Amigos do jazz + bossa

domingo, 4 de outubro de 2009

JOHNNY COLES: O ACENDEDOR DE LAMPIÕES


“– Talvez esse homem seja mesmo absurdo. No entanto, é menos absurdo que o rei, que o vaidoso, que o homem de negócios, que o beberrão. Seu trabalho ao menos tem um sentido. Quando acende o lampião, é como se fizesse nascer mais uma estrela, mais uma flor. Quando o apaga, porém, é estrela ou flor que adormecem. É uma ocupação bonita. E é útil, porque é bonita.”

As palavras de Saint-Exupéry parecem caber à perfeição para definir o operário do jazz John David Coles. Qual o acendedor de lampiões do célebre “O pequeno príncipe”, cujo regulamento de trabalho o obrigava a acender e apagar o lampião do seu pequeno planeta de minuto em minuto, Coles é daquelas incansáveis formiguinhas cuja vida somente faz algum sentido se estiver em um palco ou estúdio. Desprovido de maiores vaidades, ele sempre se contentou em ser um confiável sideman, sendo poucos os registros feitos em seu próprio nome. Mas também, da mesma forma que o personagem, sua ocupação é bonita – e como é útil!

Embora não seja um músico completamente obscuro, por conta da participação em álbuns memoráveis como “Sketches of Spain”, de Miles Davis, “Town Hall Concert 1964”, de Charles Mingus, e “Out of the Cool”, de Gil Evans, Johnny Coles está longe de ser uma celebridade do jazz. Dono de uma sonoridade toda particular, calorosa e arredondada, esse trompetista nasceu em Trenton, Nova Jérsei, no dia 03 de julho de 1926.

Sua família se mudou para Filadélfia no início da década de 30 e ali o pequeno Coles começou seus estudos musicais, na Mastbaum Vocational School. Ele prestou o serviço militar nos anos finais da II Guerra Mundial e tomou parte na banda do exército. De volta à vida civil, integrou-se à animada cena musical da Filadélfia, por onde desfilavam futuros astros como Benny Golson, Jimmy Heath e John Coltrane.

Coltrane, aliás, foi seu colega na banda de Eddie “Cleanhead” Vinson, saxofonista de R&B que deu a Coles o primeiro emprego (de 1948 a 1951). Outro célebre músico que na época integrava a orquestra era o pianista Red Garland. Em 1952 Coles trabalhou com Bull Moose Jackson (que contava em suas fileiras com os superlativos Benny Golson e Tadd Dameron) e entre 1955 e 1956 integrou a orquestra de Earl Bostic. Nessa época, também acompanhou Philly Joe Jones, Dinah Washington e Gene Ammons em algumas gravações.

A associação com o saxofonista James Moody (de 1956 a 1958) tornou o nome de Coles conhecido no meio jazzístico e rendeu ao trompetista o convite feito por Gil Evans para integrar sua orquestra. Coles permaneceu com Evans entre 1958 e 1964 e participou de diversos álbuns importantes, como “New Bottle, Old Wine”, “Out Of The Cool” e “The Individualism Of Gil Evans”, além de “Sketches of Spain” e o “Porgy And Bess”, ambos sob a liderança de Miles Davis, mas com arranjos e direção musical de Evans. Também gravou com Grant Green, Donald Byrd e Tina Brooks.

Em 1964 Charles Mingus o convidou para integrar seu sexteto, no qual pontuavam Eric Dolphy, Clifford Jordan, Jaki Byard e Dannie Richmond. O grupo faria uma série de apresentações na Europa, mas, já no Velho Continente, Coles adoeceu e teve que retornar aos Estados Unidos. Ainda assim, o trompetista pode ser ouvido nos álbuns “Town Hall Concert 1964”, “Live In Oslo” e “Mingus In Europe”.

O versátil Coles atuou como free-lancer de 1964 a 1968, gravando ou excursionando com Duke Pearson, Kenny Burrell, Astrud Gilberto e Booker Ervin. Entre 1968 e 1969 o trompetista foi membro do sexteto de Herbie Hancock, que acabara de deixar a banda de Miles Davis e se preparava para buscar novos horizontes musicais. Participou do último disco de Hancock para a Blue Note, o excelente “The Prisoner”, feito em homenagem a Martin Luther King, e do primeiro álbum do pianista para a Warner, “Fat Albert Rotunda”, no qual Hancock inicia o seu flerte com a música eletrificada.

Embora tenha participado de inúmeras gravações como sideman, a discografia de Coles como líder é bastante rarefeita. Seus poucos discos foram lançados por selos como Epic, Koch, Mainstream, Criss Cross e Blue Note. Pela gravadora de Alfred Lion, Coles lançou aquele que é considerado a sua obra-prima: “Little Johnny C”, seu apelido de infância.

O disco foi gravado em duas sessões (18 de julho e 09 de agosto de 1963), nos estúdios Van Gelder e os músicos que acompanharam o trompetista foram: Duke Pearson (piano), Leo Wright (sax alto e flauta), Joe Henderson (sax tenor), Bob Cranshaw (baixo) e Walter Perkins e Pete La Roca dividindo a bateria (com três músicas para cada).

O álbum tem uma abordagem essencialmente hard bopper, em grande parte por conta da influência de Pearson, autor de cinco das seis composições e responsável pelos arranjos. A primeira faixa, “Little Johnny C”, é um hard bop dissonante, com influência direta de Mingus e com uma atuação de gala do líder e de Henderson. Coles sempre foi conhecido por conseguir ser fluente, mesmo usando poucas notas, e seus solos revelam bem essa capacidade. Digno de registro, também, o fantástico desempenho de Cranshaw, seguro e discreto.

“Hobo Joe” é de autoria Joe Henderson, funky e bastante assentada no R&B e na soul music. Sua estrutura melódica lembra, em algumas passagens, o mega-hit “The Sidewinder”, de Lee Morgan, mas é mais elaborada do ponto de vista harmônico, com alternâncias de clima, citações ao blues, à música latina e ao dixieland. Há momentos em que Coles soa como um autêntico cornetista de New Orleans e Pearson encharca de blues essa soberba composição. As intervenções de Henderson são de tirar o chapéu e Perkins, com sua pegada viril e criativa, ajuda a dar coesão ao tema, não permitindo que, apesar de todas as alternâncias harmônicas, ele soe incoerente.

O sax alto de Wright é o maior destaque da vulcânica “Jano”. Seus solos são arrebatadores, muito bem construídos e inteligentes. Coles demonstra a influência de Kenny Dorham em sua execução e Henderson, inventivo como sempre, perpetra um solo magnífico, cheio de idas e vindas, um verdadeiro pontapé na cara da obviedade. O solo de Pearson é austero, quase acadêmico, mas rico em idéias, com ecos de Fats Waller e John Lewis ao mesmo tempo.

“My Secret Passion” tem La Roca nas baquetas, sem prejuízo à condução rítmica. Trata-se de uma valsa ondulante, intensa. O lirismo de Coles é másculo, áspero, desprovido de ambigüidades sentimentalóides. Seu solo lembra aquele machão que se rói por dentro por conta da perda da mulher amada, mas mantém a pose cool – afinal, homem não chora. A atmosfera cool de algumas passagens é resultado da flauta sibilante de Wright e do piano de Pearson, que não nega a herança do blues. Henderson estraçalha em seu solo – urgente, caótico e completamente urbano.

A temperatura volta a ficar elevadíssima em “Heavy Legs”, graças ao impactante diálogo entre Henderson e Wright, dois saxofonistas na plenitude da forma física e técnica, cheios de idéias ousadas e que se desafiam mutuamente durante boa parte do tema. Soberbos solos de Pearson e Coles. La Roca e Cranshaw, entrosadíssimos, seguram a onda com sobriedade e muito vigor.

A balada “So Sweet My Little Girl” foi composta em homenagem à filha de Pearson, Cynthia. Aqui Coles imprime uma fragilidade que remete a Chet Baker, fazendo com que a faixa soe, às vezes, um pouco sombria. A sensação de desamparo é reforçada pelo piano introspectivo de Pearson. Impossível não lembrar da climática “Round Midnight”, pela beleza gélida e sufocante. Grandes músicos, grandes composições, grande disco – sob qualquer aspecto.

Nos anos 70 e 80, Coles permaneceu ativo e trabalhou com Ray Charles, Mel Lewis, Duke Ellington e Art Blakey, além de haver participado de diversos grupos-tributo, como o Dameronia (ao lado de Philly Joe Jones, Walter Davis Jr. e Frank Wess), o Mingus Dynasty (integrada por Dannie Richmond, Roland Hanna e David Murray, entre outros), e a orquestra de Count Basie, que na época estava sob a direção de Thad Jones. Também gravou com Gene Harris e Geri Allen.

O trompetista de sonoridade econômica faleceu no dia 21 de dezembro de 1997, vítima de um câncer no estômago, na mesma Filadélfia que o havia acolhido em criança. Respeitado por seus pares e com um currículo que inclui centenas de gravações, ele ainda é muito menos conhecido do que merece. Uma pena. Acabo de ouvir “Little Johnny C”. Lá fora, tenho a nítida impressão de que há no céu mais uma estrela a luzir e sob a minha janela, no pequeno jardim em frente à casa, percebo que uma pequena flor acaba de se abrir.

37 comentários:

edú disse...

Refinada construção informativa na forma de dezoito parágrafos.Abdica-se das estrofes pra se fazer poesia.Esse texto manifesta isso.Bravíssimo

Érico Cordeiro disse...

Grande Edú,
Fico honrado, por conta de suas palavras sempre gentis.
Obrigado, meu caro - o JAZZ + BOSSA só faz sentido enquanto houver esse congraçamento e você sabe que é sócio da casa, com direito a camarote VIP e tudo o mais!
Um fraterno abraço e uma ótima semana!!!

pituco disse...

grande érico,
descobrir o belo dentro da natureza em que interagimos é ato de humildade...semeá-lo é próprio dos poetas.

valeô a dica e o sonzaço...obrigatô

abraçsons pacíficos

Paul Brasil (Paul Constantinides) disse...

grande erico
a introduzao desta musica com o piano praparando o terreno pro solo dos trompetes e depois caindo no saxofone...wow!!!
viagem sonora das melhores!!
sobre o texto : no coments.
o que eh bom sempre eh bom , neh?
grande semana pra ti.
obrigado por participar-nos estes sons magistrais.

abs
paul

Érico Cordeiro disse...

Grandes, Paul e Pituco,
As conexões internacionais do JAZZ + BOSSA, embaixadores e blogueiros de primeiríssima.
Valeu pelos comentários. O Coles é uma espécie de tesdouro jazzístico ainda não descoberto - como o Lou Blackburn ou o Louis Smith.
Ele tem um som muito gostoso de ouvir, com um pé no blues, outro no bebop e o olhar apontado prá New Orleans.
Grande abraço e grande semana aos dois!!!!

José Domingos Raffaelli disse...

Érico e demais amigos,

É mera redundância afirmar que Érico novamente deu uma demonstração do seu conhecimento musical, da sua arte refinada de escritor nato, da sua facilidade e clareza de estilo em relatar todas as nuances da música perpetuada por "Little" Johnny Coles e seus companheiros de jornada.

A propósito, há muitos anos (década de 60) Ron Carter declarou à Down Beat que Johnny Coles era seu trompetista favorito. Sentindo-se ultrajado, foi suficiente para o trêfego Miles Davis (em cujo quinteto tocava Carter) explodir de raiva e ter um tremendo entrevero com seu baixista, inclusive tentando agredí-lo, mas não o fez por razões óbvias - é só comparar a altura de ambos e imaginar que Miles não teria nenhuma chance com Carter caso partisse para a ignorância.

Keep swinging,
Raffaelli

P.S. Foi o próprio Johnny Coles quem me contou esse episódio quando veio ao Rio, em 1971, integrando a sensacional orquestra de Duke Ellington.

Sergio disse...

Esse seria bem vindo na minha discoteca, seu Érico. Vi que havia um blog que o disponibilizava, mas o link já tinha expirado.

A propósito, acabo de vir de um sonho q o Miles dera um concerto na Lapa. Na saída, eu e meus amigos o encontramos andando sozinho pelas ermas ruelas estreitas do bairro – não sei o que é mais impossível o Miles vivo nessa situação, ou a Lapa, à noite com ruas ermas –, eu gritei “MILES”, ele acenou e estava tão simpático que cogitamos convida-lo pra umas cervas. Mas ninguém teve coragem. E o deixamos como estava, só, todo preto, naqueles óculos pretos, dentro de um bem cortado terno de linho branco.

Infim, fantasias a parte, pandeia o Coles pro amigo, seu san...

Érico Cordeiro disse...

Mestres Raffaelli e Sérgio,
Obrigado pelas ilustres presenças.
Como de hábito, o querido Raffaelli ilustra a postagem com a autoridade de quem presenciou - ao vivo e em cores (sobretudo ao vivo) - a história do jazz ser escrita pelos maiores dentre os maiores!
Gosto muito desse disco - tenho um xodó todo especial pelos discos da Blue Note do final da década de 50 até meados da década de 60 (acho que nenhuma gravadora conseguiu ser tão homogênea em termos qualitativos).
E o Miles podia ser doido, mas burro não era de jeito nenhum - e ele não ia se arriscar a tomar uma "contrabaixada" no meio dos cornos.
Seu Mr. Sérgio, como diria a atendente de telemarketing: "Vou estar anteciPando"!
Agora, o Miles simpático, de terno de linho branco - deviam ter chamado o cara prum chopp, viu?
Abração!

Sergio disse...

Foi a parte mais real do sonho, ninguém teve coragem de convidar o cara... Podia estar de chapéu panamá.

Érico tou com um disco absolutamente fantástico, daqueles q não dá pra parar de ouvir. Chama-se "Paul Chambers Quintet" de 1957, é da Blue Note. Se não tens, sai essa semana - aqui de casa, lógico.

Sergio disse...

Ah! Valeu a pandada! Ouvirei com atenção.

Érico Cordeiro disse...

Ô seu Mr. Sonic-boy,
Lembra dessas palavras? "Mr. Érico, só agora, nesse exato now, estou ouvindo o Paul Chambers Quintet. Mais precisamente, What's New, acabou de começar, "Donald Byrd na condução de seu instrumento. O trompetista perpetra um solo antológico, com toda a pujança de sua sonoridade, no que é seguido, magistralmente, por Jordan e pelo anfitrião"... Very bom, mr. Very buono."
Pois é, Mr. Garimpeiro, tenho esse disco e concordo com você - ele é "absolutamente fantástico, daqueles q não dá pra parar de ouvir" - inclusive postei uma resenha sobre ele no dia 22/08, inclusivve com a excelsa presença de V. Sa. nos comentários (acho que os 50 deram uma baqueada na memória do homem - rs, rs, rs).
Valeu My Friend!!!!!

Sergio disse...

KKKKKKKKKKKKKKK!!! Poizé, rapaz. Foi d'Itú que eu peguei a dica... Mas mereceu replay então. Np mínimo pra quem não tem correr atras.

Desculpe, mas acho que, com isso, terá que estar anteciPando outras mostras grátis.

Grande dica, seu sna. Grande dica.

Érico Cordeiro disse...

Valeu, Mestre!!!
Qualquer coisa é só dizer.
Tô indo para Pinheiro agora à tarde e só volto na Sexta - ficarei incomunicável (rs, rs, rs).
De qualqer forma, manda a relação do que você quer por e-mail e ei vou estar anteciPando quando chegar.
Abração!!!

Juca Filho /jucafii disse...

Excelente texto, Érico. O mundo da música e das artes , em geral, está cheio de johnny coles, dando suporte para que as estrelas, algumas de menor brilho até que eles, pontifiquem sob os refletores. vou linkar seu blog lá no TreS.MeiA.CincO , obrigado pela visita. Eu realmente fui músico profissional durante 20 anos, agora sou roteirista de tv.

Juca Filho /jucafii disse...

A propósito, aquele é apenas um diário visual, se quiser algo mais variado, veja: http://www.flickr.com/photos/jucafii/
se quiser veja um slideshow das últimas postadas:
http://www.flickr.com/photos/jucafii/show/

abraço

Juca

Salsa disse...

Muito bom, Érico. Providenciarei o Pando para melhor comunicação.
Engraçado mesmo foi a cena de ciúme relatada por raffaelli. Dá pra imaginar Carter dando uns petelecos em miles.

edú disse...

O Miles da lapa era mais conhecido como Madame Satã nas horas vagas rs,rs,rs

Sofia Urko disse...

Caríssimo Érico:
mais um belíssimo artigo c a interessante alusão ao princepezinho sp actual por sinal! Obrigada por mais estes belíssimos sons, estou sp a aprender. No próximo fim de semana vêm cá os The bad plus a Lisboa q eu tive a sorte de ver no Village Vanguard no início deste ano. N vai dar p ir pq tenho um jtar de antigos alunos da Univ. mas vou ter mta pena! Bem Érico é 1a vergonha mas ainda n descarreguei as músicas...Mas tenho um amigo q me vai tratar do assunto pq efectivam/ eu devo ser mega negação no assunto :) Um abraço com amizade,
Sofia :)

Érico Cordeiro disse...

Caros Juca Filho, Edú, Salsa e Sofia,
Obrigado pelas presenças especialíssimas e um seja muito bem-vindo ao primeiro - fique à vontade e se agregue à nossa alegre confraria virtual.
Também agradeço as palavras afetuosas e assino embaixo do que disse o Juca - o jazz está recheado de sujeitos extremamente talentosos não conseguem a mesma receptividade do público (e da crítica também) que caras nem tão talentosos, mas bafejados pela sorte - talvez o Sobrenatural de Almeida explique.
Caros Edú e Salsa, o Miles de Madame Satã ficaria bem engraçado - e trocando sopapos com Ron Carter, por cúmes, mais ainda.
Cara Sofia, tomara que você consiga abrir os arquivos que lhe mandei e espero que goste.
Um fraterno abraço aos quatro!!!!
De Pinheiro-MA (terra do meu pai querido, que coincidentemente também se chama Juca) para o mundo (rs, rs, rs).

John Lester disse...

Curioso que acabei de plantar mini-rosas brancas, vermelhas, amarelas e laranjas, sim, laranjas, no diminuto jardim da Casa Bonita e, aqui chegando, deparo-me com este belo mini-post colorido.

Já tivemos oportunidade de louvar, sem a verve poética do bardo nordestino, Johnny C, um músico que merece toda a cor que lhe possamos dar. Inclusive a laranja.

Grande abraço, JL.

pituco disse...

érico san,
madrugada insone por aqui e um tufão que se aproxima...passo vista nos comentários...

eis que são só chacotas...desligo então teu podcast e toda a zombaria se esvai quando começa a rolar 'so what' no hd.

abraçsons

Érico Cordeiro disse...

Caríssimos Mr. Lester e Pituco-San,
Sejam bem-vindos.
Obrigado pelas palavras gentis, meu capitão - ainda não tinha visto a postagem do Johnny Coles no jazzseen, mas vou dar uma lida - como sempre, você e seu faro jazzístico incomum.
Ao segundo, So What é sempre uma excelente pedida.
Abração!!!!

Sergio disse...

O Lester quando tá inpirado, é flórida!

Seu, Érico, tire a sua preguiça do caminho, q eu quero passar com a minha opinião - quem disse q era pra rimá?

Uma vez, q já foi longe, te falei sobre um álbum "Aki Takase & David Murray (Blue Monk)". Será q é preciso ser Lester procê MC, considerar?

Cês são todos loucos!

Ah é, nicicita por os pingos nos Iss: o nª de inscrição no IMP é 419.

Edinho disse...

Caro Érico ,
Só agora que parei para ouvir Johnny Coles - Muito bom !
Estou gostando da seleção dos discos que tem mandado e postado .Isso faz com que vc enriqueça a minha discoteca . Não se acanhe, pode continuar me agradando (risos ) - Valeu !
Abraços vascainos ,

Érico Cordeiro disse...

Seu Mr. Sérgio e Seu Mr. Edinho,
Ao primeiro digo que gostei bastante do Takase & Murray, mas não é uma audição para todas as horas - é preciso uma certa concentração para aproveitar a viagem sonora.
Ao segundo, no que depender desse seu amigo, você ainda vai passar muitas e muitas horas ouvindo música bacana!!!!
Valeu e um abração aos dois!!!!

Andre Tandeta disse...

Erico,
sobre o HYJ: eu bem que avisei que o cara era uma mala. Agora voce viu o "potencial" da peça la no CJUB.E voce ainda diz que o cara é meu "primo irmão". Eu não sou parente dessa figura, ele é que diz ser meu primo ,e não é. Enfim ,apesar de boa gente é um chato .
Abraço

Érico Cordeiro disse...

Ô Seu Mr. Tandeta,
O HYJ tem, digamos assim, uma visão não muito ortodoxa das coisas, não é mesmo?
Quanto ao parentesco, ele não precisa ser sangüíneo, mas uma amizade de mais de trinta anos autoriza a associação entre as duas ilustres (ora, pois, o nosso querido Edú não é seu irmão mais novo - que mal há em ter o HYJ como primo - rs, rs, rs).
E hoje eu me lembrei muito dele - mas depois te falo porque!!!!
Abração e "We love jazz"!

Érico Cordeiro disse...

Complementando ..."entre as duas ilustres figuras"...
Valeu, Seu Mr. Tandeta!

Sergio disse...

Seu Érico, é claro q, sem + nem pq, alguém escreve Cês são todos loucos! no meio do comentário, ñ preciosa explicar q já tá mei tocadinho, né? Mas "Vocês são todos loucos!" é um bordão entre amigos de longa data q, de uma hora resolvi injetá-lo pra cá. A frase/bordão tem uma história ótima q aproveitando a deixa tua mesmo, um dia eu te conto a origem.

Abraços... Gozado, achei Aki & Murray, ao menos e no mínimo as 4 1ªs faixas, pra toda e qualquer hora sim. Album manso na levada...

Sergio disse...

leia-se de uma hora para outra resolvi injetá-lo pra cá

Valéria Martins disse...

Oi, Erico! Bom conhecer "o pequeno príncipe" Coles.

Nesta sexta acho que vou assistir ao show do Reinaldo, Cia Estadual de Jazz, novamente.

E estou promovendo um curso "100 anos de jazz" de um escritor que é cliente meu, o Roberto Muggiati. Será no Pólo de Pensamento Contemporâneo, aqui no Rio: http://www.polodepensamento.com.br/
Em novembro. Pena que vc está tão longe!...

Bjs

APÓSTOLO disse...

Pena não estar no Rio para apreciar os "100 Anos de Jazz".
Roberto Muggiati sabe das coisas!!!

Andre Tandeta disse...

Erico,
voce é realmente "sangue bom',nas palavras do proprio HYJ(o nefando).
Eu mesmo achei graça na palahaçada dele e achei que o Lula foi muito espirituoso e ironico em suas respostas, gostei do jogo de cintura dele. Mas tenho que reconhecer que não é sempre que temos paciencia com a figura.
Se o Hermano Ybarra Juhman (o nome completo da fera) pode se considerar meu parente e o Edú é meu irmão mais novo voce seria o que? Meu irmão mais velho? Tenho 51 ,faço 52 no dia 28 agora,mesmo dia do Garrincha ,o Eterno Craque das pernas tortas. Faça as contas e me diga,sera uma honra pra mim, assim Edú,voce e eu seremos irmãos virtuais,e isso é otimo.
Quanto ao motivo que o levou a lembrar do "Manito"(apelido do HYJ na juventude aqui na Gavea e no Leblon ,onde ele ja era conhecido por seu uso da lingua patria de maneira toda sua)posso bem imaginar.
Abraço

Érico Cordeiro disse...

Caros Sérgio, Valéria e Apóstolo,
Bem-vindos a bordo. Tô curioso prá saber a origem do bordão, Seu Mr. Sérgio.
E faço minhas as palavras do Apóstolo: uma pena não poder desfrutar da palestra de um outro mestre, que é o Muggiati.
E quando estiver tudo pronto (data, local, horário, contatos, etc.), por favor, Valéria, é só informar que eu faço questão de divulgar aqui no blog (é uma divulgação modesta, mas feita de coração, viu?).
Abraços a todos!

Érico Cordeiro disse...

Caro Tandeta,
Te mando um e-mail contando daqui a pouco. Como você pode ver, eu estava postando o comentário acima, quando você postou o seu.
Digamos que o motivo é esse mesmo, mas tem uns toques mais surreais - rs, rs, rs.
Pela idade, acho que fico aí entre você e o Edú - 41, em vias de completaer 42 (e não me incomodo muito em ganhar, além do irmão virtual, um primo virtual - rs, rs, rs).
Como diria aquela música, ele tem só que ficar atento, porque "quando os homi da lei grampeiam..." (rs, rs, rs).
Abração!!!!

pituco disse...

érico san,
aguardando tua visita e teus comentários abalizados e pertinentes lá no meu 'rancho' virtual...aliás, devo adotar essa pecha daqui pra frente...rs

não sei se curtes grupos vocais, mas a concepção de harmonização e escolha de temas tá bem próxima do jazz...não achas?

tô sentindo falta tb de uma resenha das bacanudas sobre algum disco e/ou músico brasileiro...rs

abraçsons pacíficos

Érico Cordeiro disse...

Valeu Seu Mr. Pituco-San,
É que não consegui assistir à performance do BR6 (minha conexão é péssima) - embora tenha lido o seu texto emocionante (como também o texto da Joyce, relatando as agruras da viagem).
Quanto a músico brasileiro, tens razão - estou em falta. Mas em breve pinta um Donato, um Paulo Moura, um Victor Assis Brasil, um Sérgio Mendes...
Abração

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