Amigos do jazz + bossa

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

MAIS VALE UM PÁSSARO NA MÃO...


Donald Byrd nasceu com o aristocrático nome de Donaldson Toussaint L'Ouverture Byrd II, no dia 09 de dezembro de 1932, na cidade de Detroit. Filho de um pastor metodista que também era músico amador, sua trajetória assemelha-se a de muitos outros jazzistas: recebe as primeiras lições de música no ginásio, muito cedo chama a atenção de uma lenda viva do jazz (no caso, Lionel Hampton, com quem chegou a se apresentar em um show em sua cidade natal), cumpre um período sabático nas forças armadas (onde, obviamente, fez parte da banda da Força Aérea) e, finalmente, se muda para Nova Iorque, em 1955.

Na Meca do Jazz, o trompetista não demora a firmar sua reputação como um dos mais confiáveis acompanhantes do mercado, sendo logo chamado a integrar os Jazz Messengers, substituindo o ídolo Clifford Brown. A partir de 1956, após deixar o célebre combo de Art Blakey, Byrd constrói um impressionante cartel de concertos e gravações com músicos como Max Roach, John Coltrane, Kenny Drew, Jackie McLean, Paul Chambers, Hank Mobley, Thelonious Monk, Kenny Clarke, Lou Donaldson, Red Garland, Phil Woods, Mal Waldron e Horace Silver.

Em uma de suas associações mais celebradas, fundou o Jazz Lab Quintet, ao lado do saxofonista Gigi Gryce. O grupo lançou alguns álbuns interessantes, mas teve uma vida bastante fugaz, entre 1957 e 1958, e seus líderes logo se separaram para se dedicar a outros projetos. Byrd então juntou forças ao velho amigo de Detroit, Pepper Adams, com quem levou adiante uma parceria das mais profícuas. Foram diversos álbuns lançados pela Blue Note entre 1958 e 1961 (quando a parceria foi amigavelmente desfeita) e todos são de altíssimo nível.

Um dos frutos mais estupendos da parceria Byrd-Pepper veio ao mundo no dia 31 de maio de 1959. “Byrd In Hand” foi o segundo álbum do trompetista para a Blue Note e da memorável sessão participaram, além do velho amigo de Detroit, Charlie Rouse no sax tenor, Walter Davis Jr. no piano, Sam Jones no contrabaixo e Art Taylor na bateria.

Dois motivos fazem com que o jazz tenha para com Byrd uma enorme dívida de gratidão: primeiro, porque foi ele quem descobriu o talento estelar de Herbie Hancock e o levou para sua banda; segundo, porque ele é o autor da extraordinária “Here Am I”, uma das composições mais arrebatadoramente belas de todos os tempos e que foi lançada neste álbum.

O disco é bastante homogêneo e reflete a enorme cumplicidade ente Byrd e Pepper, calcada no respeito mútuo e na comunhão entre concepções musicais semelhantes. O sopro viril e musculoso do trompetista se casa muito bem com o som encorpado e grave do sax barítono, proporcionando momentos de puro deleite - é o que se costuma definir como um casamento musical perfeito.

“Witchcraft”, composição de Cy Coleman e Carolyn Leigh eternizada por Frank Sinatra, é reelaborada de maneira bastante criativa, com a dupla Jones e Taylor atuando com uma coesão singular, tingindo essa balada com uma discreta textura de blues e liberando Davis, Byrd, Pepper e Rouse para que cometam ótimos solos.

“Here Am I” é uma jóia preciosíssima, apta a figurar na galeria dos maiores clássicos do jazz, como “Four”, “Daahoud”, “Oleo”, “Blue Train”, “Epistrophy”, “Confirmation”, entre outras mais. Uma canção impressionista, climática, insinuante, lírica, cheia de alternâncias harmônicas que inebriam os ouvidos e fazem com que quem a ouça não consiga concentrar sua atenção em outra coisa, até o fim de seus 8min26seg de beleza em estado puro. Destacar um único músico ou um único solo seria injusto com os demais – é um daqueles momentos tão sublimes, onde a integração entre os músicos é tão intensa e perfeita, que as palavras se tornam insuficientes ou inúteis. É ouvir para crer!

Davis, que além de habilíssimo pianista também é um compositor de mão cheia, contribui com duas músicas: “Bronze Dance” e “Clarion Calls”. A primeira é um engenhoso hard bop de contornos latinos, assentado sobre a pulsante bateria de Taylor. O portentoso sopro de Pepper é responsável por grandes momentos e Rouse, demonstrando a sua enorme capacidade como solista, presenteia o ouvinte com um solo nada menos que magistral. A segunda é bastante melódica, envolvente, centrada no diálogo entre o líder e Pepper.

Duas outras composições do trompetista completam o set. Na acelerada “Devil Whip”, ecos de Parker e dos mestres da Rua 52, em um bebop consistente e desafiador. A atuação do trompetista é soberba – uma combinação muito feliz de técnica e inventividade. Em “The Injuns”, baseada no clássico “Cherokee”, Byrd paga tributo aos primeiros habitantes dos Estados Unidos, adotando em algumas passagens uma batida quase tribal, bastante distinta e inteligente. Rouse constrói um solo arrasador e a sessão rítmica, como de praxe, atua simbioticamente. Um disco altamente recomendável e bastante representativo de um artista com uma folha de excelentes serviços prestados ao jazz e um dos seus mais bem dotados improvisadores.

Diga-se, ainda, que Byrd se destaca de boa parte dos seus pares por conta da educação formal – é graduado em música pela Wayne University e possui mestrado pela Manhattan School Of Music e doutorado pela Columbia Teachers College, além de ser formado em direito e em administração. Também possui uma sólida carreira como educador musical, tendo sido professor em diversas universidades e fundado o Departamento de Música Negra da Howard University. Em 1962 passou algum tempo na França, estudando com a célebre compositora Nadia Boulanger e esse convívio influenciou o trompetista a lançar o aclamado “A New Perspective”, um curioso mix de elementos do gospel, do jazz e da música erudita, com direito a coral e tudo.

Nos anos 70 aderiu à corrente fusion, lançando vários, e comercialmente muito bem sucedidos, álbuns sob esse formato. Recebeu muitas críticas por sua opção, mas pode se orgulhar de ter sido o primeiro músico do cast da Blue Note a vender mais de um milhão de cópias de um disco (“Black Byrd”, de 1972). Em 1974 criou o grupo Blackbyrds, também dedicado ao fusion e integrado por alguns de seus melhores alunos, que gozou de bastante sucesso na época.

Afastou-se dos palcos e estúdios no início dos anos 80, para se dedicar exclusivamente à advocacia e ao ensino, mas a partir de 1987, com o lançamento de “Harlem Blues”, retornou à vida artística, tocando com Joe Henderson, Kenny Garrett e com um companheiro dos tempos de Detroit, o guitarrista Kenny Burrell. A partir de então, seus álbuns voltaram ao bom e velho hard bop, mas não deixou de dialogar com estilos mais comerciais, como o funk e o rap (chegou a excursionar com o rapper Guru).

O trompetista também costuma se apresentar em festivais pelo mundo e não pensa em aposentadoria, ainda mais que agora pode ser chamado, literalmente, de “Jazz Master” – em 2000 foi agraciado com a mais prestigiosa honraria concedida aos músicos de jazz pela The National Endowment For The Arts. Fly away, big Byrd.

37 comentários:

APÓSTOLO disse...

Prezado ÉRICO:

Amém ! ! !
Por favor, sómente a título de "ajuste", jamais de correção, "Witchcraft" é de Cy Coleman e Carolyn Leigh.
Donald Byrd é um MESTRE em seu instrumento e um ser humano absolutamente impecável.
A gravação escolhida é coisa de gente grande.

Sergio disse...

http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://jazzcrisis.files.wordpress.com/2009/02/byrd-in-hand-back-folder.jpg&imgrefurl=http://jazzcrisis.wordpress.com/page/8/&usg=__alluORChgqYI8-8IDeBXEytNbyY=&h=336&w=434&sz=21&hl=pt-BR&start=4&sig2=HRYsLcRXeZijCJtER7N6Zg&tbnid=6fLOlLTMpXM32M:&tbnh=98&tbnw=126&prev=/images%3Fq%3DByrd%2BIn%2BHand%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG&ei=AEr9SoAxkpKcB5eE3K8L

E aqui, enquanto não leio o texto completo, o link pro álbum. Essa é pros justificados apressados q depois da leitura do texto, ou mesmo antes, como este apressadíssimo q vos fala, não vão querer esperar o Érico estar anteciPando o álbum.

Marcelo Mayer disse...

só uam coisa digo a ele: LSDazz

Érico Cordeiro disse...

Grandes Mestres Apóstolo, Sérgio e Marcelo,
Bem-vindos a bordo. Os discos dos anos 50 e 60 são impecáveis - adoro essa fase do Byrd.
E perdoe a omissão, Mestre. De fato, a composição é de Carolyn Leigh também (vou retificar já já).
Abraços aos três!!!

APÓSTOLO disse...

Estimado ÉRICO:

Por favor não retifique nada.
"Ajustes" são "ajustes" e não substituem a resenha e a gravação, essas sim, retificam as omissões dos meios de comunicação, que desprezam a ARTE POPULAR MAIOR e se locupletam de rap's e outras m......enos favorecidas formas de coisa alguma.
Abraços e desculpe-ma a mania de precisão (coisa de velhos com tempo).

Salsa disse...

L'Ouverture...
É o primogênito? Grande som, ele faz. Tenho tudo.

Érico Cordeiro disse...

Mestre, já providenciei a retificação - precisão é precisão (suíça, ainda por cima). Eu só tenho que agradecer!!!
E Seu Salsa, valeu a presença - o cara manda muito bem!!!
Abração!

Paul Brasil (Paul Constantinides) disse...

grande erico
ai esta outra fera do jazz...o donald byrd transborda em elegancia, talento e musicalidade.
seu texto faz justiza a isto tudo.
bom como sempre.
abs
musa musicais
paul

figbatera disse...

Show!

Érico Cordeiro disse...

Grandes Paul e Fig,
Pus comentários em ambos os vossos blogs (só que o que mandei pro Paul, na resenha do Carlinhos Lyra, evaporou-se?!?!!).
Valeu pelas presenças ilustres e sejam sempre muito bemm vindos.
Abração!!!!

Katrina disse...

Genial *-*

Tipo, AMEI TEU BLOG, amo jazz profundamente mesmo.

Paul Brasil (Paul Constantinides) disse...

grande erico
tudo se evapora amigo..risos
mas sempre vale a sua presenza viu...
grande cara
abs
paul

Érico Cordeiro disse...

Prezada Katrina, seja bem vinda e agregue-se à nossa confrraria - que bom que gostou da casa jazz + bossa e, por favor, volte sempre! Dei uma passada no seu blog "Lixo de Textos" e prometo retornar com mais calma - muito bacana mesmo!!!
Grande Paul, era um comentário grandão, sobre o Carlinhos Lyra.
Vou rememorar e depois volto prá comentar de novo.
Abraços aos dois!!!

Érico Peixoto disse...

Esse disco é ótimo, meu nobre amigo. Por sinal, vou escutá-lo agora mesmo. E você, como sempre, acertando em cheio com textos sempre ótimos. Obrigado!

Grande abraço!

Sergio disse...

Acho q serei o 1º a dizer o q todo vascaino quer ouvir: PARABENS VASCÃO, PARABENS VASCAÍNOS!

Amigo, Érico, isso é porque vc é da Gama se fosse urubulino (na mesma situação), tenho certeza q seria o último. Infim, bem vindo a um lugar - e campeão por merecimento - que nós ainda não sabemos se estaremos ano que vem - também por merecimento.

Érico Cordeiro disse...

Valeu pelas presenças, Xará e Mr. Sonic,
Obrigado pelas palavras gentis e uma saudação cruzmaltina a todos os amigos do Jazz + Bossa.
V A S C Ã O C A M P E Ã O!!!!!!!

pituco disse...

érico-sama,

sonzaço e resenha piramidal...ouvirei o cd inteiro no site indicado pelo sérgio...valeô

abraçsons pacíficos

Érico Cordeiro disse...

Grande Pituco,
Bem vindo a bordo.
E agora, graças ao Sonic boy, a galera pode ouvir o disco todo.
Abração!

pituco disse...

érico,

não sei se sou eu, uma topeira em assuntos vários, destacadamente sobre informática, mas não consigo acessar link deixado pelo sérgio...

é isso aí
abraçsons

Érico Cordeiro disse...

Caramba, Pituco,
Então mais tarde vou estar te anteciPando.
Engraçado é que o Tandeta me mandou alguns arquivos e eu não consegui descarregar - mas tô conseguindo mandar direitinho.
Abração!!!

Sergio disse...

... De qualquer maneira, se eu fosse vc insistia, Pituco. Vc cai num blog chamado jazzcrisis (Que crisis?) Só discaço disponível! Entre eles está o em questão. Aí vc clica no título, vai nos comentários... Não é simples assim, mas o blog oferece tanta coisa boa que... se eu fosse vc(s) insistia.

Érico, Pituco e todos os demais. Mais uma postagem política - defendendo a liberação dos downloads - chamo a todos pra deixar o seu recado, contra ou a favor. O q importa é nunca deixar o assunto no esquecimento. Grato pela participação.

Ah, craro, a postagem está no sônico.

Sergio disse...

reenviando o link:

http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://jazzcrisis.files.wordpress.com/2009/02/byrd-in-hand-back-folder.jpg&imgrefurl=http://jazzcrisis.wordpress.com/page/8/&usg=__alluORChgqYI8-8IDeBXEytNbyY=&h=336&w=434&sz=21&hl=pt-BR&start=2&sig2=rbFU4EtMHGxiWzdSuQP-wA&tbnid=6fLOlLTMpXM32M:&tbnh=98&tbnw=126&prev=/images%3Fq%3DDonald%2BByrd%2B-%2BByrd%2BIn%2BHand%2B%281959%29%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26sa%3DG&ei=k8n-SqW2Bs_rlAeqs5HHCw

Érico Cordeiro disse...

Tô indo lá Seu San!!!
Valeu!!

Sergio disse...

Érico, vou te responder por lá tbm, mas tinha q te deixar essa resposta cá em sua casa em sistema de delivery! O q é q é aquilo!??? Os caras entraram numa catarse de baixos instintos animais! Enquanto o mundo está dando provas q a única coisa sensata a fazer e diminuir o custo dos discos, dar mais atenção a música de qualidade os tubarões estõa ainda pensando em taxar os 30 segundos q as lojas virtuais oferecem para o cliente conhecer as músicas q vai pagar um preço exorbitante para ter, e isso, uma boa parte sabendo q provavelmente poderá baixar o álbum de graça! Meu amigo, isso pra mim já não é burrice, extrapolou todas as minhas expectativas me dá um nome para essa doença mental, seu Érico, ou melhor, chama o Salsa que me parece q é especialista doutorado formado, chama uma equipe de psiquiatras pra analisar essa gente!...

Ah, muito obrigado por listar os discos q, por ter ouvido antes, decidiu comprar por obra e graça do nosso trabalho q agora é o seu com louvor!

Abraços!

André Henrique disse...

Legal seu comentário lá no blog do Augusto Nunes, discordo de pontos isolados do seu comentário, mas a essência é dele é boa: você defendeu a tolerância e boa crítica, o equilíbrio, que está faltando aos personagens que você citou no seu alento comentário. Parabéns!
Todavia, não achei a entrevista partidária. No mesmo blog, há, as pencas, entrevistas com Lula.

Érico Cordeiro disse...

Caro André,
Acho que falta ao país um sentido republicano verdadeiro - tanto por parte do PT quanto do PSDB.
E uma mídia mais isenta, que faça as críticas de forma racional, não defesas (ou ataques) apaixonadas a uma determinada tese política.
Bom, mas aqui o espaço é da música - do jazz, principalmente. Seja muito bem vindo e agregue-se a nossa confraria virtual.
Daqui a pouco far-lhe-ei uma visita, ok?
Grande abraço e volte sempre!!!

pituco disse...

grande sérgio,

*desculpe, érico-san, em ocupar teu espaço pra troca de mensagens...

dessa vez consegui...vou baixar e saravá...obrigatô

abraçsons

Érico Cordeiro disse...

Seu Pituco,
A casa é sua, meu embaixador.
Curta o som, que é de primeira.
Abração!!!!

Celijon Ramos disse...

Gostei compadre. A música é encorpada, digo, vamos tomar um bom vinho? Rá, rá, rá...!

Abraço

Érico Cordeiro disse...

Valeu, Compadre.
E estou às ordens. Pode vir!!!!
Beijo grande!
PS.: como foi o chorinho????

John Lester disse...

Prezado Mr. Cordeiro, excelente a resenha sobre esse que é certamente um dos melhores trompetistas do hard bop. Faixa perfeita!

Grande abraço, JL.

Érico Cordeiro disse...

Grande Mr. John Lester,
É sempre um grande prazer receber a visita do capitão da nave jazzseen.
Grande abraço e keep swinging!!!!!

Andre Tandeta disse...

Erico,
Toussaint L'Overture é o nome de um escravo que liderou uma revolta no Haiti no seculo XIX. Muitos afro descendentes(politicamente correto, nada de negros) deram esse nome a seus filhosa numa homenagem a esse Spartacus das plantações de cana.
Donald Byrd é sempre bom de ouvir,recomendo veementemente seus discos em dupla com o genial Pepper Adams. Tenho reeditados em varios volumes e são verdadeiras joias musicais ,pra quem gosta mesmo de jazz .
Abraço

Andre Tandeta disse...

Mais uma coisa ,como provocação mais que obvia:
Pepper Adams é um dos maiores expoentes do saxofone baritono,um musico que me agrada mil vezes mais que Gerry Muligan,que toca sempre muito bonitinho mas perto de PA é anemico e extremamente chato.
Esse papo de "cool" ("Cool de quem?")é conversa pra boi dormir, sax baritono é Pepper Adams.
Abraços

Érico Cordeiro disse...

Seu Tandeta, com a corda toda,
Gosto muito do Mulligan, tenho até uma postagem prontinha sobre ele (mais detalhes, posteriormente). Não acho ele chato - acadêmico, talvez fosse a palavra certa (e os seus discos com Art Farmer são fantásticos)!!!!
Outro baritonista que eu curto muito, embora tenha pouca coisa dele, é o Sahib Shihab, que em breve dará as caras por aqui. Mas o Pepper tá na listinha de futuras postagens.
Acho que já ouvi falar do Toussaint L'Overture e da revolução no Haiti, mas não lembro detalhes (aulas de história de algumas décadas atrás) - ou seja, Seu Tandeta também é cultura!!!
Grande abraço, Mestre das baquetas, escovinhas, pratos e adjacências!!!!

Anônimo disse...

Your blog keeps getting better and better! Your older articles are not as good as newer ones you have a lot more creativity and originality now keep it up!

Érico Cordeiro disse...

Thanks, Mr. Anoonymous!
Please, be welcome and stay with us!!

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