Amigos do jazz + bossa

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

UMA PONTA DE CIGARRO ACESA. E UMA TRAGÉDIA.


Estamos nos primeiros dias de novembro de 1963. Após anos de estrada (ele se profissionalizou em um longínquo 1947), Joe Gordon parecia ter, finalmente, encontrado o caminho do sucesso. Com dois discos gravados como líder (“Introducting Joe Gordon”, de 1955, e “Lookin’ Good”, de 1961), além de participações avassaladoras em álbuns como “Some Like It Hot” (de Barney Kessel), “West Coast Blues” (de Harold Land) e “Awakening!!”, (do amigo e parceiro Jimmy Woods, gravado no ano anterior), ele começava a chamar a atenção do público e da crítica, para o seu fraseado altamente energético e seu som melodioso e incisivo.

Aos trinta e cinco anos, vindo de atuações bastante consistentes ao lado de Dizzy Gillespie, Shelly Manne e Thelonious Monk – além de uma breve, porém marcante passagem pelos Jazz Messengers, numa formação que incluía Gigi Gryce e Walter Bishop Jr. – esse verdadeiro musician’s musician caminhava a passos largos para se tornar um dos mais importantes e influentes trompetistas dos anos 60. Mas o destino lhe foi inclemente. Dolorosamente inclemente. E ele jamais teria o reconhecimento que outros músicos da mesma geração – como Miles Davis ou o precocemente falecido Clifford Brown – tiveram.

Mas voltemos um pouco no tempo, a fim de conhecer um pouco da vida e da carreira de Joseph Henry Gordon. Ele nasceu em Boston, Massachussetts, no dia 15 de maio de 1928. Desde muito cedo, o pequeno Joe lego desenvolveu uma especial predileção pelas árias de ópera, cantadas pela mãe, uma cantora amadora. Na adolescência, descobriu o jazz, pelas hábeis mãos do pianista Count Basie, através do qual viria a descobrir a descobrir a sua primeira influência musical: o trompetista Harry “Sweets” Edison.

No início da década de 40, o jovem Gordon assistiu, extasiado, a um concerto de Coleman Hawkins, onde tocavam o saxofonista Don Byas e o trompetista “Little” Benny Harris, que impressionou o rapaz com sua performance incendiária. Matriculou-se, pouco depois, no New England Conservatory e começou a tomar lições de trompete com um renomado professor local chamado Fred Berman. Para sobreviver e pagar as contas, vendia sanduíches nos trens que ligavam Boston a Albany.

Embora tivesse tocado algumas vezes nos clubes e casas noturnas da cidade natal, a primeira oportunidade profissional surgiu em 1947, quando foi convidado para se juntar ao combo do vibrafonista Pete Diggs. Em seguida, aceitou o convite do pianista Sabby Lewis para integrar a sua orquestra e ali conheceu o saxophonista Charlie Mariano, que em 1951 o convidaria para atuar em seu histórico álbum “Boston All-Stars”.

Quando Charlie Parker fez alguns shows em Boston, em Dezembro de 1952, arregimentou alguns músicos locais, como o pianista Dick Twardzik, o baterista Roy Haynes e o próprio Gordon ao trompete (o baixista Charles Mingus completava o quinteto). Tocar com o lendário Bird foi a glória para o jovem trompetista e os concertos, realizados no clube Hi-Hat, seriam lançados em disco apenas muitos anos depois, em 1996, no álbum “Boston 1952”, pela Original Jazz Classics.

A partir daí, o nome de Gordon passou a ser conhecido para além do circuito jazzístico de Boston e trabalho foi o que não faltou ao trompetista. Tocou com Lionel Hampton, Georgie Auld, Don Redman, Benny Carter, Thelonious Monk, June Christy, Art Blakey, Helen Humes e outros. Em 1955 gravou seu disco de estréia, “Introducing Joe Gordon”, ao lado do saxofonista Charlie Rouse, do pianista Junior Mance, do baixista James Schenk e do baterista Art Blakey.

No ano seguinte, foi convidado a integrar a orquestra de Dizzy Gillespie, ao lado de quem excursionou pela Europa, América do Sul e Oriente Médio. No meio do ano, descontente com a falta de oportunidade na banda de Gillespie, Gordon (que também tinha problemas com heroína) resolveu sair da orquestra e atuar como músico freelancer.

Tocou com a orquestra de Herb Pomeroy, em Boston, e integrou, por algum tempo, o combo de Horace Silver, em Nova Iorque. Em 1958 mudou-se para Los Angeles, onde gravou com muitos músicos ligados ao West Coast Jazz, como Shelly Manne (atuou no célebre “Shelly Manne & His Men at the Blackhawk”, Vols. 1 a 5, gravados pela Contemporary em 1959), Russ Freeman, Dexter Gordon, Richie Kamuca, Victor Feldman, Harold Land, Barney Kessel e Scott LaFaro.

Também pela Contemporary, Joe lançou o disco pelo qual merece ser lembrado por todos os amantes do jazz: o extraordinário “Lookin’ Good”. As gravações, com produção de Lester Koenig, aconteceram entre os dias 11 e 18 de julho de 1961 e o resultado surpreende pela enorme qualidade e pelo fabuloso espectro de influências trazidas pelo líder – do bebop à música erudita, passando pelo hard bop e pela música latina.

Para acompanhar o trompetista, foram escalados o underrated Jimmy Woods (saxofonista alto, que tocou com Horace Tapscott, Gerald Wilson e Chico Hamilton), Dick Whittington (pianista pouco conhecido, mas fortemente influenciado por Bill Evans e que atuou como acompanhante de Ernestine Anderson e Dinah Washington, além de ter produzido os concertos da série “Live At Maybeck Recital Hall”), Jimmy Bond (baixista de larga experiência, vindo de atuações com Chet Baker, Art Pepper, Elmo Hope, George Shearing e outros) e Milton Turner (baterista com larga quilometragem, que inclui trabalhos com Ray Charles, Paul Horn, Hank Crawford, Phineas Newborn, Teddy Edwards e muitos outros).

Demonstrando um excepcional talento também do ponto de vista composicional (todas as oito faixas são de sua lavra), Joe Gordon também se revela um músico superior no aspecto da execução, com um domínio técnico impressionante do seu instrumento. Quer ouvir um solo acrobático, digno de um Gillespie ou de um Brown (de quem Gordon era grande amigo)? O que você procura está em “You're The Only Girl In The Next World For Me”. Quer ouvir um som cool, com um trompete assurdinado, típico de um Miles Davis? Então escute “A Song For Richard”.

Abrindo os trabalhos em grande estilo, temos a ótima “Terra Firma Irma”, dedicada à esposa do trompetista. Trata-se de um delicioso hard bop, executado em tempo rápido, com uma interação telepática de Gordon e Woods. Whittington, se não é dos mais conhecidos pianistas do universo, mostra-se bastante à vontade, atacando as teclas com fluidez, desenvoltura e muito swing. Digna de menção também é a fenomenal atuação de Turner, um dínamo de ritmo e vitalidade.

A surdina usada pelo líder em “A Song For Richard” magnetiza o ouvinte, capturando-o pelos ouvidos e pelo coração, neste que é o momento mais emotivo do álbum. Não é propriamente uma balada, mas os ecos de Miles são perceptíveis – cool jazz de primeiríssima linha, à altura do que melhor foi feito no estilo, em qualquer época. Woods emenda um solo delicado e terno, demonstrando ser um saxofonista bastante criativo e melodioso, enquanto o incansável Turner, mais uma vez, dá um show de técnica e versatilidade.

Títulos pouco ortodoxos são uma característica do álbum e “Non-Viennese Waltz Blues” é um dos mais curiosos. A interessante mistura de valsa e blues, à qual se somam elementos de soul jazz e R&B, é um excelente veículo para o virtuosismo de Woods, cujo solo é antológico. Whittington revela um ótimo conhecimento de blues e Gordon atua aqui como um verdadeiro sideman, deixando que seus convidados brilhem à vontade.

A estonteante “You're The Only Girl In The Next World For Me” celebra a volta ao hard bop, de forma bastante efusiva. Woods é um saxofonista de enormes recursos, capaz de extrair do seu instrumentos diversas nuances, ora fazendo-o soar de maneira dócil, ora agressiva. Gordon produz alguns dos solos mais bem elaborados e complexos do álbum, enquanto as irrepreensíveis performances de Bond e Turner mantém a estrutura coesa do quinteto.

A temperatura se mantém elevada em “Co-Op Blues”, na qual, mais uma vez, o fraseado inebriante e articulado do líder faz a diferença, construindo uma miríade sonora plena de beleza e uma boa dose de paixão. Woods, soberbo, intervém de modo mais sóbrio, contrapondo-se de forma quase comedida à exuberância polifônica de Gordon, ao tempo em que a competentíssima sessão rítmica trabalha com a precisão de um relógio suíço.

“Mariana” transita pelos ritmos latinos, mas também remete aos mistérios do Oriente, sobretudo durante o solo de Woods. O trabalho de Turner é espetacular, sendo ele o maior responsável pela diversidade harmônica do tema, mas essa caleidoscópica colagem de ritmos não seria tão rica sem o entusiasmo de Gordon. “Heleen” é outro ponto alto do disco – uma balada ensolarada, porém sensível e de elevado conteúdo emocional, na qual o sopro do líder emula o paradigmático Art Farmer (e com sucesso, diga-se de passagem).

Whittington é o grande destaque de “Diminishing”, faixa que encerra o disco em grande estilo. Seu piano é a força motriz que conduz as atuações de Woods e Gordon, ambas bastante engenhosas. Um álbum que merece ser descoberto e degustado, testamento de um músico de alta personalidade e que possuía aquela qualidade mágica que diferencia um instrumentista competente de um fora de série: uma voz própria. Ouçamo-la, pois, em toda a sua plenitude.

Estamos de volta a 1963. Noite de 03 de novembro. Exausto por mais uma maratona de concertos, Joe Gordon retorna à casa onde morava, em Venice, Califórnia. Deita-se na cama e acende um cigarro para relaxar – o último que fumaria em sua vida. O corpo cansado o traiu: ele deixou que a ponta acesa do cigarro caísse sobre a cama. Levado às pressas para o Hospital de Santa Mônica, Gordon não resistiu. O incêndio pôs fim à vida e à carreira de um dos mais promissores trompetistas da época e, no dia 04 de novembro, ele faleceu, em decorrência dos graves ferimentos provocados pelas chamas.


44 comentários:

Sergio disse...

Interação telepática foi a melhor definição. Acho que acabo de encontrar o meu 2º Benny Bayley do ano. Essencial, seu Érico.

Érico Peixoto disse...

Meu amigo, diante de seu comentário (com uma referência ao grande Manuel Bandeira - em um de meus poemas preferidos do poeta pernambucano) só me resta dizer: muito obrigado. Minhas palavras não conseguem descrever o quão agradecido fico por sua atenção, suas leituras, seu incentivo. É tudo de imenso valor para mim. Muito obrigado!

Neste exato momento, após um resto de madrugada insone, estou me recolhendo ao leito na tentativa de recuperar as energias. Retornarei ao acordar, a fim de ler com atenção e comentar seu texto (esta enciclopédia jazzística de prosa genial).

Grande abraço e até breve!

Érico Cordeiro disse...

Caros Sonic e Xará,
Bem-vindos sempre!
O disco é muito bom!
E em breve tem gato na tuba por aqui (ou seria tuba sem gato?).
Xará, volte mesmo,ok? Deixei outra mensagem prá você no AlternArte.
Abração aos dois!!!

Sergio disse...

Correção: é Benny Bailey e não Bayley.

Seu san, tens o Introducing Joe Gordon? Está lá postado tbm.

Já vi q deixastes comentários lá, mas ainda estava postado apenasmente o "Lookin' Good!".

Grande dica, seu moço! Esse vale albinho genérico com capa e tudo. Ou melhor, esse sai do HD e ganha vida na estante.

Abraços!

Érico Cordeiro disse...

Valeu, Mr. San!
Vou dar umma checada!

pituco disse...

mister érico,

uau...sonzeira

curti muito mesmo o piano de mr.dick whittington...ele tira um som bacanudo.

valeô a dica e já tô acessando o blog do amigo garimpeiro, sérgio san sonic pra baixar as raridades...obrigadão

abraçsons

Érico Cordeiro disse...

Valeu Mestre Pituco-San!
Pode ir na boa porque vale muito a pena!
Abraços intercontinentais!!!

HotBeatJazz disse...

Ô¬Ô

Mr. Érico,
eu simplismente amo o Joe Gordon. Disse lá no blog do SonicBoy que já estava na agulha um álbum dele com o Scott LaFaro no Lighthouse em 58, mas aí é overdose certa. Então ainda hj postarei o tb underrated Louis Smith.

magnífico texto de uma magnífico músico.

Matou à clava!

Abraços

Ô¬Ô

Érico Cordeiro disse...

Grande Mauro,
Muito bom gosto prá trompetistas você tem (rs, rs, rs).
Brincadeira - é porque eu já postei aqui algo sobre o Louis Smith - o disco é o "Here Comes Louis Smith", que eu adoro (também tenho o Smithville, que é muito bom).
Depois dá uma checada, ok? Basta ir nos marcadores.
Abração

Salsa disse...

Segundo Garibaldi, a morte de tantos bons trompetistas nos anos 50 e 60 foi em razão de um pacto que Miles fez com o demo para que ele não tivesse concorrentes.
Grande disco, érico.
Grande post.

Sergio disse...

O humos à Salsa é o melhor, aquele q não faz o menor esforço e parece que nem tenta nos fazer rir.

Bom, seu san, terei q fazer uma recramação. Lendo o comentário do Pituco, acabo de me lembrar que vossa pandeada do Jack Wilson bateu aqui só na casca, o recheio q era bom não veio. Entonces, se puderes me mandar de novo... grato!

Érico Cordeiro disse...

Grandes Salsa e Sérgio,
Acho que a história procede (e tem o Louis Smith, que praticamente se aposentou, dedicando-se mais ao ensino).
Vou anteciPandoar (mas o Tandeta recebeu direitinho)!
Abração

figbatera disse...

Estou ouvindo as músicas aqui postadas; tem razão Mr. Érico quanto à magnífica performance deste grande músico e de todo o time que o acompanha. Parabéns, mestre pela escolha e por mais esta ótima resenha.
ps.:peguei "carona" na dica do Tandeta -comentário no post anterior- e não pude resistir a postar lá no Melobateromania o tal vídeo do Dave Brubeck com o fabuloso Alan Dawson "arrasando", como sempre.

Sergio disse...

Agora chegou com saúde, seu san. Ainda não ouvim, mas o farei amanhã.

Grato, muito grato, gratíssimo.

Sergio disse...

Seu Érico, pelo comentário deixado agora, ainda estás acordado 1:30 da matina já de domingo, d um pulo um pulinho um instantinho no bar sônico, mas preisamente na postagem do Barack Obrahma, o nº 1. Não será sobre política, eu garanto, o meu último comentário lá 'descambou' na boa música. Enfim, ou hoje ou daqui há pouco, passe lá e entederá.

Abraços!

Érico Cordeiro disse...

Mestres Fig e Sônico,
Ainda acordado nesta bela madrugada de sábado, pondo em dia as visitas aos amigos - já dei uma passada no Melobateromania e daqui a pouco deixo um comentário (depois que eu conseguir ver o vídeo, pois minha conexão é o "ó do borogodó"!!
E tô passando no barzinho Sônico (pô, marca aí com o Mauro e o Edinho, cariocas da gema, um chopp e toma umas dez tulipas por mim!!!!).
Abração!

pituco disse...

érico san,

ninguém fez menção ao cigarro (acidente, claro), pois todos devem ser tabagista inveterados...rs

mas, faço aqui meu apelo ao fim desse mal, que quando não interfere na saúde (tanto de quem fuma como de quem não), incendeia e imola como registra a estóira, não é verdade?

não fiz muitas gigs, exatamente, pelo ambiente permissivo ao consumo incontrolável do cigarro...e a galera aqui abusa da fumaça.

é isso aí
abraçsons

Érico Cordeiro disse...

É Mr. Pituco,
Mas parece que cigarro e jazz estão ligados de forma muito íntima.
Já imaginou um clube de jazz sem aquele ambiente enfumaçado? Fica meio estranho, né?
E olha que eu não fumo e odeio fumaça de cigarro - mas num clube de jazz até acho meio tolerável (se bem que acho que dá prá trocar por gelo seco - rs, rs, rs).
Quuanto às gigs com a galera "Maria Fumaça", sugiro uma máscara (e ainda vão te chamar de músico performático - rs, rs, rs).
Grande abraço, meu embaixador!!!!!

Sergio disse...

Amigos, amigos, amigos!... O dia lá fora está ensolarado! Claro q leblonense véio escolado não vai à praia num domingo quase véspera de natal... Isso é pros fanáticos e os turistas. Mas, não é por isso q ainda não consegui pôr os pés nas pedras portuguesas. Amigos, amigos, amiguinhos... Depois da overdose de descobertas, me encontro atracado com simplesmente, tão somentemente, esse álbum: Bill Charlap (Somewhere The Song Of Leonard Bernstein) de 2004. Observe o que o seu Edú, lá nos idos de 2007 garimpou sobre o disco, nos comentários do Jazzseen: "trecho da coluna do Luiz Orlando Carneiro, de meus alfarrábios, no JB do dia 16/12/2004."Mas não será surpresa se o Grammy para jazz combos ficar com o trio do pianista Bill Charlap, iluminado cultor de melodias dos grandes autores do American Songbook. Depois de "Stardust" (Blue Note 35985) - dedicado a Hoagy Carmichael -, Charlap, o baixista Peter Washington e o baterista Kenny Washington (que não são parentes) lançaram em março "Somewhere" (gravado em outubro de 2003). Trata-se do melhor álbum em trio de Charlap, recriando, em tempo de jazz, 12 temas de Leonard Bernstein, dos quais quatro de "West Side Story": Somewhere, Cool, Jump e América”."

Com tudo isso, eu vos pergunto: dá pá saí antes de ouvir?

Andre Tandeta disse...

Erico e Amigos,
o Pando,essa maravilhosa invenção que nos permite de forma simples e facil enviar presentinhos a amigos via email, de vez em quando da um tipo de ,digamos , pane e acontecem coisas com as relatadas aqui pelo SerSonico. Isso aconteceu comigo agora ha um mes,inclusive numa troca de arquivos com o Erico. Fiz um update e pelo menos por agora acabaram -se os problemas. Tenho usado,mandando e recebendo,normalmente. Como acredito que voces usem a versão gratuita,como eu,acho que esse mal funcionamento faz parte de uma estrategia para fazer os usuarios adquirirem a versão paga,teoricamente a prova de panes.
Abraço

Érico Cordeiro disse...

Mr. Sérgio e Mr. Tandeta,
Sejam bem-vindos. Grande dica - Bill Charlap interpretando Bernstein. A conferir!
E quanto ao Pando, assino embaixo - ele é ótimo (mesmo sendo a versão "di grátis", funciona bem à beça).
Abração aos dois!

Celijon Ramos disse...

Depois da aula toda, agora já posso comprar meu trompete. Mas não vale ficar gozando. Talvez ou possa ser o Milesinho, não! Mas falando sério: bela postagem. Esse trompete tem todos os sons. Ora mole, mácio; noutras,contundente.
Até já, ja!

Érico Cordeiro disse...

Tô te esperando, compadre!
Com cerveja gelada e a churrasqueira acesa!!!! Sabe que churrasco sem churrasqueiro não dá, não é?
Beijo grande!

PREDADOR.- disse...

Minhas tarefas o ano que vem serão árduas: carregar a caixa de ferragens da bateria de mr.Tandeta e criar um blog para "detonar" os políticos brasileiros. É mole?Mr.Cordeiro, obrigado por ter aturado minha ranzinzisse e ou brincadeiras por todo este ano (embora com você eu não tenha sido tão contundente, pois a maioria de seus textos foram de primeira linha) e aproveito para desejar a você e familiares um ótimo Natal com saúde e paz, para poder enfrentar o ano que se avizinha com serenidade e muitas realizações; extensivo aos participantes de seu blog. Jazz e muito mais jazz para todos!

Eduardo Barbossa disse...

Enfim um blog com tudo o que eu gosto!

Um grande abraço, feliz Natal e um Ano Novo cheio de JazzBossa!


Eduardo Bar+Bossa
http://eduardobarbossa.blogspot.com

PS: Obrigado pela visita ao meu espaço.

Érico Cordeiro disse...

Prezados Predador e Eduardo (a quem faço votos para que se agregue à nossa confraria),
Sejam muito bem-vindos e obrigado pelas palavras gentis.
Que o Natal seja repleto de alegria, saúde, paz, e amor e que o ano vindouro traga bastante felicidade e muitas realizações - tudo isso, é claro, ao som de muito jazz!!!
Grande abraço!!!

HotBeatJazz disse...

Ô¬Ô

Mr. Érico
que gafe a minha! o Flowers For Lady Day do The Great Jazz Trio está bem aqui no meu hd, olhando pra minha cara de mané. Lá no SonicBar deixei uma resposta incorreta pra vc.
To upando e amanhâ posto la no HBJ.

O meu hd já ficando cinquentão, e foi um tanto barbarizado pela vida boêmia, liga não Seu Érico, amanhã tá na mão.

Seu Sérgio! pega essa carona!

Abraços a ambos os dois!

Ô¬Ô

Laila Guilherme disse...

Triste morrer desse jeito e tão jovem!

Sobre a observação de clubes de jazz sem fumaça, não tenho ido, mas o Bourbon Street deve estar bem melhor agora: a fumaça do lugar era quase insuportável!

grandes beijos.

Érico Cordeiro disse...

Caros Mauro e Laila,
Ao primeiro, take it easy, my brother - essas coisas acontecem - e eu não tinha esquecido que o batera do Flowers For Lady Day é o grande Roy Haynes?
Você tá com crédito (e muito) na casa!
Laila, eu detesto cigarro, mas acho que aquele ambiente enfumaçado ajuda a compor o espaço jazzístico (se bem que agora aí em Sampa, fumaça só se for gelo seco, não é?). E já que você é uma antenada agitadora cultural, me diga uma coisa: você já ouviu falar numa possível turnê do B. B. King aí em Sampa em 2010?
Por favor, diga que é verdade!!!!
Valeu pelas presenças e um fraterno abraço aos dois!

julia disse...

Predador,
de minha parte voce esta desobrigado totalmente de carregar minhas ferragens, valeu pela força moral mas prefiro continuar sem "encargos trabalhistas". Espero nesse proximo anos esbarrar ao vivo com voce em algum lugar onde haja musica.
Abraço

Andre Tandeta disse...

He,He,
postei com o log in da minha filha, Julia. Coisas do HD chumbregado.
Aproveito pra dizer que o Joe Gordon é realmente muito bom . Espero poder conhecer mais,entendeu não é ,Erico.
Abraço

Érico Cordeiro disse...

Mestre Tandeta,
acho que seria uma dupla impagável essa. O Predador como "caddie" de luxo do Mr. Drummer Man!
Abração e daqui a pouco Mr. Joe Gordon aterrisará em sua estante.

HotBeatJazz disse...

Ô¬Ô

Mr. Érico,
dá uma espiadinha lá no BarSônico.
deixei um interlóquio pra vc e SonicBoy. Nossas listas são maravilhosamente complementares blábláblá....vai lá e se intera do assunto

Abração

Ô¬Ô

Érico Cordeiro disse...

Tô indo, meu caro!

Érico Peixoto disse...

É meu amigo... Já fui fumante, mas felizmente nunca passei por situação semelhante. Triste.

No mais, excelente indicação. Ótimo texto... tudo ótimo como sempre. =D Um grande abraço e até a próxima, meu xará!

Anônimo disse...

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semelokertes marchimundui

Érico Cordeiro disse...

Valeu, Xará!
Uma história muito maluca, a do Gordon!
Quanto ao recado, deixo pros amigos poliglotas a tradução.
Alguém se habilita?
Abração!

Grijó disse...

Érico, meu caro, depois dessa aula faixa por faixa, tenho certeza de que o JG descansa em paz.

E por falar em descanso, o Ipsis entra num merecido recesso de fim-de-ano, e seu editor - eu, no caso- vem aqui para desejar um excelente 2010 para vc e para seu blog.
Pax Jazzistica.

Grijó

Érico Cordeiro disse...

Mestre Grijó,
É sempre uma honra e um prazer tê-lo a bordo.
Saúdo-o e à sua família, desejando-lhes um Natal de muita paz, fraternidade e saúde - e, por óbvio, muito jazz!
E que 2010 lhe proporcione muitas alegrias e sucesso em todas as suas empreitadas!
Um fraterno abraço!!!

Marcelo Burmann disse...

Olá, Érico, estou começando a conhecer o Jazz, e, recomendado pelo Sérgio, do blog "Sergio Sonico", quero te pedir uma informação sobre algum livro que tenha um conteúdo bacana sobre o assunto- o Jazz.

Parabéns pelo blog!


Grande abraço

Érico Cordeiro disse...

Caro Marcelo,
Seja muito bem vindo e se junte à nossa confraria.
Obrigado pelas palavras gentis e espero poder ajudá-lo. Não existem muitos livros sobre jazz em português, mas garimpando dá prá formar uma boa biblioteca. Recomendo os seguintes:
Jazz Panorama - Jorge Guinle (Ed. José Olympio - na Saraiva ou na Livraria Cultura vc. encontra);
Guia de Jazz em Cd - José Domingos Raffaelli e Luiz Orlando Carneiro (Zahar);
Improvisando soluções - Roberto Muggiati (Best Seller);
Glossário do jazz - Mário Jorge Jacques (Biblioteca 24x7);
Jazz - das raízes ao pós-bop - Augusto Pellegrini (Códex);
História social do jazz - Eric Hobsbawn (Paz e Terra);
Música nas veias - Zuza Homem de Melo (34);
No mmundo do jazz - François Billard (Círculo do Livro);
Jazz - do Rag ao Rock - Joachim Berendt;
Tempestade de ritmos - Ruy Castro (Cia. das Letras);
O caçador das bolachas perdidas - Jorge Cravo (Cia. das Letras);
O jazz como espetáculo - Carlos Calado.
Bom, há outros livros do Muggiati, do Luiz Orlando Carneiro e uma ótima série de vinte discos lançada pela Folha de São Paulo, com libretos escritos pelo Carlos Calado.
E o documentário Jazz, do Ken Burns, que é maravilhoso.
Espero as dicas ssejam úteis e que você mergulhe de cabeça nesse universo maravilhoso do jazz!
Grande abraço e um excelente Natal, com paz, saúde, harmonia e muita música!!!!

Marcelo Burmann disse...

Muito obrigado, Érico.


Feliz Natal, e, claro, muita música e felicidade!

Abraço

Patrícia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Érico Cordeiro disse...

Caros Marcelo,
Obrigado pelas presenças! Sejam sempre muito bem-vindos - a casa é de vocês!
Fraterno abraço aos dois!!!!

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