Amigos do jazz + bossa

quarta-feira, 29 de junho de 2011

ANARRIÊ! ALAVANTU! VIVA SANTO ANTÔNIO, SÃO JOÃO, SÃO PEDRO E JULIAN PRIESTER!



Nascido no 29 de junho de 1935, em Chicago, Julian Anthony Priester é um trombonista e compositor dos menos badalados. Mas hoje, durante os festejos dos seus 76 anos bem vividos, ele já declarou que vai deixar de lado a timidez e meter o pé na jaca. Afinal, hoje também se comemora o dia de um dos santos mais queridos e cultuados do catolicismo: São Pedro, o guardião do céu!

A festa vai ter muito mingau de milho, curau, vatapá, torta de camarão seco, pé-de-moleque, arroz doce, canjica, paçoca, bolo de fubá, cuscuz, pamonha e cocada. A Caninha da Roça mandou um carregamento de 50 litros da “mardita” prá animar a rapaziada. A fogueira já foi acesa e daqui a pouco o povo vai dançar ao som do Boi da Maioba, do Boi de Maracanã e Boi de Pindaré, que já confirmaram presença. No encerramento, show com Papete, Chico Maranhão e Alcione, a Marrom.

A barraquinha de seu Priester, montada bem no meio do Arraiá da Cidade dos Ventos, foi toda decorada com bandeirinhas, boizinhos, balões e fotos de São João, Santo Antônio, São Pedro e São Marçal. Foguetes, traques e bombinhas pipocam por todos os lados, assustando os menos familiarizados com aquela confusão. Os amigos estão todos convidados e enquanto se deslocam para o arraial, é bom ir conhecendo um pouco mais da vida desse grande músico.

Priester começou a estudar piano com dez anos, influenciado por um irmão mais velho que tocava trompete e que seguiu carreira militar. Um ano depois, abandonou o instrumento para se dedicar ao violino, ao sax barítono até que, por fim, descobriu  o trombone. Estudante da famosa “Du Sable High School”, ele foi aluno do exigente Walter Dyett, violinista e educador musical dos mais afamados e que foi professor de muitos músicos da cidade, como Dinah Washington, Nat King Cole, Gene Ammons, Von Freeman e muitos mais.

Capitão do exército e considerado um disciplinador, Dyett marcou época no meio musical de Chicago. O aprendizado foi importantíssimo para Priester, que sempre reconheceu a importância do antigo mestre em sua formação. Segundo ele, “as coisas que aprendi naquela época foram muito úteis na minha carreira, quando eu realmente pude colocá-las em prática. Durante os shows, eu não ficava assustado com o ritmo acelerado da banda, e realmente devo muito àquele professor em particular”.

No início dos anos 50, o adolescente Julian começou a carreira prodissional, tocando com artistas ligados ao blues e ao R&B, como Muddy Waters, Dinah Washington e Bo Diddley. Embora ainda não tivesse completado 18 anos, o jovem trombonista era freqüentador assíduo dos clubes de jazz e costuma tocar com artistas em visita à cidade, como Max Roach, Clifford Brown, Sonny Stitt. O cenário jazzístico local era dos mais alentados e o Priester costumava jamear com portentos como Johnny Griffin, Von Freeman, Ira Sullivan, Clifford Jordan, Walter Perkins, Eddie Harris, Wilbur Ware e muitos outros.

Seu primeiro empregador fixo foi na orquestra do pianista e bandleader Sun Ra, com quem permaneceu durante os anos de 1953 e 1954, e a primeira grande oportunidade surgiu em 1956, quando se juntou à big band de Lionel Hampton, que o levou para Nova Iorque. Lá chegando, o trombonista passou por alguns apuros. É que a orquestra de Hamp havia sido convidada para uma excursão de cerca de um mês na Austrália, dividindo os holofotes com a orquestra de Stan Kenton.

Os produtores, no entanto, não tinham dinheiro para bancar as passagens e as hospedagens de duas big bands completas e levaram apenas metade de cada uma delas. Por ser dos músicos mais novos, Julian ficou em Nova Iorque, sem dinheiro, sem emprego e sem lugar para ficar. Por sorte, um conhecido seu, o saxofonista Eddie Chamblee, soube da situação e ofereceu-lhe trabalho na banda da cantora Dinah Washington, com quem atuou até o ano de 1958.

No ano anterior, seu amigo Johnny Griffin o havia apresentado ao produtor Orrin Keepnews, que o levou para sua gravadora, a Riverside Records. Ali, Priester foi um destacado múdico de apoio, registrando presence em álbuns de gente como Bobby Timmons, Philly Joe Jones, Chet Baker, Kenny Dorham, Blue Mitchell, Wilbur Ware, Kenny Drew e do próprio Griffin. Ainda naquele período, Julian montou um grupo com o trombonista Slide Hampton, fortemente influenciado pelo trabalho da dupla J. J. Johnson e Kai Winding.

Em 1959, Priester foi contratado por Max Roach, em substituição ao talentoso Ray Draper, um dos poucos jazzistas modernos a sominar a tuba. Decidido a dar uma nova sonoridade à sua banda, o baterista chegou a uma formação bastante ousada, que além de Julian também incluía os excelentes Booker Little e George Coleman.

Sob a liderança de Roach, Julian participa de gravações históricas, como “Rich Versus Roach” (Mercury, 1959), “Percussion Bitter Suíte” (Impulse, 1961) e do politizado “We Insist! Freedom Now Suíte” (Candid, 1960). Considerado um clássico do jazz engajado, o disco foi objeto do documentário “Noi Insistiamo – We Insist” (1965), dirigido pelo italiano Gianni Amico, no qual Priester aparece em diversas cenas.

Por intermédio de Roach, o trombonista conhece e se torna amigo do multiinstrumentista Eric Dolphy, com quem trabalharia em diversos contextos e que se tornou uma grande influência em sua forma de tocar. Ainda no ano de 1959, Priester participou do filme “Cry Of Jazz”, documentário dirigido por Edward Blank, com música da autoria de Sun Ra.


No ano de 1960, o trombonista teve a oportunidade de gravar pelo selo “Riverside” seu primeiro álbum como líder, o excelente “Keep Swingin”. As gravações foram realizadas no dia 11 de janeiro, no Reeves Sound Studios, Nova Iorque, e Priester teve a seu lado uma banda de peso, onde brilhavam o saxofonista Jimmy Heath (que participa de cinco das oito faixas), o pianista Tommy Flanagan, o contrabaixista Sam Jones e o baterista Elvin Jones.

Heath é o autor de “24-Hour Leave”, um blues em tempo médio de levada contagiante. A pegada de Priester é robusta, volumosa, fazendo um belíssimo casamento com o saxofone do autor do tema, também bastante encorpado. O refinado Flanagan não perde a classe e constrói harmonias com a mesma volúpia dos seus parceiros dos sopros, fazendo uma releitura toda particular da sintaxe do blues.

O álbum dá amplo espaço à veia composicional do líder, responsável por quatro temas. O primeiro deles é “The End”, hard bop sacolejante e com acento latino bastante evidenciado, em especial por causa do sotaque percussivo imposto por Jones. A perícia do jovem trombonista impressiona e mesmo tocando em velocidade supersônica ele consegue soar de maneira bastante melodiosa.

O quarteto (Heath não participa desta faixa) faz uma leitura arrojada de “1239A”, tema de autoria do saxofonista Charles Davis. Audacioso, Priester constrói uma abordagem instigante, expelindo as notas de maneira furiosa, exuberante e, em muitos momentos, meio enviesada. A sonoridade oblíqua de Flanagan e o contrabaixo rotundo e opulento de Sam Jones também ganham bastante visibilidade.

O standard “Just Friends”, composição de John Klenner e Sam Lewis, ganha uma roupagem acelerada e swingante. Com a volta de Heath ao grupo, sobressai-se bastante o duelo entre trombone e sax tenor, ambos rápidos, precisos e fluentes. Elvin “Dínamo” Jones pontua o ritmo com potência e um fabuloso sentido de tempo – como sempre, seu trabalho com os pratos é antológico.

O trombone, mais que qualquer outro instrumento de sopro, possui uma sonoridade moleque e irreverente. Como sempre afirma o amigo Sérgio Sônico, o som do trombone remete a gafieira. Essa atmosfera meio anárquica do trombone se evidencia com mais nitidez quando usado no solene ambiente do blues – é o caso da empolgante interpretação de “Bob T's Blues”. Perceba-se o precioso contraste entre o majestático dedilhado de Flanagan e o sopro brincalhão de Priester, que também assina o tema. Outro ponto alto é a espetacular performance de Sam Jones, ponto de equilíbrio entre o piano e o trombone.

Em “Under the Surface”, outro tema composto por Priester, o quinteto mostra os pontos de tangência entre o discurso melódico simples e direto do hard bop com as estruturas nada lineares do jazz de vanguarda. Na balada em tempo médio “Once in a While”, de Bud Green e Michael Edwards, o lado mais lírico e derramado do trombonista, cuja sonoridade é tépida e acolhedora, se deixa aflorar de maneira plena. O romantismo do líder encontra em Flanagan e, sobretudo, na lesteriana interpretação de Heath, parceiros dos mais empáticos, tornando esta uma das faixas mais saborosas do álbum.

Para encerrar em grande estilo, a animada “Julian’s Tune”, na qual transparece o prazer quase físico que o trombonista esbanja ao tocar. Seu sopro é vibrante, alegre e cativante. A sessão rítmica compartilha com o líder a mesma energia e o resultado é uma interpretação colorida e vivaz, com amplo destaque para o banquete percussivo construído por Elvin. Se o ouvinte de jazz é fã da sonoridade marcante do trombone, pode comprar esse disco sem susto. Mestre J. J. Johnson certamente aprovaria com louvor!

Após “Keep Swingin”, Priester ainda gravaria, no mesmo ano, mais um álbum pela Riverside, o sensacional “Spiritsville”. 1961 foi um ano marcante, no qual Julian participou de vários álbuns de extrema importância na história do jazz, como “Straight Ahead” (Candid), da cantora Abbey Lincoln, então casada com Roach, “África/Brass” (Impulse), de John Coltrane, e de “Booker Little And Friends”, de Booker Little (Bethlehem), que faleceria no dia 05 de outubro daquele ano, pouco mais de um mês depois de concluídas as gravações.

Em 1962 Julian deixou o grupo de Roach, a fim de trabalhar exclusivamente como músico freelancer, prestando serviços principalmente à Blue Note. Nessa condição, participou, ao longo daquela década, de álbuns de Freddie Hubbard, Stanley Turrentine, Tommy Turrentine, Cal Tjader, Blue Mitchell, Andrew Hill, Donald Byrd, Art Blakey, Lee Morgan Joe Henderson, McCoy Tyner, Sam Rivers, Lonnie Smith e Duke Pearson. Em 1963, acompanhou o grande Ray Charles em sua excursão pelo Brasil.

Em 1969 foi contratado para tocar na orquestra de Duke Ellington, com a qual gravou a “New Orleans Suite” (Atlantic, 1970). A experiência durou apenas seis meses mas foi marcante para o trombonista, que certa vez declarou: “Durante aqueles seis ou sete meses, eu aprendi mais que nos últimos dez ou quinze anos. Duke usava a orquestra como se fosse um instrumento. Ele manipulava as vozes individuais para criar a música. Uma vez ele me disse: 'Eu não sei o que escrever para você'. Acho que a minha constante busca de novas idéias acabou por não permitir que eu me adaptasse à banda, pois Duke não conseguiu imaginar algo que em que eu pudesse aplicar o meu estilo”.

Ainda em 1970, desligou-se da orquestra do Duque, para se juntar à banda de Herbie Hancock. O pianista vivia um momento de intensa aproximação com o fusion e seu sexteto, além de Priester, incluía o trompetista Eddie Henderson, o saxofonista Bennie Maupin, o contrabaixista Buster Williams e o baterista Billy Hart. Foi um período de intenso trabalho para o trombonista, que participou de álbuns como “Mwandishi” (Warner, 1970), “Crossing” (Warner, 1971) e “Sextant” (Columbia, 1973), muito bem-sucedidos comercialmente mas bastante criticados pelos puristas.

Julian deixou o grupo de Hancock em 1973, mas voltaria a tocar sob a liderança do pianista por ocasião do Festival de Jazz de Newport de 1976. Fez alguns trabalhos com os saxofonistas Billy Harper e Azar Lawrence, com o organista Johnny Hammond Smith e com o flautista Bobbi Humphrey. Em 1974 fixou-se em San Francisco, onde montou um grupo de música eletrônica experimental, ao lado do contrabaixista Henry Franklin.

Influenciado pelo Miles Davis de “Bitches Brew” e com um estilo mais próximo do fusion e do rock, Julian lançou, o álbum “Love Love” (ECM, 1974), que chegou a galgar boas posições nas paradas de jazz. Priester ainda lançaria um segundo álbum pelo selo alemão, “Polarization”, de 1977, considerado pelo crítido inglês Richard Wiliams, da Melody Maker, “um dos álbuns de jazz mais notáveis do ano”.

Priester continuou a trabalhar como freelancer ao longo da década de 70, participando de alguns espetáculos musicais na Broadway e tocando com freqüência na orquestra do Radio City Music Hall, ao mesmo tempo em que liderou alguns pequenos grupos. Dentre seus trabalhos mais destacados daquele período, podem-se enumerar participações em álbuns de Maynard Ferguson, Eddie Henderson, Red Garland, Reggie Workman, Chick Corea, George Gruntz, Ran Blake, Jane Ira Bloom, Jean-Luc Ponty e Maria Muldaur.

Em 1979 foi contratado pelo Cornish College of the Arts, de Seattle, e iniciou ali uma longa e prolífica carreira de educador musical, ensinando composição e história do jazz. No ano seguinte, Julian integrou-se ao grupo do contrabaixista inglês Dave Holland e ali se manteve até 1985, tendo participado dos álbuns “Jumpin’ In”, “Seeds Of Time” e “European Tour”. Ao longo dos anos 80, o trombonista voltaria a tocar, com certa assiduidade, na Arkestra do velho amigo Sun Ra.

Fortemente influenciado por J. J. Johnson e Jimmy Cleveland, Julian é um aplicado herdeiro da tradição bop e admite também a presença de Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Thelonious Monk e Clark Terry em seu cadinho de cultura musical. A partir dos anos 90, foi um assíduo colaborador da Liberation Music Orchestra, big band criada e liderada pelo contrabaixista Charlie Haden, e também realizou trabalhos ao lado de Steve Coleman, Lester Bowie, Jerry Granelli, Sam Rivers e Kenny Wheeler.

O trombonista passou por um grande susto em 2000, quando foi obrigado a fazer um transplante de fígado, felizmente bem-sucedido. A volta ao trabalho foi comemorada em grande estilo, com o lançamento, em 2002, de “In Deep End Dance”, pela Conduit Records. Nos últimos anos, Priester tem mantido uma elogiada associação com o baterista Jimmy Bennington e o álbum “Portraits And Silhouettes” (selo That Swan!), assinado pela dupla, recebeu uma menção honrosa por parte do site All About Jazz como um dos melhores álbuns de 2007. Ainda naque ano, Priester foi um dos destaques da 30ª edição do Chicago Jazz Festival.

O eclético trombonista se mantém em intensa atividade até os dias de hoje. Em sua agenda há espaço para as parcerias mais inusitadas, como o álbum “Monoliths & Dimensions” da banda de avant-metal Sunn O))) – é isso aí, com esse monte de parêntesis mesmo – lançado em 2009. Naquele ano, o incansável Julian participou de “Alice”, um tributo à pianista e harpista Alice Coltrane.

De acordo com o catedrático Pedro Cardoso, o Apóstolo do Jazz, Julian “é capaz de colorir sua sonoridade de forma bem variada, com fraseado e timbres que chegam a lembrar a trompa, ainda que sempre busque a opção de aprofundar a “nota” em curso na frase, sem maneirismos ou ultra-velocidade. Claro que quando necessário ao longo de seus improvisos, Priester é bem capaz de ser veloz, desde que não sacrifique o fraseado, a nota, o discurso, a melodia”.


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Postagem dedicada ao amigo e ídolo Pedro "Apóstolo" Cardoso, que faz aniversário hoje, cercado de amigos e de sua família maravilhosa. Tudo de bom, meu Mestre, nesta data especial, com muita paz, saúde, alegria e toneladas do melhor jazz!


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44 comentários:

José Domingos Raffaelli disse...

Dear Gran Master Érico,

O que acrescentar a uma abordagem tão precisa, informativa e altamente criteriosa como essa ?

Seu cabedal de conhecimentos e sua total dedicação ao universo jazzístico outorgam-lhe um posto de amplo destaque em nosso país. Tudo isso é fartamente comprovado em seu trabalho, que num futuro não muito distante será a maior referência da crítica jazzística em nosso país. Com isso, o material para seu segundo volume continua sendo enriquecido a cada dia, cada semana e cada mês.
O nome Érico Cordeiro brevemente será o equivalente brasileiro de Ralph G. Gleason, Ira Gitler, Michael Bourne, Nat Hentoff, John S. Wilson, Whitney Balliet e outros monstros sagrados da crítica jazzística mundial.

Tenho esse CD de Julian Priester e, antes dele, nos anos 60,tive seu respectivo LP.

Isso traz à minha memória a temporada que a orquestra de Ray Charles fez no Rio em 1963. Após o primeiro concerto fui ao camarim em busca do autógrafo de Julian Priester com seu LP debaixo do braço. Julian nem acreditou que alguém no Brasil o conhecia e, muito surpreso, mostrou o disco a vários companheiros da big band de RC.
Lembro perfeitamente que vários músicos da orquestra eram conhecidos dos jazzófilos, entre eles Hank Crawford, Tina Brooks, Harold Minerve, James Clay e Leroy "Hog" Cooper.

Foi uma noite esplendorosa e RC chegou a tocar sax-alto num dos temas da banda.

Uma hora dessas contarei a história de como consegui entrevistar RC em New York, em 1998(publicada no Globo), no escritório da Warner Communications, no Rockfeller Center, mas isso não tem importância, fica para depois.

Um abraço ao Érico e despeço-me sda forma costumeira, que, por sinal, é o título do CD:

Keep swinging,

Raffaelli

Betty Gaeta disse...

Oi Erico,
Adorei Julian Priester e vou procurar mais músicas dele.
Obrigada pelas palavras carinhosas no blog da Carlinha.
Bjkas e uma 4ª-feira maravilhosa para vc.

www.gosto-disto.com

Érico Cordeiro disse...

Prezados Mestre Raffaelli e Betty,
Obrigado pelas presenças sempre muito alvissareiras!
Ao primeiro, digo que quem está neste panteão citado é você, meu caro - uma das maiores autoridades quando o assunto é a "Arte popular maior"!
Sou apenas um esforçado discípulo seu, que abriu e abre tantos caminhos neste gigantesco universo que é o jazz!
Não se "avexe" e deixe suas notas sobre a excursão do Ray Charles ao Brasil - acho que todos nós seremos brindados com histórias maravilhosas!
Quanto a você, Betty, faz parte do rol de pessoas que vale a pena ter conhecido, mesmo que só virtualmente. Sempre com uma palavra de incentivo, sempre gentil e sempre prestigiando os blogs dos amigos, de maneira tão espontânea e tão verdadeira.
Grande abraço aos dois!!!

APÓSTOLO disse...

Estimado ÉRICO:

Maravilhas de resenha e de gravação.
Raffaelli já disse tudo e eu aproveito para "Confessar Que Ouví" e que lí.
Abraços e que venha o 2º volume ! ! !

José Domingos Raffaelli disse...

Caríssimo Érico e demais amigos,

É devéras contundente a modéstia do nosso Gran Master Érico, cujos conhecimentos jazzístico-musicais afloram diariamente neste abençoado blog frequentado assiduamente por outros aficionados cuja dedicação e entusiasmo são evidenciados em suas oportunas intervenções.

Caro Gran Master,

Caso eu fosse tudo isso que você amavelmente atribui a mim, talvez fosse milionário, apesar de meu saudoso e sábio pai reiteradamente advertir-me que eu morreria de fome escrevendo sobre jazz no Brasil....

Entre outras batalhas inglórias, durante anos fui injuriado e ofendido por um dito "crítico de jazz" (sic) na coluna do jornaleco que escrevia. Entre outros elogios", sem declinar meu nome,o dito cujo referia-se a mim como "o velho gagá". Esse energumeno ofereceu-se ao Jornal do Brasil e posteriormente ao O Globo para ocupar meu lugar em qualquer remuneração. Felizmente o diretor de redação do Globo (primo dele) rechassou sua investida, pois conhecia de sobra as artimanhas e os golpes do indcesejável primo).

Há anos fui homenageado pelos amigos do CJUB numa cerimônia no extinto Mistura Fina e o referido mancebo escreveu: "Em vez de ser homenageado, por que o velho gagá não morre ? Assim nos livraríamos dele para sempre". Esse é o carater do invejoso mancebo, cujo paradeiro desconheço, pois o jornaleco em que escrevia seus desaforos acabou para sempre, sem deixar saudades...


Com relação à temporada da big band de Ray Charles, em 1963, na pressa em redigir o post anterior, esqueci de mencionar outros músicos da banda como Oliver Beener, Henderson Chambers e Keg Johnson.

Quando RC voltou em 1970 (o prefixo da banda era "Straight, no Chaser, de Monk), vieram Blue Mitchell, Clifford Salomon (era seu diretor musical), Bruno Carr e outros que agora não me ocorrem.

Naquela ocasião, RC trouxe sua noiva, uma belíssima loura finlandesa que deixou a rapaziada aguçada... Se não me falha a memória, o que ocorre freqüentemente, o nome da divina finlandesa era Raheta Johnson.

P.S. motivado por sua resenha, ontem ouvi o CD de Julian Priester - assino embaixo tudo o que você escreveu.

Keep swinging,
Raffaelli

Érico Cordeiro disse...

Caros Mestres Apóstolo e Raffaelle,
Duas vigas mestras da história do jazz em nosso país, responsáveis diretos por tudo quanto possa surgir de interessante neste barzinho.
Tê-los como "fregueses" e amigos é mais que uma honra pessoal - é um deleite para todos os demais amigos que freqüentam e convivem no nosso jazzbarzinho.
Ao primeiro, Confesso que "decalquei" 100% do seu texto - a resenha é muito mais sua do que minha :-)
Ao segundo, sobre essa criatura que andou falando essas sandices, só me resta citar o bom e velho Mário Quintana:
Eles passarão, Mestre, e você passarinho!
Grande abraço aos dois!!!!

José Domingos Raffaelli disse...

Caro Gran Master Érico,

Um epísódio algo surrealista ocorreu por ocasião da vinda de Ray Charles, em 1963. Naquela época morava no Rio um francês chamado Robert Celerier, que era um fanático jazzófilo.

Alegre e comunicativo, Celerier fazia amigos rapidamente, tornando-se figura popular no meio jazzístico carioca. Durante algum tempo escreveu uma coluna de jazz no extinto jornal Correio da Manhã. Celerier era o que os americanos chamam de "great talker", ou seja, um falastrão de carteirinha que não parava de falar sobre jazz. Ele acompanhava a cena jazzística americana o mais próximo que conseguia. Entre outras atividades, Celerier "lecionava" jazz a um grupo de garotões nas areias da Praia de Ipanema e seus alunos acompanhavam-no onde quer que fosse.
Uma das suas características jazzísticas mais marcantes era que, invariavelmente, todos os meses ele anunciava pomposamente haver descoberto um novo grande astro do sax tenor. A cada mês ele informava sua nova descoberta e, por isso, foi motivo de "n" gozações.

No mês antecedente à temporada da big band de Ray Charles,seu "novo" astro do tenor era Tina Brooks. Quando Celerier soube que Tina Brooks tocaria aqui com RC, vibrou intensamente, pois ouviria ao vivo "o melhor novo astro do tenor".
Na estréia da big band de RC, Celerier e seu séquito de 12 ou 15 "alunos" adentraram o Teatro Municipal com desmedida alegria estampada nos rostos antecipando o prazer de ouvir "o novo grande astro do tenor". O grupo ocupou poltronas na primeira fila, assim não perderiam uma única nota dos solos de Tina Brooks.

Quando os músicos da orquestra entraram no palco para ocupar seus lugares, Celerier e seu séquito levantaram-se aos gritos de "Tina Brooks, Tina Brooks, Tina Brooks!!" e imediatamente, possivelmente pensando tratar-se de Ray Charles, toda a platéia colocou-se de pé aplaudindo vigorosa e calorosamente Tina Brooks, que emocionado, sorria e agradecia.

Após o concerto, nos bastidores, Tina Brooks vibrava de emoção e abraçava Celerier, declarando em alto e bom som que "após a excursão da banda, viria para o Brasil porque aqui era muito popular".

Tentando esclarecer o ocorrido,foi um custo para alguns jazzófilos tupiniquins mais sensatos convencerem Tina Brooks que houve um grande equívoco, pois a maioria do público aplaudiu-o pensando tratar-se de Ray Charles.

Final da história: convencido do motivo real da ovação, Tina Brooks resignou-se, voltou para os States e, pelo que sei,jamais voltou a pensar em fixar residência no Rio.
A partir desse dia, todas as vezes que Celerier chegava na Lojas Murray (ponto de encontro diário e obrigatório dos jazzófilos cariocas), os presentes o saudavam com palmas e gritos delirantes de "Tina Brooks, Tina Brooks, Tina Brooks!!!!")

Keep swinging,
Raffaelli

Érico Cordeiro disse...

Essa é ótima, Mestre!
E bons tempos aqueles em que lecionava jazz na praia e o "professor" conseguia levar dezenas deles para assistir a bons espetáculos.
Hoje em dia...
Nem é bom falar!!!
Será que é possível ter mais informações sobre esse Celerier? Ele devia ser um figuraça e talvez até merecesse figurar como personagem em alguma resenha - que tal?
Abração!!!!

José Domingos Raffaelli disse...

Caro Érico,

Após vários anos no Rio, Celerier herdou uma fortuna da sua mãe, incluindo uma mansão em Boston, para onde mudou-se. Não lembro em que ano foi isso. Todavia, alguns anos depois (pode ter sido por volta de 1975/80) ele veio ao Rio para vender seus discos de jazz que deixara aqui. Nessa ocasião telefonou-me comunicando que viera vender sua discoteca, porém a grande maioria estava em mau estado, razão pela qual não interessei-me por nenhum.

Depois disso, nunca mais o vi. Soube que voltara para Boston, onde era gerente de uma loja especializada em bicicletas.
Foi a última notícia que tive dele.

Até que sua figura algo folclórica seria ideal para escrever uma resenha. Se bem lembro, o pianista e compositor Gilson Peranzzetta era um dos maiores amigos dele. Telefonarei ao Gilson para saber sobre seu paradeiro.

Keep swinging,
Raffaelli

APÓSTOLO disse...

Estimado ÉRICO CORDEIRO e mais que prezado RAFFAELLI:

Como é bom acompanhar as histórias vividas, as resenhas, o conhecimento, enfim, como é bom conviver, ainda que virtualmente, com vocês, que sempre nos transmitem CULTURA, RAÍZES, FELICIDADE e mais JAZZ, a "Arte Popular Maior" que realmente faz amigos.
E viva Julian Priester, que tanta beleza nos dedicou ! ! !

pituco disse...

érico san,

bom...esse é o grande latifúndio virtual do jazz...espaço onde não apenas as resenhas são fabulosas...os comentários são instrutivos, estóricos e agradabilíssimos...

a gran session piramidal...

obrigadão e desejo ao mestre apóstolo um happy birthday...ou como dizemos acá...otanjôbi omedetô gozaimassu...

abraçsons

pituco disse...

comentário offpost...

master raffaelli, curto à beça tenoristas...e tenho alguns de mr.tina brooks...obrigado pelo relato bem humorado e estórico...abraçsons

sérgio san,
há tempos tento postar coment´rios em teu blog sem sucesso...mesmo logado, o site pede pra que me logue novamente e nâo dá certo...por isso deixo mensagem aqui...abraçsons

Érico Cordeiro disse...

Caros Raffaelli, Apóstolo e Pituco,
Prazer tê-los no barzinho. Mais que administrador, sou um grande fã das histórias e das pessdoas que transitam por aqui!
É sempre muito bom poder "ouvir" os causos do Mestre Raffaelli, testemunha ocular e auditiva da história do jazz, que sempre nos apresenta personagens adoráveis, curiosos, polêmicos e, acima de tudo, humanos!
Abração aos três - e espero que o citado Sérgio dê o ar da graça por aqui!

PREDADOR.- disse...

Priester começou muito bem sua carreira jazzística, mr.Cordeiro, principalmente com esse "Keep Swingin, título que acredito tenha sido em homenagem ao nosso mestre Raffaelli. Ótimo trombonista, mas, lamentavelmente a partir dos anos 70 "desandou", juntando-se a elementos como Herbie Hancock, Henry Franklin, Jean-Luc Ponty, Sun Ra e outros "menos votados", para incursionar no fusion, música eletrônica da pior espécie, etc... Aprecio o Priester tocando jazz até o final dos anos 60 e nada mais, sem contudo desmerecer seu notável trabalho como músico e educador. Agora, notável mesmo são as histórias de mestre Raffaelli, estas sim mereciam um Livro com letra maiúscula, pois tenho certeza
que são muitos os fatos interessantes e históricos ocorridos no cenário musical, vivenciados durante sua brilhante trajetória como premiado escritor, radialista, jornalista e crítico
de JAZZ. Vamos lá mr.Raffaelli, mãos a obra!

Érico Cordeiro disse...

Assino embaixo, meu caro destruidor de planetas, tanto em relação ao Priester quanto em relação ao livro do Mestre Raffaelli!
Que venham esses escritos preciosos!

MJ FALCÃO disse...

Olá, amigo! Vou estar ausente uns dias. Deixo uma "recordaçâo": Bud & Bird.
Abraço
o falcão
http://falcaodejade.blogspot.com/2011/06/bud-powell-e-charlie-bird-parker-bud-e.html

Fred Monteiro da Cruz disse...

fantástico texto, érico!
e que seleção desse excelente trombonista julian priester.. som limpíssimo, frases precisas, tudo de bom.. por coincidência mais que estranha, parece que eu estava me preparando para ouvir uma maravilha assim.. hj pela manhã eu estava ouvindo o nosso querido raul de souza (o lp viva volta) tocando papel marché.. logo em seguida entrei num cd (remasterização de um antigo lp, do django reinhardt (i got rithm) em que ele e o querido sempre novo stephane grapelli e seu violino eletrizante, detonaram todas! ouvindo django, nem sei porque me lembrei que nunca mais tinha tocado o pouco lembrado bo didley, que vc cita no post... boas lembranças, melhor música ! muito feliz por estar aqui.. grande abraço !

Fred Monteiro da Cruz disse...

oi érico.. esqueci de falar: botei um link pro jazz+bossa no meu seteinstrumentos.com, ok? (blogs parceiros)

José Domingos Raffaelli disse...

Caros companheiros deste maravilhoso recanto que nosso estimado Gran Master Érico habitualmente refere-se como barzinho.

Responderei com prazer e alegria a dois dos nosssos amigos:

Caro Predador,

Há muito tempo adotei a expressão "Keep swinging" desde priscas eras após ouví-la de Horace Silver ao despedir-se de mim por ocasião da minha primeira viagem a New York. Quanto às minhas historinhas serem contadas em livro, há anos ocorreu-me essa idéia, porém TODOS os editores que procurei não me levaram a sério, mas agradeço por tê-la sugerido.

Prezado Fred Monteiro da Cruz,

Sua menção a Django Reinhardt e Stephane Grappelli trouxe-me à lembrança meu encontro com este último por ocasião da sua vinda no Free Jazz Festival de 1988.
Durante a entrevista coletiva com a imprensa, Grapelli mencionou que tocara no Rio em 1931, na inauguração do cinema Odeon quando integrou a orquestra do Maestro Ray Ventura, acrescentando que desejaria muito ir àquele local caso alguém pudesse levá-lo. Como tinha carro, coloquei-me à disposição dele e, após o almoço, levei-o à Cinelândia para ele rever o Odeon. Após estacionar em frente ao Odeon, saltamos do meu fusquinha e apontei as letras garrafais da marquise indicando claramente: CINEMA ODEON. Após olhar demoradamente o letreiro, Grappelli disse: "Não era aqui,era em outro lugar". Argumentei que o Odeon sempre foi naquela esquina, mas ele, irredutível, garantiu que eu estava errado. Após uns cinco ou dez minutos discutindo o assunto, descobri a razão dele insistir que não era aquele o local do Odeon, ao dizer-me em alto e bom som: "Tenho certeza que não era aqui porque no intervalo dos shows eu saía com outros músicos para fumar no muro que separava a rua do mar". Foi então que descobri o motivo da sua insistência em afirmar que não era ali. Simplesmente porque muitos anos depois de 1931 aterraram grande parte do mar cujas pequenas ondas batiam no tal muro e, com esse aterro construiram o Obelisco que marca o final da Avenida Rio Branco. Quem conhece o Rio talvez possa memorizar o local e saber a que me refiro.

Após a visita ao Odeon, Grappelli e eu conversamos bastante e ele contou-me uma história fantástica, como segue:

Durante a ocupação da França pelos alemães, foi terminantemente proibido pelos invasores que tocassem música americana. Mas, os jazzmen franceses encontraram uma forma inteligente de burlar a proibição tocando temas de jazz com títulos e letras em francês, o que deu certo.

Numa noite em que Grappelli e seu conjunto tocavam num cabaré, apareceu um grupo de seis ou sete oficiais alemães uniformizados que ocuparam uma mesa do local enquanto o conjunto tocava "Saint Louis Blues" com vocal da cantora em francês.

Grappelli ficou gelado de medo e piorou bastante quando o oficial alemão mais graduado dirigiu-se a ele perguntando que música era aquela. Preparado para o dia que isso acontecesse, respondeu "é uma antiga canção francesa cuja letra conta a vida do Rei Louis XIX e sua relação amorosa com Maria Antonieta, uma bela aventureira fascinada por diamantes e rubis".

Dando-se por satisfeito, o oficial voltou à sua mesa e continuou conversando com os demais militares. Quando os alemães retiraram-se, um dos oficiais subalternos dirigiu-se a Grappelli em voz baixa: "Gostei muito da sua interpretação de "Saint Louis Blues", deixando Grappelli gaguejar de tanto tremer e pavor, achando que seria preso imediatamente, mas, para seu alívio, em voz baixa o oficial sussurou: "Fique tranquilo porque somos colegas, eu sou pianista de jazz, mas eles não sabem". "Eles" eram os outros militares alemães.

Ri muito com o relato e Grappelli disse que aconteceram várias situações como essa durante a ocupação germânica, mas, malandramente, a lábia dos músicos franceses livrou-os do pior.

Keep swinging,
Raffaelli

Érico Cordeiro disse...

Prezados M. J. Falcão, Fred e Raffaelli,
Muito bom tê-los a bordo.
À primeira, desejo que esse afastamento temporário seja por motivos prazerosos e que você retorne ao convívio o mais rapidamente possível.
Ao segundo, digo que você tem muito bom gosto, meu amigo! Django e Grapelli (gostou da história do Mestre Raffaelli?), Raul de Souza (tô com muita vontade de colocar algo dele aqui no barzinho), Bo Diddley - uma ótima viagem, em excelente companhia! Também tô linkado com o Seteinstrumentos - você já deve ter visto o link, né?
Quanto ao Mestre Raffaelli, suas histórias são, com toda certeza, um dos principais atrativos do barzinho. Quando você passa alguns dias sem aparecer, ficamos com aquela sensação de vazio, torcendo por sua volta urgente.
Essa história me serviu de base para o post sobre o Grappelli - grande figura e realmente um gigante do jazz (onteu eu pouvi o disco com o Oscar Peterson, da séria Jazz In aris - maravilhoso!
Grande abraço aos três!

José Domingos Raffaelli disse...

Prezado Gran Master Érico,

Esse disco de Grappelli com Peterson deve ser sensacional. A propósito, há anos (creio que na década de 70), a gravadora Imagem (do meu saudoso e prantaeado amigo Jonas Filva), para a qual redigi dezenas de textos dos seus lançamentos, editou um excepcional LP gravado em Paris com Grappelli/Oscar Peterson/Niels-Henning Orsted Pedersen/Kenny Clarke. Com sorte, podemos encontrar sua versão em CD em alguns supermercados do Rio reeditado pela CID.

É interessante observar que os músicos desse quarteto nasceram em países diferentes: Grappelli (França), Peterson (Canadá), Niels Henning (Dinamarca) e Kenny Clarke (USA)

Caso o disco que você comentará seja o mesmo, sabe melhor que ningué que trata-se de "papa fina", expressão favorita de meu pai ao elogiar algo que o agradava.

Keep swinging,
Raffaelli

Sergio disse...

Mr. Érico, confesso q ouvi e li (pela metade) o texto da postagem, tbm queria devorar esses comentários q li por alto. A reclamar - e vc sabe q um bom véio reclama - só o fato de que estás andando rápido demais com as postagens. É uma coisa meiuo maluca isso dos blogs. Parece que elas tem prazo de validade, mesmo cheias de conteúdo como as suas, pq quando uma substitui a outra a gente passa batido, os comentários cessam e... é esquisito isso, então, se der pra dar mais tempo entre uma postagem e eoutra, tenho certeza que muitos vão gostar.

Anfã. Já respondi Pituco san no blog dele, quanto aos problemas q vem encontrando de comentar no meu. Agora escutarei a provinha do 1º álbum solo do nosso representante da terra do sol nascente que quando se espreguiça, causa um rebuliço danado.

José Domingos Raffaelli disse...

Caro Érico,

Adendo a meu post anterior:

Caso o CD de Grappelli/Peterson seja tenha as músicas:

THEM THERE EYES
FLAMINGO
MAKIN' WHOOPEE
LOOKING AT YOU
WALKIN' MY BABY BACK HOME
MY ONE & ONLY LOVE
THOU SWELL

é o mesmo a que aludi.

Nota: em minha opinião, FLAMINGO é uma obra prima.

Este é meu último post da semana, deixando-os em paz ao menos até segunda-feira.

To all of you, I wish a wonderful weekend full of good things and great jazz.

Keep swinging,

Raffaelli
Keep swinging,

Raffaelli

APÓSTOLO disse...

Prezado RAFFAELLI:
Sobre o disco de Peterson com Grappelli você somente omitiu, com certeza por absoluta modéstia, que o texto da capa interna do LP original foi de sua autoria (dezembro de 1973). Na parte interna da capa do LP belas fotografias (Peterson, Niels Henningm o quarteto com o diretor artístico Arnauld de Froberville e o magnífico "Mr. Clock".
Quanto ao cine "Odeon" é mais que normal o desconhecimento de Grappelli, já que o "aterro" mudou muito a geografia do extremo da Avenida Rio Branco, distanciando a praça Mahatima Gandhi (a Cinelância) da orla.
Mas quem viveu presenciou o antes e o depois, felizmente ! ! !

Érico Cordeiro disse...

Mestres Sérgio e Raffaelli,
O disco que falei é exatamente este que você indicou mas a minha edição é a da Gitanes, com capa de papelão (dá para ver a capa no link http://www.amazon.com/Jazz-Paris-Peterson-Stephane-Grappelli-Quartet/dp/B000051TKB). Mas também tenho outro do Grapelli com o Peterson, editado pela Imagem, que tem o seguinte repertório
1. I won't dance
2. The folks who live on the hill
3. Autumn leaves (les feuilles mortes)
4. My heart stood still
5. Blues for musidisc
6. If i had you
A formação é a mesma e a capa dá pra ser vista em
http://eil.com/shop/moreinfo.asp?catalogid=471851
Dois discos fabulosos!
Mr. Sérgio, tô aproveitando o tempo de geladeira prá dar uma acelerada nas postagens. Já estão prontas as do Frank Strozier, Gerri Wiggins, Stan Getz, Tete Montoliu, Bud Shank e Milt Hinton.
Em fase de pesquisa/elaboração:
Bob Brookmeyer, Frank Morgan, Marian McPartland, Hazell Scott, Jimmy Cobb, Illinois Jacquet, James Moody, Frank Foster, Buddy Collette, Jimmy Rowles, Nat Adderley, Gary Burton, Kenny Barron, André previn e John Hicks (se os amigos do blog tiverem material sobre algum deles, por favor, não se avexem e me mandem textos e/ou links, ok?).
Bem, um abraço aos dois!!!!

Érico Cordeiro disse...

Mestre Apóstolo,
Postávamos simultaneamente - como você pode ver na lista acima, acho que ainda vamos ter bastante assunto por aqui, não é mesmo?
Sem esquecer que você tem sido a mais importante e completa fonte de consulta do blog, com textos precisos, ricos e, sobretudo, deliciosos de ler!
Isso que é aprender brincando :-)
Um abração!!!!

Sergio disse...

Caramba!...

Mas e Petruça?

Érico Cordeiro disse...

Também tá chegando - de Jabotigrama!

MaJor disse...

Excelente Érico, acho que tem um tanto do Rosolino, principalmente na sonoridade e algo dos clicês do Rosolino. Num jazz teste, derrubaria muita gente, eu estaria na fila. Agora, concordo com Predador até final dos 6o vai bem depois complica um pouco, mas volta a gravar com grandes como: Stanley Coley, Ellington, Maynard Ferguson, Red Garland e outros porém a maioria das gravações são bobagens. Que tenha muitos anos de vida e vou programá-lo em um Podcast do CJUB. Abraços Mario Jorge

Érico Cordeiro disse...

Meu caro MaJor,
Olha que em julho é bem provável queXeu vá até a Cidade Maravilhosa lançar o Confesso que ouvi!
Tá tudo meio engatilhado, só faltam alguns detalhes, coisa prá informar aos amigos na semana que vem!
Ouvi o Love, Love da ECM há algum tempo (tanto é que tinha uma certa reserva ao Julian) e não gostei muito. Esse disco foi comprado meio às cegas, no ano passado, mas valeu a pena completamente! A alegria de tocar do Rosolino realmente tem uma certa presença no toque do Priester.
Abração!

figbatera disse...

Beleza, Érico!
Resenha, música e comentários se complementam maravilhosamente.
Uma completa viagem ao som do jazz!
Abração!

Érico Cordeiro disse...

Mestre Fig,
Andava sumido....
Você faz falta - e aí, vamos programar um passeio na Cidade Maravilhosa?
Acho que agora vai...
Tô bolando o lançamento do livro por lá, com o Sérgio e o Guzz, do CJUB.
Em breve, novidades por aqui.
Abração!

Fred Monteiro da Cruz disse...

Aos caros Mestres Raffaelli e Érico..
Muita honra ser citado em seus comentários. Vcs. não somente escrevem sobre Música e em especial sobre o Jazz.. Vc são na verdade, junto a tantos outros que fazem este Blog, parte real da História do Jazz.. Deliciei-me com as narrativas do Raffaelli envolvendo esse grande, imenso músico chamado Stephane Grapelli.. Sou fã de carteirinha desse diabólico (no bom sentido, claro) violinista e ser lembrado por um seu amigo pessoal, que viveu e compartilhou com ele essas gostosas aventuras musicais, deixou-me num estado de orgulho quase infantil ! Muito obrigado pelas generosas lembranças ! Abraço forte !

Érico Cordeiro disse...

Grande Fred,
É por isso que o barzinho é bacana Fazendo amizade de leste a oeste, de norte a sul deste país (e de outras latitudes também).
Grande abraço, meu caro - você já é membro de carteirinha da confraria!

Érico Cordeiro disse...

Grande Fred,
É por isso que o barzinho é bacana Fazendo amizade de leste a oeste, de norte a sul deste país (e de outras latitudes também).
Grande abraço, meu caro - você já é membro de carteirinha da confraria!

RENAJAZZ disse...

CARO AMIGO COMFESSO QUEE IREI PESQUISAR SOBRE MESMO E AI PODENDO COLOCAREI AQUI ALGUM LINK DOS DISCO QUE EU GOSTAR FORTE ABRAÇO

Érico Cordeiro disse...

Fique à vontade para dividir com os amigos do barzinho os links, meu caro RENAJAZZ.
Abração!

RENAJAZZ disse...

https://rs99l35.rapidshare.com/#!download|99l3|354518578|Julian_Priester_-_Keep_Swingin___1969_.rar|86506

JULIAN PRIESTER KEEP SWING

http://www.mediafire.com/?tn0ygonmoum

JULIAN PRIESTER - SPIRITSVILLE
BEM MEU CARO ERICO POR ENQUANTO
SO ACHEI ESTES DOIS DISCOS SOLOS DO NOSSO TROMBONISTA EMBORA ELE TENHA UMA GRANDE DISCOGRAFIA COMO SIDEMAN FORTE ABRAÇO ACHANDO MAIS ALGUM E PODENDO POSTAREI AQUI MUITO OBRIGADO PELA AULA

Anônimo disse...

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