Amigos do jazz + bossa

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

SINTAXE PERPLEXA





Donde há de vir esse intrínseco arrefecimento?

Essa exaustão descompassada,

Esse enfado absoluto,

Se calo o poema de métrica claudicante

Ou se o digo a plenos pulmões,

Tanto faz,

Vivendo a angústia desapaixonada de qualquer instante,

Esperando o resultado do conclave inútil,

Saboreando a inquietude imóvel dos tempos oblíquos,

Permaneço aqui,

Exatamente nesse aqui de um quase agora

Onde vagueiam a decrepitude e a caducidade,

Vida que não pulsa,

Paixão que não lateja,

Hábito galvanizado,

História mínima e deserta,

Não,

Não conheci da vida

Sei apenas de entremeios e subterfúgios,

De borrifos e apalpadelas,

Inalo partículas de ar e não as almejadas golfadas de brisa tépida,

Não,

Nunca ouvi o chamado da vida,

Nem o som e nem a melodia que ela produz,

Só vivi as emoções de almoxarifado,

Conferidas e protocoladas,

Só transitei pela cartografia de sentimentos comezinhos,

Nada sei de recôncavos ou falésias, istmos ou cordilheiras,

Nem imagino quando florescem as acácias,

Sequer sei o que são acácias ou cerejeiras,

Mas sei da desesperança e do padecimento,

Reconheço o desabrigo e a indiferença,

Compreendo a instável permanência do quando

O átimo eterno e irresistível,

A sofreguidão ciclotímica da hora anterior,

O meu é um tempo encapsulado

Que não transcorre e nem deixa de se ir


==========================================


Mais um excelente músico de Chicago, Jack Wilson nasceu em 03 de agosto de 1936. No início da década de 40, mudou-se com a família para Fort Wayne, onde iniciou os estudos do piano aos 12 anos. Profundamente influenciado por George Shearing, aos 17 anos já tocava profissionalmente na banda de James Moody. Posteriormente, acompanhou durante um bom tempo a cantora Dinah Washington, além de haver tocado com músicos renomados, como Sonny Stitt e Gene Ammons. Formado em música pela Universidade de Indiana, mudou-se para Los Angeles em 1962. Tocou com Gerald Wilson, Roland Kirk, Johnny Griffin, Roy Ayers, Lee Morgan e Jackie McLean, entre outros.


Dentre seus discos, destaca-se o ótimo “The Two Sides Of Jack Wilson”. Gravado em 1964, para a Atlantic, encontra Wilson secundado pelos ótimos Leroy Vinnegar (baixo) e Philly Joe Jones (bateria). O título decorre do fato de que na época do LP, este álbum continha dois lados distintos: um com temas mais acelerados e outro com temas mais lentos. Inclui gemas de Tadd Dameron (“The Scene Is Clean”), Bud Powell (“Glass Enclousure”) e Michel Legrand (“Once Upon A Summertime”), além de duas composições do líder, as ótimas “Kinta” e “Good Time”. Wilson possui um toque refinado e bastante melódico. Vinnegar e Jones, como sempre, são uma atração à parte. “The End Of A Love Affair”, executada com grande sutileza e criatividade, revela que o pianista ouviu bastante Erroll Garner em seus anos de formação. Uma excelente porta de entrada para conhecer um pouco da arte desse talentoso pianista.


Wilson é reconhecido como um dos mais completos acompanhantes que atuaram entre os anos 60 e 90. Apesar de baseado em Los Angeles, não é tão imediatamente associado à West Coast quanto pianistas como Jimmy Rowles ou Carl Perkins, talvez por haver acompanhado muitos vocalistas em sua carreira – além de Dinah Washington, atuou ao lado de Lou Rawls, Sammy Davis Jr., Eartha Kitt, Sarah Vaughan e do trio Lambert, Hendricks & Ross. Possui um toque elegante e bastante refinado, com ecos de Red Garland, outra influência confessa. Faleceu no dia 05 de outubro de 2007.

51 comentários:

pituco disse...

érico san,

sou o primeiro dessa vez...rs

li o poema e ouvirei a música.

abraçsons pacíficos

Érico Cordeiro disse...

Grande Mr. Seu Pituco-San,
Valeu pela presença, meu embaixador!
Espero que você tenha gostado dos dois!
Um grande abraço!

Sergio disse...

Esse não é o pianista que pediu uma forcinha, acho que ao Chico Batera, para gravar o ‘Brasilian Mancini' com um violonista brasileiro e Batera chamou o Antônio Carlos, que já era o Tom no Brasil e então Tom gravou, mas, assinou-se 'Tony Brasil'?... A raridade máxima, álbum perdido do Brasileiro de Almeida?...E que está dando sopa (o álbum) no blogui Hot Beat Jazz do Mauro? E vc tem um solo dele, Jack Wilson aquele, seu sãnico?! Meu deus! O cara é um Colecionador profissional!

Make mudando de assunto: lembra a imagem dos passarinhozinhos no ninho ansiosos à chegada de mãe pássara? Poizé. Eu sou aquele do pio mais estridente. Deu pra entende?

"emoções de almoxarifado. Conferidas e protocoladas"? Pra poesia é uma imagem e tanto, mas será que o Maranhão merece isso? Apesar daquela Sarna, virose-máxima-da-propagação-endêmica!? Acho que não, hein? Acho que nem por um decreto!

Por fim... E aquele Blues, mr. Érico? Única justificativa que aceito é: “estou esperando o momento certo”. Sugiro lendo ouvi-lo do Iparanga as margens nada plácidas de “SINTAXE PERPLEXA”.

APÓSTOLO disse...

Prezado SÉRGIO:

Até o momento julgava os comentaristas das resenhas do estimado ÉRICO CORDEIRO pessoas sérias.
Mas escrever, pronunciar, referir-se direta ou indiretamente ao nome, codinome, apelidos ou mesmo referenciar-se escassamente ao podre que comprou vaga na Academia Brasileira de Letras (e que teve o ganha-pão trazeiro mordido por marimbondos incendiados), e que enlameia nosso Congresso Nacional, considero uma afronta.
E por falar em JAZZ............

Sergio disse...

Sério? Até rima (com meu nome), mas nem procede. E, puxa, seu Apóstolo, quanto de Jack Wilson acrescentei dessa vez no “por falar em jazz". Talvez pela 1ª vez! E com isso levo um carão? Vou citar outro do poder "assim não pode, assim não dá".

Sergio disse...

Seu Érico, confesso que não pirei com "What Is There To Say", tvz não estivesse num dia bom pra ouvir, já que é só pérolas q indica. Mas sabe o q ouço agora pasmo? The Complete Gerry Mulligan Meets Ben Webster Sessions... Bom demais, amigo. Se não tens tá chegando. Com ele fecho o 500tão. Duplamente bom esse disco!

HotBeatJazz disse...

Mr. Érico,

providencial as informações sobre o Jack Wilson, que são poucas e esparsas, tua pesquisa acrescentou bastante para mim. Sérgio, o articulador da participação do Tom no outro álbum do Jack foi o Tião Neto. O fato foi narrado pelo próprio Tião nas pizzas devoradas todas as terças após o programa "O Assunto é Jazz" do inigualável LUis Carlos Antunes (Lula - o bom, não confundir com o molusco que anda se achando). Sobre o J Wilson eu acrescentaria os trabalhos dele na decada de 70 com o trompetista Clark Terry. Desde q Terry se tornou uma espécie de consultor do MOnterey Jazz Festival e foi viver na california, o Jack Wilson passou a acompanha-lo.

Grande e fundamental resgate de um músico realmente "underrated".

Parabens.

HotBeatJazz disse...

Ô¬Ô
sempre esqueço de apertar o botãozinho pra acompanhar os comentários.

Ô¬Ô

HotBeatJazz disse...

Ô¬Ô
Érico,
colocarei o apelo relativo a Mestre Helvius Vilela lá no HBJ.

Ô¬Ô

Salsa disse...

Fiquei triste por saber do estado de Hélvius. Tive o prazer de conhecê-lo (brevemente, mas o suficiente para saber que é uma pessoa de primeira). Foi-me apresentado pelo compadre Acir Vidal, do Contraovento. Hélvius contou uma piada a cada intervalo de sua respiração.

PREDADOR.- disse...

Bela poesia e belo resgate do ótimo Jack Wilson. Aproveitando a deixa e baseado nos textos dos posts de mr.Apóstolo e mr.Sergio, gostaria de sugerir, mr.Cordeiro, que além do jazz você fizesse comentários sôbre política e politicos brasileiros. Tenho certeza que muitos "elogios" e sugestões aos sarneys, fernandos henriques, lulas, etc... advirão, tudo "temperado" com galhinhos de arruda.

Andre Tandeta disse...

Erico,
manhã quente , la fora e aqui no blog.
Agradeço a todos que de alguma maneira derem uma força ao Helvius.
Jack Wilson: SENSACIONAL a performance em "Glass Enclosure". E fica ,pra mim pelo menos,uma questão a ser examinada, com mais vagar, no ar: esse vocabulario que ele mostra com essa desenvoltura toda é o mesmo que Chick Corea usa. Não estou falando de maneira de tocar,nisso cada um deles é bem original. Wilson tem um som de piano da escola classica do jazz enquanto Corea é mais "picadinho",staccato.É o vocabulario de frases, escalas,acordes, ritmos,enfim, todo um approach no piano que achei muito semelhante,inclusive pela influencia de compositores da musica classica(Ravel e Bartok, mais especificamente ,mas ha outros). Influencias jazzisticas de JW:
Red Garland,não tão "na cara" mas esta la. Mas não é facil tracejar de onde vem esse fraseado que mescla bebop e modal e no final do solo uma pequena incursão "outside", creio que nessa epoca não havia ainda tantos musicos se utilizando dessa linguagem. Fiquei realmente impressionado com Jack Wilson e com essas ,digamos, semelhança com Chick Corea que, repito,em nada os torna menos originais. É interessantissimo fato musical e merece uma "cavucada".
E peço encarecidamente que deixem qualquer comentario ou provocação politica para outros lugares. Cada um com seu cada qual como diz sabiamente o Manito.
Abraço

Érico Cordeiro disse...

Uau!!!
A casa está uma maravilha - cheia de amigos queridos.
Saúdo a todos aqui de Pinheiro City, a princesa da baixada.
Sau San, o pássaro piador, não se avexe que sexta eu "vou estar anteciPando" um presente de Natal! Como disse o Mauro em um comentário abaixo, é esse mesmo “O CARA”. E tenho o Gerry Mulligan Meets Ben Webster, mas não sei se a minha edição é "Complete", mas é boa pra caramba (rs, rs, rs).
Mestre Apóstolo, sobre "o indigitado", tenho a dizer apenas que o Maranhão é a terra de Gonçalves Dias, Sousândrade, Ferreira Gullar, Artur e Aluísio Azevedo, João Lisboa, Raimundo Correia, Humberto de Campos, Odorico mendes, Coelho Neto, Josué Montello e tantos outros!!! Não se deixe contaminar pelo veneno de qualquer inseto (seja ele de piromaníaco ou não, tenha ele bigode ou não).
Mauro, vou dar uma aprofundada no texto, já usufruindo de sua preciosa contribuição. Valeu mesmo!!
Mestre Salsa, toramos para que o Hélvius melhore e o tratamento seja muito bem sucedido!!!
Caro predador, acho que o seu detonador atômico seria providencial na detonação dos nossos políticos - mas prefiro falar mesmo de jazz (o jazz até hoje não me trouxe decepções e nem me envergonha como certos "políticos"). Além disso, deixar de falar na beleza do jazz prá falar na feiúra da nossa política não me parece muito legal (acho que ia perder um monte de leitores!!!).
Mas a idéia de um espaço prá jogar tomates e ovos virtuais em boa parte desses caras é ótima! Assim, sugiro que você crie um blog sobre o tema, do qual eu prometo ser o primeiro seguidor e fiel membro da comunidade "atire um torpedo de fótons em um político" - e aí, que tal a sugestão? Vai bombar e eu vou pôr logo um link aqui no jazz + bossa!!!!!
Mr. Tandeta, sua presença é sempre muito bem-vinda. Como disse ao querido predador, deixemos a política para os nossos afazeres cotidianos e ouçamos (e leiamos) muito jazz na veia!!!! Vou ouvir com atenção redobrada esse diaco para tentar captar o que você disse sobre s semelhança com o Corea (se bem que nada entendo de teoria musical, vai ser só no “ouvidômetro” – vou ouvir o Now He Sings, Now He Sobs e o Trio do Corea interpretando Monk, depois, ok?).
Grande e fraterno abraço aos queridos amigos que fazem do jazz + bossa esse lugar tão especial para mim e que só me dá alegria e contentamento!!!!

Caio disse...

Fala Érico,
como sempre muito bom a poesia....
Abrs

Érico Cordeiro disse...

Grande Caio,
Seja sempre muito-bem vindo.
Que bom que você gostou da poesia (e espero que do disco postado também - rs, rs, rs).
Um fraterno abraço!!!!

figbatera disse...

O poema é bem feito mas deixa a gente "pra baixo"; já a música nos devolve "pra cima".
Abração, Érico!

Érico Cordeiro disse...

Mestre Fig,
Prazer em vê-lo por cá - cobro-lhe uma maior freqüência no nosso querido MELObateroMANIA!!!
Pois é, mas como já disse o Fernando Pessoa, o poeta é um fingidor - e esse baixo astral pode ser apenas licença poética (ou não - rs, rs, rs).
Quanto ao Jack, o cara manda muito bem - pena que só tenho esse álbum e os discos dele sejam raros!
Abração!

Pedro disse...

Prezado SÉRGIO:
Com certeza e por não ter colocado rsrsrsrsrsrs... no final de meu comentário, o nobre colega pensou que eu teria tido a audácia de aborrecer-me com seu comentário. Muito pelo contrário (que, como diriam os antigos, é gato virado do avesso), aproveitei a deixa para descarregar um pouco de fel contra o, como você bem alcunha, sarnoca.

Estimado ÉRICO:
O Maranhão, como os demais estados de nosso Brasil, é do CORAÇÃO, muito mais que por suas belezas, gastronomia, simpatia dos nativos (muitos dos quais meus fraternos amigos), mas sobretudo por suas figuras pátrias (algumas das quais você nominou) que tantos exemplos de "BRASIL" nos legaram.
Logo, não merecia ter berçado essa caterva que usa, abusa e se lambuza do poder.

Érico Cordeiro disse...

Mestre Apóstolo,
Concordo em gênero, número e grau - e assino embaixo do seu comentário.
Quanto ao Sérgio, é claro que ele percebeu que era uma brincadeira - o garimpeiro, além de super gente boa, é um cara bem humorado prá dedéu!
Pois bem, acho que o blog do Predador já tem muitos possíveis leitores, não é mesmo? Gostaria de saber em quem ele vai aplicar o célebre detonador atômico (rs, rs, rs)!
Grande abraço, mestre!

Sergio disse...

Tá tudo em paz, seu Pedro Apóstolo.

Olhe, por falar em paz, no Hot Beat do dr. Mauro trava-se uma grande polêmica -das boas-, sobre um certo disco perdido do Modern Jazz Quartet, como a autoridade maior no assunto é o senhor, se deres uma passada lá, pode contribuir.

E não se amofine se vir suas palavras aqui citadas, repetidas lá, considere isso como essa minha mania in-con-trolááável de fazer piada com qualquer matéria ou material. Concentre-se, please, na nossa dúvida. Acho q no fim o que quero saber mesmo é se vai valer a pena correr atrás do tal MJQ perdido.

Érico Cordeiro disse...

San Sérgio.
Não vi a polêmica, mas já opino: sempre vale a pena correr atrás de um MJQ perdido.
Falando nisso, temos o cd "Boston 1952", lançado pela OJC, do querido Charlie Parker (tocam com ele Dick Twardzik, Roy Haynes, Joe Gordon e Charles Mingus)?
Se não, please, garimpe-o. Se sim, bom tudo bem, eu procuro lá na relaçãozinha (não precisa me chamar de preguiçoso, pois estou em Pinheiro City - rs, rs, rs).
Abração!!!

Érico (o Peixoto) disse...

Mais, Érico, mais! Não esconda esses poemas em suas gavetas virtuais. Brinde-nos, traga à luz, sempre. Do texto eu nem falo mais. Sempre muito a ensinar. Mas das poesias eu digo: excelente! Parabéns. Topas dividir uma publicação? Sai mais barato hehe...

Falando de seu nobre estado, como bem lembrou, é terra de Ferreira Gullar, Humberto de Campos, Gonçalves Dias, Sousândrade, Turibio Santos... Esqueçamos, pois, aqueles que não devemos pronunciar o nome.


Grande abraço!

Érico Cordeiro disse...

Valeu Xará - e vamos amadurecer a idéia da publicação conjunta (seria uma honra)!!!
Quanto ao indigitado e sua turma, o silêncio é o melhor remédio (não dá sequer dor de barriga - rs, rs, rs).
Abração, meu caro Jedi. Que a Força esteja com você!!!!!

APÓSTOLO disse...

Prezado SÉRGIO:

"Visitei" o MAURO e comentei sobre o MJQ sem poder ajudar.
Também tenho interesse nessa gravação que, ao pouco que sei e conforme comentado por revista italiana, foi tomada ao vivo por transmissão radiofônica diretamente do Birdland.

Andre Tandeta disse...

Erico,
veja como são as coisas:
dando uma olhada no YouTube correndo atras de videos com Alan Dawson encontrei uma pista sobre a origem, ou uma das origens,do vocabulario que tanto Jack Wilson como Chick corea usam(outros tantos tambem mas ficamos com esses dois monstros do piano). Relembrando: é um vocabulario extenso onde convivem bebop, modalismo e influencias da musica classica ,notadamente compositores do secXX(Ravel,Bartok,Milhaud...). Pois bem. Dave Brubeck. Como prova ao meu argumento veja essa apresentação em 1972 na Alemanha. É claro que tanto Wilson quanto Corea foram possivelmente influenciados pelo Brubeck mais antigo,da decada de 50 pois desde la ele ja se utilizava dessse vocabulario sofisticado e inovador.
http://www.youtube.com/watch?v=gfOFzb4OvYo
Bill Evans ,que alguns menos avisados não consideram um inovador, tambem pode ser citado como um dos pioneiros na incorporação de ideias mais sofisticadas melodica e harmonicamente . Mas na minha opinião aqui esta o homem que influenciou decisivamente Jack Wilson e Chick Corea,alem de milhares de pianistas pelo mundo afora. E tambem não podemos deixar de mencionar o inovador ritmico que Brubeck é.
E como o video é dividido em duas partes aqui vai a segunda onde ha um ESPETACULAR solo de Alan Dawson. Pra quem ainda tem duvidas sobre as possibilidades musicais da bateria essa é a prova irrefutavel.
http://www.youtube.com/watch?v=WVwUZKMaHF8
Detalhe: é o quinteto de Brubeck que esta no disco gravado ao vivo "We're All Together Again For the First Time" . Conjunto sensacional:Brubeck,Paul Desmond,Gerry Mulligan,Jack six e Alan Dawson. Na primeira solos de Mulligan,Desmond e Brubeck(CQD) e na segunda de Jack Six e Alan Dawson.
Rapaz , voce alem de poeta e blogueiro de primeira ainda esta me fazendo "cavucar" essas coisas.
Como agradecer?
Abraço

Érico Cordeiro disse...

Mestre Apóstolo,
Se você não pôde ajudar, quem poderia? Somente a sua modéstia impede de dizer que você "eliminou o ofídio e exibiu a clava" (acho que fica mais bonito que "matar a cobra e mostrar o pau", expressão que sempre me pareceu um tanto quanto inadequada - rs, rs, rs), pois já esclareceu que a gravação se originou de uma transmissão radiofônica de um concerto no Birdland.
Já deu o caminho das pedras - agora resta ao PCG (Primeiro Comando da Garimpagem), do qual o Sérgio é o líder máximo e general de brigada, providenciar essa gema rara!
Grande abraço!!!!

Érico Cordeiro disse...

Mestre Tandeta,
Por óbvio você percebeu que eu postei a minha resposta ao Apóstolo ao mesmo tempo em que você postava o seu comentário.
Bem, vamos por partes, como diria o mau e velho Jack!
Em primeiro lugar, eu é que tenho que agradecer as presenças luminosas dos amigos - você, o Apóstolo, o Salsa, o Lester, o Sérgio, o Mauro, o Caio, o Iendis, a Valéria, a compadre Celijon, o James, o Mestre Raffaelli, o Edú, o Predador, o Érico Peixoto, o Fig, a Cinthya, a de@, o Saulo, o Edinho, enfim, TODOS os amigos que comparecem a esta casa e, comentando ou não, me enchem de alegria (e de um indisfarçável orgulho)!
Você é sócio remido, com direito a título e tudo mais - eu é que não sei como agradecê-lo!!!
O Brubeck é, certamente, um dos grandes, um dos maiores.
Músico espetacular e cidadão da melhor estirpe - o seu depoimento na série jazz, do Ken Burns, foi o mais emocionante!
Vai pintar por aqui, em breve, em um disco não muito conhecido (tô em dúvida entre o Reunion e o Near Myth, duas pérolas não tão incensadas como o Time Out, mas ambas são fantásticas).
Vou dar uma checada nos vídeos (como minha conexão é lenta, tenho tido muita dificuldade em assistir aos vídeos no you tube, mas vou tentar - por isso também que eu reduzi as viagens Pandoísticas - rs, rs, rs).
Comprei o We're All Together Again For the First Time por indicação sua e não me arrependi - o solo do Dawson em Take Five é uma coisa de louco!!!!
Valeu pela presença e pelas inestimáveis dicas - peço logo licença para usar algumas de suas conclusões nessa postagem sobre o Brubeck, ok?
Abração!!!!

Andre Tandeta disse...

Erico,
pode usar a vontade meus pitacos. Acho que seria bom voce conferir de alguma maneira e não aceitar a minha visão como a ultima palavra no assunto. Alias isso é uma regra pra quase tudo,voce não acha ?
Vou mandar um email pra voce ,la pro fim de semana ,ou até antes,se der,com algumas informações musicais que acho interessantes e um resumo dessas minhas conclusões sobre a influencia de Brubeck em Jack Wilson e Chick Corea.
Abraço

Érico Cordeiro disse...

Valeu mesmo Mr. Tandeta,
Como te disse, vou ouvir com mais atenção. Mesmo sendo leigo, acho que consegui perceber alguma semelhança entre o Now He Sings, Now He Sobs e o disco do Wilson, não sei explicar do ponto de vista técnico, mas nos dois o som é límpido, as notas parecem meio espaçadas, às vezes parecem soltas.
Parece que ambos beberam na mesma fonte - ao que tudo indica o nosso querido Brubeck.
Valeu mesmo Seu Tandeta!

APÓSTOLO disse...

Prezados ÉRICO e TANDETA:

Já que chegamos a BRUBECK (a meu juizo um dos grandes inovadores no JAZZ, além de um senhor divulgador da "Arte Popular Maior" nos estabelecimentos de ensino dos U.S.A.), indico duas obras que merecem ser ouvidas / vistas.
(1ª) O LP "Blue Roots"(não tenho notícias da reedição em CD) que reune BRUBECK / JACK SIX / ALAN DAWSON / GERRY MULLIGAN, com um DAWSON soberbo e BRUBECK retornando às origens, já que nas notas de contra-capa o crítico WILLIS JOHNSON inicia seu texto assim:
"Dave Brubeck and the blues are old, old friends. He began his professional career playing the blues."
(2ª) Foi lançada no mercado agora em 2009, comemorando os 50 anos do lançamento do histórico "Time Out", uma edição com 02 CD's e 01 DVD. Nos CD's o quarteto BRUBECK / DESMOND / "GENE" WRIGHT / JOE MORELLO com as faixas originais, muito bem remasterizadas e como se gravadas agora. No DVD vem o "creme", com DAVE BRUBECK ao piano e em entrevista no "making of" do "Time Out", em documento imperdível sobre como criar a partir de sons do dia-a-dia, sobre como usar as mãos no piano, sobre cruzamento de rítmos, enfim, documento que considero da maior importância.

APÓSTOLO disse...

Prezados TANDETA e ÉRICO:
Em tempo, se ainda o há - gravei para o programa radiofônico "Jazz Espetacular" (produção de Ana Lúcia Bizinover e Maurício Quadrios, rádio TUPÍ-FM, Rio de Janeiro) programa sobre DAVE BRUBECK, para o qual montei o roteiro, as faixas e participei como "entrevistado".
A gravação ocorreu no dia 03 de abril de 1985 e o programa foi ao ar no dia 07 de abril seguinte, às 22.00 horas.
Percorrí a história de BRUBECK, a formação do quarteto com DESMOND/GENE WRIGHT/MORELLO, as principais gravações e escolhí para serem rodadas as faixas "Jeepers Creepers", "Summer On The Sound", "Tokyo Traffic", "Anything Goes", "Love For Sale", "Unisphere", "Cable Carr", "Cassandra" (o máximo de "swing" no mínimo de tempo), "Take Five", "Estrellita" e "Movin'out"(esse com Gerry Mulligan e Alan Dawson).
Coisas que o tempo não apaga...

Érico Cordeiro disse...

Prezado Apóstolo,
Só prá dar água na boca!!!!
Procurei o Blue Roots no Amazon e no CD Universe e nem rastro!!! Só o Sonic Boy prá encontrar.
Quanto à edição especial do Time Out, é outra sugestão de deixar qualquer fã alucinado - tenho a caixa temática For All Time (com os discos Time Out, Time Further Out, Time Changes, Time In e Countdown Time In Outer Space) e essa agora me deixou muito tentado.
Quanto à edição do programa Jazz Espetacular, agradeço a deferência. Tenho certeza que esse especial do Brubeck foi feito em minha homenagem, pois 07 de abril (dia em que foi ao ar) é o dia do meu aniversário (rs, rs, rs). E que repertório primoroso!!!
Pois bem Mestre, espero que você aprove o disco do Brubeck a ser resenhado (a briga está entre o Reunion - com o saxofonista Dave Van Kreidt, e o Near Myth - com o clarinetista Bill Smith).
Grande abraço!!!!

Sergio disse...

Vcs aparecem com tanta informação que AÍ SIM, justifica a preguiça. O pobre do raro at Birdland ficou pequenininho... Imaginem o que deve haver de disco maravilhoso fora de catálogo e perdido. Alguns até fáceis de achar em blogs e programas 2p2 como o soulseek, outros completamente esquecidos... E o pior é que eu procuro mesmo! Logo, dá uma tremenda decepção quando não encontro vestígio.

E já colei Blues Roots e levei pro soulseek, em princípio, nada... Mas isso tbm não quer dizer que uma hora não aparece um user conectado que possui a preciosidade. Mas dando sopa o 'perdido' do seu Apóstulo não está.

Há tbm um que seu Érico reclamou... Aí a hora da preguiça: nem sei mais em qual comentário...rs.rs.rs...

Érico Cordeiro disse...

San Sérgio,
Repito-o-o:
É o Falando nisso, "Boston 1952", lançado pela OJC, do querido Charlie Parker (tocam com ele Dick Twardzik, Roy Haynes, Joe Gordon e Charles Mingus).
E não desista do Blues Roots, tá bom?
Novidades, please repasse-me!
Abração!

Sergio disse...

Minhas palavras confirmadas: "Imaginem o que deve haver de disco maravilhoso fora de catálogo e perdido?, alguns até fáceis de achar em blogs e programas 2p2 como o soulseek, outros completamente esquecidos..."

O Boston, 1952 foi molinho, molinho, molinho de achar. Colei o nome aqui, levei pro soulseek e... abretesésamo! Só um probleminha, já fechei e gravei o tal 500tão. Daí q esse (q começou a baixar agora) vai em separado. Mas, como diria a malandragi: tá inriba.

Érico Cordeiro disse...

Valeu, Mr. Garimpo Boy.
Ouça esse disco e preste atenção no trabalho do trompetista, chamado Joe Gordon.
Dispois me diga o que achou do cara!
Abração!

Sergio disse...

Seu Érico, ouvi. Muito bom. Mas com um senão, o som é meio abafado e alguns instrumentos de apoio ficam escondidos, quase imperceptíveis.

É bootleg?

Mas agora, pode rir ou se admirar, já estou baixando Joe Gordon Lookin' Good! de 1961. Um dos poucos solos (2º o allmusic) do trompetista e com 4,5 estrelas de cotação. O outro é Introducing JG de 1955 (4 estrelas). A turma do Lookin' Good! é

Jimmy Bond: Bass
Joe Gordon: Trumpet
Milt Turner: Drums
Dick Whittington: Piano
Jimmy Woods: Sax (Alto)

Assim de 1ª, não conheço ninguém.

Mas num jogo em que jogam, John Lester, mestre Raffaelli, Apóstulo, Edú, Mauro e vossa reverendíssima pessoa, tudo bem sentar no banco e, na espera, fazer uns bico de gandula. Ainda não estou pronto pra sair da várzea. Demérito algum.

Érico Cordeiro disse...

Seu San
Exatamento por causa dessse disco (que será postado em breve) é que descobri o do Parker.
Aguarde que hoje o Gordon pinta por aqui!
Abração!

MJ FALCÃO disse...

É linda a música, não conhecia...
Bom Natal!
o falcão

Andre Tandeta disse...

Erico,
ouvindo varias vezes "Glass Enclosure" fico cada vez mais impressionado com Jack Wilson sendo bem cara de pau peço para voce pandiar ele pra mim,por favor. Assim posso ouvir mais do trabalho desse grande musico.
Abraço

Érico Cordeiro disse...

Caros Falcão e Tandeta,
Sejam bem-vindos e à primeira desejo-lhe também um ótimo Nartal, repleto de paz, harmonia e saúde!
Ao segundo, vou estar anteciPando!
Abraços fraternos!!!

Andre Tandeta disse...

Erico,
obrigado pelo presentinho.
Mas ja deu pra perceber que "Glass Enclosure" é uma exceção nesse otimo disco. Nas outras faixas ele esta, digamos,mais na onda do bebop e é um super blueseiro.
Valeu!
Abraço

Érico Cordeiro disse...

E põe blueseiro nisso, Mr. Tandeta.
Tô abrindo o pacote com o Tio Joe!
Abração!

Sergio disse...

Por falar em bluseiro, seu Érico, e aquele blues q te mandei tão entusiasmado? Infim, numa expressão: não sabes o que estás perdendo.

Érico Cordeiro disse...

Xi, Seu San,
Se esqueci-me-me.
Mas não se zangue!
Tô sem descompactador de arquivo (o prazo do meu venceu e não consigo extrair os arquivos pro formato MP3) e por isso quase não tenho pego coisa na Net.
Dá prá me mandar via Pando?
Valeu!

Ianê Mello disse...

Érico,

meus parabéns pelo belo poema.

Você escreve muito bem.

Gostaria de ver mais poemas seus postados aqui.

Obrigada pela sua visita, a que retribuo te desejenado um natal iluminado e um novo ano repleto em realizações e, como não poderia deixar de ser, com muita música e poesia.

Beijos.

Érico Cordeiro disse...

Prezada Ianê,
É sempre uma honra recebê-la aqui no jazz + bossa.
Obrigado pelas palavras gentis e que o Natal e o ano novo sejam plenos de alegria e realizações.
Um fraterno abraço!

Sergio disse...

Finalmente ouvido, seu san. Estava muito curioso com esse disco, pq, pelo texto do Ruy Castro, sobre o disco misterioso Brazilian Mancini de JW, a história fica muito em torno do Tomzinho ('Tony Brazil') e quase não se fala sobre o pianista autor da idéia. Então eu nem sabia q JW era tudo aquilo q fala o Tandeta. Pra mim era um pianista menor. Tanto q é dito lá (no texto do Ruy), q Tom Jobim nem gostava muito de falar no tal disco desaparecido.

Valeu a dica!

Érico Cordeiro disse...

Mestre Seu San,
Valeu mesmo - esse disco é muito bacanudo!
E tô sentindo sua falta, viu - cadê as novidades sônicas????
Abração!

ju rigoni disse...

Erico, eu já estava quase saindo quando deparei-me com essa maravilha de poema, que é um jazz. Em rítmo e beleza. Certeiro.

Bjs e inté!

Érico Cordeiro disse...

Cara Ju,
Obrigado pelas palavras gentis
Aos pouquinhos vou criando coragem prá mostrar aos amigos do jazz + bossa os meus poemas - tem mais alguns, é só ir nos marcadores e clicar em Poemas de jazz.
Espero que você goste!!!
Um fraterno abraço e uma ótima semana!

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