Amigos do jazz + bossa

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

YO TENGO TANTOS HERMANOS, QUE NO LOS PUEDO CONTAR



Considerado o maior nome do piano jazzístico argentino, Enrique Villegas nasceu no dia 03 de agosto de 1913, no bairro de Palermo, em Buenos Aires. Quando tinha apenas seis meses, perdeu a mãe, vitimada por um derrame cerebral. Começou os estudos do piano clássico aos sete anos e chegou a realizar vários concertos na capital portenha, notabilizando-se pelas excelentes interpretações de Mozart, seu compositor favorito.

Foi criado por suas tias, pois o pai, um dentista que abandonou a profissão para criar galos de briga, era pouco presente em sua vida. Sobre a infância, declarou certa vez: “fui criado por umas tias condescendentes, que nunca me obrigaram a nada. Fui um garoto feliz, que decidia por sua própria conta o que ia fazer a cada dia”.

Continuou seu aprendizado musical com o compositor Alberto Williams, que lhe apresentou à música folclórica argentina e ao tango. Freqüentou a Escola Nacional Mariano Acosta, onde estudou teoria musical e composição. Em 1930 arranjou o primeiro emprego, na orquestra de Eduardo Armani, atração fixa do elegante Alvear Palace. Dois anos depois, quando tinha apenas 19 anos, executaria o “Concerto para piano e orquestra” de Maurice Ravel, no Teatro Odeon, em Buenos Aires.

Já era, então, profundamente apaixonado pelo jazz e Art Tatum, Earl Hines, Fats Waller e Duke Ellington exerceram sobre ele enorme influência. No futuro, pianistas modernos como Thelonious Monk e Bill Evans ajudariam a moldar o seu estilo e seriam decisivos na formação do seu repertório. A relação entre a música erudita e o jazz encontrou em George Gershwin uma de seus primeiros e mais talentosos cultores e ainda em 1932 Villegas fez uma temporada no Conselho Nacional de Mulheres, apresentando sua versão para “Rhapsody in Blue”, do genial compositor norte-americano.

Em 1935 o pianista foi contratado para atuar na big band da rádio El Mundo e se tornou amigo de outros grandes nomes da música argentina, como o pianista Adolfo Ábalos e o bandeonista Aníbal Troilo. No início da década de 40, já consolidado como um confiável músico de estúdio, Villegas pôde desenvolver a sua enorme paixão pelo jazz, tocando em clubes como o Casino e o Bop Club, do qual foi um dos fundadores.

Em 1941 montou uma banda ao lado do guitarrista Carlos García Montoya, grupo considerado uma espécie de celeiro dos melhores jazzistas argentinos da época. Data desse período a sua composição “Jazzeta: primer movimiento”, que se tornaria uma espécie de marca registrada. A partir daquela década, também participaria de trilhas sonoras de várias películas argentinas, como “Con el dedo en el gatillo”, de 1941 (no qual também faz uma ponta) “Madre Alegría”, de 1950, e “De turno con la muerte”, de 1951.

Em 1943 montou o Santa Anita Sextet, reunindo sob sua liderança o trompetista John Salazar, o saxofonista Chino Ibarra, o clarinetista Panchito Cao, o contrabaixista Tito Krieg e o baterista Adolfo Castro. No ano seguinte, juntamente com Salazar, montou uma nova banda, que recebeu o nome de Los Punteros, e que contava com as presenças do saxofonista Bebe Eguía, do guitarrista Jaime Rodriguez Anido, do contrabaixista Nicolini Nene e do baterista Kid Poggi.

Villegas já era conhecido do círculo musical argentino como Mono (Macaco), quando, em 1949, tornou-se o pianista do duo Martinez-Ledesma, onde entrou em substituição a Horacio Salgán. No grupo, liderado pelo cantor Rodolfo Martinez e pelo guitarrista Victor Ledesma, Enrique travou um contato muito mais profundo com a música popular do seu país, como as zambas  e as chacareras, e essa imersão acabaria por se refletir na sua própria maneira de encarar o jazz.

No ano seguinte, influenciado pelo trabalho com o duo, o pianista apresentou-se no Teatro Odeón, onde tocou música criolla, tango, peças de Brahms, de Bartok e diversos standards do jazz. Ainda com um repertório baseado na música criolla e usando instrumentos típicos para acompanhar o piano, Villegas gravou naquele ano um álbum para o selo Music Hall.

Em 1953, Mono compôs o score da peça “Um bonde chamado desejo”, do dramaturgo Tennessee Williams, encenada pela companhia de Mecha Ortiz e que ficou um longo período em cartaz no Teatro Casino. Buenos Aires havia ficado pequena demais para o pianista que sonhava em ser reconhecido fora do seu país.

Por essa razão, em 1955 mudou-se para Nova Iorque, onde provocou grande interesse por parte de crítica e público. Mereceu até uma resenha na revista Vogue. Após uma elogiada temporada no Cafe Bohemia, foi contratado pela poderosa Columbia Records e em seus dois discos gravados naquela companhia, “Introducing Villegas” (gravado em setembro de 1955) e “Very, Very, Villegas” (gravado entre abril e maio de 1957), o pianista estava acompanhado dos notáveis Milt Hilton, no contrabaixo, e Cozy Cole, na bateria.

De olho no mercado “latino” a gravadora propôs que ele gravasse um álbum apenas com boleros do compositor cubano Ernesto Lecuona. Villegas recusou a proposta e perdeu o emprego na Columbia. Nas palavras do pianista, “me puseram para fora e me colocaram em uma lista negra. Tornei-me um freelancer, então. Eu toquei com os melhores músicos do mundo, com os piores, mas sempre do jeito que eu queria”.

Para sobreviver, viu-se obrigado a tocar apenas em pequenos clubes e a realizar trabalhos ocasionais como músico contratado. Apesar dos elogios de gente como Cole Porter, Count Basie, Nat King Cole e Coleman Hawkins, que costumavam freqüentar seus shows, a carreira nos Estados Unidos não progrediu da maneira desejada.

Mesmo diante de tantos percalços, Villegas pôde saborear muitos momentos inesquecíveis. Um deles ocorreu em 1957, quando pôde assistir, ao vivo, a orquestra de Duke Ellington, em Cleveland. Durante algumas noites, os dois dividiram o palco, um set para cada um, e certa feita o próprio Ellington sentou-se ao piano com o argentino para que, juntos, interpretassem uma versão de “Stardust”.

Nas palavras de Enrique: “Graças a Duke eu comecei no jazz. Me identifico muito com sua forma de tocar e, como ele, procuro jamais repetir a mesma interpretação, ainda que esteja tocando o mesmo tema. Tanto ele quanto eu achamos que o jazz, como a conversa, deve ser espontânea”. Em suas andanças pelos Estados Unidos, Villegas também chegou a dividir o piano com outra lenda, o grande Erroll Garner, com quem realizou uma apresentação a quatro mãos.

Em 1958, foi uma das atrações do Festival Casals, realizado na Universidade Federal do Rio Piedras, em Porto Rico, tendo sido o único músico de jazz a se apresentar no festival. De qualquer forma, com poucas perspectivas profissionais nos Estados Unidos e com o coração despedaçado por uma desilusão amorosa, Villegas acabou por retornar à Argentina em 1963. De volta a Buenos Aires, montou um trio nos moldes daquele que havia liderado em Nova Iorque, com o baixista Jorge Lopez Ruiz e o baterista Eduardo Casalla.

Com essa formação, gravou “Al Gran Pueblo Argentino, Pianos!”, registro fonográfico de um concerto realizado no Teatro Astral, em 1964. Em 1967, gravou o elogiado “Tributo A Monk”, para o selo portenho Trova. O álbum, curiosamente, apresenta apenas três composições de Thelonious, “Blue Monk”, “Bemsha Swing” e “Round Midnight”, sendo complementado com standards como “It Might As Well Be Spring” e “It’s Only A Paper Moon”, além de “St. Thomas”, de Sonny Rollins.

Um dos momentos mais sublimes da discografia de Villegas é o álbum “Encuentro”, gravado no dia 15 de setembro de 1968, para o selo Trova. Por uma dessas coincidências extraordinárias que só o os deuses do jazz podem conceber, a orquestra de Duke Ellington estava de passagem por Buenos Aires, para fazer uma série de concertos.

Aproveitando a oportunidade, o pianista convidou dois dos mais proeminentes solistas da big band, o saxofonista Paul Gonsalves e o trompetista Willie Cook, que aceitaram o convite sem pestanejar e se mandaram para o estúdio. Ali, na companhia do baixista Alfredo Remus e do baterista Eduardo Casalla, Villegas, Gonsalves e Cook produziram um disco magistral.

“Perdido” foi a faixa escolhida para abrir o disco e o quinteto revisita com graça e muito swing o velho hit de Ervin Drake, Hans Lengsfelder e Juan Tizol. O sax tenor de Gonsalves poucas vezes soou tão robusto e envolvente. Villegas possui uma técnica preciosa e seu acompanhamento é sucinto, com a utilização de poucas notas e seu poder de síntese evoca o estilo de Count Basie, o pianista que fez da concisão uma arte. Nos solos, todavia, o argentino é bem mais generoso e seu em dedilhado loquaz cabem influências de Bud Powell e Art Tatum.

Na balada “I Cover the Waterfront”, de autoria de Edward Heyman e Johnny Green, o clima é de absoluto romantismo. Bateria minimalista, linha de baixo cativante e um comovente diálogo entre sax e trompete são os grandes destaques. Villegas, como bom anfitrião, atua exclusivamente na sessão rítmica, se abstendo de solar.

Gonsalves é o autor de “Blues For B. A.”, faixa que traz uma das mais sensacionais atuações de Remus. O contrabaixo parece ganhar vida em suas mãos, e faltam adjetivos para qualificar o seu solo. Com a surdina, Cook realiza intervenções fluidas e bastante eloqüentes, mostrando perícia e muita personalidade. Villegas faz uma originalíssima leitura do blues, imprimindo em seu toque a força e a dramaticidade do tango.

“St. Louis Blues”, clássico de W. C. Handy, recebe um arranjo onde precisão e irreverência caminham de mãos dadas. O piano de Villegas é dissonante, imprevisível, com ecos de Monk, e suas harmonias são quase subversivas. Cook e Gonsalves possuem uma abordagem mais ortodoxa, mas a fidelidade à melodia em momento algum resvala para a acomodação ou a irrelevância.

Pausa para o medley “Gone With the Wind / Tenderly / Ramona”, onde o lirismo escorre em proporções amazônicas. Villegas, Cook e Gonsalves se desdobram em delicadezas e extraem dos respectivos instrumentos sonoridades transcendentes. Elevando a temperatura, é a vez de “Just Friends”, composição de John Klenner e Sam M. Lewis, executada com um discreto acento latino, obra e graça da percussão esperta de Casalla. O pianista possui muita versatilidade e aquela malemolência que, no Brasil, damos o nome de malandragem.

Para encerrar, uma assombrosa interpretação de “I Can´t Get Started”, fruto da parceria entre Ira Gershwin e Vernon Duke. Cook exercita a sua veia romântica, com um sopro hipnótico, que transmite a sensação de fragilidade e abandono. Gonsalves tem aqui a mais lesteriana de suas performances, e se a sua abordagem é mais encorpada que a do trompetista, a atmosfera criada por suas frases lânguidas não é menos sutil. Villegas prefere deixar que seus convidados brilhem e suas intervenções discretas são uma perfeita demonstração que acompanhar é uma arte. Sem qualquer sombra de dúvida, trata-se de um dos mais belos e pungentes álbuns de jazz gravados ao sul do Equador.

Em 1971 atuou pela primeira vez no mítico Teatro Colón, o mais importante da Argentina, para um programa que incluía música erudita, jazz e a indefectível “Rhapsody in Blue”. Villegas foi o primeiro jazzista a se apresentar no teatro e foi acompanhado pela Filarmónica de Buenos Aires, sob a regência do maestro Pedro Ignacio Calderón.

Ele comemorou a passagem dos seus 60 anos, em 1973, com uma temporada no Teatro Municipal e, no ano seguinte, interpretou “Rhapsody in Blue” no estádio do Vélez Sarsfield, para uma platéia estimada em 20.000 espectadores. Em 1975 fez uma nova temporada no Teatro Colón, agora interpretando apenas um repertório jazzístico, e no mesmo ano gravou “Ara Tokatlian Meets Enrique Villegas”, que marca o seu encontro com o saxofonista Tokatlian, um dos principais nomes do rock argentino dos anos 70.

Seu trio dos anos 70, formado por Oscar Alem (contrabaixo) e Osvaldo López (bateria), era descrito pelos críticos da época como “uma sociedade mágica”. Gravou vários discos para o selo argentino Melopea, com destaque para “Tributo A Jerome Kern”, de 1977. Apaixonado pelas mulheres, costumava dizer: “Aprecio, antes de mais nada, a música e o amor. Se eu fosse um hermafrodita e tivesse um órgão sexual em cada mão, passaria a vida aplaudindo”.

Mono abriu um boliche em Buenos Aires, ainda durante a década de 70, mas o estabelecimento foi fechado pelas autoridades, por causa do barulho que o pianista e seus clientes costumavam fazer durante as madrugadas. Frustrada a experiência como empresário, o pianista passou boa parte dos anos seguintes como atração do clube La Peluquería, no tradicional bairro de San Telmo.

Irreverente, Enrique era um frasista genial. Certa feita, ao lhe perguntarem o porquê do apelido Mono, saiu-se com esta: “Deve ser porque imito os humanos com perfeição”. Num país eminentemente católico, não se incomodava em expressar seu ateísmo: “Não acredito em Deus, mas se ele realmente deseja existir, que exista. Eu não me oponho. Agora, se eu fosse Jesus Cristo não me deixava crucificar de jeito nenhum”.

Leitor compulsivo e homem de vasta cultura, Villegas foi amigo de  escritores como Jorge Luis Borges e Macedonio Fernández, do pintor Xul Solar e do bandoneonista Astor Piazzolla, que compôs “Villeguita” em homenagem ao pianista. Recebeu muitas homenagens em seu país ao longo dos anos, como o Premio Konex de Platino, na categoria “Jazz”, concedido pela conceituada Fundacion Konex.

Para o escritor e crítico argentino Sergio Pujol, Villegas foi “o melhor do seu tempo, o mais original e o menos apegado a fórmulas. Conseguia soar diferente, mesmo tocando o standard mais conhecido e em seu repertório havia espaço tanto para canções obscuras quanto para sucessos do momento. Ele se atrevia a experimentar sempre, indo além do convencional. Misturava ‘Caminito’ com blues, Chopin com Duke Ellington, free jazz com Ara Tokatlian”.

Em meados dos anos 80, o pianista sofreu um acidente doméstico e fraturou o quadril, o que o obrigava a se submeter a longas sessões de fisioterapia. Ausente dos palcos e estúdios, Villegas morreu na mesma cidade em que nasceu, no dia 11 de julho de 1986. Pouco antes de falecer, declarou em uma entrevista: “Estou chegando ao fim e posso dizer que jamais me prostituí com a música. Desde que ouvi Duke Ellington pela primeira vez, escolhi o jazz e sempre me lixei para o dinheiro”. Aliás, o seu desapego ao dinheiro era folclórico e pode ser medido por mais uma de suas frases geniais: “Para viver, me basta ter 30 amigos e que cada um deles me convide para comer em sua casa, uma vez por mês”.

O velório de Villegas foi uma festa. O pianista Manolo Juárez, que esteve presente, rememora: “Eu nunca vi um funeral assim. Havia motoristas de ônibus, taxistas, intelectuais, músicos, pessoas do bairro. As canecas de café iam e vinham, junto com tortas e bolos. As pessoas contavam histórias e morríamos de rir. De vez em quando um choro baixo e solene interrompia a conversa. No entanto, o clima continuou alegre até o fim, como, naturalmente, ele teria querido”. Outro grande amigo seu, o ilustrador (e clarinetista amador) Hermenegildo Sábat, vaticinou: “Villegas não morreu. Apenas cansou de ser livre”.

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55 comentários:

Alê disse...

Piano + vinho + companhia = a perfeito²!

Érico Cordeiro disse...

E se o pianista for o Villegas (especialmente nesse álbum), o perfeito vira mais-que-perfeito :-)
Um ótimo dia para você, Alê e obrigado pela visita!

Anônimo disse...

Os verdadeiros artistas têm sempre o miolo mole, assim como as ondas, as marés, as árvores, o vento e a garrafa de uísque depois das 3 da manhã...

Gerald

Érico Cordeiro disse...

Sir Gerald,
Prazer em tê-lo a bordo! Hoje vou estar no programa do Augusto, na Rádio Universidade - a partir das 20:00. Um ponto de encontro radiofônico para muitos desses malucos geniais e que venha o uísque!
Abração!

Sergio disse...

Seria exagero considerar essa a sua melhor resenha, mr?

Bom, escrevi-te (ui!) um emeio, uma dúvida musical que precisava q vc me ajudasse a tirar. Dá uma olhada lá.

Ontem, na Baden, um senhor que me pareceu conhecido, achegou-se na lojinha deu uma breve olhada por cima dos títulos, mas com pressa pelo começo do show me perguntou se eu ainda estaria lá na saída, disse que sim e na saída ele pegou vários discos. Quando pareceu satisfeito viu um bobby jaspar - "bobby jaspar revisited - 50's-1975" e disse, peraí, sem esse não posso ir embora. A esposa se encantou com uma coletânea Reco-records legítima do The Great Jazz trio que rolava ao fundo e exigiu q o marido incluísse na lista. Papo vai papo vem e veio o nome do senhor, até então um rosto familiar: Roberto Muggiati. Foi aí q me lembrei do teu livro. Poxa, seu san, vc não me deu esse prazer de presenteá-lo?

Bom esses papos iam melhor por emeio, mas q d q o mr responde? Então num tem tu vai por cá mesmo.

Abraços! E... resenhaça!, Discaço! Tudo de bom!

Érico Cordeiro disse...

Mr. San,
Desculpe a falta! É que com o lance do festival eu meio que me desliguei do mundo - fora a conexão péssima que tem feito a entrada na net um sacrifício.
Acabei não conseguindo ouvie a faixa que você me mandou. Quanto ao Muggiatti, eu mandei um livro pra ele, por intermédio da Valéria, do blog A pausa do tempo.
Ela disse que havia gostado, mas ele nunca me deu retorno.
Se você o encontrar outra vez, pergunte o que ele achou do livro - não se avexe - me escreve mesmo, pô - essa demora foi excepcional.
Agora tô preparando o cd para o programa que apresentarei mais tarde na Universidade FM, só com mulheres instrumentistas.
Depois que eu conseguir baixar a música te escrevo, ok?
Abração!

Sergio disse...

Bom, essa resposta sobre se Roberto gostou do livro eu posso te dar na lata. Gostou sim. E muito.

Trocamos emeios e ele ficou de me passar o endereço do Maurício Einhorn, Porque quero presenteá-lo (Maurício) com, além do seu "Confesso"..., do disco "ME" que, creio, só saiu em LP, e consegui digitalizar.

Pô, please, tente ouvir a música do Peanuts (minduim) Hucko (de pouco mais de 3 minutos), álbum, "Jam with Peanuts", além de ser muito bacanuda, deixa dúvidas abissais, ao menos pra mim, se se encaixa no estilo swing ou é algo bem mais moderno...

Valeu.

Érico Cordeiro disse...

Cara, eu não conhecia o amendoim, só de nome. Mas esse sonzinho que vc mandou é fabuloso - tem algo de moderno nele, o som é espetacular, o piano, o arranko. Muito bacana! Vc. sabe o ano da gravação e quem está com ele. Me lembrou o Buddy DeFranco!
Vou atrás de mais coisas dele!
Quanto à notícia que me dá, de que o Mugiatti gostou do livro, fico todo pimpão - quem sabe ele não se junta à nossa confraria?
Abração meu garimpeiro!

Sergio disse...

Poizé, mr. É nessa sanha de “quero ser Jorginho Guinle", no sentido “colecionista”, claro, q encontro essas pequenas maravilhas.

A turma q acompanha, está escrito na capa original, é: Peanuts Hucko, Lou Stein, Mundell Lowe and Jack Lesberg e a faixa é datada de 6 de Junho de 1947.

Ps.: ser Jorginho no sentido "pegador" não seria nada mal também, mas pra isso ter a grana dele acho q teria lá as suas necessidades.

Érico Cordeiro disse...

Pô, Mr. Sérgio, tanto um como outro são figuras de primeira - causam inveja a qualquer um.
Mundell Lowe é um guitarrista de pegada bop, pode ser que ele tenha tido alguma influência na sonoridade. Mas a faixa é toda bacanuda, como diria nosso amigo ituco!
Abração!

Sergio disse...

Só para complementar a informação, embora a capa do LP seja bem mais bonita, toda azul, sem fotos, encontrei o álbum a venda em CD no CD Universe e nem está tão caro assim, 15 doletas e uns trocados:

http://www.cduniverse.com/peanuts-hucko-i-may-be-wrong-lyrics-3831916.htm

Por fim, só não sei se digo, "pobre Érico Cordeiro" ou o contrário.

Olha só, em 1ª mão o programa Estúdio I, da inacreditável Maria Beltrão que fala pelos cotovelos, joelhos, todos os dedos e extremidades, está linkando o “Lençóis Jazz e Blues Festival”. O local é simplesmente embasbacante!

Agora quero ser Érico Cordeiro e poder estar lá.

Abraços!

Érico Cordeiro disse...

Valeu pela informação, Mr. San!
Eu também gostaria de estar em Barreirinhas, mas a coluna não aguentaria a viagem. Então, fiquei só aqui em Saint Louis. Peninha...

RENAJAZZ disse...

BOA NOITE A TODOS
ERICO QUERO AGRADECE PELA VISITA E PALAVRAS DE INCENTIVO NO BLOG
GOSTARIA DE APROVEITAR E CONVIDAR A TODOS DO NOSSO BARZINHO PARA VISITAR MEU BLOG http://renajazz.blogspot.com/
JAZZ COMO NÓS GOSTAMOS

BEM ERICO IREI FAZER AS PESQUISAS NECESSÁRIAS PARA TENTAR ENCONTRA ALGUM EXEMPLAR DO NOSSO MUSICO CITADO AQUI NA RESENHA

Érico Cordeiro disse...

Grande Renato1
Divulgue aos quatro ventos - acaba de sair daqui de casa a cantora Mila Camões, que fez o show mais impactante do III Lençóis Jazzz & Blues Festival! Nós ainda vamos ouvir falar muito dessa fantástica cantora!!!!!
Abs!

pituco disse...

érico san,

sempre uma aula e bons discos...dos argentinos conheço apenas o sr.lalo schifrin...há um garoto tb, que não me recordo o nome agora...e claro, a prima dona, martha argerich...de quem sou fãzão pacas...

corre o fetival por aí...curta a música por nós...

abraçsonoros

Érico Cordeiro disse...

Grande Pituco!
Pois é, os Hermanos mandam bem no jazz. Lá tem uma cena forte - O Buddy DeFranco tem um disco gravado em Buenos Aires em que, se não me engano, toca com uma sessão rítmica de lá.
O festival tá rolando em Barreirinhas mas não deu pra ir. E aí, vem pra próxima edição?
Vai ser melhor ainda!
Abração.

APÓSTOLO disse...

Estimado ÉRICO:

Belíssima resenha e uma gravação que nos ensina tantas e tantas facetas desse músico "hermano" e superior, que foi VILLEGAS. Excelente pianista e um "sideman" para qualquer grupo. Um músico sem concessões que você com sua pena, sempre oportuna e precisa, resgata. Grato pela música de qualidade ! ! !
Em tempo: Michael Andrew "Peanuts" Hucko pode ser "classificado" (como isso é tão pouco importante no JAZZ) dentro da escola "swing", por sua carreira pontuada pelo encontro com outros desse cenário ou dele aproximado e desde seus 19 anos a partir de 1937: Johnny Camarata, Jack Tenney, Tommy Reinolds, Joe Marsala, Will Bradley, Charlie Spivak, Glenn Miller (na banda militar deste), Benny Goodman, Ray McKinley, Jack Teagarden (1947), Eddie Condon, Louis Armstrong (também e nos "All Stars" em maio de 1958), Wild Bill Davidson, Joe Bushkin, Bernie Leighton, Earl Hines, grupo próprio com Eddie Condon (1964/1966) e por ai vamos, mostrando que "Peanuts" tocava no contexto que mais lhe agradava, mas sabendo-se que nos anos 30/40/50 do passado século ai imperava o "swing".
Deixou-nos extenso legado discográfico.

Érico Cordeiro disse...

Mestre Apóstolo,
Tê-lo no barzinho é sempre uma honra e um prazer. Obrigado pelas palavras gentis. Sabia que nossos encicopedistas logo iriam lançar luzes sobre o Peanuts Hucko, pouco badalado mas com uma bagagem maravilhosa. Vou tentar conhecer um pouco mais sobre ele. Grande abraço!

PREDADOR.- disse...

Muito bom o disco do "hermano" Villegas, mr.Cordeiro. Temos outro "hermano" bom de jazz que é o trumpetista Ruben Barbieri. Procurem ouví-lo (CD Radio Auditions)que vocês irão gostar. O Villegas aproveitou a passagem da orq.de Duke Ellington pela Argentina, para gravar "Encuentro". A orquestra de Woody Herman passou aquí pelo Brasil e o nosso brasileiríssimo e excelente pianista Moacir Peixoto, com o apoio da gravadora Columbia e participações dos músicos Jimmy Campbell (bateria) e Major Holey (baixo), ambos da orquestra de Herman e, juntamente com o nosso "Art Pepper" José Ferreira Godinho Filho (Casé), para deixar registrado o impecável álbum "Good Neighbors Jazz", que talvez devesse merecer uma sua resenha, mr.Cordeiro. Fica a sugestão.
E o Sergio Sônico, hein senhores!Está "desenterrando defuntos", e bons defuntos, como é o caso do Peanuts Hucko. Seu sopro era, no meu entendimento, bastante semelhante ao de Benny Goodman e êle "se dava bem" tanto no dixieland como no swing. É aquela "boa velharia do jazz" que nunca morre. Hucko deixou gravado alguns bons discos elém do "Jam with Peanuts".Já que entrei "nesse rolo", permita-me os srs.Cordeiro e Sergio para sugerir mais três bons álbums do Hucko: "The complete big band 1953-1957"(2 CDs); "Peanuts Hucko Vol.2" com Alex Welsh e "Swing that music". É isso!!!

Anônimo disse...

Uauuu!Gostei muito!! Vou continuar aqui ouvindo. Um abracinho!! Kátia.

APÓSTOLO disse...

Prezados ÉRICO e PREDADOR:

Belíssimas lembranças = (1ª) os "bons vizinhos", bom gosto nas 02 faces do LP e (2ª) a indicação de 03 excelentes albuns de "Peanuts", "The Complete Big Band 1953-1957", "Peanuts Hucko Volume 2" e "Swing That Music". Para quem gosta de JAZZ, são indicações de bom gosto.

Érico Cordeiro disse...

Caríssimos Predador, Kátia e Apóstolo,
Digo, de início, que fiquei muito interessado nesse disco do Moacir Peixoto. Infelizmente, não conheço, mas imagino que seja fabuloso. Essa família Peixoto é maravilhosa, pois nos deu o Moacir, o Araquém e o grande Cauby!
Vou tentar achá-lo, pois é uma sugestão espetacular, até mesmo por conta da presença do Casé, talvez o maior altoísta brasileiro de todos os tempos.
E as sugestões dos discos do Peanuts são mais que bem-vindas - agora é só garimpar.
Um grande abraço aos três e obrigado pelas presenças ensolaradas!

Sergio disse...

No que tange um dos garimpeiros, garimpadas. As sugestões para o Peanatus, há boas possibilidades, já que a garimpagem começou ontem, quando li os comentários dos enciclopédicos. Quanto ao "Good Neighbors Jazz", esse garimpo desde que ouvi falar do Casé. Até agora nada. Isso tem quase ano! Sendo assim, tbm agradeceria se alguém achar e disponibilizar o link.

Valeu.

Érico Cordeiro disse...

Tentei há pouco encontrar esse disco, Mr. Sérgio, mas as tentativas foram em vão.
Até achei dois links, mas estavam vencidos.
Se você não achou até agora, eu nem me atreverei a procurar. Vou esperar que sua missão seja bem-sucedida.
Abração!

renajazz disse...

caro mestre ate agora não consegui nada nos blogs .... mas consegui no emule uns 5 discos tão logo acabe de baixa-los colocarei os nomes aqui e então quem quiser e so mandar um email para renajazz@gmail.com que eu enviarei
...olha o show de encerramento do Ilove jazz hoje com john allred foi uma maravilha em breve postarei o link com alguns videos dos show de ontem (jon Faddis) e de hoje... mas algumas fotos ja foram para seu email.. boa noite

Érico Cordeiro disse...

Caramba, meu caro Renajazz - fiquei com inveja - vi as fotos do show do Faddis e deve ter sido de primeira! Tô acabando de abrir o meu e-mail e as fotos do Allred estão sendo descarregadas. Que programaço, meu caro! De dar água na boca.
Abração!

APÓSTOLO disse...

Prezados ÉRICO e RENATO:

Good Neighbors Jazz" é coisa de sebo; garimpar, garimpar...

RENAJAZZ disse...

DEIXA COMIGO MESTRE VAMOS GARIMPAR

RENAJAZZ disse...

ENRIQUE MONO VILLEGAS
INEDITOS VOL 2
JAZZ ARGENTINA 1964

BEM FOI O PRIMEIRO QUE ACHEI E NESTE DICO TEM UMA GRANDE REPORTAGEM SOBRE ELE
CARO MESTRE EM BREVE ESTAREI ENVIANDO PARA O SEU EMAIL

AO AMIGOS DO BARZINHO QUE ESTIVEREM ENTERRESSADOS E SO MARDAR O EMAIL PARA RENAJAZZ@GMAIL.COM QUE TB RECEBERÃO AS MUSICAS..... VOU TENTAR ENVIAR TB PELO SANDSPACE FORTE ABRAÇO A TODOS

Érico Cordeiro disse...

Caros Apóstolo e Ranajazz,
Sejam muito bem-vindos. Já que o assunto é garimpagem, o Renajazz e o Sérgio são imbatíveis. ma hora o disco do Moacir Peixoto vai pintar!
Abraços aos dois!

RENAJAZZ disse...

http://www.megaupload.com/?d=XUC2A5TP
LA SEÑORA - ENRIQUE VILLEGAS

http://www.mediafire.com/?0mt2ormidnz
LOS INDECISOS - ENRIQUE VILLEGAS

https://rapidshare.com/#!download|0tg|99610985|Enrique_Villegas___Ara_Tokatlian_-_Inspiraci_n.rar.html|0|File not found. (e029a7af)

ENRIQUE VILLEGAS E ARA TOKATLIAN

SEUS ELOGIOS SO AUMENTOU MINHA RESPONSABILIDADE

VEM MAIS COISA AI

RENAJAZZ disse...

DESCONSIDEREM ESTE ÚLTIMOS POS O TEMPO LIMITE DO LINK JA EXPIROU

www.amsk.org.br disse...

Ei paizão, parabéns pelo seu dia. Passamos pra dar 5 bjs com muito jazz - cozinha dos vurdóns

Érico Cordeiro disse...

Caros Renato e amigas d'A Cozinha,
Sejam muito bem-vindos. Ao primeiro, agradeço a tentativa e torço para que encontre algo do Villegas para compartilhar com os amigos.
às amigas, agradeço os votos e fico na torcida por relatos deliciosos da viagem à Espanha!
Um fraterno abraço!

renajazz disse...

enrique villegas e ara toklia o link expirou mas os outros doi links estão valendo

PREDADOR.- disse...

Mr.Cordeiro, volto a abordar o assunto "disco do Moacyr Peixoto". Inserindo no Google: moacyr peixoto(the good neighbors jazz) vão aparecer alguns sites russos que talvez disponibilizem capas e as músicas para download. Procedimento este tentando "adiantar seu lado" e que não custa tentar. Não tenho certeza,sou um zero a esquerda em matéria de computadores, internet, etc... Bom, agora vamos a duas informações, uma ruim e outra boa. Começarei pela ruim: esse disco do Moacyr Peixoto nunca foi lançado em CD, daí a dificuldade em encontrá-lo. Só existe em LP, e os poucos existentes estão nas mãos dos "mafiosos do jazz". Agora a notícia boa: eu tenho o LP, que "sofreu remasterização" (analog-to-digital) e passado para a mídia CD-R, com a aplicação de filtros para eliminar possíveis chiados, não alterando nem distorcendo os níveis de agudos/médios/graves, ficando a sonoridade bastante boa. Tudo isto feito por um amigo, utilizando-se de um programa específico de computador, interligado a um pick-up Garrard com agulha de diamante. Não só este LP, mas também "Coffee & Jazz", do quarteto brasileiro do Moacyr, passou pelo mesmo processo. Depois desta "historinha comprida e maçante" vamos ao que interessa: alternativamente, posso arranjar-lhes cópias dos dois discos(físicos)em CD-R, através de remessa via Correios, por intermédio de seu tio mr.Frutuoso(evitando "rolar" endereços via sites de computador, coisa muito perigosa hoje em dia) OU transferir via e-mail (isso é possível????). Se for viável via e-mail buscarei ajuda de meu amigo John Lester, que fará de bom grado a transferência. Então, de posse dos discos, você poderá repassar cópias para os amigos Sergio, Apostolo,Raffaelli...... Aí lhe pergunto: qual das alternativas preferes?, isto é, se você quiser os discos.
Em tempo: não sou um dos "mafiosos do jazz". Sou apenas "o detonador"!!!

Érico Cordeiro disse...

Grandes Renato e Predador.
O primeiro chega com boas notícias sobre o Villegas.
O segundo chega com ótimas notícias sobre o Moacir Peixoto.
Se sobesse de sua disponibilidade quanto a esses discos, teria pedido que me mandasse por meu tio Frutuoso, que esteve aqui na semana passada (ele retornou ontem para Vitória).
Como estou afoito e não quero esperar muito, pode pedir ao nosso amigo John Lester que mande digitalmente as cópias dos dois discos - e peço logo aos amigos Apóstolo, Sérgio e Renato que me mandem o máximo de material possível sobre o irmão pianista do Cauby.
Bom, máfia do jazz é ótimo - essa é a única a qual eu pertenceria de bom grado, se para ser "mafioso" for possuir raridades como essas.
Abração (e se puder, me manda também aquele disco do Dick Farney gravado no auditório d'O Globo - se não for pedir demais).
Grande abraço aos dois!

José Domingos Raffaelli disse...

Caro Érico,

Grande sacada a crítica desse LP de Villegas, que possui há muitos anos, mas cometi a falha de emprestá-lo a um suposto amigo, que nunca mais devolveu-me....

Ouvi Villegas em Buenos Aires, em 1979, no MUSIC UP, na esquina de Corrientes com a primeira transversal após a Avenida () de Julho.
Ele tocou com Alfredo Remus (baixo, que tem um excepcional LP gravado há mais de 30 anos, antes de ele mudar para a Itália) e Eduardo Casalla (bateria, que também era dentista), desfilando uma série de composições de Villegas e standards americanos. Noite inesquecível, e num intervalo Villegas contou-me sobre sua permanência em New York, quando gravou um LP para a Columbia.

Quanto ao saxofonista Ara Tokatlian, citado num post anterior, que conheci em Buenos Aires, era fanático por John Coltrane; além de gravar com Villegas, também gravou um LP em seu nome. Logo depois que o conheci, Ara foi para Los Angeles e, pelo que sei, ainda continua tocando por lá.

Keep swinging,
Raffaelli

Érico Cordeiro disse...

Caro Mestre Raffaelli,
Como sempre, um espectador privilegiado, conhecedor profundo - e geralmente in loco - dos grandes nomes do jazz em todas as latitudes.
Certamente ver esse pianista tão especial deve ter sido uma experiência marcante.
O Alfredo Remus é um baixista maravilhoso - tenho dois álbuns do Vinícius de Morais, gravados em Buanos Aires (um deles com participação especial de Maria Bethania) onde ele atua. Nesse Encuentro ele atua de maneira bem sóbria e discreta, mas faz seu papel com maestria.
Um fraterno abraço - um passarinho me contou que você ainda vai curtir muito esse disco :-)

renajazz disse...

http://www.fileserve.com/file/8bJEfkZ
enrique villegas trio - sessão new york 1955 - 1957 senha é jazzsi
calma que vem mais por ai

ja mandei um emissario para garinpar o moacir peyxoto

RENAJAZZ disse...

perdão garimpar e emissário a pressa sempre inimiga da perfeição

caro erico na tentativa de encontra o tema norma do disco do horace parlan (arrival) que eu tenho em vinil veja o que eu encontrei no meu blog http://renajazz.blogspot.com/

RENAJAZZ disse...

http://rapidshare.com/files/405603436/Enrique_Mono_Villegas.7z.001.html
http://rapidshare.com/files/405603434/Enrique_Mono_Villegas
ENCONTRO 1968 HENRIQUE VILLEGAS

RENAJAZZ disse...

http://www.multiupload.com/IZHIFWXLNM

METAMORFOSIS 1967

ENRIQUE VILLEGAS

José Domingos Raffaelli disse...

Caro Gran Master Érico,

Ontem ocorreu um fato que poderia ser incluido na famosa seção "Believe it or not", do não menos famoso Robert Ripley, relacionado com meu post do dia 17 quando mencionei que emprestara o LP do Villegas a um "amigo" e este jamais devolveu-me.

Pois bem, ontem alguém deixou na portaria do prédio onde moro UMA CÓPIA DO REFERIDO LP, que ouvi-o à exaustão. Entretanto, a pessoa que o deixou não incluiu um bilhete sequer identificando-se, o que aumentou ainda mais minha curiosidade. Perguntei ao porteiro que recebeu o presente como era O PORTADOR DO MESMO, ao que respondeu: "É um moço muito forte", e nada mais.
Ora, considerando que esse "amigo oculto" deixou o CD gravado no dia posterior ao meu post, É COINCIDÊNCIA DEMAIS TER OCORRIDO NO DIA SEGUINTE AO MESMO. PORTANTO, TENHO CERTEZA QUE TRATA-SE DE UM MEMBRO DESTA CONFRARIA, A QUEM DESEJO MUITO AGRADECER, MAS IGNORO QUEM SEJA. ALÉM DISSO, COMO ELE SABIA MEU ENDEREÇO ?

Peço encarecidamente que o gentil "amigo oculto" identifique-se para que eu posso ao menos dizer-lhe "muitíssimo obrigado, amigo".


CARO PREDADOR,

Além de Rubem Barbieri, que é irmão do famoso Gato Barbieri, há outros três excelentes trompetistas hermanos: ROBERTO 'FATS' FERNANDES (que Ray Charles ouviu-o em Buenos Aires e na hora contratou-o para sua big band), GUSTAVO BERGALLI, que há muitos anos vive na Suécia, e VICTOR DUCATUNZEILER, que andou tocando em Aruba, mas não sei onde está atualmente.

Keep swinging,
Raffaelli

Victor ducatenzeieler1111111111114

Érico Cordeiro disse...

Caros Renato e Mestre Raffaelli,
Ao primeiro, agradeço os links e tentei ver o vídeo do Parlan no seu blog mas a minha conexão é a lenha. Vou tentar outra vez, ok?
Mestre, espero que você tenha gostado do singelo presente - cortesia do nosso amigo Sérgio Sônico, a quem pedi que fizesse a entrega em sua casa. Os agradecimentos vão para ele - mandei um e-mail pra você dando detalhes da "operação Villegas" :-)
Um grande abraço aos dois!

RENAJAZZ disse...

caro amigo Raffaelli eu sou o seu ouvinte antigo da jb e vc foi o primeiro produtor de jazz que me levou para assistir um programa ao vivo no radio eu sou o renato do catete lembra de mim... ultimamente no tinhamos nos encontrado sempre no free jazz a ultima vez foi quando veio ao brasil um pianista russo que vc me disse que teria ele escutado um monte de disco do peterson e os estava executando .. bem dito não foi eu que deixei o disco ai não hoje eu moro na ilha do governado aproveito a oportunidade e convida-lo para dar uma olhadinha no meu blog http://renajazz.blogspot.com/ pois eu como seu aluno estou sempre precisando de orientação seus comentários irão sempre enriqueçer qualquer postagem colocada por mim desde ja um forte abraço

José Domingos Raffaelli disse...

Salve Renato aka RENAJAZZ!

Claro que lembro de você, como poderia esquecer ? Bons tempos em que eu tinha programa de jazz em rádio. Hoje, ao que eu saiba, não há nenhum - ou há e eu não sei ?

Rapaz, minha memória não é mais a mesma - não lembro o nome do pianista russo. É um que tocou no TIM Festival de 2007 ? Pôxa, escrevi a crítica do concerto dele para o Globo Online e esqueci o nome do sujeito ! Quando chega a velhice, é uma barra....

Vou dar uma busca na internet e depois darei o nome do pianista.
Darei uma olhada no seu site com muito prazer.

Então mora na Ilha do Governador! Quem mora lá é meu grande amigo Jota Carlos, que foi meu parceiro nos tem,pos do Arte:Final Jazz da Jornal do Brasil, hoje na Rádio MEC, que talvez tenha programa de jazz, mas não estou informado a respeito.

Obrigado por sua identificação, que lembrou-me dos bons tempos, grande abraço e keep swimging,
Raffaelli

RENAJAZZ disse...

jarlos tenho feito contato com ele e ele esta com um programa de variedades que ate toca jazz.. quero aproveita para dizer que muito em breve estarei inaugurando um espaço para a reunião dos adptos do jazz e bossa com cds e videos das 18 as 22 ali no paço imperial pára semana farei o anuncio

Sergio disse...

Caro enciclopédico amigo, José Domingos Raffaelli... Como me explicar a não identificação do portador do presente “Encuentro” - a não ser com a desculpa lavada enxaguada e desbotada d'o dia de cão que foi aquele? Pois bem, além do acidente com a gaveta do DVD, arrancada do PC por acidente (contada no post acima). O q me obrigou a (re)baixar o álbum numa hora em que eu já me preparava para sair e cumprir um milhão de compromissos, ao entregar a cópia do disco, como o porteiro não perguntou quem eu era, distraidamente, ainda contando os minutos para a próxima missão do dia seguinte, nem me dei conta de que deveria dizer ao menos o meu nome. Mas depois relaxei imaginando que o Érico poderia ter dito algo sobre a entrega do CD.

Enfim, vamos combinar que essa história teve lá o seu lado muito bom da surpresa e até que o do mistério não demorou muito a ser desvendado, não é mesmo?

Abraços! Q bom que o disco foi e ainda será regiamente devorado...

Érico Cordeiro disse...

É por essas e outras que eu adoro o jazzbarzinho!

José Domiongos Raffaelli disse...

Caríssimos RENAJAZZ E SÉRGIO,

Agradeço a ambos pelos amáveis emails acima, assim como agradeço penhorado o trabalho e o tempo que Sérgio perdeu por minha causa num típico "dia de cão" para copiar o "ENCUENTROS" e entregá-lo na portaria do prédio onde moro. Lamento ter-lhe ocasionado tais inconvenientes num dia em que sua atenção deveria estar voltada exclusivcamentre a seus afazeres.

Prezado Renato, aguardo seu comunicado sobre o espaço que estará inaugurando no Paço Imperial como point para reuniões dos jazzófilos, algo que, ao que eu saiba, está faltando no Rio de Janeiro há muito tempo - para ser mais específico, deste os saudosos tempos da lendária LOJAS MURRAY, ponto de encontro dos jazzófilos desde os anos 50 e mais tarde dos bossanovistas, da qual guardo muitas lembranças que poderiam perfeitamente ser parte de um capítulo curioso e interesante para um livro.
A propósito, Pixinguinha era um dos freqüentadores habituais da Murray, onde parava para bater um papo sobre jazz com os demais jazzófilos antes do seu uisque diário no Gouvêia's, que era ali pertinho.

A propósito, Pixinguinha era fissurado por Coleman Hawkins, do qual era grande fã, tinha discos dele e falava muito sobre Hawk. Certa ocasião escrevi no Globo uma coluna sobre a MURRAY por ocasião dos 70 anos de João Gilberto, outro freqüentador diário da Murray, e o músico Henrique Cazes enviou-me um feroz email com uma série de impropérios acusando-me de mentiroso e que "Pixinguinha era um gênio e mencionar um saxofonista de 5a. categoria como Coleman Hawkins nem deveria ser citado porque não tinha a competência e muito menos categoria para isso".

Em minha resposta ao Henrique Cazes, destruí um por um seus argumentos provando que ele nada sabia a respeito do assunto e perdeu uma grande ocasião de ficar na dele e não se meter no que não sabia e não conhecia. Em face disso, recebi dezenas de emails de solidariedade de colegas do Globo e de leitores.

Keep swinging,
Raffaelli

José Domingos Raffaelli disse...

Caros Érico e demais confrades,

Peço licença, e ao mesmo rtempo minhas desculpas ao nosso Gran Master Boss e demais amigos para inserir a resenha que redigi para o Globo Online sobre a noite do TIM FESTIVAL DE 2007, atendendo a solicitação do amigo RENAJAZZ sobre a identidade do pianista russo ELDAR GIRANDIROV.
Enviado por José Domingos Raffaelli (texto); André Coelho (fotos) -
28/10/2007
"Italiano domina noite de jazz, que teve ainda gênio precoce ao piano".

A noite de encerramento do festival no Palco Club apresentou quatro atrações do Jazz Europeu: o trio do pianista Eldar Girandirov, a cantora Lisa Ekdahl, o quarteto do guitarrista francês Sylvain Luc e o quarteto do saxofonista italiano Stefano DiBattista.
O jovem Eldar Girandirov, uma das grandes revelações do jazz empolgou o público com uma apresentação em que seu virtuosismo virtualmente inacreditável fez o difícil parecer fácil. Aos 20 anos possui um domínio instrumental notável e profundo conhecimento de jazz, deleitando os presentes com passagens em stride inseridas em meio às suas improvisações executadas com energia e inesgotável vontade de tocar. Com Harish Raghavan (baixo) e Aaron McLendon (bateria), proporcionou um dos mais aplaudidos concertos deste evento.
A despeito de sua capacidade de tocar e criar incontáveis climaxes em seus solos, ele precisa aprender a contornar seu impulsos para não alongar demasiadamente os finais de cada tema. Ele abriu seu set com "Place St. Henri", de Oscar Peterson, o pianista que influenciou seu estilo; em andamento rapidíssimo, tocou uma sucessão de passagens dificílimas alternando acordes com linhas melódicas simples. "I Remember When" foi outra interpretação arrasa-quarteirão, com o trio esbanjando entusiasmo. Para surpresa de muitos, seguiu-se o conhecido bolero "Besame Mucho", proporcionando a Eldar revelar seu lado mais contido. O standard "I Shoud Care", "Daily Living" (de Eldar em andamento ultra-rápido), Defeayo's Dilemma, de Wynton Marsalis, contribuíram ainda mais para contagiar a platéia.

Sergio disse...

Mr. Raffaelli, a entrega do álbum estava em 2º lugar na lista dos meus afazeres. O primeiro, só era o primeiro pq a promessa veio antes: havia combinado entregar na casa do mestre Maurício Einhorn, um exemplar por mim digitalizado de seu álbum solo, "ME" (1979) e, aproveitando a ida, cumprir a promessa ao mr. Érico de entregar ao mesmo Maurício um exemplar de seu livro. Para mim, a geografia favorecia que as tarefas começassem no Leme e terminassem, entre o Catete e os outros compromissos no Centro da Cidade. Só o transito que incomoda muita gente, atrapalhou um pouco. Mas, qual, morador de cidades grandes não estão preparados pra penar no trânsito?

No mais, foi um grande prazer recuperar o seu "Encuentro" perdido.

Abraços.

José Domingos Raffaelli disse...

Caríssimo Sérgio,

Você é um herói!
]
Gratíssimo por suas especiais gentilezas: gravar o "Encuentros" e entregá-lo no Catete. Ainda por cima, após ter ido ao Leme ao encontro do Maurício (meu amigo e longas décadas), e ainda tentar "driblar" o trânsito horroso desta outróra chamada "Cidade Maravilhosa", que os paulistas chamam de "Cidade Horrorosa"..... E ainda conseguiu estacionar na Rua Artur Bernardes, que agora é um acampamento de obras repleto de tapumes que impedem os carros de estacionarem ? Caso haja sido bem sucedido nessa última tarefa, sem dúvida você é duplamente herói.
Após tantas gentilezas, o que posso fazer para poder retribuir tanto trabalho ?

Keep swinging,
Raffaelli

Érico Cordeiro disse...

Lá vou eu me meter no meio desse papo tão gostoso!
Mas de logo adianto, meu caro mestre Raffaelli (e creio que o Sérgio haverá de concordar), que a melhor forma de agradecê-lo é continuar nos brindando com suas histórias maravilhosas, seu conhecimento e simpatia.
O amor de Pixinguinha pelo jazz é algo público e notório - tem até a célebre foto dele com Lpouis Armstrong. Não sei porque o Cazes, geralmente um sujeito tão educado e equilibrado (vi várias entrevistas dele e tenho alguns discos) acha um despropósito essa admiração.
Cada qual a seu modo, tanto hawk quanto Pixinguinha foram gênios que mudaram a história do saxofone dentro dos estilos a que se dedicaram!
Abraços aos dois!

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