Amigos do jazz + bossa

quinta-feira, 4 de junho de 2009

UM PASSEIO PELO LADO ENSOLARADO DA RUA, AO LADO DE LEROY VINNEGAR


A expressão “walking bass” designa uma forma de acompanhamento feito pelo contrabaixo que simula o caminhar humano – daí significar, literalmente, “baixo caminhante”. No jazz, essa modalidade de execução é fundamental para marcar o ritmo da música – o contrabaixo é acionado de forma ininterrupta, sem pausa para respirar, auxiliando a compor, geralmente ao lado da bateria e do piano, a chamada seção rítmica. É o instrumento que tem a nobre missão de manter a linha melódica original, permitindo assim que o solista – estrela maior do espetáculo jazzístico – possa brilhar.

O contrabaixo é o mais grave dos instrumentos habitualmente utilizados no jazz e o mais robusto deles, à exceção, obviamente, do piano. Considerando a sua generosa caixa de ressonância, o braço e o espigão (haste metálica fixada na parte inferior da caixa de ressonância, com a ponta emborrachada, para dar maior fixação ao instrumento), este portentoso instrumento chega, facilmente, a alturas superiores a 1,80m. Todavia, esse gigante gentil tem uma amplitude vocal bastante limitada, jamais chegando aos registros ensurdecedores de uma bateria, por exemplo.

Geralmente os baixistas são sujeitos discretos, que cumprem o seu papel de sustentáculo rítmico com uma sobriedade e um estoicismo dignos de um samurai. De um modo geral, contrabaixistas estão sempre impecavelmente alinhados, como o fleumático Percy Heath e o elegante Ray Brown. Também é comum que sejam figuras extremamente reservadas, nos palcos e fora deles, como o taciturno Charlie Haden, o arredio Jimmy Garrison e o circunspecto Ron Carter. Não por acaso, o escritor Patrick Süskind, em seu romance “O contrabaixo”, usa o instrumento como metáfora para justificar a solidão e a amargura do protagonista – um contrabaixista de uma orquestra não identificada, que responsabiliza o seu instrumento por todos os fracassos de sua vida, especialmente no campo afetivo.

Destoando dessa linhagem quase heráldica dos contrabaixistas jazzísticos, o exuberante Charles Mingus, tão corpulento quanto seu instrumento e dono de uma verborragia proporcional ao seu talento, é a exceção que confirma a regra. Dono de uma exuberância similar – embora não conste que costumasse espancar seus músicos, como fazia Mingus – Leroy Vinnegar foi o arquétipo do anti-contrabaixista. Não que lhe faltasse elegância nos trajes ou na música, mas o nosso bravo contrabaixista não era homem de ficar paradinho no fundo do palco, enquanto os outros músicos se divertiam. Dono de um estilo alegre, Vinnegar desenvolveu a técnica do “walking bass”, que foi então guindada a um elevado nível de excelência, tendo sua influência se estendido para além da escola West Coast, da qual foi um dos maiores expoentes.

Autodidata, Vinnegar nasceu em Indianápolis em 1928 e no início da década de 50 mudou-se para Chicago, associando-se ao pianista Bill Russo. Ali, tocou com músicos do calibre de Sonny Stitt e Johnny Griffin. Em 1954 mudou-se para Los Angeles, onde conheceu os jovens músicos que estavam revolucionando o jazz californiano – os irmãos Conte e Pete Candoli, Hampton Hawes, Shorty Rogers, Stan Getz, Shelly Manne, entre outros. Incorporou-se a essa turma e, em pouco tempo, já era o baixista por excelência do West Coast, sem demérito ao “pai fundador” Howard Rumsey.

Músico prolífico, participou de centenas de gravações entre os anos 50 e 90, tendo gravado em contextos tão díspares quanto no delicado “My Fair Lady”, ao lado de Andre Previn e Shelly Manne, no emocionante “Blue Serge”, acompanhando o grande Serge Chaloff, e no eletrizante “Swiss Movemente”, ao lado dos profetas do soul jazz, Eddie Harris e Les McCann. Sua estréia como líder se deu em 1957, com o álbum Leroy Walks!, gravado para a Contemporary, cujo título fazia referência ao estilo de tocar popularizado por ele.

Para a gravação, foram convocados alguns dos ícones do West Coast, como o trompetista e arranjador Gerald Wilson, o pianista Carl Perkins (morto no ano seguinte, aos 31 anos, em virtude dos abusos de álcool e drogas) e o multiinstrumentista inglês Victor Feldman, que naquelas sessões pilotou o vibrafone. Completando o time, o saxofonista tenor Teddy Edwards (antigo adversário de Dexter Gordon em célebres duelos nos anos 40 mas que, por motivos insondáveis, jamais teve mesmo o reconhecimento que seu rival) e o pouco conhecido baterista Tony Bazley – que não se deixa intimidar e manda muitíssimo bem.

Trata-se de um disco conceitual, gravado muito antes da expressão se popularizar. Como fio condutor, todas as canções tem como título ou como mote o verbo caminhar. A primeira delas, o blues “Walk On”, é um tour-de-force para contrabaixo, com destaque absoluto para o líder do grupo, com uma soberba marcação, e para Edwards, responsável por um belísimo solo. O afiado sexteto mantém o alto nível nos standards “Would You Like To Take a Walk” e “On The Sunny Side Of The Street”, tocadas com leveza e elegância. Na primeira, sobressai-se o vibrafone de Feldman e, na segunda, o trompete de Wilson conduz a melodia.

Em uma sessão tipicamente West Coaster, simplicidade e despojamento são exigências básicas e o anfitrião faz o possível para deixar todos os convidados à vontade. Esse clima relaxado perpassa todo o disco e mesmo a clássica Walkin’ – imortalizada por Miles Davis – exala um frescor praieiro que, dificilmente, músicos de outras paragens conseguiriam imprimir. Aqui o diálogo entre o piano de Perkins e o trompete de Wilson (ele mais uma vez!), alcança uma fluência telepática, mas o solo de Edwards também merece destaque. A belíssima “I’ll Walk Alone” serve de vitrine para o virtuosismo de Feldman, cuja técnica rivalizava com a do celebrado Milt Jackson, e é um dos pontos altos do disco, com excelente integração entre baixo, piano e bateria. Um disco que traz jazz de excelente safra, tocado por exímios instrumentistas!

Vinnegar ainda gravaria uma espécie de “continuação” desse álbum, o excelente “Leroy Walks Again!”, em 1962, mas a sua discografia como líder é bastante rarefeita. Depois de uma longa vida dedicada ao jazz, o baixista usufruiu de uma merecida semi-aposentadoria a partir dos anos 80, baseando-se na tranqüila Portland, de onde somente sairia para participar de algumas raras gravações ou apresentações, selecionando muito bem os convites que eventualmente aceitaria. Morreu em 1999, em virtude de um enfarte, mas deixou seu nome inscrito entre os grandes nomes do contrabaixo. Afinal, quantos jazzistas podem dizer que criaram um estilo tão único ou que influenciaram tantos músicos?

28 comentários:

Salsa disse...

Legal,Érico,
Eu sempre lembro de Vinnegar como sideman. Ouvi-lo como band leader é novidade para mim.
Valeu o post.
PS: eu só dispensaria o vibrafone de Feldman.

Érico Cordeiro disse...

Mestre Salsa, que prazer.
Eu gosto muito do som do contrabaixo (nem precisa dizer, basta a foto que pus no meu perfil) e o Vinnegar tem uma sonoridade muito rica. Além disso, gravou com todo mundo, de Chet Baker a Harry "Sweets" Edison - é um craque. Embora eu prefira o Feldman ao piano, gosto do vibrafone, desde que no contexto adequado e no caso desse disco o Feldman foi bastante feliz, pois usa o instrumento com parcimônia, sem exageros. Tenho um disco dele, The Arrival Of Victor Feldman, com o Scott la Faro no baixo que também é ótimo, mas não sei se consigo passar um dia inteiro só à base de Milt Jackson, Red Norvo e Bobby Hutcherson.
Grande abraço!!

John Lester disse...

E saudações a Jimmy Blanton, iniciador dessa bela caminhada.

Grande abraço, JL.

Érico Cordeiro disse...

Muito bem lembrado, Mr. Lester.
Jimmy Blanton pode ser considerado o "pai" do contrabaixo moderno. Não é à toa que o Duke prestou-lhe a belíssima homenagem no This One's For Blanton, chamando um dos seus mais talentosos discípulos paraa acompanhá-lo, o grande Ray Brown.
Grande abraço!

APÓSTOLO disse...

Prezado ÉRICO:
Excelente resenha, excelente escolha de gravação, a meu juizo a melhor de LEROY VINNEGAR.
Sem entrar em polêmicas, VICTOR FELDMAN é um senhor músico em qualquer instrumento e, nessa gravação, está muito bem (me agrada mais seu solo em "On The Sunny Side Of The Street"); lembro sua notável gravação "Suite Sixteen" de 1955.
O time que acompanha VINNEGAR dispensa comentários, todos ótimos, sendo que CARL PERKINS e TEDDY EDWARDS são cracaços.

Érico Cordeiro disse...

Concordo com você, Apóstolo.
É um disco que pode rolar na vitrola por horas seguidas que você não se preocupa em tirar, só em ouvir.
O Carl Perkins teve uma vida (e uma morte) trágica - álcool, drogas, etc. Um grande talento que se foi cedo demais. Só tenho coisas dele como sideman do pessoal da West Coast, nada como líder. Aceito sugestões para novas aquisições - vindas de você e do pessoal do CJUB são do tipo que se compra de olhos fechados!!!!
Grande abraço!

pituco disse...

érico,
visito, frequentemente, esse teu blog...piramidal.

muito se ouve(seleção deliciosa),concomitante se lê (resenhas primorosas).

permita-me um adendo, aqui...

no final da década de 80,apresentei um projeto a várias entidades culturais,exatamente,na tentativa de preservar a história dos músicos brasileiros...assim como os jazzófilos fazem com os instrumentistas do gênero.

por tanta falta de interesse e 'pouco caso', resolvi seguir a dica do maestro jobim...a única saída foi o aeroporto(e como não fui o primeiro e nem serei o último, não apaguei a luz...rs)

amplexossonoros

Érico Cordeiro disse...

Grande Pituco!!!
Que bom augúrio tê-lo aqui conosco. Pois saiba que exatamente hoje, recebi o cd (polêmico) do Sardaby - excelente!!!
Pena que esse seu projeto tenha sido rejeitado - temos uma dívida enorme com nossos grandes músicos e pouco sabemos de suas histórias de vida, produção musical, influências recebidas. Pense em Custódio Mesquita, Geraldo Pereira, Lamartine Babo, Newton Mendonça, entre outros mais e os nossos arquivos são incompletos e/ou inconclusivos.
Não obstante, se você quiser dividir o resultado de suas pesquisas aqui no JAZZ + BOSSA, podemos conversar e amadurecer a idéia.
Grande abraço!

figbatera disse...

Com o Jazzseen + Quintal do Jazz + CJUB + este blog é que vou conhecendo e aprendendo mais coisas sobre a música e os músicos do jazz; cada resenha (de qualquer deles) enriquecida pelos comentários dos outros mestres é sempre uma aula, uma descoberta, um prazer de leitura e audição.

rodrigo samico disse...

Ola amigo Érico!!
Parabens pelo blog!! Sao Luis realmente cada vez mais exportando cultura para o mundo... Meu conhecimento de jazz se resume a uns poucos discos e a trilha sonora de O talentoso senhor Ripley :) Mas vou acompanhar aqui!

Abraço de Recife,
Rodrigo Samico.

Érico Cordeiro disse...

Grande Figbatera e Rodrigo (cara, é sempre muito bom falar com você, mesmo que seja só pelo cyverespaço),
Prazer tê-los aqui. Vocês é que fazem esse blog acontecer - eu sou só o síndico (ou seria cínico?).
Rodrigo, seja mais que bem vindo - estamos com saudades de você - aproveita e dá uma passada aqui, cara!!!!
Um fraterno abraço a ambos!!!

edú disse...

Victor Feldman já tem lugar assegurado no “hall of fame” do jazz seja como pianista , vibrafonista ou compositor do espetacular tema Seven Steps to Heaven q Miles Davis embarcou em carona como parceiro de forma oportunista.A dimensão física do contrabaixo acústico , por vezes , é “acolhido” nos braços, dedos e dorso de pessoas da mesma dimensão de caráter e fidalguia.Recordo da inesquecível figura de Luiz Chaves(provavelmente o maior instrumentista brasileiro de todas as épocas).A propósito, dos grandes,Oscar Pettiford foi o maior deles.Após sua morte,NHOP assumiu lugar estabelecendo parâmetros quase inatingíveis aproximando sua sonoridade,devido ao seu virtuosismo, próxima ao violoncelo.No momento, ando indeciso entre o Avishai Cohen e o Ron Carter entre os em atividade.

Érico Cordeiro disse...

Grande lembrança, Mr. Edú.
O Luiz Chaves está entre os maiores do mundo no instrumento e agora deve estar arrebentando naquele lugar onde as jam sessions jamais terminam. Além do Pettiford (tido e havido como o maior deles) e NHOP, Ray Brown, Paul Chambers e Red Mitchell completam o meu time dos sonhos "baixísticos".
Prá aumentar sua dúvida quanto àqueles em atividade, mais dois nomes: Christian McBride e John Patitucci.
Grande abraço - comentário escrito ao som de Cannonball Adderley, disco "Nippon Soul".

Guzz disse...

beleza de contrabaixo!
esse vai pra conta aqui, talvez até tenha alguma coisa dele aqui como sideman

uma assinatura de Ray Brown no estilo, preciso, se colocando a frente, uma escola de walking bass

e disse tudo Mr Erico, McBride é o nome do contrabaixo hoje, assim como Patittucci que também navega pelo baixo elétrico nos mares fusion

abs,

Érico Cordeiro disse...

Mestre Guzz,
Folgo em vê-lo. Felizmente a tradição inaugurada pelos veneráveis Pops Foster e Slam Stewart, nos heróicos tempos do diexeland, está muito bem representada nos dias atuais, com herdeiros à altura.
Grande abraço!

Salsa disse...

Graças aos amigos, já estou com cópias de dois discos do Vinnegar.

Celijon Ramos disse...

É comovente a elegância do contrabaixo. Bela escolha para realçar o sonoridade do instrumento.
Abraços!

Érico Cordeiro disse...

Valeu, Celi.
E hoje à tarde, como vai ser? Posso mandar estender o tapete vermelho?
Grande Salsa, isso é que é presente.
Abraços a ambos!

edú disse...

por conspiração do destino e sorte, dos nomes citados em atividade assisti ao vivo 95% deles.Um dia ,por curiosidade, dividia um cafezinho com o Luiz Chaves e senhora na loja de discos de um amigo comum.Por irrefreável curiosidade, perguntei qual era seu contrabaixista brasileiro e estrangeiro favorito emendando que, na minha modesta opinião, os dois maiores brasileiros eram ele e o Luiz Alves.Ele brincou dizendo "lembra q Luiz q vc esta conversando é o Chaves” (rs,rs,rs).Para o Luiz Chaves , de sua própria voz, o Mc Bride era o mais "swingueiro" da geração recente.Mas norteava, porém, sua preferência pessoal nos estrangeiros pelo John Clayton e o Richard Davis ( com q chegou a ter laços de amizades).O brasileiro foi o Nico Assumpção( de quem o Luiz foi professor).Comprovando a irreversível tese q :” os grandes se reconhecem".O Patitucci - q conheci pessoalmente e foi um dos músicos de jazz mais simpáticos q tropecei na vida - é um autodidata (sem demérito) e predecessor do Cohen nos grupos do Chick Corea .Sendo, por isso, extremamente versátil e competente no elétrico como no acústico.O Luiz gostava, como eu, bastante dele.Do acústico, nos músicos estrangeiros em atividade fico com o Ron Carter pela longevidade,sonoridade cheia e prolongada e franca produtividade. No elétrico, o Steve Swallow (provavelmente o maior de todos os tempos no instrumento – é o único deles a extrair uma sonoridade próxima da acústica, quando necessário, num instrumento “plugado”.A melhor performance q assisti na vida foi do Curtis Lundy.Bem aventurado o jazz q apresenta tamanho leque de opções.Bom final de semana a todos.

Érico Cordeiro disse...

Sras. e Srs. este é o meu amigo Edú!!!!
Bravo! Bravo! Bravo!
Confesso que não gosto muito da sonoridade do baixo elétrico em um contexto jazzístico, daí porque os incensados Jaco Pastorius e Stanley Clarke (Edú, você sabe alguma coisa sobre o novo disco dele, parece que é acústico?!?!) não estão entre os meus favoritos.
Já o Swallow é diferente - ele imprime uma sonoridade acústica no baixo elétrico que é muito interessante e ainda consegue soar, algumas vezes, como uma guitarra (tenho o Fly Away Little Bird, do Jimmy Giuffre e dá prá jurar que o cara tá tocando guitarra em algumas faixas) - é um dos poucos que consigo ouvir com atenção (Pastorius também sabia fazer isso, mas creio que opção não usava muito esse recurso).
John Clayton e Richard Davis (viu a foto dele no slide ao lado?) - grande dupla mesmo. No Brasil, além do Nico Assumpção, Luiz Alves e Jorge Hélder, gostei muito do Dudu Lima - esse sabe das coisas e vai longe!!!
Abraço fraterno!

edú disse...

Prezado Èrico,

Prezado Érico,

diante de seu apreço pelo contrabaixo acústico e seus instrumentistas breve um cd q comprei na Europa há dois meses irá dirigir rota em caminho a São Luiz.Ele se encontra ,por feliz coincidência,no cd player do meu carro e o tenho ouvido na ida e retorno ao trabalho nessa semana.Quanto ao disco referido do Clarke é seu primeiro disco "complete acoustic" q realiza na carreira e chama-se “Jazz in the Garden”(selo Heads Up).Tem forma de trio de rítmico e conta com a jovem pianista japonesa Hiromi e o grande baterista Lenny White.Clarke havia tocado quase predominantemente o contrabaixo acústico num trabalho prévio em 1994 com Jean Luc Ponty e Al di Meola chamado Rite of Strings q esteve na época em São Paulo e contou com a presença do seu amigo na platéia.

Érico Cordeiro disse...

Caro Edú, obrigado pela dica. Estou no aguardo, ansiosamente!!!
Tenho o ótimo "McCoy Tyner with Stanley Clarke and Al Foster", onde o baixista usa, em quase todas as faixas, o baixo acústico, com um resultado extraordinário, com direito à segunda melhor versão de "Will You Still Be Mine?" que já ouvi (a primeira é aquela que abre o The Musings Of Miles").
Aproveito para convidá-lo a opinar no primeiro desafio JAZZ + BOSSA (onde fui amarrar meu simplório burrinho!!!), que irá acontecer à meia noite de hoje neste mesmo BAT CANAL (espero que você venha a cerrar fileira com os milesistas, senão tô frito!!!!).
Mais detalhes, leia os últimos comentários postados no jazzbackyard.
Grande abraço!!!!!

fabiopires disse...

Bom blog Érico,

Mais um que entra para minha lista de blogs fundamentais sobre o estilo.Parabéns e grande abraço.Let's spread the feeling of jazz all around !!

Érico Cordeiro disse...

Grande Fábio, seja muito bem vindo. Já adicionei o seu blog aos meus favoritos e estarei sempre por lá. Desnecessário dizer que faço a mais absoluta questão da presença de qualquer fã ardoroso de Coltrane e quando o fã tem as suas qualificações, essa questão passa a ser uma verdadeira exigência.
Integre-se à turma e "keep swinging", como costuma dizer o nosso grande Mestre José Domingos Raffaelli.
Um cordial abraço!!!!

José Domingos Raffaelli disse...

Caro Érico,

Dudu Lima é uma "monstro" ainda quase dsconhecido entre nos.
Escrevi o texto do seu CD recentemente lançado, que é aompanhado do respectivo DVD. Ele abre o DVD tocando "Brasileirinho" num andamento supersônico alucinante que é um desafio aos demais baixistas.

Teddy Edwards é outro grande underrated que se soma a inúmeros, infelizmente. Tenho alguns dos seus discos, incluindo seus primeiros registros de 1946, que inclui o clássico "Blues in Teddy's Flat". Talvez tenha sido underrated por tocar bebop e hard bop na West Coast quando a onda lá era outra. É o caso típico de estar no lugar errado e na hora errada.
Tenho dois CDs dele espetaculares com a seção rítmica Joe Castro (piano), Leroy Vinnegar e Billy Higgins (drums). Joe Castro posteriormente casou-se com a multimilionária Doris Duke, dona da imponente mansão Falcon's Lair, em San Francisco, celebrada na composição "The Pendulum at Falcon's Lair", do grande Oscar Pettiford.
Teddy Edwards tinha uma sonoridade pessoal inconfundível e tocava os blues com uma convicção e acento negróide ímpares.
Keep swinging,
Raffaelli

Érico Cordeiro disse...

Mestre Raffaelli,
Tenho o CD do Dudu Lima (Ouro de Minas) e li o belo texto de apresentação que você escreveu. Não conheço o DVD, mas deve ser muito bom, a levar em conta a qualidade do músico e o repertório. Não sabia dessa história do "The Pendulum at Falcon's Lair" (talvez a mais conhecida das composições de Pettiford).
Do Teddy Edwards só tenho em coletâneas ou como sideman - nadica de nada como líder, mas vou tentar conseguir alguma coisa, pois seus predicados são soberbos.
Grande aabraço!!!!!!

Andre Tandeta disse...

Caro Erico,
otima lembrança esse post sobre Leroy Vinegar .
Só uma coisinha: o contrabaixo não toca a "linha melodica original". Ele toca a harmonia da musica,mostrando a forma da composição. São arpejos dos acordes e suas correspondentes escalas dentro da harmonia da composição. Assim ele apenas com linhas (uma nota de cada vez)mostra a harmonia e a forma da composição. Claro que com variações ,não é o tempo todo igual . O walkin' bass é, simplificando, para o jazz o que o baixo continuo é para a musica barroca.
Espero estar ajudando.
Abraço

Érico Cordeiro disse...

Caro Tandeta,
Como já tive a oportunidade de lhe dizer antes, o meu conhecimento de teoria musical é próximo do zero (só fui aprender a diferença entre melodia e harmonia naquele ótimo dvd "Coisa Mais Linda", sobre a bossa nova, onde o grande Roberto Menescal explica essa diferença e ilustra o que é uma e outra).
Seus comentários são sempre bem-vindos e dão uma dimensão técnica sobre o assunto que eu jamais poderia sequer cogitar. Não se acanhe - percebendo um erro desse, acione a caixinha de comentários e mande ver!!! A casa é sua e vindo de você qualquer observação é sempre apropriada.
O que eu quis dizer é que o baixo faz a "marcação", como se diz popularmente (e aí também, por favor, corrija-me se o termo exato não for esse).
Grande abraço e valeu a dica de mestre!!!

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