Amigos do jazz + bossa

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A FESTA DO MONGE MALUCO


Dificilmente alguém passaria despercebido se seus pais o tivessem batizado com o curioso nome de Thelonious Sphere Monk. Se, além do nome incomum, esta pessoa conjugasse um talento invulgar ao piano, encapsulado em um corpanzil desajeitado, com uma personalidade errática, teríamos então um gênio ou um maluco. Thelonious conseguiu ser as duas coisas e com muita distinção: não apenas foi um dos maiores músicos, compositores e arranjadores do jazz como também foi um dos seus mais folclóricos personagens. Não é à toa que recebeu dos seus pares o apelido de Mad Monk – para isso, o indefectível boné e o cavanhaque algo desgrenhado ajudavam bastante.


Um homem que parecia habitar um universo todo particular, Monk tem assento cativo no Olimpo do jazz. Nas intermináveis noites do Minton’s, ajudou a criar e desenvolver o bebop, ao lado de Bud Powell, Charlie Parker, Dizzy Gilllespie e outros notáveis. Mais que isso, o Sumo Sacerdote do bebop expandiu sobremaneira as possibilidades harmônicas desse revolucionário estilo e sua obra adquiriu tamanha relevância ao fazê-lo, que não é exagero afirmar que o jazz teria outra feição se não tivesse sido retalhado e cosido, desconstruído e refeito, profanado e sacramentado pelas mãos tortuosamente hábeis do monge. A música de Monk é feita de silêncios e de sons, não o contrário.


São muitos os adjetivos a que se recorre quando se fala em Thelonious Monk. Genial, por certo é um dos mais utilizados e, por certo também, um dos mais adequados. Mas há uma infinidade de outros. Enigmático, moderno, excêntrico, destemido, irreverente, hermético, subversivo, complexo e imprevisível são outros termos capazes de adjetivar a sua personalidade ímpar. À sua música, costumam-se atribuir as seguintes qualidades: sofisticada, angulosa, instintiva, assimétrica, apaixonada, transgressora, impermeável, cerebral, exuberante. Palavras que não farão o menor sentido se você nunca tiver escutado a emocionante “Round About Midnight” e a enternecedora “Ruby My Dear”, duas de suas mais sublimes composições.


Pouquíssimos compositores na história do jazz conseguiram construir uma obra tão pessoal e tão bela quanto o Monge. São de sua lavra gemas preciosas como “Well, You Needn’t”, “Epistrophy”, “Straight, No Chaser”, “Bemsha Swing”, “Pannonica”, “Ugly Beauty” e “Criss Cross”. Interessante notar que, embora tenha uma discografia extensa, Monk não compôs nem uma centena de músicas. Seus álbuns se caracterizam por interpretações muito particulares de standards do jazz e da canção americana e por incontáveis releituras da própria obra. Não é à toa que, instado a declinar quem seria a sua maior influência, ele tenha respondido ao atônito jornalista: “Eu, naturalmente”.


Os maiores músicos do jazz pagaram tributo a Monk, seja gravando suas composições em seus álbuns regulares (e aí a quilométrica lista vai de Bud Powell a Keith Jarrett, passando por Bill Evans, Sonny Rollins, John Coltrane, Miles Davis, Tommy Flanagan, Gerry Mulligan, Donald Byrd e uma infinidade de outros), seja dedicando discos inteiros à sua obra, como é o caso de Arthur Blythe, Barry Harris, Fred Hersch, Steve Slagle, Carmen McRae, Ellis Marsalis e seu filho Wynton. Há, ainda, o especialíssimo caso de Steve Lacy, que gravou dezenas de discos apenas com músicas do pianista.


Extremamente prolífico nos estúdios, Monk também possui uma discografia bastante numerosa, destacando-se os antológicos “Brilliant Corners”, “Criss Cross”, “Underground”, “Monk’s Music”, “Plays Duke Ellington” e “Misterioso”. Gravado entre 06 e 08 outubro de 1964 para a Columbia, “Monk” é merece uma atenção toda especial, embora não seja um dos mais incensados trabalhos do pianista. Aqui, ele deixa um pouco de lado o aspecto composicional (apenas três das sete músicas são de sua autoria) e dedica-se a fazer emocionantes releituras de standards da canção americana, sempre à sua maneira bastante pessoal.


O intérprete aqui se sobrepõe ao autor, com um resultado extraordinário. E os acompanhantes são um atrativo à parte – o sensacional Charlie Rouse no sax tenor, Larry Gales no baixo e Ben Riley na bateria, todos velhos companheiros do Monge em seus périplos por estúdios e palcos mundo afora. Tinha tudo para dar certo. E deu!


Uma das maiores qualidades do disco é desmentir com veemência idéia (ridícula) de que Monk seria um grande compositor, mas um pianista de limitados recursos técnicos (é, a mente humana parece ter uma inesgotável capacidade para inventar bizarrices) – argumento contra o qual teve que se debater durante boa parte de sua vida. Tome-se, por exemplo, “I Love You (Sweetheart Of My All Dreams)”, de Irving Berlin. No único solo do álbum, Monk usa e abusa de sua técnica invulgar, concebendo acordes impossíveis e harmonias absurdamente belas, reconstruindo a canção como se fosse sua, sem abandonar a confessa influência do estilo stride piano popularizado por James P. Johnson, uma de suas influências mais visíveis.


O quarteto demonstra uma coesão que somente muitos anos de estrada são capazes de agregar. Em Liza, antiga composição os irmãos Gershwin, a estrutura harmônica é de tal modo subvertida pelos quatro que é difícil acreditar, em algumas passagens, que não se está diante de uma obra de Parker ou de Powell. Detalhe: a música foi composta nos anos 20, décadas antes da invenção do bebop. Tocada com um certo grau de reverência, “April In Paris” é um dos melhores momentos do disco, desde à introdução fabulosa, a cargo de Monk, ate os belíssimos solos cometidos por Rouse e pelo pianista. A bateria de Riley, sutil como o farfalhar das asas de uma borboleta, também merece atenção, ajudando a criar o clima altamente introspectivo que pontua a execução.


“Children’s Song”, uma composição monkiana das menos conhecidas, é uma belíssima colagem de temas infantis, assemelhada às nossas cantigas de roda, com uma aparente simplicidade rítmica e harmônica. Dá vontade de sair por aí assobiando a sua pegajosa melodia! E a bateria de Riley, mais uma vez, funciona como o elemento catalisador entre a percussividade metálica do piano líder e a encantadora doçura do saxofone de Rouse. “Just You, Just Me” é outro clássico da canção americana, ao qual a criatividade do monge se encarrega de imprimir um novo sentido harmônico. O baixo dialoga com muita fluência com os demais instrumentos, que desfilam com extremada segurança, ancorados pelas mãos firmes de Gales.


Na delicada “Pannonica”, dedicada à grande amiga e mecenas, baronesa Pannonica Rothschild de Koenigswarter, emerge o lirismo nada comedido do pianista, com direito a uma execução primorosa de Rouse, que usa o tenor com a mesma elegância de um Paul Desmond no sax alto. A presença do blues – elemento fundamental na formação de Monk – é facilmente perceptível, sobretudo em razão da excelente performance do baixista Larry Gales. Por fim, “Teo” é mais uma homenagem do pianista, desta feita ao produtor Teo Macero. Um bebop dissonante, tipicamente monkiano, cheio de ondulações e variações climáticas, bastante sinuoso e escorregadio, mas sem perder de vista a decantada influência do blues. Um álbum fundamental, capaz de agradar tanto ao neófito quanto aqueles com maior milhagem no maravilhoso universo do Mad Monk.

O excêntrico pianista, abatido por sucessivas enfermidades físicas e mentais, abandonou os estúdios no início dos anos 70. Ainda fez alguns esparsos concertos dentro do projeto Giants Of Jazz, ao lado de Dizzy Gillespie, Al McKibbon e outros, mas em seguida deixou a música de maneira definitiva. Isolou-se da família e dos poucos amigos e recolheu-se à casa da sua fiel protetora Nica de Koenigswarter, em Nova Jersey, onde passaria os últimos anos de vida. O monge faleceu em 17 de fevereiro de 1982 e já de há muito não falava com ninguém. Não precisava. Sua música foi o veículo mais que perfeito para que ele – célebre pelo comportamento arredio e pela aversão às palavras – dissesse tudo o que precisava ser dito.

26 comentários:

O Pescador disse...

Olá Érico

Mooonk...!!!
O Sumo Sacerdote do bebop. Bem dito!
Queria aqui deixar uma pequena achega ao seu soberbo post sobre este músico que consumiu muitas horas da minha juventude com as suas gravações da primeira metade dos anos 50 para o selo Prestige. Em particular aquelas em que tocou com Rollins e Julius Watkins. E, claro, que fabulosas horas.
Trata-se do episódio com Miles Davis, numa sessão de gravação em 1954, em que este pediu que Monk não tocasse durante os seus solos. Curioso...

Saudações lusitanas.

Andréa disse...

eu adoro monk. mas isso é chover no molhado. quanto aos tributos sempre ouço o disco d carmem mcrae cantando monk. é um belo disco!
mas nada subistitui o bom e velho ao piano!
beijos

Sergio disse...

Érico, finalmente me encontro em dia com seu blog, em realação aos textos.

Monk... O que dizer? Quanto mais acrescentar... Só que se filhos tivesse, entre os 0 e os 3 anos, a trilha incidental no quarto das crianças seria Monk. Desde que o ouvi com os ouvidos de quem analisa, percebi que ele tinha uma maneira de tocar que me lembrava "upa neguinho começando a andar". Um levanta e cai sincopado, algo divertido... Eu sei que a obra é muito mais! Mas essa foi a 1ª imagem que me ocorreu num 1º contato atento. Não sei se concordas... Mas creio q já até li sobre essa característica algo infantil na forma de tocar de Thelonious. E q algumas críticas negativas advieram disso.

Informação importante: seus DVDs acabam de bater a minha porta. Convidei-os pra entrar. Agora é só uma questão de paciência.

Grato!

Érico Cordeiro disse...

Maravilha, um trio desses dando a honra de suas presenças no JAZZ + BOSSA.
Andréa, um seja bem vinda especial, por ser a mais nova da turma - o Pescador e o Sérgio já são de casa.
Mr. Pescador, o episódio a que você se referiu envolvia, ainda, um renomado saxofonista que, na época, andava abusando das substências ilícitas?
Seu Mr. Sônico, concordo com você - realmente há algo de infantil nas composições de Monk, não no sentido de algo primário, mas de algo lúdico. A faixa Children's Song dá bem essa dimensão na obra do Monge.
E o disco da Carmen McRae é fantástico - também gosto bastante dele.
Um fraterno abraço aos três!

Celijon Ramos disse...

Bem, os elogios pela riqueza de informações do texto já te fiz por telefone. Passei por aqui mesmo pra te deixar um abraço. E até logo mais no Da Gema!

Érico Cordeiro disse...

Valeu, compdre.
Vai ser muito legal.
Abração!!!!

figbatera disse...

O que mais dizer?
Belo texto, grande músico, pertinentes comentários.
Blog nota 1.000!

Érico Cordeiro disse...

Valeu, Mestre Fig.
Tô curioso prá ver o qque você andou aprontando pela Cidade Maravilhosa (ouvi falar em altas jams no Allegro.
Abração e divirta-se!!!

James Magno disse...

Mestre Mor,
Monk realmente é indispensável para o universo do jazz. Bastaria ele ter feito Round midnight, mas foi insaciável; todos os tributos são insuficientes, mas por falar em homenagem, eu gosto do álbum "Panamonk", do pianista latino Danilo Perez dedicado ao velho e mágico ogro.
forte abraço,
JM

O Pescador disse...

Érico
A sessão de gravação data de 24 de Dezembro de 1954. Disponho de 2 temas numa colectânea designada por Tune Up - Bag's groove e The man I love. Sem saxofonista. Tocam com Miles e Monk, Milt Jackson, Percy Heath e Kenny Clarke. E durante os solos de Miles não escutamos uma só nota de Monk.
A informação foi recolhida num texto de Dan Morgenstern.

Vagner Pitta disse...

...execelente post!

Ouvindo Leo, homenagem do Monk ao Macero, produtor da Columbia, Lembrei-me que tem uma estória de rixa entre ele e o Monk:

Em meados da década de 60, Téo Macero chamou o velho Monk pra ter uma "conversinha" no escritório da gravadora. Chegando lá Monk foi abordado com a esdrúxula idéia de gravar temas de Beatles e outros temas populares. Segundo Macero, o mercado do jazz já estaria sofrendo com a propagação do rock'n'roll dos meninos ingleses, e que o jazz agora deveria soar antenado com a nova onda do "rock branco". Enfim, a estória conta que Monk apenas fitou Macero de soslaio e saiu sisudo como um leão! rsrs. Depois disso ele nunca mais entraria pelas portas da Columbia. Aliás, pouco tempo depois ele se mudou pra Europa, onde viveu o resto dos seus dias...

Valeu pelo post Mr. Érico!

Érico Cordeiro disse...

Grandes James, Pescador e Vagner,
Sejam bem-vindos.
Monk é um divisor de águas no jazz. Influenciou muita gente e não apenas pianistas.
De fato, esqueci do disco do Danilo Perez, que você já tinha me falado, Molosso. Vou correr atrás, pois ele é um pianista maravilhoso.
E embora eu adore os Beatles, querer que o Monge gravasse um disco com canções dos 4 rapazes de Liverpool é forçação de barra, né?
Tenho o Miles Davis and The Modern Jazz Giants e o Bag's Groove, onde ele toca The man I love e Bag's groove, ambos de 1954, com a formação de que você falou, Pescador.
Vou dar uma escutada.
Abraços!!

Sergio disse...

Érico, foi bom o Pita tocar no assunto, encima do que você disse no texto: essa foi uma pergunta pensada, se Monk havia feito algum disco com o que havia de pop na época. E Beatles seria a opção natural dos 60/70. Pele visto não rolou. Eu não acho que haja alguma essencialidade nisso. Mas que seria interessante, seria. Quem não gostaria de ouvir? O problema então não é o artista decidir fazer, mas sim algum executivo decidir por ele. Olha, já faz tempo quando ouvi Possibilities de mr. H.Hancock, Ali, vc sabe, ele flerta até com Christina Aguilera e amigo.... eu gostei. Não é também nenhum álbum aessencial na carreira do cara. Agora, vc acredita que a opção do flerte com o pop tenha sido imposição de gravadora? Eu acho risível essa possibilidade. E também não vejo o homem budista com HH. cogitando a experiência só por dinheiro. Então, sendo honesto e em nome da arte, que venham questionar o caréter da experiência, pó! Deixa o cara experimentar! O artista mais que tem, conquistou o direito! E pronto.

Sergio disse...

"que NÃO venham questionar o caráter (...) pô!" Foi o q quis dizer.

APÓSTOLO disse...

Prezado ÉRICO:

Parabéns, mais uma vez, pelo texto e pela escolha da gravação, "top" em minhas preferências.
Já que se trata de músico superlativo, é importante saber como ele "pensa" nas 88 teclas e, para isso, recomendo o LP duplo (não sei se houve edição em CD) "Thelonius Monk / Gerry Mulligan - 'Round Midnight", gravado em 05/04/1957 pela Milestone.
O lado "B" de um dos LP's é dedicado ao "work in progress" de MONK sobre seu "'Round Midnight", em que ele vai experimentando, desenvolvendo e comentando em piano solo sua obra (em parceria com Cootie Williams). É coisa de gente grande.
O restante são magistrais interpretações dele com MULLIGAN + Wilbur Ware + Shadow Wilson nos clássicos "Straight, No Chaser", "Decidedly" (da autoria de MULLIGAN), "Rhythm-a-ning" e "Sweet and Lovely".
É conferir.

Érico Cordeiro disse...

Caros Sérgio e Apóstolo.
Também acho que o cruzamento do jazz com o pop pode resultar em coisas bem legais (no disco do Clifton Anderson, por exemplo, há uma versão de If belíssima e o Brad Mehldau tem feit muita coisa boa nessa seara - o novo do Stanley Clarke trz até música do Nirvana).
Mas deve ser algo espontâneo, não imposto.
E, caro Apóstolo, tenho esse disco maravilhoso - é excelente e o casamento do sax barítono com o piano escorregadio de Monk é sensacional.

Abraços!

Salsa disse...

Ao ouvir Teo pela primeira vez, veio-me à mente Yesterdays. Pensei que fosse uma releitura feita por Monk.
Um dia, creio que em 95, depois de ouvir Rouse com Monk algumas vezes, saí de casa e realizei um velho sonho: comprei um sax tenor. Minhas incursões em busca de trabalhos de Rouse, no entanto, foram decepcionantes. Acho que ele funciona muito bem ao lado de Monk. Um típico bom casamento.

Érico Cordeiro disse...

Só por esse fato - inspirar o grande Salsa a comprar o sax tenor - já inscreve o grande Rouse na galeria dos grandes.
Como frontman, tenho apenas o Takin' Care Of Business, com Blue Mitchell e Art Taylor.
Não conheço outros trabalhos dele como líder, mas o casamento com Monk é perfeito.
Abração, Mestre dos Sopros.

pituco disse...

érico,
creio 'round midnight seja como carinhoso(pixinguinha)...todo mundo conhece e já tocou e/ou cantou um dia...rs

agora,
o troca troca tem de ser troca troca mesmo...monk grava beatles e beatles grava monk...assim seria bacanudo,não é verdade?

por último,
agradeço ter encontrado esse blog com seus comentaristas fantásticos...

abraçsons

Érico Cordeiro disse...

Mestre Pituco,
Saudações Orientais!
Eu é que agradeço a sua presença, afinal você é o nosso embaixador na Terra do Sol Nascente!
Já penspu? Acho que seria legal ver os Fab Four tocando Ruby My Dear, num climazinho bem baladeiro...
Valeu mesmo e um abração!!!

PREDADOR.- disse...

Depois dese texto sobre Monk, dizer mais o que! Um fenômeno, um monstro sagrado, um gênio, ou um louco. Aliás, os gênios são todos um pouco loucos. Como já dizia meu amigo, o historiador e poeta Fernando Achiamé: "Os loucos sempre têm razão. Somente fazem o que querem. Somente dizem a verdade. Macacos e monges ao mesmo tempo. Como o profeta Thelonious Sphere Monk anunciam um futuro que já chegou e teimamos em não enxergar. Os loucos enlouquecem por nós".
Dou mais uma vez a mão a palmatória sr.Cordeiro. Parabéns pela escolha do músico e pelo belo texto! Mas, não se anime nem se alegre muito pois o "chumbo grosso" continua fervendo.

Érico Cordeiro disse...

Mr. Predador,
Obrigado pela presença intergalática.
E eu lá sou maluco de provocar um incidente interplanetário? Não mesmo!!!
Vou fazer o máximo para evitar surpresas desagradáveis para o nosso querido planetinha, postando só discos "bacanudos", como diz o Pituco.
Vida longa e próspera!

Sergio disse...

Bom, Érico já vi acima que tem, carne, não, filé novo no pedaço. Por enquanto vim só pra saldar uma dívida feita na distração:

http://www.4shared.com/file/121259304/dac7a32b/Valery_Ponomarev__The_Messager__05__Dark_Alley.html

Aqui vai a faixa 5 do Ponomarev que na 1ª postagem (1º link, já consertado) estava em falta. Agora sim o álbum está completo.
Abraços!

Érico Cordeiro disse...

Valeu, Mr. Sonic Boy,
Abração!!!

F. Grijó disse...

Grande texto!
Só cometo um adendo (que até estimula postagens): acho que Rollins combinou mais com Monk do que Rouse. Com este, Monk nadou com braçadas firmes, mas com Rollins acho que ele foi além, criou o próprio mar.
Pode ser.

Abraço

Érico Cordeiro disse...

Mestre Grijó,
É um grande prazer recebê-lo aqui no JAZZ + BOSSA. Saiba que o Ipsis Literis é uma fonte permanente de consulta e uma grande inspiração para este modesto bloguinho.
Seja sempre muito bem vindo. Acho que a presença de um músico como Rollins é estimulante em qualquer contexto. O sujeito é altamente criativo e, certamente, exige muito daqueles que tocam com ele.
Já o Rouse, por conta do longo tempo que tocou com Monk, é o sujeito confiável (é, como se diz no jargão do vôlei, a "bola de segurança").
Entre um e outro, prefiro os dois (rs, rs, rs).
Um fraterno abraço!

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