Amigos do jazz + bossa

terça-feira, 14 de julho de 2009

DUAS OU TRÊS PALAVRAS ACERCA DA INFELICIDADE


Sortudo! Decerto o destino havia pregado uma peça de péssimo gosto naquele homem de cabelos desgrenhados e sujos, que vestia roupas em lastimável estado. Vagarosa, mas tenazmente, sua figura maltrapilha revolvia um grande container de lixo. Um velho par de sapatos bastante gastos e um sobretudo roto, com várias manchas de café e gordura nos punhos e no colarinho, emergiram daquela abjeta coleção de resíduos. Ele deu um arremedo de sorriso, calçou o velho par de sapatos – que, de qualquer modo, estavam em melhor estado que os seus – e pôs o amarfanhado sobretudo. Estava quase contente, pois o frio enregelava-lhe os ossos e dificultava ainda mais a sua já penosa caminhada.

Manteve-se absorto durante alguns segundos e pensou que, assim como aqueles restos que jaziam inúteis no container, ele também havia sido descartado por essa mesma sociedade. O apelido de outrora jamais lhe pareceu tão zombeteiro. Não se demorou em tais pensamentos, pois seria um desperdício de tempo e energia. De fato, quando se extrai do lixo as duas ou três refeições diárias, filosofar acerca da vida e dos seus descaminhos parece ser um insensato exercício de trivialidade.

O frio de Seattle não perdoava hesitações. Alguns poucos minutos podiam fazer a diferença entre a vida e uma pavorosa morte por hipotermia. Acelerou o passo em direção ao seu velho conhecido Seattle's Columbia City Assisted Living Center. Se realmente tivesse sorte, hoje poderia tomar um pouco de sopa quente e, quem sabe, até desfrutar de uma pequena xícara de chocolate.

As mesmas mãos que hoje revolviam, ávidas, os fétidos depósitos de matéria desprezada já se dedicaram a misteres muito mais nobres. Todavia, mesmo sobrevivendo das sobras apodrecidas, mesmo vagando sem rumo certo pelas ruas hostis, mesmo fazendo da degradação o seu improvável lar, mesmo dormindo ao relento ou nos desprezíveis abrigos onde outros miseráveis compartilhavam do mesmo sono sem sonhos, ele ainda guardava dentro de si uma elevada dose de altivez.

Dos velhos tempos, ainda conservava intacta a proverbial sensibilidade. Enternecia-se com o pôr do sol e com o desabrochar das primeiras flores da primavera. Caso lhe fosse dada a chance, ainda seria capaz de acariciar com a mesma doçura as palhetas do saxofone e extrair dali as notas mais sublimes que músico algum, mesmo o mais hábil deles, seria capaz de obter. Mas tal chance jamais lhe seria concedida outra vez.

Se a célebre frase de Tolstói é verdadeira, de que todas as famílias felizes são iguais, mas cada família infeliz o é à sua própria maneira, ele era a prova viva de que são inúmeras as possibilidades de infelicidade a que um homem pode ser submetido. Há a infelicidade que decorre do abandono, aquela que advém da doença, uma outra que nasce da solidão, a que provém de seus próprios demônios interiores, aquela que se origina das escolhas erradas e até mesmo a oriunda da perda de algum ente querido.

Naquela figura alquebrada fizeram morada todas essas espécies de infelicidade. Ele era um homem frágil em um mundo incapaz de tolerar a fragilidade. Acaso fosse possível reescrever a própria história, talvez não tivesse retornado ao seu país em 1970. Teria permanecido em Paris ou em Lausanne, onde jamais lhe faltaram trabalho e respeito. Contudo, a fortuna não costuma bater duas vezes à mesma porta.

Após longos quarenta minutos de uma estafante caminhada ele, finalmente, chega à sede do centro de assistência de Seattle. O dia não havia sido bom para os outros infelizes da sua igualha. Havia uma grande fila para a sopa. Ele não se importava. Agregou-se àquele rol de maltrapilhos silenciosos e tristes e esperou a sua vez. Um vigoroso prato de sopa quente recompensou-lhe a espera. Entretanto, a xícara de chocolate que ele tão ansiosamente aguardara, e com a qual chegara a devanear enquanto estava na fila, não lhe foi oferecida. A bebida havia acabado pouco antes de chegar a sua vez.


**********************

Se existe um músico que pode ser apontado como paradigma de toda a grandeza e de toda a miséria que cerca o jazz, esse músico atende pelo nome de Eli “Lucky” Thompson. Nascido em 16 de junho de 1924, na cidade de Colúmbia, Carolina do Norte, Lucky foi um dos mais melodiosos e inventivos saxofonistas da história do jazz e um dos precursores do uso do sax soprano. Espécie de elo perdido entre a velha escola representada por Coleman Hawkins e Don Byas e a nova escola proposta por Bird e Dexter Gordon, era capaz de transitar com absoluta naturalidade do swing ao bebop, com especial habilidade para tocar baladas.

O primeiro revés veio logo aos cinco anos, quando perdeu a mãe. Durante a infância e a adolescência, sofreu uma vida de privações, somente superadas quando atingiu a idade adulta e pode se dedicar integralmente à música. Tocou com Lionel Hampton, Slam Stewart e Billy Eckstine, em cuja orquestra conheceu Charlie Parker e Dizzy Gillespie – com quem também viria a tocar. Passou algum tempo na orquestra de Count Basie e, posteriormente, na de Stan Kenton. Nos anos 50 firmou seu nome como um confiável músico de apoio, tendo gravado regularmente com Milt Jackson e participou de sessões com Thelonious Monk e Miles Davis.

Por sua versatilidade e pela impossibilidade de ser rotulado, Thompson é daqueles músicos que imprimem a força da sua personalidade em tudo o que fazem. Nas décadas de 50 e 60 residiu por longos períodos na Europa, mas jamais abandonou totalmente o país natal. No início da década de 60, outra grande perda: a morte da mulher. Em 1965 cerrou fileiras ao lado dos Jazz Messengers, para a gravação do excelente Soul Finger, numa formação que incluía, além de Thompson e Blakey, os ótimos John Hicks ao piano e Freddie Hubbard e Lee Morgan nos trompetes. No ano anterior, havia gravado a sua obra-prima, o disco pelo qual será lembrado pela eternidade e além: o fabuloso Lucky Strikes.

Aqui, ao lado de Hank Jones (piano), Richard Davis (baixo) e Connie Key (bateria), Thompson exibe a sua técnica invulgar e a sua excepcional habilidade para as baladas em um álbum simplesmente irrepreensível, talhado para abrilhantar qualquer discoteca. Usando o sax soprano e o tenor, esse músico ímpar constrói uma delicadíssima tapeçaria sonora, que começa com uma versão sublime de “In A Sentimental Mood”, em um clima de absoluto lirismo. O piano de Jones, melífluo e envolvente, emoldura o saxofone de Thompson com emotividade e discrição, características constantes desta sessão.

Thompson também era um compositor de mão cheia. Exceto a já mencionada “In A Sentimental Mood” e “Invitation”, todas as outras músicas são de sua autoria. “Fly With The Wind” é um bebop clássico, acelerado e cheio de variações harmônicas, com o sóbrio Connie Key emulando Art Blakey, mas sem perder um átomo da sua enorme categoria. “Mid-Nite Oil” e “Mumbba Neua”, com seus andamentos serpenteantes, poderiamter sido compostas por Monk, impressão reforçada pelo piano de Jones, que em momento algum resvala na obviedade.

A elegância do saxofonista – quer do ponto de vista da execução, quer da composição – extrapola os níveis habituais de excelência na quase balada “Reminiscent”, um dos pontos altos do disco. Nesta faixa, a integração entre o saxofone e o piano atinge o ápice, ao mesmo tempo em que o baixo de Davis e a bateria de Key, embora discretos, são um exemplo perfeito da importância de uma sessão rítmica à altura dos solistas.

“I Forgot To Remember” é uma balada emocionante, com discretas citações à não menos bela “Tangerine”, na qual Thompson pode exibir sua técnica soberba. Da mesma magnitude, mas com um acento de blues – e um solo de piano magistral – a lindíssima “Prey Loot” é outro grande momento do álbum, que encerra em grande estilo com a suingante “Invitation”, de Bronislaw Kaper, que em alguns momentos parece exalar uma certa fragrância latina, em grande parte graças à excelente intervenção da bateria de Key.

Contrariando o apelido, Eli Lucky Thompson viveu e morreu sob a égide de uma sucessão de tragédias. Ele, que jamais se amoldou aos ditames da indústria fonográfica, foi, pouco a pouco, submergindo em um oceano de solidão e demência. A partir da década de setenta, outras tragédias vieram a se abater sobre ele. Desfez-se do saxofone para pagar dívidas e perambulou por diversas cidades dos Estados Unidos e do Canadá, até se fixar em Seattle. Ali, viveu na indigência quase absoluta, até ser acolhido pelo Seattle's Columbia City Assisted Living Center, em 1994.

Nessa época começou a apresentar os sintomas do mal de Alzheimer, doença que finalmente o arrebataria em 30 de julho de 2005. Uma vida atribulada e um fim indigno para um músico de tão extraordinário, mas completamente coerente com a sua trajetória de vida. Aqui, como em Bird e Powell, o trágico e o sublime, a degradação e a glória convivem como faces de uma mesma moeda.

61 comentários:

PREDADOR.- disse...

Depois vocês ficam dizendo por aí que mr.Cordeiro e funkeiro, que é roqueiro, só gosta de fusion, isso e aquilo. Mas o homem sabe das coisas: ontem foi Red Garland, um pianista excepcional, hoje o desprezado, esquecido, mas brilhante Lucky Thompson. Parabéns sr.Cordeiro, continue sempre nessa linha!

Érico Cordeiro disse...

Mr. Predador,
Folgo em vê-lo. Como andam as coisas em Vênus?
Pois é, eu também tive os meus 17 anos (bom, não vamos falar de idade agora...) e apesar de achar abominável o tal do funk (essa coisa abjeta que hoje se chama assim, não o do grande James Brown), não deixo de escutar os bons e velhos Dylan, Stones, Beatles, Led, Hendrix, Floyd, etc...
Mas confesso que o jazz tem um camarote VIP no meu coração - já não há mais nele tanto espaço para outra coisa que não seja o som nascido lá nas mal-afamadas ruas e casas de tolerância de New Orleans.
Abração e obrigado pelas palavras gentis (deve ser duro para um exterminador intergalático mandar um elogiozinho de vez em quando)!!!!

figbatera disse...

Um sopro maravilhoso! Mas, que vida de "sorte", hein?!

Érico Cordeiro disse...

Grande Fig,
Pois é, o cara teve uma vida muito atribulada, cheia de perçalços.
Abração!!!

Sergio disse...

Pois, é, Érico, esperei a manhã passar pra não ser o 1º a chegar na festa. Consegui.

Esse nem precisei ouvir para acompanhar o texto pq o toque mágico de Thompson ainda está bem marcado na memória. Embora vc tenha uma 'radiolinha' aqui ao lado, q já sai tocando quando a gente chega, costumo diminui-la no volume, pq estou sempre ouvindo algo q estou baixando aí misturam-se os sons e tudo fica meio confuso.

Bem, Lucky Thompson: a 1ª impressão, a q ficou - nem sempre foi assim, pão pão queijo queijo -, é de que mr. Lucky se situa num plano diferente. A dos encantadores de saxofone. Na audição a imagem foi do instrumento ganhando vida própria, levitando num palco pouco iluminado, sob um comando mental distante, a tocar sozinho! Isso pq simplesmente não foi possível visualizar o músico na mecânica natural na outra ponta do instrumento. E aí a imagem entra no foco nos reflexos cintilantes no corpo de um sax como um objeto alado. Enfim, acho que o 'sortudo' Thompson é uma espécie de entidade do além.

Mas foi uma das mais felizes descobertas do ano pra mim. Agradeço a esse espaço Jazz + Bossa e tudo mais, e ao sr. Raffaelli, em particular, por tê-lo introduzido no assunto, quando o assunto era "Steve Lacy", alguém se lembra? Eu lembro. E olha que a postagem do Lacy já vai distante no passado deste blog. Então a alma de Lucky tem poder!

Érico Cordeiro disse...

Mr. Sônico,
A descoberta do Lucky Thompson, alvissareira sob qualquer ponto de vista, é mais uma das muitas proporcionadas pela sabedoria e pela generosidade do mestre Raffaelli.
E a sua imagem, do encantador de saxofone, é maravilhosa - posso usá-la em uma futura resenha, prá criar uma historinha? Te asseguro que não vou omitir a fonte (rs, rs, rs).
Abração!!!!

Andréa disse...

toc toc...
estive aqui, meio rápido demais pros seus textos, mas o suficiente pra flanar um pouco. delícia!!!
volto pela madrugada.
até!!

Érico Cordeiro disse...

Cara Andréia, seja bem vinda e, por favor, agregue-se à nossa animada confraria, onde o nosso amigo Figbatera tem assento cativo (é um dos membros da diretoria, com direito a voz e voto).
Nesse exato instante ouço o excelente Quadrant, do nosso ídolo comum Milt Jackson (mais Joe Paass, Ray Brown e Mickey Roker).
Um fraterno abraço!!!

Andre Tandeta disse...

Erico,
cheguei em casa agora meio "down" pois soube que dois amigos, musicos, estão com problemas de saude. Resolvi dar uma olhada aqui pra ver se me animava um pouco. Acho que não era o momento,azar o meu, mas o texto é otimo,como sempre. Historias tristes de talentosos derrotados são o que mais encontramos por ai nesse mundo em que o ter é considerado mais importante que o ser.
Vamos em frente,sempre.
Um grande abraço

Érico Cordeiro disse...

Caro Tandeta,
Prazer recebê-lo aqui no JAZZ + BOSSA. Espero, de todo coração, que seus amigos possam superar os problemas e se concentrar no mais importante: alegrar a alma das pessoas com a sua arte.
E bola prá frente!!!
Ainda há muito espaço para quem acredita que ser é o mais importante e que o ter é a mera conseqüência, o resultado final, de quem constrói seu caminho com respeito ao próximo e com amor ao que faz.
Grande abraço!!!

Sergio disse...

Érico, é claro q seria um prazer ver um grande arquiteto das palavras citando este troca-letras. Mas o problema q isso de encantador q parece fazer o saxofone tocar sozinho como se seu sopro fosse uma brisa distante é uma característica do Lucky. Sinceramente, vc tbm não teve essa impressão?

Ser e não ter, eis uma questão q me ocupa por demais! Mais sinceramente ainda!

Érico Cordeiro disse...

Seu Mr. Sérgio,
Me solidarizo com a sua preocupação, meu caro, que é minha também!!!
Há um outro músico, sobre quem pretendo postar algo em breve, e que me dá a mesma impressão do Lucky: o Sonny Stitt.
Se tem dúvida, ouça o disco com o Oscar Peterson e o Stitt Plays Bird (a resenha vai ser sobre um desses dois).
E o New Orleans Legacy Ensemble é maravilhoso - só ouvi uma parte e já adicionei à célebre listinha.
Abração!!!

Sergio disse...

Érico, quando vc ouvir a 2ª parte vc vai querer o disco na mesma hora. No emeio te disse, né? Que o disco se "avoluma".

Outra coisa, se só ouviu a 1ª parte ainda não deve ter entrado o homem do clarinete. No allmusic não diz quem o toca. Lembrou o Byron, mas ele não etá entre os músicos do disco. Se descobrir quem é por favor me diga.

Sinto-me meio culpado, mas se ter é isso, ter pra curtir, esse lado do ter vale muito a pena.

Sergio disse...

Achei em outra fonte. Aí vai o escrete de New Orleans Legacy Ensemble, The (Spirits of Congo Square) 2000:

PERSONNEL
Nicholas Payton - trumpet
Marlon Jordan - trumpet
Jamil Sharif - trumpet
Delfeayo Marsalis - trombone
Louis Ford - clarinet
Donald Harrison Jr. - alto sax
Victor Goines - tenor sax
Peter Martin - piano
Elton Heron - bass
Adonis Rose - drums
John O'Neal - vocal

Érico Cordeiro disse...

Seu Mr. Sônico,
A listinha só cresce!!!
Mesmo sem ter ouvido a segunda parte, já gostei demais.
E tem uma galera muito boa aí, como o Payton e o Goines, além do próprio Marsalis (de quem não curti muito um álbum, mas é muito competente como músico e arranjador).
Abração!

APÓSTOLO disse...

Prezado ÉRICO:

Já que chegamos à post-graduação (que é a música de LUCKY THOMPSON), permito-me relacionar as datas/locais de gravações de LUCKY com PARKER: 24/01/1946 no "Billy Berg's", 05/02 e 28/03 do mesmo ano em estúdio, 26/02 e 12/03/1949 no "Royal Roost" e, finalmente, 05/03/1949 no "Waldorf Astoria" (as voltas que o mundo deu para esse gênio...).
Ademais desse antológico "Lucky Strikes" e das gravações com PARKER (ainda que como "sideman") e entre outras pérolas, recomendo da coleção "Jazz In Paris" o album "Lucky Thompson - Modern Jazz Group" (1956), em que desfilam "The Man I Love", "There's No You", "Influence", "Meet Quincy Jones" e "Gone With The Wind". Acompanhado por músicos franceses (entre os quais o excelente pianista Henri Renaud, ainda que faltando subir alguns degraus até Hank Jones), temos LUCKY em plena e exuberante forma.
É conferir.
Mais uma vez, parabéns pela resenha, emotiva e mais cálida que sombria.
Que venham mais...............

Salsa disse...

Discaço-aço,
Consegui recuperá-lo de um esquecido amigo que já tinha até assinado a capa. É mole?

pituco disse...

érico,
apesar dos filigranas de tua redação comovida, sempre pergunto-me...por que alguns se permitem chegar ao completo estado de abandono e miséria?

sou testemunha, ao longo desses anos de labuta, de colegas músicos que se enveredam por essa mesma senda thompson-pastoriusiana...em geral, são pessoas sensíveis e lúcidas...e rebeldes...rs...e uma coisa puxa a outra, e acabam caindo nos vícios indomáveis...uma fragilidade terrível.

coincidentemente, meu irmão caçula é músico e reside em seattle, assim como outro grande instrumentista,jovino santos...certamente, respeitam o talento de lucky thompson, mas sequer imaginavam encontrá-lo por lá...que estória.

a hipocrisia social pode derrubar qualquer ser humano, mas o talento...nunca!

assim acredito...e mais uma estória pra calejar meu coração vagabundo...rs

abraçsonoros
namaste

pituco disse...

érico,
o podcast não está rodando...rs

amplexsonoros

figbatera disse...

eu tb não consegui ouvir o podcast hoje; ele anda mal mesmo, assim como os do meu blog.
que me(r)da...

Sergio disse...

V isso, Érico? Aqui seu "pó de casting" é um tipo de pirilimplim plim de tão funcional. Tá sempre tocando perfeitamente! Tanto q num de meus comentários disse q tinha q correr para abaixa-lo, para não se misturar com as músicas q estou sempre ouvindo.

Já no Jazzseen, as vzs me ausento um tempo, pq lembro, antes de entrar lá, q quando abro aquela porta, tocam todas as músicas ao mesmo tempo! Sério! Cada postagem tem um podcast, né isso? Aqui no meu computador a gente entra e dispara tudo ao mesmo tempo agora, como numa casa de relojoeiro louco! No Jazzseen, a regra é lembrar de entrar com o meu amplificador (conectado ao micro) desligado ou no mínimo volume, pq, dependendo do volume q esteja, entrar no Jazzseen pode me dar um susto de pular metros acima da cadeira.

A internêta é muito mais caixinha de surpresa do que o futebol, amigos. E por falar em futebol... Pelo amor de deus! É Nense hoje na cabeça! Isso sim dá-me mêda. Um mêda q dependendo do resultado pode dar uma merda federal, nas Laranjeiras e aqui em casa.

Érico Cordeiro disse...

Caros Apóstolo, Salsa, Pituco e Figbatera,
Prazer em tê-los a bordo.
Lucky Thompson é uma descoberta tardia - graças ao Mestre Raffaelli pude conhecer esse gênio de grande sensibilidade.
Amigo Apóstolo, o Jazz in Paris eu também já incluí em minha coleção - assim como o Paris Blues - ambos da Gitanes e excelentes. Resta conseguir as gravações com Bird!!!!
E Salsam ainda bem que você recuperou essa jóia - tinha me falado que ele havia sido abduzido e ei-lo de volta à casa paterna!!
Quanto ao Podcast, não sei o que pode ser - tem horas que ele simplesmente não toca - Mr. Salsa, help me!!!
E Pituco, essa relação entre talento artístico e excessos de todos os tipos é antiga - e ainda muito mal trabalhada /resolvida na cabeça de alguns. De Rimbaud a Scott Fitzgerald, passando por Parker, Powell, Hampton Hawes, Sonny Clark, Bill Evans, entre outros tantos. Ainda bem que esses grandes artistas nos legaram as suas obras, como testemunho de suas passagens por aqui!!
Abraços a todos!!

Érico Cordeiro disse...

Mr. Sérgio,
Você formulou um comentário quando eu estava postando o comentário acima, daí só observar a sua observação agora.
Pois é, geralmente o podcast funciona bem, como agora, em que ouço com bastante nitidez.
Acho que o problema é da conexão - se for lenta ou de menor capacidade, ele fica travando.
No jazzseen não tenho tido problemas - ouço um de cada vez.
Abração!!!

pituco disse...

érico,
bom dia...tô ouvindo agora...in a sentimental, assim logo ao despertar...é de arrancar arrepios do coração.

valeô o post
abraçsonoros

O Pescador disse...

Viva Mr. Érico

Quer-me parecer que Stevenson se enganou, e que quem descobriu o tesouro do capitão Flint foi você. É o que me dizem as preciosidades que por aqui vou lendo e ouvindo, sempre com muito agrado.
De Thompson apenas conhecia algumas gravações com Milt Jackson (1956) e com Miles (1954).
Quanto à sua vida e personalidade estava absolutamente em branco.
O meu obrigado por me ajudar a descobrir mais uma peça deste grandioso puzzle que é o jazz.

Haja saúde.

Érico Cordeiro disse...

Queridos Pituco e Pescador,
Sintam-se em casa. Pois é, o Thompson é maravilhoso e os discos da série Jazz In Paris (da Gitanes) também são muito bons, embora em ambos ele esteja secundado por músicos franceses.
E que vida a dele, não?
Um afetuoso abraço aos dois navegantes!

Andre Tandeta disse...

Prezado Erico,
como musico profissional ha exatos 33 anos devo dizer que ja vi muito proximo de mim tragedias ou quase tragedias como essas que voce menciona ai acima. Alguns conseguiram largar o vicio outros naufragaram tristemente. Mas é uma opção de cada um viver sua vida como melhor lhe apraz. Como somos, os brasileiros,um povo sentimental somos dominados por sentimentos de piedade por essas opções destrutivas.Eu nunca me interesso pela vida pessoal dos musicos ou artistas ,só os que são proximos ,meus amigos. Acho que a arte é sempre maior que os artistas . Charlie Parker é pra mim um dos maiores genios da humanidade,na musica só comparavel a J.S. Bach e sua tragica vida em nada influencia o monumento musical deixado por ele.
De todo modo seus textos são admiravelmente bem escritos e gostaria de ver um deles dedicado a um baterista,voce ja falou de Max Roach pode escolher outro agora.Que tal ?
Abraço

pituco disse...

érico,
agora que me dou conta...rs
lucky strike é marca de cigarros, assim como o nome do selo...gitanes...hahaha

aversão total, geral e irrestrita ao tabaco e tabagistas...rs
mas, curti a postagem

abraçsonoros

Nico Nicodemus disse...

Érico, descobri o teu espaço através do comentário que deixaste no "Caderno Digital". Muito bom o teu trabalho: conteúdo de primeira qualidade! Parabéns!

Érico Cordeiro disse...

Prezados Tandeta, Pituco e Nicodemus,
Saudações e sejam bem-vindos, especialmente você, Nicodemus, que nos dá a honra de visitar pela primeira vez o JAZZ + BOSSA - por favor, sinta-se à vontade e obrigado pelas palavras gentis.
Caro Tandeta, a arte sobrevive àqueles que a elaboram - pena que a trajetória de muitos artistas tenha sido tão fugaz. Imagina o que Parker não teria produzido nos anos 60 ou 70, com técnicas mais modernas de gravação...
E já tô com uma resenha prontinha sobre o grande Roy Haynes - vou postar logo, logo.
Grande Pituco, pois é - o nome do disco é um trocadilho com a famosa marca de cigarros (não sei se gravadora Gitanes tem algo a ver com a marca de cigarro, mas...).
Um fraterno abraço aos três!!!

Andre Tandeta disse...

Obrigado,Erico.
Roy Haynes é um genio. Sou fã de carteirinha,é sempre uma inspiração ouvi-lo. Recomendo a leitura de uma resenha escrita pelo Edú ha alguns meses la no Jazzseen . Como tudo que ele assina é informativa, interessante e muito bem escrita. Aguardo a sua.
Curiosidade: Haynes com o passar dos anos se tornou o baterista mais influente da atualidade. Brian Blade,Eric Harland,Antonio Sanchez são alguns dos grandes bateristas contemporaneos muito influenciados por ele. Na maior cara de pau me incluo nesse grupo. Confira no disco do Victor Biglione tocando Jobim e voce vera,pelo menos em alguns momentos.
Abraço

Érico Cordeiro disse...

Caro Tandeta,
Já dei uma lida na resenha do Edú, que é, de fato, bastante informativa. Gosto muito do Haynes e tenho alguns discos dele como líder - além de diversos discos em que ele atua como sideman. O baixinho é o supra sumo da elegância e o disco de que trato é o Out Of The Afternoon, com Roland Kirk, Tommy Flanagan e Henry Grimes (adoro o We Three e o Just Us também).
Abração e vou ouvir o Uma guitarra no Tom prá conferir - deixa só terminar o California Here I Come, um dos melhores do Bill Evans, com Elvin Jones na bateria!!!!!!

Andre Tandeta disse...

Prezado Erico,
"California Here I Come"(Verve VE2 2545,no original) é com Philly Joe Jones na bateria. Tio Joe ,como sempre,esta arrasando .
Abraço

APÓSTOLO disse...

Prezado ÉRICO:

O primeiro encontro musical de LUCKY com PARKER ocorreu em abril de 1944 e na banda de "Mr. B" (Billy Eckstine), onde 21 integrantes tocaram no "Riviera Club" de St. Louis e no "Regal Theatre" de Chicago. O naipe de trumpetes contava com Buddy Anderson, que a certa altura foi substituido por um "garoto" de 18 anos: Miles Davis !
Alguns músicos desse grupo = Dizzy Gillespie, Fats Navarro, Sonny Stitt, Dexter Gordon, Tommy Potter, Art Blakey, Sarah Vaughan, Tadd Dameron.... quer mais ? ? ?
A primeira gravação com LUCKY + PARKER ocorreu no dia 24/01/1946, no clube "Billy Berg's", foi transmitida pela rádio WEAF (programa "Rudy Vallee Show") e editada em CD dentro da série italiana "Bird's Eyes", selo Philology, volume 1/4. O tema foi "Salt Peanuts", com 2'08", contando também com Dizzy Gillespie, Milt Jackson, Al Haig, Ray Brown e Stan Levey.
No dia 05/02/1946 no estúdio Electro Broadcasting (Glendale / California) o tema "Diggin' Diz" contou com Dizzy Gillespie, Arvin Garrison, George Handy, Ray Brown e Stan Levey, acompanhando a PARKER e LUCKY. A gravação com 2'52" foi distribuida pela DIAL Records de Ross Russell (um dos biógrafos de PARKER).
O selo "WEA Discos" distribuiu no Brasil em LP duplo a gravação do dia 28/03/1946, com apenas parte dos 11 registros tomados no estúdio da "Radio Recorders" (Hollywood/California): Moose The Mooche, Yardbird Suite, Ornithology, Famous Alto Break (o "break" do Night In Tunisia) e Night In Tunisia. PARKER + LUCKY alinharam ao lado de Miles Davis, Dodo Marmarosa, Arvin Garrison, Vic McMillan e Ray Porter.
Em 1949 e dentro do estojo "Nippon Columbia Savoy" (CD nº 8) PARKER + LUCKY tiveram o acompanhamento de Kenny Dorham, Milt Jackson, Al Haig, Tommy Potter e Max Roach, alem dos vocais de Dave Lambert e Buddy Stewart, para as faixas Half Nelson, Night In Tunisia, Scrapple From the Apple, Deedle, What's This e Jumpin' With Symphony Sid. Foi gravação tomada ao vivo em 26/02 do "The Royal Roost"(New York), transmitida pelo rádio.
Finalmente no dia 05/03/1949 ocorreu o programa "Battle Of The Bands" no Waldorf Astoria (New York), com apresentação de Rudi Blesh e transmitido via rádio.
PARKER + LUCKY interpretaram os temas Barbados e Anthropology, ao lado de Kenny Dorham, Al Haig, Tommy Potter e Max Roach. Essas gravações foram ao mercado pelo selo italiano Philology, série "Bird Eye's", volume nº 16.
Nesse mesmo programa no Waldorf e em oposição ao contexto "bebop", apresentou-se um grupo de "dixieland": Wilbur de Paris, Sidney Bechet, Buster Bailey, Ralph Sutton, Walter Page e George Wettling.
Prezado ÉRICO, considerando que todo apreciador de música clássica e de JAZZ é um "compulsivo", a obtenção dessas gravações é uma bela caçada ! ! !

Érico Cordeiro disse...

Caro Tandeta, você está certíssimo. Troquei os Jones. É o Philly Joe quem acompanha o grande Bill Evans no California Here I Come, juntamente com o EddieGomez. Ato falho - a memória anda me pregando algumas peças!!!
Prezado Apóstolo, esse material deve ser espetacular. A qualidade dos músicos é do outro mundo.
Vou tentar descobrir alguma coisa no Amazon.
O Dodo Marmarosa é um pianista interessantíssimo, pena que suas gravações sejam tão difíceis.
Obrigado pelas excelentes dicase um forte abraço a ambos!!!!

José Domingos Raffaelli disse...

Prezado Sergio,

Acrescente o nome do trompetista Leroy Jones entre os músicos originários de New Orleans. Ouvi-o pela primeira vez no Free Jazz de 1995 quando ele foi, disparado, o melhor solista do evento (apesar da presença do mal-educado Roy Hargrove). Há uns quatro anos fiz uma entrevista com ele e, até a chegada do terrível tsunami, quando ele perdeu a casa e tudo que estava nela, mantivemos contato por email. Ano passado ele tocou no Rio num festival de jazz realizado no SESC.
Ele é um músico original, tem seu próprio som e também canta e é defensor ferrenho da música de New Orleans.

Keep swinging,
Raffaelli

Érico Cordeiro disse...

Mestre Raffaelli,
Seja bem-vindo - e sempre com ótimas dicas. Não conheço o trabalho do Leroy Jones, mas com esse selo de qualidade, já merece uma procurada.
Falando em Free Jazz, o Gilberto Mineiro, grande e querido amigo, me falou outro dia que durante uma das edições do Free Jazz - há alguns bons anos - fez uma entrevista com você, que foi extremamente simpático e atencioso.
Um fraterno abraço, da minha parte e também da parte do Gilberto.

APÓSTOLO disse...

Prezado ÉRICO:
Você pode apreciar a arte do trumpetista LEROY JONES no DVD ""Harry Connick, Jr., The New York Big Band Concert", realizado no Paramount Theater (New York, 1992). Foi lançado no Brasil pelo selo Sony (Columbia).
Ele, ao lado de outros "top" de New Orleans, dão a tônica desse show de Connick.
A abertura com um precioso arranjo de "Sweet Georgia Brown" vale ser apreciada.

Érico Cordeiro disse...

Caro Apóstolo,
Assisti esse dvd umas única vez, mas confesso que não prestei muita atenção no trabalho do Jones (já faz um certo tempinho).
Vou ver se consigo encontrar em alguma dessas lojas virtuais, pois acho que ele foi lançado aqui há mais de dez anos. Engraçado é que aluguei junto com o dvd da Diane Schuur e a orquestra de Cout Basie, do qual gostei imensamente e que adquiri pouco depois. Mais o do Connick foi ficando, ficando, tanto que não tenho até hoje.
Abração.

John Lester disse...

Prezado Mr. Cordeiro, cheguei tarde porque preparava um lauto café da manhã, com caju, mamão, algumas fatias de presunto, torradas na manteiga, algumas delas acompanhadas de mel, outras de queijo prato, e, é claro, aquele café forte, estilo Casa Grande e Senzala, para ser sorvido após o iogurte. Sim, junto ao café, lentos tragos no Carlton Red poderiam auxiliar a leitura matinal de sua última resenha que, confesso, quase estragou meu breakfast.

Não que eu nunca tenha comido larvas, daquelas branquinhas que rebolam para moverem-se, mas foi involuntariamente, já que estavam escondidas nas folhas de alface de um egg-x-tudo capixaba. Quando notei, já era tarde.

É como dizia vovô Acácio: alguns nascem para serem Paulo Coelho, outros nascem para serem artistas.

No fundo, tenho minhas dúvidas se Thompson trocaria sua sopa rala com mendigos pelo chá da Academia Brasileira de Letras. Creio que não.

Grande abraço, JL.

Érico Cordeiro disse...

Caro Lester,
parafraseando a célebre frase de Nietzsche ("aquilo que não nos mata nos deixa mais fortes") - o que não mata engorda, segundo a sabedoria popular.
E esse café da manhã é digno das bbelas manhãs à sobra dos veneráveis salgueiros, no quital do Vovô Acácio, ouvindo Django Reinhardt (ouço neste exato instante outro cigano, Lollo Meier, aplicaddíssimo discípulo do mestre Django, cujo cd Hondarribia é espetacular!!!).
Grande abraço!

Sergio disse...

Grato, sr. Raffaelli, pela dica: estou aqui aplicado em encontrar o Leroy Jones na rede, q não é dos mais fáceis de se ter ou mesmo ouvir em solo. Mas dica vossa não desprezo.

Srs, já q o Érico revelou o q escutava enquanto trocava figurinhas com Lester aqui vai uma dica de MPB: Está no excelente blog de tudo - tudo q é estilo -, contanto q haja bom gosto: o nome da novidade é ELLEN OLÉRIA ÁLBUM, "PEÇA" DE 2009. Recomendo sem contra-indicação!

Érico Cordeiro disse...

Mr. Sonic Boy e o seu Fluminense? O meu Vascão tá chegando!!!!!
Quanto à Ellen Oléria, confesso que ainda não tinha ouvido falar, mas vindo do garimpeiro mais antenado da blogsfera e além, deve valer a pena.
Quanto ao Lollo Meier, é ótimo: dele tenho o Rosas e o já mencionado Hondarribia. O estilo é swing à Django, com violões acúisticos sendo que no primeiro álbum participa o violinista Tcha Limberger e no segundo o clarinetista André Donni.
Abração!!!

Sergio disse...

E eu não colei esse nome do texto, Érico? Foi bom ter voltado aqui, pq colei e fui fazer outras coisas me esquecendo da busca.

Seguinte: é dica quentíssima essa do Bruno do Eu Ovo de a dona Oléria, acho q já conheces a casa, né? Pode ir e baixar sem medo de ser feliz!

Estou tentando com, ele instalar essa radinho, q tens aí ao lado. As vzs sinto minhas postagens prejudicadas por só oferecer o álbum sem chances da pessoa q não quer lotar o HD com álbuns e pode depois (de baixado) ter preguiça até de ouvir. Acontece algumas vzs comigo. Uma preguiça do tipo "como não é a minha praia, tenho certeza que não vou gostar". Uma corruptela da expressão, "não ouvi e não gostei". Aí o arquivo fica lá, baixado mas não devidamente ouvido. Por outro lado, a pessoa pode nem baixar, mas simpatizar com o som. O que, sem o tal do "pó de casting", a gente elimina qualquer possibilidade de outros conhecerem o q se está tentando apresentar.

Ocorre q não achei nada fácil postar o acessório. E, olha, Érico, aqui não vai nenhuma crítica, não, por favor. Mas quero o meu radinho só tocando quando acionado, pq assim como, no meu caso já falado, estou sempre ouvindo outras coisas, dessa forma quero deixar pros outros. Digo isso pq, o amigo, cavalheiríssimo como de costume, pode querer ajudar e pra mim só serviria se fosse dessa forma, tocando quando acionado.

Anfã, já estou baixando no soulseek o Rosas do Lollo Méier.

E quanto ao Fluzin... Sem comentários, né Érico? Ô timin senvergonho du carái! Mas não vai comemorando as conquistas óbvias do Vasquito antecipado não pq podemos estar na 2ªdona todos os cariocas juntos – Urubulinos inclusive!

Érico Cordeiro disse...

Já pensou os quatro na segundona? Vai ser "lindo", né?!?!
A radiola, quanado eu pus no JAZZ + BOSSA, parece que tem uma opção prá tocar sozinha ou quando acionada, mas não sei dizer. Acho que você tem que alterar no gcast, porque o padrão é que ela toque sozinha.
De qualquer forma, acho muito legar a sua idéia, a gente pode conhecer um pouco do artista antes de baixar.
Abração!!!

José Domingos Raffaelli disse...

Érico,

Fiquei muito contente em ter notícias do Gilberto Mineiro e saber que ele é seu grande amigo.
A entrevista a que você referiu-se foi no Free Jazz de 1992, quando ainda realizava-se no teatro do Hotel Nacional.
Nesse festival tocou Ornette Coleman, que foi um fracasso completo, cujo conjunto (???!!!) não disse ao que veio e, pior ainda, entre outras barbaridades tocou o carnavalito da Costa Rica!! A propósito, sem qualquer motivo Ornette criou um tremendo caso como meu querido amigo de muitos anos e ex-colega Antonio Carlos Miguel, jornalista do Globo, na entrevista coletiva, demonstrando sua total falta de educação.

Quando terminou o "set" dele (para alegria dos conhecedores de jazz), a sala não tinha mais que 50 pessoas, pois aquela hecatombe universal sonora provocou uma debandada da platéia.
Por favor, retribua o abraço do Gilberto Mineiro, do qual não tive mais notícias após nosso encontro
em 1992.

Keep swinging,
Raffaelli

Érico Cordeiro disse...

Mestre Raffaelli,
O Gilberto, além de amigo querido, é uma das pessoas mais antenadas musicalmente que conheço. Ele é um exímio descobridor de talentos e graças a ele descobri artistas como Dave Kain (do ótimo No Pain, No Kain), Lollo Meier (um guitarrista cigano, herdeiro de Django Reinhardt), Amanda Sedgwick (uma saxofonista maravilhosa), Doug MacDonald, Christian Howes e muitos outros.
Ele continua na ativa, firme e forte em defesa da música de qualidade e apresenta um programa na Rádio Universidade, aqui em São Luís.
Inclusive ele sempre dá uma passada aqui pelo JAZZ + BOSSA. Pode ficar tranqüilo, que transmitirei o abraço ao Gilberto.
Quanto ao Coleman, confesso a minha absoluta ignorância acerca do que ele quer dizer - aliás, o free como um todo não me emociona nem um pouco (e olha que já tentei ouvir Albert Ayler, o próprio Ornette, Pharoah Sanders, Archie Shepp, etc, mas não é a minha praia).
Grande abraço!!!

Sergio disse...

Archie Shepp (Four For Traine) é sensacional!

Érico Cordeiro disse...

Mr. Sônico,
Não conheço esse disco, só de ouvir falar. Também parece que o Shepp deu uma "limada" no seu estilo, adotando um fraseado mais sutil, não é...
Gostaria de conhecer esse disco (se não for abusar da sua generosidade)!!!
Dele tenho uma coletânea da Impulse e o Attica Blues (é interessante, não sei se é free, mas dá prá ouvir, tem um pouco de blues, um pouco de soul).
Abração!!!!!

Sergio disse...

Érico, não baixo música só pra mim, vc sabe quais são os meus planos futuros, então fica tranqüilo, completamente trax, q o q eu tiver e puder te passar já tá na mão. O problema e só o tempo - esse maldito traidor q está em toda parte, nos impossibilitando.

No mais vai (me) lembrando q aos poucos vou te passando.

Há um disco q causou um rebuliço no jazzseen e depois pulou (a discussão) pro Back'yard, quando ainda era Jazigo com o álbum do Sheep (ou será o Ayler?)... deixa eu procurar pra não dar informação errada.

Não é nenhum dos dois mas o cara é Free tbm, o álbum é AKI TAKASE & DAVID MURRAY (BLUE MONK) só ambos os dois em duo, rs... Este álbum causou rebuliço nas duas casas do jazz (jazzseen e jazigo) pq o Murray, q é meio defenestrado pelos hermetismos pascoais, toca um saxofone com momentos em q o som do instrumento parece fazer percussão! Um negócio muito louco e muito bom! E ao mesmo tempo algo nunca visto antes, pelo visto, tanto com Salsa, quanto com o mestre Edu. Q ficaram quebrando a cabeça, tentando explicar q raios de tecnica ou até q raios de instrumento era aquele q o Murray usava. Quer esse tbm? É o mesmo q perguntar se macaco quer banana caramelada (tipo c/sorvete, split), certo?

Érico Cordeiro disse...

Mr. Sonic Boy, não se faça de rogado.
Embora o tal do free não esteja ao alcance dos meus pobres miolos e ouvidos (dizem que é uma música cerebral, né?) o negócio parece ser interessante.
Pó mandá sem medo!!!
Valeu

Sergio disse...

Érico, já me esqueci se o Borboletas de Jade disponibiliza os álbuns que resenha, mas os amigos do BdeJ fala sobre "For Trane". De qualquer forma foi facinho achá-lo noutro blog, o link é:

http://www.megaupload.com/?d=3PBKHK2L

Já o AKI TAKASE & DAVID MURRAY (BLUE MONK), q pensei q seria exclusividade do grande e exclusivíssimo acervo sônico... Pois é, né não. Encontrei num blog pra baixar, porém o link já venceu, então dá só umas horas q já te passo.

Mas tem um toma lá dá cá natural-básico!... rs. Desse do Murray com a japa quero saber sua abalizada opinião, combinado?

Érico Cordeiro disse...

Claro, meu dileto garimpeiro.
Valeu mesmo e um abração!!!

Sofia Urko disse...

Caro Érico,

Texto lindíssimo, com elevada densidade dramática. Conheço essa afirmação de Tolstoi, partilhando da sua opinião e acrescentando q os trajectos mais complexos são, sem dúvida, muito mais interessantes e, frequentemente, associados a grandes produções de arte. Obrigada por me ter dado a conhecer Lucky Strikes! Abraço com amizade,
Sofia :)

Érico Cordeiro disse...

Cara Sofia,
Eu é que agradeço a sua presença, sempre tão amável e gentil.
O Lucky é um saxofonista maravilhoso, mas com uma vida absurdamente triste!
Um afetuoso abraço!

Sergio disse...

http://www.4shared.com/file/119386022/d51b9403/Aki_Takase__David_Murray__Blue_Monk_.html

Tá vendo aí, seu Érico, sua fama de grande escrivinhador já atravessa o oceno!...

Aí encima o link do misterioso som do Murray. Afinal q instrumento e/ou como ele toca o instrumento pra fazer um som como esse? É a pergunta que não quer calar.

Ah! Ps.: sabe o disco do azerbajano Vagif Mustafa Zadeh "One Day in Kiev" resenhado no jazzseen? Já tá na mão. Descobri q era o mesmo do jazzsen quando fui atrás da imagem da capa e cai direto la.
Abraços!

Érico Cordeiro disse...

Mr. Sônico, por favor,
Me mande essa preciosidade. E obrigado pelo Murray e pelo Shepp.
Abração!!!!

Sergio disse...

Vou postá-lo no sônco, Érico aí vai pra galera!
Abraços!
E valeu pelo Clifton Anderson, depois q ouvir te falo.

Érico Cordeiro disse...

Falou Mr. Sônico.
O cara é muito bom.
Abração!!!!

Marcelo Burmann disse...

Fiquei espantado com tanto amor que Thompson dá(que seja assim) à sua música.
Maravilhoso!

Excelente postagem.


Abração

Érico Cordeiro disse...

Caro Marcelo,
Obrigado pelas palavras gentis - e seja sempre muito bem-vindo!
Desculpa a resposta com atraso, mas é que às vezes passo um tempão prá rever as postagens mais antigas.
Um fraterno abraço e até sempre!!!

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