Ao segundo, a resenha do Timmons tá prontinha, só esperando a hora de ganhar a blogsfera.
Grande abraço aos dois e um ano novo de paz, alegria e muito, muito jazz (e um bom dim dim no bolso também)!!!!

Sergio disse...

Poizé, seu san, eu digo e faço. (isto é, quase sempre): siguinte, disse q reouviria Night Ballads & Blues, um discara..............tudo aquilo q vem depois. E resolvi surfar nas informações sobre ele. Lá estão dois monstros Lex Humphrey na batera e Steve Davis no baixo. Bem, o Lex, 2º o allmusic não tem albuns solos, já o Davis (tudo clicando os links do allmusic), o link me leva para uma galerinha (ver foto) q mais parece um bando de ingleses, brancos roqueros do blaquisabá. Só q aparências enganam, o Steve Davis ali é trombonista. Então o cara tocou baixo brilhantemente no (pra mim) um dos melhores discos do Tyner e depois seguiu carreira no trombone? E veja a constelação de estrelinhas da cada álbum! Antes de mais nada - já tô bebenu - colaborações, quem quiser contribuir não tenho pressa – não vou fazer nada no Rio hoje mesmo... O papo pode ficar numa boa pro ano q vem. Mas quem quiser colaborar, não se reprima. O q eu sei é q já mandei ‘importar’ tudo q houver de steve davis pela frente, trás e de ladinho.

Brinde!

Érico Cordeiro disse...

Êta garimpeiro bom danado!!!
Você não espera nem o pipocar dos fogos de ano novo prá incrementar a discoteca?
Caramba meu, isso é que é eficiência!
Mas o Steve Davis trombonista (ele tocou nos Messengers, no final dos anos 80) não é o Steve Davis baixista que tocou com James Moody e com Coltrane.
O próprio Penguin é confuso, pois os coloca como se fossem uma única pessoa - mes só traz a biografia do trombonista (acho que não tenho nada dele).
Bom, mas aí é esperar as enciclopédias da casa para esclarecimento.
Boa busca, meu caro - e boa sorte!!!!

Paul Brasil (Paul Constantinides) disse...

erico
som animal...muito bom mesmo...
andando de taxi, viajando de blues train nesta melodica transição de piano.
amigo
tenha um excelente 2010.
mande ver como sempre
abs
paul

Érico Cordeiro disse...

Caro Paul,
Valeu pela presença - você é sempre muito bem-vindo, meu embaixador em Miami e adjacências!!!
Legal que gostou do disco - o cara é dos maiores mesmo!
Abração e um 2010 iluminado, cheio de boa música, paz, saúde e realizações!!!

pituco disse...

akemashite omedetô gozaimassu,

vida longa ao jazz+bossa...paz e saúde prati e todos os teus

abraçsons pacíficos

APÓSTOLO disse...

Prezado ÉRICO:

Belíssima resenha e, como já é praxe, você "comete" um disco para ninguém pensar em melhor. Mais uma vez, "mosca abatida" com precisão.
Como diria o esquartejador, vamos por partes.
(1ª) McCoy Tyner é um de meus pianistas "de cabeceira" (Fats Waller, Art Tatum, Earl Hines, Erroll Garner, Teddy Wilson, Oscar Peterson, Barry Harris, Bill Evans, Bud Powell, Lennie Tristano, Thelonius Monk, Tete Montoliu e Phineas Newborn Jr., encabeçam essa lista, sem desprezar os gênios italianos e os que se destacam por sua contribuição para a Arte Popular Maior, como Brubeck e outros). É um consumado mestre das 88 teclas e, entre seus muitos trabalhos maiores, destaco sua apresentação em piano.solo (Munique, 1983), que me delicia de tempos em tempos (gravei em VHS).
(2ª) James Williams é outro iluminado no instrumento síntese e, entre seus muitos trabalhos, recomendo sem restrições e certo de indicar "beleza", sua participação no melhor album de Sadao Watanabe "Parker's Mood", com solos de uma categoria superior.
(3ª) Não tenho como colaborar sobre os 02 "Steve Davis", já que minhas anotações nada detalham sobre os mesmos (baixista e trombonista).
E parabéns, prezado ÉRICO, por suas resenhas em 2009, que demonstraram mais que conhecimento, a busca permanente de informação e música de qualidade.
Grato ! ! !

Érico Cordeiro disse...

Queridos Pituco e Apóstolo,
Bom começar um novo ano na excelsa companhia dos dois - ótimo sinal e prenúncio de que muito jazz e música de qualidade estão a caminho!
O Tyner é um dos meus preferidos, especialmente no período da Impulse (não dá prá dizer qual disco é melhor, são todos excepcionais) e da Blue Note. Mas tem um álbum pela Telarc, com Al Foster e Stanley Clarke (no baixo acústico!) que é fantástico.
Quanto à lista de pianistas preferidos, irretocável. E o Barry Harris pinta por aqui qualquer hora dessas!
Abração aos dois - eu é que agradeço a participação de vocês!

Andre Tandeta disse...

Erico,
não tenho a menor intenção de "querer ensinar o vigario a rezar missa". Só que o disco "Blues For Dracula" do Tio Joe não é ,na minha opinião, nem um pouco representativo da importancia dele como grande musico inovador e artista do jazz.Seria no maximo uma curiosidade e eu acho apelativo e sem graça. Peço então o imenso favor de voce reconsiderar sua decisão. Faça um texto sobre esse que te mandei,"Drums Around The World". Ha um outro que tambem é excelente:"Showcase" onde ele,inclusive,faz alguns arranjos pra quinteto e sexteto e toca piano numa linda balada de sua autoria. Acho que esses dois são discos a altura do talento ,da historia e da importancia que Tio Joe tem no panteão dos realmente grandes bateristas de jazz,ao contrario desse "Blues for Dracula",um disco chato e sem graça. Vou tentar mandar esse "Showcase" ainda hoje pra voce . Eu como dedicado estudioso da maravilhosa obra musical de Philly Joe Jones,ja ha quase 30 anos,peço encarecidamente a voce que esqueça esse "Blues for Dracula" ,com sua ridicula e chatissima faixa titulo e com o talento que todos sabemos que voce tem faça um texto sobre um desses outros que ,ai sim, são excelentes discos de jazz onde Tio Joe brilha intensamente e realmente bota pra quebrar com aquele super swing que só ele tem e o maravilhoso vocabulario de solos que ate hoje deixa nós bateristas de queixo caido.
Abraço

Érico Cordeiro disse...

Seu Mr. Tandeta,
Você sabe que é sócio remido e com direito a voz e voto no conselho jazz + bossa. Qualquer sugestão sua é uma ordem.
O problema é que o Blues for Dracula é o único disco do Tio Philly que eu tenho. Quando criei o jazz + bossa, a única regra que eu me impus é que só postaria discos que eu tivesse - discos físicos mesmo, não apenas virtuais, mas a bolachinha mesmo!
Coisa de colecionador chato, para quem o prazer de procurar um disco é o mesmo que ouvi-lo. Pegar a ficha técnica, ver as fotos, ler sobre a gravação, tudo isso faz parte do meu "ritual".
Além disso, esse Blues For Dracula é bem legal (o Penguin sapecou três estrelas e o allmusic deu 3,5 estrelas - mais até que pro Drums Areound The World).
Pô, mestre, é um disquinho bem bacanudo, com participação de feras como Nat Adderley, Julian Priester, Johnny Griffin e o grande Tommy Flanagan!!!
Concordo que a primeira faixa é meio chatinha (com aquela falação no meio da música), mas o restante do disco é todo bom!!!
Só Fiesta, do underrated dos underrated Cal Massey já vale o disco!
Mas dei uma olhada no Amazon e reservei o Showcase - recomendado por você eu compro de olhos fechados (mas aí a postagem sobre o Tio Joe vai demorar mais um pouquinho, ok?).
Abração meu caro mestre das baquetas, escovinhas, pratos e adjacências!

Sergio disse...

... Isso é um gentleman!...rs rs rs... Um lord educado na sucursal da Oxford de Saint Louis...
E o "isso" referindo-se ao mestre, é com carinho, viu seu Sanérico?

Érico Cordeiro disse...

Tá bacana, Seu San - eu sei da bondade que habita em vosso coração garimpeiro!
Valeu pelo lord, viu?

Wilbop - jazzmasterpieces disse...

Olá Erico,

Obrigado pelos comentários no Jazzmasterpieces. Aproveitei também para conhecer o seu blog e já te parabenizar pela ótima iniciativa de discutir essa tão facinante música que é o jazz. Tenha certeza que voltarei muitas vezes para comentar os discos.

abs

Wilbop

ericorenatoserra disse...

Caro Wilbop,
Seja bem-vindo e agregue-se à turma. O Jazzmasterpieces é um excelente espaço - tenho ido lá com freqüência ler as postagens mais antigas e pus um link pro seu blog aqui no jazz + bossa.
Fique à vontade para vir a bordo sempre!!!!
Um fraterno abraço!

Sergio disse...

Seu Érico, devo confessar minha ignorância sobre este Penguin q usas e citas tanto. Jogando o nome solto no google, chega-se a uma série de resultados, mas todos, nada a ver com música, então please, passe-me o endereço do site.

Sobre o outro assunto escrevi, em resposta, 2 e-mails pra ti, 1 + adendo. Não é muito texto, é q no adendo acrescentei pontos q havia me esquecido no 1º. E sua resposta muito me interessa.

Abraços!

Érico Cordeiro disse...

Valeu San.
O Penguin que eu tenho é o Penguin Guide For Jazz Recording, oitava edição (mas acho que já saiu a nona).
É um catatau de quase 1500 páginas, mas é bem bacana e muito completo.
Vou abrir o e-mail já já!
Abração!

MARIO JORGE disse...

McCoy Tyner é realmente um dos grandes nomes do jazz, tive a grata oportunidade de assistí-lo no Free Jazz Festival. Bela homenagem Érico para encerrar 2009 e parabéns pelo primeiro reveillon que venham muitos mais com essas ótimas postagens.
Um abraço
Mario Jorge

Sergio disse...

A gente não associa mais qualquer 'enciclopédia' q não tenha no mínimo um apêndice conectado à internet. O allmusic está sozinho então? Bem, como já me desculpei pela minha ignorância...

Érico, quanto ao emeio: a Zizi é molinho de achar. Artista relativamente nova, etc. etc... Isto pensei antes, em teoria. Na prática, os 4 blogs q encontrei disponibilizando o Estribucha estão com o mesmo link expirado. Aí... Bom, aí o soulseek é meu pastor e nada me faltará. Já estou baixando. Vejamos daqui há algumas horas se entenderei como se pode estar anteciPando o álbum pra você. Uma coisa é encontrar a memória musical mundial na Rede, outra é ser um completo analfabeto digital. Essas duas condições díspares podem conviver numa mesma pessoa. Mas teiquirisi q eu me viro.

Abraços!

Érico Cordeiro disse...

Caros Mário e Sérgio,
Ao primeiro, agradeço as palavras gentis e que possamos continuar a luta pela nobre causa do jazz.
Ao segundo: AH, EU JÁ SABIA!!!!!
Pô, quero ver descobrir é um músico do Azerbaijão.
Ops, já tem o Vagif Zadeh...
Abraços aos dois!

Patrícia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Érico Cordeiro disse...

Cara Patrícia,
Obrigado pela presença e pelas palavras generosas - a recíproca é verdadeira, embora eu tenha me agregado à turma do E a nave vai há pouco tempo.
E que 2010 nos brinde com filmes e música, sempre e muito e cada vez mais!!!!
Engraçado é que eu li "A luta", do Norman Mailer, e tenho o dvd do show do B. B. King no Zaire, mas ainda não vi o "Quando éramos reis".
Depois da sua emocionante postagem, vou me empenhar para vê-lo em breve.
Um fraterno abraço!!!

Omar Monteiro Mendes disse...

Belíssimo blog. Elegância, informação e humor refinado. Nessas horas é que eu tenho esperança. Enquanto as revistas semanais e jornalões (salvo exceções como o Caderno Mais da Folha) permanecem rasteiros, a blogosfera possibilita o nosso contato com textos como esse, que lembram os grandes articulistas do passado. Parabéns. Já está entre os meus preferidos.

Érico Cordeiro disse...

Caro Omar,
Seja bem-vindo e se agregue à nossa confraria.
Obrigado pelas palavras gentis e, por favor, fique à vontade no nosso barzinho virtual - temos bom papo, boa música mas a cervejinha fica por conta do cliente (rs, rs, rs).
A Patada de Dinossauro também já está entre os meus favoritos - como é bom poder ler e falar de cultura, música, cinema, literatura! A blogsfera é ótima por isso - conseguimos fugir da banalidade e da imbecilização da grande mídia, mais preocupada em servir escatologia e estupidez!
Venha sempre, ok?
Grande abraço!

Maurício disse...

Prezado Erico,

Muito bom seu blog,

Na minha época de estudante de clarinete ( coisa que sou até hoje)minhas aulas com meu professor eram só jazz...uma delicia.

Pena que aqui em Santos é dificil encontrar uma turma de jazz para eu afiar meus dedos...

figbatera disse...

Parabéns, mais uma vez, amigo Érico, pela beleza de resenha; muuuuito bem escolhido o magnífico músico, de quem fiquei fanzaço desde que o vi/ouvi no saudoso Free Jazz Festival, no Rio. E aqui, acompanhado pelo Roy Haynes, é dose "cavalar", né?
Agradeço novamente o envio - via Pando - deste presentão de ano novo!
ps:parabéns tbm pela conquista de muitos e novos seguidores aqui no blog; mais que merecido.
Viva o JAZZ!

Érico Cordeiro disse...

Caros Maurício e Fig,
Ao primeiro um seja bem vindo e, por favor, junte-se à nossa confraria - temos um monte de músicos por cá, como o Salsa e o Lester (de Vitória-ES), o Fig (de Cataguazes-MG), o Tandeta (do Rio), o Joe Brazuca (acho que SP) e o Pituco (esse tá em Tókio).
Quem sabe vocês não conseguem marcar uma jam bacanuda? Me avisem que eu dou um jeito de ir!!!!
Seu Olney, valeu pela presença e pelas palavras sempre gentis!
Pois é, aquela idéia de ter um milhão de amigos tá valendo! Que bom!!!!
Grande abraço aos dois!!

O Pescador disse...

Caro Érico.
Esta passagem de 2009 para 2010 com a pujante mão esquerda do mestre Tyner faz-me dizer, à moda cá da minha terra, que o Bossa+Jazz entrou no novo ano com o pé direito.
Saudações lusitanas.

Érico Cordeiro disse...

Meu Caro Pescador,
Bons augúrios a sua sempre bem-vinda presença traz ao jazz + bossa.
Sinal de que continuaremos a trilhar os bons caminhos do jazz!!!
Saudações ultramarinas e que 2010 nos traga, sempre, sucesso, paz e venturas!!!!
Um fraterno abraço!!!!

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