Amigos do jazz + bossa

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O QUE É QUE HÁ, VELHINHO?




O coelho Pernalonga é um dos mais longevos e queridos personagens da TV, com algumas incursões pelos quadrinhos e pelo cinema. Malandro, espirituoso, inteligente e sarcástico, ele é capaz de escapar das mais perigosas situações usando apenas o seu proverbial carisma e sua lábia aparentemente infinita. Criado em 1940 pelo animador Tex Avery e pelo roteirista Robert McKimson, ele até hoje encanta adultos e crianças do mundo inteiro.

Seus embates com adversários como o irascível Eufrazino, o atrapalhado Hortelino Troca-Letra e o invejoso Patolino estão entre os momentos mais criativos e hilariantes dos desenhos animados. Nos Estados Unidos, sua voz era feita pelo lendário Mel Blanc, responsável por dar vida a outros personagens clássicos como o Pato Donald e o Pica-Pau. No Brasil, coube ao dublador Mário Monjardim a honra de fazer a voz do coelho mais esperto do pedaço, na maior parte dos episódios exibidos no país.

Em 1996, Pernalonga protagonizou, juntamente com os astros do basquete Michael Jordan, Pat Ewing e Charles Barkley, o sucesso “Space Jam”, uma amalucada produção que mistura atores de carne e osso com personagens de desenho animado. O filme foi dirigido por Ivan Reitman e arrecadou mais de 230 milhões de dólares. Em 2002 o coelho foi eleito pela revista TV Guide como o mais importante personagem dos desenhos animados, ficando à frente de pesos-pesados como o Mickey Mouse, o Pato Donald, o Scooby-Doo e o Homem-Aranha.

Claro que nos desenhos do Pernalonga não poderia faltar um pouco de jazz e nomes respeitáveis, como Shorty Rogers, Bud Shank e Buddy Collete, participaram da trilha sonora de alguns dos seus episódios. O tema de abertura, “The Merry-Go-Round Broke Down”, de Cliff Friend e Dave Franklin, chegou a ser gravado por Barney Kessel. Muito embora não possuísse o mesmo temperamento irreverente, o saxofonista Johnny Hodges pode ser considerado uma espécie de Pernalonga do jazz.

A longevidade da carreira, sua a capacidade de se safar de qualquer situação e o amor que lhe devotavam crítica, público e colegas de profissão o colocam em um patamar bastante especial na história do jazz. Sua importância para o jazz, portanto, é comparável à do Pernalonga para a história dos desenhos animados. Além disso, para tornar ainda mais parecida a trajetória do músico e do personagem do desenho animado, Hodges atendia pelo simpático apelido de “Rabbit” (Coelho).

É quase consensual que antes do aparecimento de Charlie Parker, Johnny Hodges e Benny Carter reinaram absolutos no sax alto, sendo que ambos também foram bastante felizes em agregar às suas influências as idéias revolucionárias advindas com os músicos do bebop. Mas existem diferenças importantes entre as trajetórias dos dois. Benny construiu uma carreira solo das mais admiráveis, como instrumentista, compositor, arranjador e bandleader, sendo também um trompetista de vastos recursos. Hodges, por sua vez, concentrou-se apenas no sax alto e embora tenha se aventurado na composição e nos arranjos, jamais adquiriu a mesma notoriedade como bandleader.

Além disso, o nome de Hodges é absolutamente indissociável do nome de Duke Ellington, em cuja orquestra atuou por mais de quarenta anos e onde se notabilizou como o seu mais fulgurante solista. Tanto Ellington quanto Billy Strayhorn, seu maior parceiro nos arranjos e nas composições da big band, costumavam compor pensando, especificamente, nas características e na sonoridade de alguns membros da orquestra.  

Johnny Hodges foi, provavelmente, o músico mais contemplado por Ellington e Strayhorn com essa distinção. Dono de um fraseado singular e dotado de uma assombrosa versatilidade, ele era capaz de transitar pelo swing, pelo blues e pelas baladas com igual desenvoltura. Para o crítico britânico Richard Cook, ele “possuía um tom adocicado e uma abordagem tão perfeitamente ajustada que os sons saíam com um frescor quase indecente e uma jovialidade encantadora”.

John Cornelius Hodges nasceu no dia 25 de julho de 1906, na cidade de Cambridge, estado do Massachusetts. O amor pela música veio por intermédio da mãe, que tocava um pouco de piano. Em meados da década de 10, a família se mudou para Boston em busca de melhores condições de vida e o jovem Johnny logo se tornou amigo de um aspirante a saxofonista chamado Harry Carney, que no futuro seria seu grande parceiro na big band de Ellington, a bordo de um imponente sax barítono.

Aliás, Carney entrega o jogo e revela que Johnny ganhou o apelido de “Rabbit” na adolescência, porque era louco por cenouras e sanduíches de tomate e “soava como um coelho, ao mastigar”. Por conta da influência materna, o primeiro instrumento a que Hodges se dedicou foi o piano, trocado pouco depois pela bateria. Aos doze anos, decidiu experimentar o saxofone soprano e tomou gosto pela coisa. Seu primeiro ídolo foi Sidney Bechet e o garoto teve a honra de assisti-lo em uma apresentação em Boston. Após o concerto, Johnny se dirigiu aos bastidores e Bechet não apenas foi extremamente receptivo como também lhe deu diversas dicas sobre o instrumento.

Mesmo sendo essencialmente autodidata, Hodges demonstrou uma grande aptidão para o sax soprano e decidiu que seu futuro seria se tornar músico profissional. Decidido a tentar a sorte, mudou-se para Nova Iorque, em 1924, e ali acabou sendo contratado pelo pianista Willie “The Lion” Smith, cujo quarteto era atração fixa do Rhythm Club. No ano seguinte, reencontrou Sidney Bechet e tornou-se membro de sua banda, atração do Club Basha. Foi nessa época que ele adotou o sax alto e passou a dominá-lo com extrema perícia.

Em 1926 a orquestra de Chick Webb fazia um enorme sucesso no Savoy Ballroom e os bailes que realizava ali atraíam milhares de jovens praticamente todos os dias. O célebre bandleader contratou Hodges para a sua banda e ele permaneceu ali até maio de 1928. Foi naquele ano que Johnny, após breves passagens pelas orquestras de Lloyd Scott, Bobby Sawyer e Luckey Roberts, se juntou à Duke Ellington’s Orchestra. O resto é história, como diriam os antigos.

A empatia entre os dois foi imediata e a integração manifestou-se de uma maneira quase telepática. Além disso, o jovem saxofonista se viu cercado por alguns dos mais brilhantes músicos do início do século XX, como o baterista Sonny Greer, o saxofonista tenor Otto Hardwick, o trombonista Joe “Tricky Sam” Nanton e o clarinetista Barney Bigard, circunstância que lhe permitia um aprendizado contínuo e lhe ajudava a desenvolver a autoconfiança.

Em novembro daquele mesmo ano, Johnny fez os seus primeiros registros em estúdio ao lado da orquestra de Ellington, para a Okeh Records. Suas performances em gravações como “The Blues with a Feeling”, “Yellow Dog Blues”, “Stevedore Stomp”, “Tishomingo Blues”, “The Mooche” e “Beggar’s Blues”, dobrando nos saxes alto e soprano, foram tão impressionantes que levaram o crítico e escritor Albert Murray a proclamar que “provavelmente, nem Bessie Smith consegue cantar os blues tão bem quanto Johnny Hodges é capaz de tocá-los”.

Os anos 30 foram fundamentais para o desenvolvimento e a consolidação da orquestra de Ellington como a mais influente daquele período, embora não fosse a primeira em popularidade, ficando atrás de big bands como as dos irmãos Dorsey, de Benny Goodman e, sobretudo, de Glenn Miller. Todas eram fabulosas, certamente, mas nenhuma delas tinha o brilho ou exercia fascínio igual ao da Duke Ellington’s Orchestra.

Além disso, foram sendo incorporados àquele verdadeiro celeiro de craques alguns dos mais formidáveis instrumentistas de qualquer época, como os trombonistas Juan Tizol (que entrou em 1929) e Lawrence Brown (1932), os trompetistas Cootie Williams (1929) e Rex Stewart (1933), e o saxofonista Marshal Royal. Hodges cresceu como solista, na mesma medida em que a big band conquistava o respeito e a admiração de público e crítica.

Canções como “Prelude to a Kiss” e Squatty Roo”, de 1938, “Warm Valley”, de 1940, “Things Ain’t What They Used To Be”, composta pelo filho de Duke, o futuro bandleader Mercer Ellington, em 1941, e “Passion Flower”, também lançada naquele ano, mas de autoria do genial Billy Strayhorn, ajudaram a consolidar a mística da orquestra de Ellington e a firmar o nome de Hodges como o mais respeitado e influente altoísta das décadas de 30 e 40.

Para que se tenha uma idéia do seu prestígio, Benny Goodman costumava dizer que “Hodges é, de longe, o maior saxofonista alto que eu já ouvi”. Tanto é assim que o clarinetista fez questão de convidá-lo para participar do célebre concerto do Carnegie Hall, realizado em 1938. Johnny também atuou como sideman em álbuns da Teddy Wilson e Lionel Hampton e abocanhou inúmeros prêmios de melhor altoísta, concedidos por revistas especializadas como a Downbeat, a Metronome e a Esquire.

Apesar de atuar dentro de uma orquestra, Hodges sempre preservou intacto o seu individualismo como intérprete, mantendo-se como uma voz de enorme personalidade. O próprio Ellington era o primeiro a reconhecer essa qualidade, tendo declarado certa vez: “Johnny Hodges possui uma absoluta independência em sua maneira de se expressar. Ele diz o que quer dizer com o seu instrumento, nos seus próprios termos, em sua própria linguagem, a partir de uma perspectiva bastante pessoal”.

No entanto, o que parecia impossível aconteceu: em 1951 Hodges deixou a big band de Ellington de maneira bastante conturbada. As desavenças começaram quando o saxofonista passou a reivindicar a autoria de algumas canções compostas por Ellington, cujo processo criativo se notabilizava pela apropriação de frases criadas por vários dos seus músicos. O trombonista Lawrence Brown explica como essa simbiose funcionava: “Alguém tocava uma linha melódica, Ellington apanhava a idéia, elaborava um contraponto àquela melodia e ao final aparecia com uma coisa absolutamente nova”.

Mas Hodges não se conformava em ficar sem os créditos por suas colaborações para o repertório da banda e o clima entre ele e o líder tornou-se insustentável. Reza a lenda que durante um concerto, após executar um solo numa das composições que ele afirmava ter sido baseada em suas idéias, o saxofonista interpelou o maestro de forma irônica, esfregando o polegar e o indicador, como se estivesse contando dinheiro e perguntando: “Onde está a minha grana”?

Após deixar Ellington, o saxofonista montou seus próprios grupos, inclusive uma big band, mas não foi bem-sucedido, do ponto de vista financeiro. Apesar de contar com os talentos de alguns ex-companheiros da banda de Duke, como o trombonista Lawrence Brown e o baterista Sonny Greer, além de um jovem tenorista chamado John Coltrane, a big band de Hodges emplacou um único hit, “Castle Rock”, composta pelo também saxofonista Al Sears, mas o sucesso solitário não foi suficiente para manter a banda em atividade.

Hodges foi membro da banda do programa televisivo “Ted Steele Show”, gravou alguns álbuns como líder para a Verve e, a convite de Norman Granz, integrou a caravana Jazz at the Philharmonic, permitindo-lhe que convivesse e tocasse com outras estrelas do jazz, como Charlie Parker, Benny Carter, Roy Eldridge, Ben Webster, Charlie Shavers, Kai Winding, Oscar Peterson, Ray Brown, Barney Kessel, Dizzy Gillespie e Louie Bellson.

Johnny retornou à orquestra de Ellington em 1955 e manteve o status de principal estrela da banda, conseguindo ofuscar até mesmo pesos-pesados como Paul Gonsalves, Ray Nance, Cat Anderson, Russell Procope, Juan Tizol e seu velho amigo Harry Carney. No ano seguinte, marcou presença na aclamada apresentação da big band no Newport Jazz Festival. Paralelamente, continuou a gravar discos como líder, para selos como RCA-Victor, Clef Records, Verve, Atlantic e Impulse.

Um dos momentos mais sublimes da discografia de Hodges é o formidável “Gerry Mulligan Meets Johnny Hodges”, gravado em Los Angeles, no dia 17 de novembro de 1959, para a Verve. Além de Mulligan (sax barítono) e Hodges (sax alto), participaram da sessão nomes de primeira linha do West Coast Jazz, como o pianista Claude Williamson, o contrabaixista Buddy Clark e o baterista Mel Lewis.

A abertura fica por conta de “Bunny”, tema que Mulligan compôs em homenagem a Hodges. É uma melodia assobiável, simples e contagiante, com nítida influência do swing, mas que também agrega elementos harmônicos do bebop, sobretudo durante as intervenções do baritonista, e do blues, graças à levada pulsante de Clark. O som que Hodges extrai do sax alto é límpido, cristalino, sóbrio, não dando espaço para malabarismos ou firulas estéreis e elaborando passagens dotadas de uma elegância natural, que soam como se tivessem sido concebidas de maneira absolutamente intuitiva.

Também de autoria de Mulligan, a balada “What’s the Rush” vem a seguir. Delicada e com uma atmosfera ellingtoniana, ela é um veículo mais que adequado para que Hodges exiba a sua proverbial sensibilidade, por meio de frases lânguidas, entrecortadas por um vibrato repleto de lirismo. O piano intimista de Williamson e a percussão mínima de Lewis ajudam a tornar a audição uma experiência comovente. Reza a lenda que Mulligan preferiu não participar da sessão e ficou sentado nos fundos do estúdio, apenas assistindo à performance inebriante de Johnny.

O blues “Black Beat” é uma composição de Hodges, crispada e com uma batida infecciosa. O altoísta imprime linhas melódicas rápidas e serpenteantes, sem se descuidar do tom evocativo que torna o blues um estilo tão confessional. O suporte rítmico é vigoroso, com destaque para os fulgurantes acordes de Williamson. A abordagem de Mulligan é mais introspectiva e suas frases são mais longas e diretas, fazendo um empolgante contraponto à velocidade do parceiro.

Mais um blues da lavra de Hodges, “What It's All About” tem um andamento cadenciado, em tempo médio, e uma batida infecciosa. A marcação feita por Clark e Lewis é impecável, destacando-se o espetacular trabalho do segundo com os pratos. Mulligan possui um sopro potente, ressonante, profundo, e trafega pelos registros mais graves do sax barítono com enorme autoridade. A intimidade de Hodges com o blues é saudada como uma de suas mais notáveis características e aqui as suas qualidades emergem de maneira impressionante, indo até o âmago do blues com uma elevada carga dramática.

A eletrizante “18 Carrots (For Rabbit)” é mais uma homenagem de Mulligan ao distinto parceiro. Executada em velocidade supersônica, é a mais impregnada de elementos do bebop, não apenas do ponto de vista melódico como, sobretudo, harmônico. O entusiasmado Williamson incorpora o espírito de Bud Powell, com um ataque vigoroso e certeiro. Lewis praticamente destrói sua bateria, numa formidável exibição de técnica e ferocidade. Os lancinantes agudos de Hodges e seus duelos com Mulligan são momentos de indiscutível maestria.

Para encerrar, mais uma balada de refinados contornos ellingtonianos, “Shady Side”. Atuando em uníssono, os líderes mostram sonoridades distintas, mas complementares. Nos solos, Hodges é mais incisivo e Mulligan mais melancólico. A urdidura melódica concebida pela sessão rítmica, em especial por Williamson, é inebriante, guardando alguma semelhança com os belíssimos temas românticos de Charlie Mingus, especialmente em “Open Letter to the Duke” e “Goodbye Pork Pie Hat”.

Um disco que dignifica as biografias de todos os envolvidos e que dá uma ótima idéia do gigantesco talento de Hodges, mostrando-o como criador de uma arte atemporal, que mereceu da revista Downbeat a seguinte avaliação: “é uma música casual e sem ostentação, que incorpora, de modo bastante apropriado, elementos ligados ao passado, ao presente e ao futuro do jazz”.

Aliás, no ótimo texto de apresentação, escrito por Nat Hentoff, o crítico reproduz a opinião de Mulligan sobre o seu parceiro na empreitada: “A exigência diária para que se faça algo ‘novo’ todos os dias é uma maneira significativamente imatura de encarar a vida e a arte. As pessoas vivem querendo obrigar os músicos, e outros artistas, a sempre inventar algo ‘novo’ e não se dão conta de que isso é uma forma de cercear a criatividade. Esse tipo de pressão revela algo sobre a nossa própria cultura: se algumas pessoas não conseguem compreender o quão maduro e individual é o som de Hodges, eu lamento bastante por elas”.

Além da participação na orquestra de Ellington, Hodges era um parceiro habitual do maestro em seus pequenos grupos, chegando mesmo a dividir com este os créditos em alguns discos, como os formidáveis “Side by Side” e “Back to Back: Duke Ellington and Johnny Hodges Play the Blues”, ambos para a Verve. Em 1962 gravou, também para a Verve, o álbum “Johnny Hodges with Billy Strayhorn and the Orchestra”, dividindo a liderança com o amigo e companheiro de banda Billy Strayhorn.

Em 1961, ele foi um dos destaques da vitoriosa excursão européia feita pelos “The Ellington Giants”, que reuniu alguns dos maiores nomes que já passaram pela big band do maestro. Durante a década de 60, ele excursionou com jazzistas de renome, como o organista Wild Bill Davison, o saxofonista Ben Webster e o pianista Earl Hines, com quem gravou “Stride Right” (Verve, 1966). Outro ponto alto da sua discografia é “Everybody Knows Johnny Hodges” (1965), lançado pela Impulse, com produção de Creed Taylor.

Johnny Hodges morreu no dia 11 de maio de 1970, de um infarto fulminante. Estava no consultório do seu dentista e, dizem as más línguas, teve o ataque cardíaco após receber a conta. A morte o abateu no meio das gravações da “New Orleans Suite”, ambicioso projeto orquestral de autoria de Duke Ellington. Ao saber de sua morte, o maestro comentou: “Johnny é insubstituível. Com a sua partida, o som da nossa orquestra jamais será o mesmo. Sou feliz e grato a Deus por haver tido o privilégio de tê-lo ao meu lado, noite após noite, por quase quarenta anos”.

Uma semana antes de falecer, Hodges havia deixado em êxtase a platéia que lotou o Imperial Room, em Toronto, no Canadá. Foi a sua última apresentação. Em reconhecimento à sua trajetória e à sua gigantesca contribuição para o jazz, a revista Downbeat incluiu o nome do saxofonista em seu Hall of Fame, ainda em 1970, em votação da crítica.

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81 comentários:

coimbra disse...

Mestre Cordeiro,

como sempre agitando a memória.

Johnny Hodges, sim, aquele sopro como uma brisa melodiosa. Piegas ? Não. JH era ele mesmo, tocante, completo.
Essa reunião com Mulligan, lembro bem da capa do meu velho vinil que deve estar com alguém, esse, espero, gostar de jazz como nossa turma.
Não há como separá-lo de Duke, o que não significa ser ele uma referência de estilo inconfundível.
Uma escola como foi a de Benny Carter, bem grifada por você.

Ah bons tempos dessa choradeira sonora do Johnny Hodges.

Um grande abraço.

Érico Cordeiro disse...

Salve, Mestre Coimbra.
Mr. Hodges, o sopro que dava uma "cara" à orquestra de Ellington é também uma das vozes mais singulares do jazz.
Um misto de candura e frescor, uma brisa musical fortemente calcada no blues.
Grande abraço!

José Domingos Raffaelli disse...

Dear Gran Master Boss Érico,

Uma nova e alentada resenha excepcional do "The man who never sleeps" focalizando a música, o talento e a notável invenção melódico-harmonica de Johnny Hodges, que um amigo meu apelidou por conta própria de "vertegrado gasoso", não sei por qual razão.

Como grande admirador de Ellington e sua obra, desde meus primórdios no jazz habituei-me a admirar as intervenções de Hodges e sua originalidade em termos de sonoridade exclusiva e criatividade incomum.

Por grande sorte, em minha primeira viagem a New York (1954) tive a sorte de ouvir o conjunto de Johnny Hodges no Basin Street após ele ter-se desligado da orquestra de Ellington. Fiquei extasiado em ouvir ao vivo o septeto de Hodges integrado por Harold Baker (trompete), Lawrence Brown (trombone), Arthur Clark (sax tenor), Hugh Lawson (piano), Johnny Williams (baixo) e o fantástico Jimmy Johnson (bateria). Foi uma noite inesquecível, sem dúvida.

Em 1978, no I Festival de Jazz de São Paulo, mostrei a Hugh Lawson seu autógrafo que me dera em 1954 e ele comentou com um sorriso: "Foi meu primeiro gig como músico profissional..."

Lendo sua resenha relembrei aquela noite fantástica. Grande abraço e keep swinging,

Raffaelli

Érico Cordeiro disse...

Mestre Raffaelli,
Sempre com histórias maravilhosas, sobre os maiores nomes do jazz! Tenho apenas um álbum do Lawson como líder, pianista que trabalhou muito tempo com o grande Yusef Lateef, mas não há muito material disponível sobre ele nos livros de jazz e nem na internet.
É uma fera.
Quanto ao Hodges, é um dos pilares do jazz, músico que influenciou gerações. Obrigado pelas palavras carinhosas.
Grande abraço!

José Domingos Raffaelli disse...

Dear Gran Master Boss Érico,

Uma correção do meu post anterior:

"VERTEBRADO GASOSO" e não ""vertegrado gasoso"

Desculpem a mancada e keep swinging,

Raffaelli

PREDADOR.- disse...

Que dizer de duas feras do jazz?Resenha impecável, mr.Cordeiro, de músicos que sempre estiveram a frente dos "acontecimentos" musicais. Sou suspeito de comentar algo sôbre Mulligan, o melhor barítono de todos os tempos. Aí você dirá: ah! mas tem o Cecil Payne, tem o Pepper Adams, o Harry Carney, o Serge Chaloff, o Sahib Shihab....sim mas o melhor deles, no meu entendimento, era Mulligan, ora melodico, bluesy, ora "agressivo", tudo em seu devido tempo, e, era um "frasista" por excelência, além de competente pianista. Certa vez disse (brincando) numa roda de amigos jazzístas, ser Mulligan um ótimo pianista e que "também" tocava sax barítono. Só faltaram "me bater" e consideraram minha opinião uma heresia. É, pode ser. E Johnny Hodges, um verdadeiro "monstro" do sax alto, com seu sopro peculiar e inconfundível. Seria capaz de reconhece-lo (num blindfold test) até no "inferno". Bela resenha, ótimo disco. Congratulations mr.Cordeiro. De uns tempos para cá, tenho que reconhecer as suas "clássicas postagens", dar minha mão a palmatória e "recolher momentaneamente o detonador atômico".

Érico Cordeiro disse...

Caríssimos Predador e Raffaelli,
Pois é, esse apelido é bem peculiar! Vertebrado gasoso - o que será que ele queria dizer?
Quanto ao segundo, acho que você não vai hesitar em me detonar na próxima postagem - é um super trompetista, mas é cubano e você não é lá muito fã dessas misturebas, né?
Bom, de qualquer forma o disco é bop até a medula, tem só craques envolvidos (pianista Kenny Kirkland, precocemente falecido, saxofonista Ernie Watts, etc).
No mais, obrigado pelas palavras gentis ´o barzinho que mais é que os amigos se embriagem de música boa!
Abraços aos dois!

José Domingos Raffaelli disse...

Dear Gran Master Boss Érico,

Infelizmente tenho milhões de defeitos e um deles (um dos maiores e piores, diga-se) é de voltar a algum assunto que já escrevi, como é o caso presente sobre Johnny Hodges.

Há anos comprei um LP da big band de Mercer Ellington gravado para o selo Coral, no qual tocavam alguns músicos da orquestra do pai.
Uma das faixas indicava que o solo de sax-alto era de "Great Jazz Alto", pseudônimo de Johnny Hodges porque era contratado da Verve e não poderia tocar em discos de outros gravadoras, exceto sob licença da Verve. Quando levei o LP para Mercer autografá-lo, falamos a esse respeito e
Harry Carney, que estava conosco disse rindo bastante: "Isso não é novidade porque Johnny gravou um monte de discos com outras orquestras, inclusive com Woody Herman e o engraçado é que nessa sessão Woody tocou um solo imitando perfeitamente Johnny o que confundiu bastante alguns diretores de outras gravadoras...

Keep swinging,
Raffaelli

Sergio disse...

Seu sam se o disco q tens sobre Hugh Lawson é o Prime Time, meu deus meu deus meu deus! Ponha-o na radiola urgente! Grato aos mestres da casa q ainda me fazem descobrir pianistas desse nível. Pelo visto. as descobertas vão durar pra sempre, pq haja gente boa!

O cara é muito moderno! O álbum da postagem tá na fila pra ser reouvido. Mas descobrir é bom demais.

Érico Cordeiro disse...

Caríssimos Raffaelli e Sérgio,
Ao primeiro, digo apenas que é uma honra pra todos nós suas histórias e momentos de sua convivência com esses grandes músicos. Nos tornamos um pouco mais próximos deles, com seus relatos.
Ao segundo, o disco, infelizmente, não é o Prime Time, muito bem cotado no Allmusic. Mas o meu, Colors, também é ótimo. Saca só: http://www.allmusic.com/album/colour-mw0000597367
Mas já dei uma passada no Amazon e o preço não está tão salgado. Talvez até o fim do ano eu peça :-)
Enquanto isso, me manda o que você descobrir sobre ele (biografias, discografias, etc.) pra eu ir montando meu arquivo. Pode ser?
Valeu pela dica.
Abração aos dois!

Anônimo disse...

Bom, se o prime time, já decididiste q vai buscar o original, tenho outra sugestão... sugestão compulsória pq tenho quase certeza de que vc não deve ter. Foi lançado somente em vinil, muito provavelmente porque somente em vinil o efeito da técnica de gravação é sentido. Não direi o nome do álbum, será surpresa, mas te dou umas dicas: foi um álbum gravado com uma técnica (segundo Scott yanow) muito em moda entre os fins dos anos 70 e os 80 chamada direct to disc, onde o master é gravado direto do estudio (ao vivo portanto) para o bolachão. Gostaria até de saber, não sobre a técnica, mas se alguém conhece mais álbuns gravados nela. O disco não é só raro, é excelente, com um dream time de músicos, sendo que um deles me chamou muito a atenção: Freddie Waits, o batera - um absurdo o cara! e este dono de uma modesta discografia nenhum solo e poucos como side man – informações do allmusic, claro... O filho eu creio q até tenho coisas dele, Nasheet Waits. Pelo menos, o nome não me foi nada estranho. Enfim, a última dica é que essa sugestão compulsória - vai q vc tem o disco e eu gasto munição a toa... - está relacionada a pesquisa q fiz a seu pedido dos álbuns do clifford Jordan, ou seja, o Cliff está no time do LP entre as outras feras. E mais não direi pq se vc tiver já sabe q disco é e se não, a curiosidade espero q no mínimo, apresse a chegada da encomenda.

Érico Cordeiro disse...

Mr. Sérgio,
Não conheço o moço (pelo menos não lembro de ter nada dele), mas o filho, Nasheet Waits, é um baterista muito badalado atualmente.
Confio no seu bom gosto, mas encomenda só depois do dia 05, ok?

Anônimo disse...

Seu sam, se tiver Lee Morgan (The Last Session) 1972, vc já ouviu o Freddie Waits. Há outros álbuns importantes com ele, não são muitos mas tem, é só dar uma ojhada no allmusic. Só mais uma coisinha sobre esse baterista, por mais feras q todos sejam, nem sempre se espera, na audição, com ansiedade, o momento do solo de bateria, no caso desse cara, primcipalmente no tal misterioso disco q vou te mandar, posso garantir q vc vai ficar na mesma espectativa. Me aguarde.

Érico Cordeiro disse...

Beleza! Viu meu e-mail?
Com a capinha do Tubby.
Cortesia lesteriana.
Abração!

Zé Miguel disse...

Barzinho segue fumegante e agitado, sempre com grandes intervenções. Muito me alegra, ao longo de um bom papo, ler (ouvir) nomes de "cocheira" como Freddie Waits, um quase homônimo de Max Roach em seu projeto M'Boom. Waits tocou com Morgan e aparece no Last Session, a aventura modal e derradeira de Lee. Gosto muito dos discos em que Waits acompanha Tyner, entre eles o excepcional "Time To Tyner".

Zé Miguel disse...

PS: Conferindo na coleção: Time FOR Tyner. Sorry.

Malu disse...

Uma página de primeira grandeza com um trabalho de pesquisa que merece aplausos...
Abraços

Sergio disse...

... Pois é seu mr. Érico, como diria lá nos cartoons o motoquinha dos "Carangos", "mas, eu te disse".

O "The Last Session", aliás, foi um disco mal ouvido por mim. É um marco. Um jazz quase que (re)inventado. A impressão é que o Morgan queria modernizar o seu estilo, mas sem cair totalmente na armadilha do fusion. Não que o fusion fosse uma roubada total, mas cá entre nós, a coisa ficou meio pasteurizada e poucos foram os discos, fusion, ao menos no meu gosto, que resistiram ao tempo. Por causa do Freddie Waits eu reouvi The Last Session, assim como agradecido ao Zé Miguel, (re)ouvirei o Time For Tyner, mas pela capa já me lembro q este do Tyner, causou espécie logo de cara, eu só tenho que relembrar.

Por isso insisto: dê uma passada no allmusic e veja quantos discos vc tem com o Waits e mergulhe neles, o cara merece essa atenção e o amigo esse presente.

José Domingos Raffaelli disse...

Dear Gran Master Boss Érico,

Volto a azucrinar sua vida, bem como a dos demais companheiros de bolg. Conforme afirmei num destes recentes posts, entre milhões de defeitos que tenho, um dos mais repetitivos é de retornar a um assunto acordado anteriormente, como é, neste caso, voltar a dar palpite sobre Johnny Hodges.

Não é nada importante, apenas desejo mencionar que num blindfold test feito pelo saudoso Leonard Feathee, ao ouvir um disco de Johnny Hodges o genial Charlie Parker referiu-se a ele como "Lily Pons do sax alto". Detalhe: para os conhecedores de música clássica, Lily Pons foi a maior soprano clássica de todos os tempos. Em suma: o som do alto de Hodges lembrava ao grande Bird a voz impecável absolutamente límpida Lily Pons.
Tomando conhecimento do elogio, Hodges disse que Parker exagerou no elogio, mas ele (Hodges) tentaria melhorar sua execução.
Coisas de gênios.

Desculpem a nova intromissão, mas sempre fui um velhinho intrometido e incorrigível.
Keep swinging,
Raffaelli

jOSÉ Domingos Raffaelli disse...

Caros companheiros,

Volto a azucriná-los para uma correção no post anterior:
em vez de "retornar a um assunto acordado anteriormente", leia-se "retornar a um assunto ABORDADO anteriormente".
Keep ssinging,
Raffaelli

Érico Cordeiro disse...

Oba! A festa tá maravilhosa, com novos e velhos amigos.
Seja bem-vinda, Malu, e junte-se à nossa confraria.
Salve Zé Miguel, Sérgio e Mestre Raffaelli.
Vou dar uma procurada nos discos com o Waitts e ouvi-lo com atenção. Quanto ao Hodges, realmente é um gênio - engraçado é que Parker sempre se referia a ele como uma de suas principais influências e o respeito era recíproco.
Mr. Sérgio, vou dar uma passada no Allmusic pra checar.
O Time For Tyner é um discaço, embora as primeiras audições não sejam muito fáceis. É um disco o completamente diferente dos que ele fez pra Impulse, com Bobby Hutcherson detonando no vibrafone - Tô ouvindo ele nesse exato instante no Ipod.
Já o Last Sessions não gosto muito, mas vou reouvir. O Waits morreu novo, com menos de 50 anos. Mas no disco do Tyner ele realmente manda muito bem.
Abraços a todos!

Sergio disse...

Taí um disco q mais do q pede, exige, 2ªs chances, mr. Érico, "The Last Session".

Reouvindo. E é moderno toda a vida! Cheio de detalhes pinceladas mistas do acustico com o elétrico, o trabalho sos baixos... o Workman é uma sumidade! Tá me caindo agora como um prato refinado, cheio de aromas e sabores ocultos. cOMO DIRIA O Fiti: eu recomennndo.

Érico Cordeiro disse...

Vou tirar esse fim de semana pra ouvir com cuidado.
Abração.

Anônimo disse...

E aí, seu san (continuei na dúvida): c já tinha ouvido falar no kenny werner ou, como eu, desconhecia?

A dica foi do amigo Sá, irmão da cantora Wanda Sá. E o Werner deu show no Rio - semana passada. Segundo o Sá "o Rio de Janeiro, que foi â apresentação, há muito não assiste a um trio de jazz tão perfeito".

Érico Cordeiro disse...

Conheço e tenho um disco do homem, Mr. Sérgio, um dueto com o Chris Potter - http://www.cduniverse.com/search/xx/music/pid/1006859/a/Concord+Duo+Series,+Vol.+10.htm
Se tiver algo de trio do moço, pode mandar, ok?
Abração!

Anônimo disse...

Aproveitando o pouco movimento na Casa, vamos às novidades (de 1961): a seu pedido, mister Sam, encontrei e finalizei a encomenda que inclui o álbum “Another Opus” do vibrafonista Lem Winchester. Como no instrumento não há a mesma multiplicidade de artistas que há, por exemplo, no sax, piano ou o trompete e o Winchester, é - o que se diz como elogio nos morros – “Rifle”, dei uma pesquisada a respeito do cara:

Pouco mais de um ano após a gravação de “Another Opus” o vibrafonista Lem Winchester - que abandonara o emprego na força polícial na cidade de Wilmington, Delaware, para dedicar-se integralmente à música, morre acidentalmente ao manusear o seu revolver, em 13 de janeiro de 1961. Embora não tenha se mantido tempo suficiente para esculpir sua própria marca no jazz (permanecendo influenciado por Milt Jackson), Winchester gravou alguns álbuns significativos durante os dois anos derradeiros de sua breve estadia na vida. E este encontro - relançado em CD na série OJC -, foi certamente o the best. Aqui encontramos Winchester - em quinteto com a flautista Frank Wess, o pianista Hank Jones, Eddie Jones, no baixo e o baterista Gus Johnson - criativo em suas composições originais (além da faixa de Oliver Nelson "The Meetin”, e o standard "Like Someone In Love"), Lem Winchester esteve muito próximo de se apresentar com sua própria voz em seu raro instrumento.

Nesta reedição CD, um bônus gravado em 14 de outubro de 1960, "Lid Flippin", de Lem, mostra Winchester em quinteto com o organista Johnny "Hammond" Smith em substituição a Hank Jones. Segundo Scott Yanow do site allmusic.com Este álbum é a gravação definitiva de Lem Winchester.

Amiguinho, seu Sam, depois de agradecer por apresentar-me mais um grande músico que para mim ainda era desconhecido, fica difícil não mencionar que sua morte foi algo quase tão inusitado quanto as histórias mais cabeludas do jazz. Vejamos, o cara era policial, adotou o sobrenome Winchester e morre, na frente dos amigo (músicos ou gente q o conhecia) tentando demonstrar um velho truque de fazer roleta russa, girando o tambor, não totalmente carregado, e o truque consistia na forma de girar o tambor para que justo o compartimento não carregado, caísse na agulha. Só que nesse dia fatal, o cara ou esqueceu ou cheio de confiança, estava com outra arma que não aquela que sempre o acompanhou do tempo da polícia...

Fala sério seu sam... Da pra guardar essa história só pra mim?

No endereço a baixo, uma baita biografia:
http://www.crj-online.org/v2/CRJ-LemWinchester.php

Érico Cordeiro disse...

Bom que já tenho uma trilha pra seguir quando for publicar a resenha sobre o cara!
Valeu, Mr. Sérgio.
Abração direto de Saint Louis!

José Domingos Raffaelli disse...

Dear Gran Master Érico,


Cconcordo em gênero, número e grau com que o confrade ANÔNIMO (pelo visto, parece que temos no blog uma inflação de anônimos...) escreveu sobre "Another Opus", de Lem Winchester.
Foi mais uma carreira tragicamente cortada entre músicos de jazz. Lembro que na época a Down Beat noticiou sua morte por ele haver praticado a terrível "roleta russa" para mostrar a um amigo como ele assustava os desordeiros que prendia.....
Realmente ele era um discípulo do grande Milt Jackson.
Bom fim de semana, abraços a todos e keep swinging,
Raffaelli

P.S. Ron Carter quarteto tocará no Rio semana que vem

Érico Cordeiro disse...

Caro Mestre Raffaelli,
Esse disco é formidável. Pena que o Winchester tenha partido tão cedo. Poderia ter se tornado um gigante do jazz - e o "anônimo" é o Sérgio, nosso amigo garimpeiro dos sons.
Um fraterno abraço.

Anônimo disse...

Pois é, seu sam, mas se vc for no endereço acima q te passei, da bio do Lem - q passa facinho no gugou tranrleitor - verá q Lem sofreu um certo preconceito da parte dos músicos por ser da poliça. Mas os músicos q escrevem sobre Lem, na tal nio supracitada, insistem q o acara era um boa praça, um gentleman! O q torna a morte do vibrafonista, uma história quase corriqueira se acontecida num país com uma cultura armamentista tão arraigada. Só lá, em não se tratando de crianças sem noção brincando com arma de fogo, um acidente desses poderia acontecer, concordas ou da linha?

ass. sergio, o sônico

Anônimo disse...

SEU SAM, ESSA É PRAQUELES ACREDITAM QUE A REDE ATRAPALHOU O ACESSO DAS PESSOAS À MÚSICA DOS GÊNIOS: CONHECES A CANTORA ETTHEL ENNIS? CARA, TOU AQUI SEM SABER COM O QUE ME ATRACO, A LATA DE BOEHMIA OU O DISCO “CHANGE OF SCENERY”, CONHECES A ETHEL? VOU TENTAR ENCAIXÁ-LA NO VÔO PRO MARANHÃO.

SÓ UM DETALHE: SE MUITOS NÃO CONHECEM ETHEL, A RAZÃO É PORQUE ELA ODIAVA A RAZÃO DAS GRAVADORAS.

PERDOE A CAIXA ALTA, DEU PREGUIÇA. mAS O FATO É Q QUIS FALAR MAIS ALTO, SEM RAZÃO, CRARO.

Érico Cordeiro disse...

Grande Sérgio,
O post sobre o Mr. Winchester (lembra das histórias do Tex?) vai ser bacanudo e vai ter referência à lojinha. Prometo, viu?
Quanto à cantora, vou ficar no aguardo, tá bom? Sinceramente, não conheço a moça. Mas se você tá tão empolgado, é porque deve ser de primeiríssima linha.
Grande abraço.

Anônimo disse...

Maravilhosa, seu san! Ela é (agora conta 79 anos) mais nova que Ella e Sarah, mas nestes q são dois álbuns em um (Change of Scenery e Have You Forgetten - 1958), que consegui, graças a Santa Rede, a mulher está brilhante e as influências das duas divas supracitadas é bastante perceptível. O problema é que Ethel sempre foi muito rebelde, gravou álbuns para grandes gravadoras, como Captol e RCA, mas se estressava com as interferências que os executivos queriam aplicar a sua carreira, daí pulava fora. Num desses pulinhos se mandou de mala e cuia para Europa malacompanhada sabe de quem? Benny Golson. Veja o q diz um trecho da biografia dela no google: "Ennis foi novamente convidada para os estúdios de gravação, em 1963, gravando quatro LPs para a RCA Records. No entanto, se desencanta com a direção criativa da marca e gestão artística e deixou RCA, fazendo outro hiato, desta vez de 8 anos!"

Outro trecho da Bio diz que ela assombrou o mundo com a versão a capela do hino americano que interpretou na posse do Nixon. “Ethel Ennis resurgiu em 1973 depois que um democrata foi eleito presidente e convidada para cantar na posse de Richard Nixon, interpretou uma incomum à cappella versão do hino nacional chocando alguns, mas inspirou muitos outros”. Ativista política, deve ter se arrependido muito de ter, de certa forma, apoiado quem apoiu, mas isso quem podia adivinhar...

Enfim, certamente com esses hiatos que fazia, ficou conhecida por poucos.

Nosso amigo e seu leitor Stevão Hermann, o homem dos 20.000 álbuns (v se tou me achando, seu san? rs), me pediu para mostrar minha lista de cantoras obscuras, vou mandar a Ethel de primeira classe - tanto para ele quanto para a sua apreciação, 2ª ou terça no máximo, a Ethel vai cantar no Maranhão exclusiva pro amigo senhor juiz. Ethel vai de 1ª classe, seu san. Aí tu me diz se a moça é diva ou não.

sergio

Anônimo disse...

Por favor perdoe o erro, não é Benny Golson e o Goodman.

fonte:
http://www.gazette.net/article/20120315/ENTERTAINMENT/703159887/1225/news&source=RSS&template=gazette

"Prêmio da Associação de Melhor Gravação de Jazz.

Ennis é um pedaço brilhante de uma era passada de música, mas ela nunca quis ser uma estrela. Na verdade, ela recusou as ofertas que poderia ter reforçado a sua carreira, porque ela queria fazer as coisas à sua maneira e não estão em conformidade com o negócio da música.

"A música era um hobby para mim que valeu a pena, e ainda tratá-lo como um hobby", diz ela. "Não é trabalho, eu adoro fazê-lo. Talvez se eu fizesse o trabalho em que eu ia fazer mais dinheiro com isso ", diz ela, com sua assinatura risada alegre.

Para alguém que viu a música como um hobby, Ennis subiu às alturas inimagináveis ​​por muitos.

Sua carreira deslanchou em 1950 quando Benny Goodman selecionou-la a ser uma parte de sua banda em turnê pela Europa. A experiência era algo que ela diz ter sido de valor inestimável para ela como um performer, uma vez que a ensinou a sempre "estar preparado" para qualquer coisa que acontecer no palco. Ennis se lembra de uma época em que Goodman mudado o set list durante a apresentação e pediu-lhe para cantar o verso e abster-se de "Chama Meu Velho" no local."

Anônimo disse...

"Chama Meu Velho" = "My Old Flame"

Anônimo disse...

quem mandou me acordar, seu sam?!

Só pra encerrar a matéria de jornal americano aí vai o complemento sem correção da tradução pq as informações mais importante dão pra entender:

""Gee Whiz, eu não lembro o versículo," ela exclama. "Eu estou no palco e ele está acenando para mim, 'Ok, Ethel, é hora de você cantar o verso". Então eu fico lá em cima abocanhar, nada sai, e ele está olhando, perguntando "O que no mundo ', e todos os técnicos estão puxando plugues e coçando a cabeça."

Mas algumas das palavras mais famosos Ennis sempre lembrados foram aqueles em sua interpretação chocante do hino nacional na posse do presidente Richard Nixon, em segundo mandato em 1973. Como democrata, a convite do vice-presidente veio como uma surpresa, mas Ennis decidiu que ela estava cantando para as pessoas, e não do partido, e aceitou.

Foi perto do fim da Guerra do Vietnã, e Ennis disse que queria cantar uma versão, calmante calmante do hino e rejeitou a banda que foi criada para acompanhá-la, cantando uma versão a cappella vez. Algumas pessoas gostaram, outros não, mas no momento em estabelecer um precedente para a forma como o hino é realizada hoje.

"Eu acho que eu estava tentando canção de ninar e América berço", diz ela.

Ennis também é uma compositora e pianista, atuou como um embaixador cultural na China e dono de uma clube de música Baltimore chamado Lugar Ethel em meados dos anos 1980, que atraiu artistas de jazz de topo e transmitir seus concertos ao vivo em PBS. Seu take-vida-como-ela-vem atitude lhe permite deliciar-se com sucessos e shrug fora o que poderia ter sido, em uma vida que ela carrega diz "não se arrepende."

"Estou cada vez mais de mim mesmo, eu acho que você poderia dizer", diz ela. "Compreender mais de mim e porque eu estou aqui."

Agora, com doze álbuns até o seu nome, Ennis continua a escrever material original e inspira-se em todos os lugares - até mesmo uma infestação de baratas, para a canção "Mr. Roachman Blues. "Ela atualmente é refazer algumas de suas canções favoritas mais velhos de sua carreira da década abrangendo uma carreira que tem sido capaz de manter o controle de, como ela queria.

"Há canções que eu quero ser lembrado por quando eu tomar o meu último suspiro, e dizer: 'Bem, é isso que ela representava", diz ela."

Pronto. Agora q sabemos muito sobre Ethel Ennis, dou por encerrada a missão.

Érico Cordeiro disse...

Mr. Sérgio,
No aguardo para ouvir a conceituada Ethel Ennis.
Abração.

PREDADOR.- disse...

Nesta história toda de Ethel Ennis sou mais LAUREN HOOKER (cantar e bem Goodbye Pork Pie Hat de Mingus, Well you Needn't de Monk e Footprints de W.Shorter não é mole). Quanto a Lem Winchester, o álbum "Another Opus" é ótimo, mas vale a pena dar uma "passada" também em Winchester Special (1959-OJC), e NÃO FIQUE ZANGADO COMIGO MR.SERGIO.

Érico Cordeiro disse...

Caro Mr. Predador,
Muito obrigado pela dica. Vou procurar - o sujeito era um craque nos vibes.
Abração.

Anônimo disse...

Mr. Predador, eu sou do time dos “ com limão a limonada”, até ontem não conhecia a Lauren Hooker e agora já estou com o "Right Where I Belong" 2007 como primeiro na fila da audição. Mas a Lauren é novinha. Ethel é da velha guarda. Provavelmente escolas diferentes. Agora, dica d'O Cara dos 1.000.000 de álbuns, eu é que não vou desprezar. Valeu a dica.

sergio

Anônimo disse...

Essa dúvida nem o Cravo Albim tirou: Irany Pinto, estou ouvindo o q me parece ser a nossa Grappelli de saias, coisa antiga, mas, sinceramente, tou gostando! E no googl, além de uns discos pra baixar ou capas pra ver, nenhuma informação. Q judiação...

Se alguém da casa souber algo, tem gente apostos aqui, aproveitando as justas férias de Seu Sam, pra aprender.

Valeo

sergio.

em tempo: Grappelli de saias pq não há canto, e o violino impera.

Anônimo disse...

... Acontece. E comigo é só arriscar. Irany Pinto é macho, pô! E deve ter sido tão conhecido em sua época q se dava ao luxo de ter todos (a maioria, vai...) os seus discos com fotos de mulheres. Ma caiu um CD com capa completa, agora, com um textinho explicativo. Mil perdões, Irany. Onde quer q vc esteja.

Anônimo disse...

seu sam, mandei ontem o correio, tá tá?

Érico Cordeiro disse...

Mr. Sérgio,
Só os nossos enciclopedistas para esclarecer o mistério sobre Irany Pinto, que eu admito não conhecer.
No mais, fico aguardando o "mimo sônico".
Abração.

Anônimo disse...

Caramba, mestre. O Brasil ficou preocupado. Sumiste muito tempo.

Olhe, te mandei um emeio. Um exemplar de seu livro, através do Estevão Hermann foi parar nas mãos do Sylvio Lago. Recebeu essa msg?

Érico Cordeiro disse...

Valeu, Mr. Sérgio.
Eu te respondi, mas tava tão tenso com o jogo do vôlei que nem te agradeci pela "ponte" com o Sylvio Lago.
Tomara que ele goste do livro.
Abração.

José Domingos Raffaelli disse...

Dear Gran Master Boss Érico,

Não leve a mal, porém estou estranhando o recesso da maioria dos companheiros deste blog. Teria sido a influência das Olimpiadas que catalizaram as atenções maciças dos brasileiros nas últimas semanas ?
Ou nosso exército de ótimos colaboradores deram uma trégua por excesso de trabalho ou afazeres inadiáveis ?
Esclareço que trata-se apenas de uma observação porque jamais escreveria algo que pudessem interpretar como reclamação.
Keep swinging,
Raffaelli

P.S. Perdemos dois grande músicos em agosto: Severino Araújo e agora Altamiro Carrilho.

PREDADOR.- disse...

Talqualmente (como diria Odorico Paragassú) as palavras de mr.Raffaelli também estou estranhando o grande "recesso", principalmente por parte do titular, mr.Cordeiro. "O que é que há, velhinho?" Desistiu das pastagens? O jazz escasseou? ou você é candidato a prefeito de São Luis e está sem tempo??? São quase 30 dias sem qualquer postagem, fato "nunca acontecido na história desse blog". Estará ele (o blog) na mesma "trajetória espacial" que os outros (Jazzseen, Jazzigo.....).

Zé Miguel disse...

Noviço que sou ainda não me habituei ao beat do lugar. Tanto material que há por sorver. De qualquer modo, após uns dias mergulhado no trabalho somo-me as vozes que clamam por um novo "post".

Anônimo disse...

Tá venaí, seu San?

Predador, não é pq o dono da casa saiu pra comprar cigarros, q não podemos usar o quintal. Daí q lembrei-me de você ao descobrir mais uma cantora fantastica: Teri Thornton o álbum encontrado é Devil may care" - 1961. Conheces? Sabe algo sobre a moça?

sergio sônico
Valeo.

Cordeiro de Faria disse...

Érico Cordeiro, cadê vocêêêêê...

Muito trabalho ou férias no Caribe? Estamos todos super saudosos de você. As postagens nós esperamos. Difícil é ficar tanto tempo esperando por você. Volte logo!

Tio Faria

PREDADOR.- disse...

Alô mr.Sergio, se o "homem" foi comprar cigarros, vamos trocar umas idéias: Shirley Avery ou melhor Teri Thornton é minha velha conhecida( se não me engano já mencionei por aqui esse disco encontrado por você, gravado em 1960 pela Riverside e com Clark Terry e grupo). Não só conheço o "Devil..." como tenho em meus registros. Existem basicamente três outros álbuns da Teri, além do Devil my care. O mais conhecido é I'll be easy to find(Verve/Polygram), de 1999. Outros dois Somewhere in the night (1963) e Open Highway, também de 1963 são mais raros e difíceis de encontrar, lançados que foram por duas gravadoras obscuras. O I'll be easy to find é muito bom, os outros dois de 1963 não os conheço por inteiro, sòmente algumas músicas dos mesmos, mas parecem ser bons também. Só não sei informá-lo se estão disponíveis.

Cordeiro de Faria disse...

Amigos, confrades, esse meu menino, sobrinho mas que querido, conseguiu de novo. Ele não precisa ser iluminado, pois tem luz própria! Este espaço é para que nós nos expressemos em razão ou em relação às postagens e resenhas que esse menino faz tão bem, com tanta competência e propriedade. Ele já "surtou" uma vez, lembram? E, agora, dá uma "sumida"!!! Elementar meu caro Watson! Geralmente, temos 10, 12 ou 22 (vá lá...!) comentários, a cada postagem/resenha. Até parece que esse espaço é só dele ou só para ele. Um espaço criado para ele "se aparecer", para ele exibir sua inegável/comprovada cultura, diria eu, completamente feliz e orgulhoso, porque reconheço tudo isso nesse menino. Mas, não, ele não criou este espaço para se exibir. A idéia fundamental deste espaço é para que nós participemos do resultado desse maravilhoso trabalho que ele faz e que tanto nos encanta e emociona. E, agora, ele dá esta "sumida", se ausenta deliberadamente, numa segunda tentativa, somente este ano, para que nós todos, ou todos nós, despertemos para este singelo "toque": vamos participar? Vamos fazer esse blog juntos? O que Érico quer nos dizer e provar com a sua ausência, é que ele pode até sumir, de verdade, que o blog, este espaço já consagrado, sobreviverá e continuará pulsando. Este é o grande recado de agora! Não por acaso, estamos com 52 participações, desde o dia 19 último. Recorde, quero crer! Penso que é isto! Acho que é! E este meu achismo é de minha exclusiva responsabilidade. Estou expressando esse sentimento sozinho, logo sem ter consultado ninguém! Pode ser que seja outra coisa, diametralmente oposta a este meu pensamento/achismo, mas sei não... sei não...! Abraços a todos. Érico, um forte abraço e um beijo! Tio Faria

Érico Cordeiro disse...

Caríssimos amigos Raffaelli, Predador, Zé Miguel, Sérgio e Tio Faria,
Tô na área, mas por conta de uma série de contratempos (nada sério, mas acabei perdendo um pouco o ritmo) e de compromissos no trabalho, acabei por dar um tempo nas postagens, Espero conseguir me desenrolar em pouco tempo e voltar a postar cinco ou seis textos por mês, no ritmo de sempre.
Obrigado pela paciência e pelo carinho de todos vocês - com o alto nível dos debates, o barzinho continua "bombando" e sendo passagem obrigatória dos amantes do jazz.
Abração a todos!

Anônimo disse...

Quando o nosso estalageiro tira um merecido período de descanso, alguns confrades nunca me faltam. Este é o Jazz Barzinho!... E como conhece esse Predador!

Rapaz, depois da bossa nova onde encontrei um n° espantoso de conjuntos, obscuros e muitos com gente como Vinhas, Cesar Camargo Mariano, Hermeto e por aí foi... fui atrás das cantoras de jazz e não pára de aparecer gente “nova”. A Teri Thornton, não é apenas mais uma delas. Destaca-se com seu vozeirão e técnica impressionantes. Agora, achei o seu jeito de cantar um tanto antigo. O problema com a Tery é q é muito mais difícil encontrar informações sobre o pq dela ter desaparecido da cena tão misteriosamente. No caso da Ethel Ennis q faz um b a ba no patamar de Ella e Sarah, vc encontra muito material informativo, entrevistas, matérias de jornais... E as matérias giram sempre em torno do mesmo assunto: "pq do sumiço?" Já a Tery, q poderia suscitar a mesma abordagem jornalística... Amigos, olha o time de feras que ela leva para o estúdio no seu Devil My Care: Wynton Kelly: Piano; Clark Terry: Flugelhorn, Trumpet; Earle Warren: Sax (Alto); Seldon Powell: Saxophone; Freddie Green: Guitar; Sam Herman: Guitar; Britt Woodman: Trombone; Sam Jones: Bass; Jimmy Cobb: Drums e Orrin Keepnews: Liner Notes, Producer além de Norman Simmons: Arranger & Conductor. Isso num 1° álbum. Não se espera q a carreira decole? Mas ao contrário, ela grava mais um álbum considerado importante e some no mundo. Ganha um prêmio importante já com idade avançada, competindo com cantoras gerações mais novas e aí já é tarde pq parece q, no mesmo ano do prêmio é diagnosticada de um câncer e morre logo em seguida. Mas pq lá nos anos 60 a mulher com aquele potencial todo sumiu no mundo, isso não fiquei sabendo. A pesquisa é bem mais difícil. Sem falar desses álbuns citados pelo Predador q eu nunca tinha ouvido falar...

Predador eu consegui o básico: 'll be easy to find e o já citado, Devil My Care. Mas, no meu gosto, pra ouvir toda hora, ainda estou mais pro b a ba da Ethel Ennis. Embora a Tery ainda mereça uma ou várias audições mais atentas.

Valeu os esclarecimentos, Predador.

Seu san, sem pressão, mas quando postares outro gênio do jazz os amigos da casa darão uma festa!

Anônimo disse...

Só um esclarecimento pra não deixar informação truncada: I'll Be Easy to Find não é o segundo, nem o 3º álbum dos anos 60 (do começo da carreira), mas sim o último álbum (1999) de Tery Thornton, quando ela foi redescoberta e o q grava pouco depois de ser diagnosticada do câncer.

Outra cantora de destaque q já q estou aqui não posso deixar de citar é Cleo Laine. Dessa todos os discos solos q tive acesso são excelentes! Sendo q há um Porgy & Bess com o Ray Charles, daqueles álbuns de se ouvir de joelhos...

PREDADOR.- disse...

Mais um alô para mr.Sergio, que parece gostar muito de cantoras: duas sugestões de "cantantes"(acredito que você já conhece ambas). Uma da velha guarda, Ernestine Anderson e a outra, que inclusive já teve uma passagem pela disco music, Dee Dee Bridgewater. Gosto muito da voz das duas. Citarei apenas os álbums que acho que valem a pena pesquisar. ERNESTINE ANDERSON: "Nightlife" (2011), "A Song for you" (2008)com o ótimo tenorista Houston Person, o sensaciional disco "Ernestine Anderson" (1958) com a fabulosa orquestra de Pete Rugolo, "My Kinda Swing" (1960), "Hot Cargo" (1958), "Now & Then" (1993). Tem também inumeras gravações, a partir dos anos 70, da Concord Jazz (que acho meio "pasteurizadas").
DEE DEE BRIDGEWATER: dentre outros prefiro "Live in Paris" (1989), "Dear Ella" (1997) e "Eleanora Fagan" (2010) uma homenagem a Billie Holliday.
Se você já as conhece, esqueça toda essa minha "xaropada".

Anônimo disse...

Predadro, grato pelas dicas. De Dee Dee, tenho muita coisa a conheci ha bastante tempo, olha só, num disco de música eletrônica de uma dupla q assina como Gabin (homenagem ao ator francês). Neste álbum "Mr. Freedom, Dee Dee canta duas músicas bem jazzy no estilo filme de espionagem. É muito bom. Daí em diante parti pra ela com sede. Mas não tenho certeza se tenho os álbuns indicados. De Ernestine, q muito já ouvira falar, comecei a conhecer agora. E encontrei um álbum citado por vc "Now and Then". Encontrei um, no meu arquivo q vai interessar muito ao nosso Tio Faria - esse eu já tinha até esquecido que tinha, "WHEN THE SUN GOES DOWN" com Gene Harris. Tio Faria é louco pelo pianista. E só, vou correr atrás de suas dicas. E o último, Eleanora Fagan, eu nem conhecia. Vejo agora q é com Dee Dee. Está na lista. E não é xaropada. Suas dicas valem muito. O amigo não dá pitaco ruim.

Abraços.

José Domingos Raffaelli disse...

Dear Gran Master Boss Érico,

e demais confrades deste maravilhoso e mais que bem-vindo blog, sem o qual eu ficaria "órfão" sem ânimo de postar as bobagens e mal traçadas linhas (estas três últimas palavras são de uma expressão arcaica que ouvi à exaustão nos meus ingênuos tempos de garoto travesso) que tenho o atrevimento de regidir habitualmente toleradas pela grande bondade de vocês que somente pessoas bondosas como aceitam minhas intromissões.
Mas tentarei abreviar este post para não ser ainda mais intrometido como habitualmente.

1. Mais uma vez, rendo-me ao encliclopédico conhecimento de Mr. Predador demonstrado ao analisar as interpretações e gravações de inúmeras cantoras, inclusive informando seus respectivos CDs.

2. Como sempre, volto a intrometer-me no assunto já debatido correlato à triste morte do vibrafonista Lem Winchester, pelo que mais uma vez me penitencio prometendo não abusar da paciência de todos.
Neste fim de semana andei remexendo meus alfarrábios (uma montanha de cópias de críticas, artigos e textos de contracapas de discos, entre outras coisas inúteis) onde encontrei a notícia da morte do saxofonista Joe Maini, que, segundo vários músicos, era completamente pirado. Com sua morte ele confirmou essa opinião quase geral: morreu fazendo roleta russa!
Perdoem este incorrigível intrometido e keep swinging,
Raffaelli


PREDADOR.- disse...

Agradeço as palavras gentis de mr.Raffaelli ao mencionar "render-se ao enciclopédico conhecimento de mr.Predador". Não chego "nem perto de seus pés" mr.Raffaelli, pois o seu conhecimento e vivência no mundo do jazz é sobejamente conhecido e respeitado por todos, especialmente naquela época que não tinha internet, época esta que ou você era bom e conhecia ou não era nada e sim um impostor. Você mr.Raffaelli era e é bom e conhecia e conhece até hoje. Eu apesar de não ser propriamente um "impostor", apenas gosto de JAZZ, escuto e pesquiso música há vários anos. Sempre fui seu fã, lia suas críticas nos jornais e revistas, balizando-me nos seus ensinamentos. Portanto, mr.Raffaelli, eu é que me rendo diante de seus "conhecimentos musicais" e, diante do "mestre" eu sou, com licença da má palavra, apenas "o piolho do cavalo do bandido". Quanto ao Joe Maini, um ótimo e competente sax-altista, mas completamente "doidão", é verdade, morreu fazendo "roleta russa" aos 34 anos, apesar de sua família "colocar panos quentes" sôbre o assunto dizendo que foi um acidente involuntário com arma de fogo.

Érico Cordeiro disse...

Eita que o barzinho tá que tá fervendo!
Bom demais tê-los por aqui e constatar que vocês "não me deixaram só", ao contrário do que sucedeu com um famoso ex-presidente.
Quase terminando postagem nova e aí espero voltar ao velho ritmo!
Abraços a todos os amigos que só me dão orgulho de manter o barzinho!

Zé Miguel disse...

Enquanto isto, para entender o esquadro de Jamal e de Evans vou sorvendo doses cavalares do anguloso e fenomenal pianista sueco Bengt Hallberg....enquanto o Cordeiro não vem...rsrs !!

Anônimo disse...

Seu san não só bem tirou férias do blog bem como do computadô... Mas agora q percebi uma rata já antiga cá nessa postagem, mais uma pra minha coleção: no disco proposto por mr. Predador: Dee Dee Bridgewater "Eleanora Fagan To Billie With Love From Dee Dee Bridgewater", eu disse algo como "!A Dee Dee eu conhço bem" blablabla "mas essa Eleanora Fagan nunca ouvi falar". Ora se Eleanora Fagan não é o nome de batismo de Billie Holiday. Bem, essa já podia ter passado batida, faz tempo já q caí na armadilha da própria ignorância, mas aqui é uma casa de respeito e informações corretas daí que... ó se esse não é um bom momento (25/08/2012) também pra acordar nosso lauto amigo dorminhoco com um retumbante brado de NENSE!!!!

Esse time só me dá sastifação! Ops.

Érico Cordeiro disse...

Vai comemorando, vai.
Esse cavalo paraguaio em breve vai voltar pro rabo da fila :-)
Mas tudo bem, a Eleanora Fagen te perdoa.
Abraços no Dudu e convida esse cabra aqui pra tomar umas com você - quando eu for ao Rio, eu vou querer estar sob a proteção do guarda-chuva dele! http://brasil247.com/pt/247/poder/77652/Cambaleando-A%C3%A9cio-%C3%A9-flagrado-no-Rio.htm

MJ FALCÃO disse...

Ôi! Por onde anda você? espero que de férias...
Abraço do falcão (disfarçado)

Érico Cordeiro disse...

Olá, amiga!
Bom tê-la a bordo.
Estou recarregando as baterias para poder voltar com ânimo redobrado.
Na verdade, circunstâncias profissionais acabaram por impedir que eu mantivesse o ritmo.
Mas em breve o blog volta ao normal.
Obriado pela presença.
Abraços diretamente do Brasil!

Sergio disse...

Será que o amigo Predador ainda aparece aqui pra conferir se Mr. Érico voltou? Essa é antes pro dono da casa: não pq eu, venho todos os dias, viu, professor?

Bom, voltando ao mestre Predador, amigo descobri um pianista que só você e muito poucos devem conhecer. Seu nome: Bengt Hallberg. Que músico raro e brilhante, Predador! O problema é achar seus discos. Agora ouço "Stardust In My Heart", um disco solo de piano, mas consegui no soulseek uma faixa apenas de um de seus discos em Trio. Uma pena, apenas uma faixa... No mais, há até outros, mas nada em trio. Aliás, acabo de lembrar q o pianista foi citado aqui mesmo, creio q nesta postagem, daí fui conferir. E se alguém (frequentador) souber onde se pode encontrar algo em trio, per favore me ajuda Buda!

Abraços!

Ô, seu san quédi tu, seu sam?!

Sergio disse...

Em tempo: Bengt Hallberg é sueco e, ao menos pela biografia do google (em suéco) o homem, nem tão idoso ansim, é de 1934, está vivo, só naõ sei se ainda ativo. A língua sueca definitivamente não é meu forte.

Érico Cordeiro disse...

Mr. Sérgio,
As férias do barzinho estão quase terminando. Bom, confesso que não conheço o Bengt Hallberg, mas vamos ver se os enciclopedistas da casa conhecem (aposto quer sim) e recomendam algo do moço.
Grande abraço!

Anônimo disse...

Mais que estimado ÉRICO:

Antes de mais nada peço mil descupas pela longa ausência, mas os cuidados diuturnos com minha MATILDE têm-se alongado mais que o desejável (tudo bem, franca recuperação e cada dia melhor).
Mais que ótima a resenha sobre o grande "rabbit", um dos expoentes do som puro, perfeito, lírico.
Você sabe, mas relembro que em 1952 Norman Granz nos proporcionou a união dos 03 "altos", Hodges, Parker e Benny Carter, capitaneando Charlie Shavers / trumpete, "Flip" Phillps e Ben Webster / tenor e uma "cozinha" com Peterson / Kessel, Ray Brown e J.C.Heard. Felizmente tudo ficou registrado em LP/CD e mais que devidamente fotografado e ilustrado na obra prima "Charlie Parker - Norman Granz Jam Session", da fotógrafa Esther Bubley (Editions Filipachi, França, 1995).
Parece que sua ausência em novas postagens foi bastante frutífera, com as postagens de tantos ilustres e semeadores jazzófilos, destacando-se a referência de mestre Raffaelli à citação de PARKER sobre Hodges, a "Lily Pons do sax alto".
Vida longa a todos, grato pela resenha estupenda e pela música, acima de quaisquer comentários.

APÓSTOLO





PREDADOR.- disse...

Predador está aguardando a volta de mr.Cordeiro e suas postagens, angustiado pela demora e "doido para detonar o gatilho atômico". Mas, enquanto isto não acontece, vamos lá mr.Sergio, "divagar" sobre Bengt Hallberg, o correto pianista sueco. Só conheço o Hallberg "de passagem" num disco de Stan Getz, no qual foi sideman. Os discos mais conhecidos e que talvez você encontre em CD são: "AllStar Sessions 1953/54", "Spring on the air", "Live at Jazzens Museum", "Hallberg's hot accordion" e "Two Jazzy people" com a cantora Rita Reys. Conheces a cantora Rita Reys mr.Sergio??? Voltando ao Hallberg, ele gravou grande parte de seus discos com músicos de jazz suecos (Arne Domnerus,Lars Gullin, Rolf Ericson, Ake Person e outros menos votados). Gravou também com músicos americanos (Clifford Brown, Stan Getz, Quincy Jones, Red Rodney, Lee Konitz) mas a maioria permaneceu sòmente registrado em vynil e olhe lá. Além de bom pianista, tocava acordeão, foi membro da Swedish Radio Big Band e também escreveu musicas para filmes e televisão, Continua gravando e seus discos são muito difíceis de encontrar. Mas, está "baboseira" toda não interessa, tem tudo na internet. Pelo que me consta e se não me engano, as últimas gravações do Hallberg foram realizadas no ano passado(2011): "Back to Back" com Jan Lundgren e "Cabin in the sky" com a cantora Karin Krog. Aliás você conhece Karin Krog, mr.Sergio???????

Sergio disse...

Seu san, antes de mandar o meu recado (o mesmo q te passei por emeio) não posso deixar de celebrar a volta de um dos mais dideroticos enciclopédicos convivas da Casa, mestre Apostolo. Com certeza fará muito bem ao Jazz + Bossa e quem sabe te estimule a voltar ainda mais breve...

O recado, como o dito, vc verá na sua caixa de emeio, mas pode comentar por cá: te mandei a única faixa que encontrei do Bengt Hallberg em trio q encontrei. Creio até q esta faixa esteja em alguma coletânea de jazz sueco. Mas opine por aqui sobre o q achou do pianista. E se se encantou pelo toque econômico e bastante moderno do sueco (a Lover Man q te mandei está grifada como peça de 1950), entre na cruzada para tentar encontrar um doador compatível desse sangue - “novo” pra gente - em algum álbum, mas q seja em trio.

Em tempo: ouço agora o Bengt com um certo Arne Domérus “In Concert w. Bengt Hallberg” maravilhoso! Gravado em 1978. Arne Domérus é, além de clarinetista saxofonista de várias modalidades...

Abraços!
Seu san, antes de mandar o meu recado (o mesmo q te passei por emeio) não posso deixar de celebrar a volta de um dos mais dideroticos enciclopédicos convivas da Casa, mestre Apostolo. Com certeza fará muito bem ao Jazz + Bossa e quem sabe te estimule a voltar ainda mais breve...

O recado, como o dito, vc verá na sua caixa de emeio, mas pode comentar por cá: te mandei a única faixa que encontrei do Bengt Hallberg em trio q encontrei. Creio até q esta faixa esteja em alguma coletânea de jazz sueco. Mas opine por aqui sobre o q achou do pianista. E se se encantou pelo toque econômico e bastante moderno do sueco (a Lover Man q te mandei está grifada como peça de 1950), entre na cruzada para tentar encontrar um doador compatível desse sangue - “novo” pra gente - em algum álbum, mas q seja em trio.

Em tempo: ouço agora o Bengt com um certo Arne Domérus “In Concert w. Bengt Hallberg” maravilhoso! Gravado em 1978. Arne Domérus é, além de clarinetista saxofonista de várias modalidades... E dessa raridade de álbum, não encontrei nem uma capa q me desse certeza ser a original do álbum.

Abraços!

Sergio disse...

rs... Não conheço Karin Krog, mr. Predador, mas engraçado q no wikipidia q me apareceu a bio do Bengt estava em sueco. Daí nem insisti em procurar mais informações. Sobre Arne Domérus, ouço now com Bengt. Rita Reys, é um nome americano comum então me deu a impressão de conhecer mas não sei. Vi a capa desse álbum com Hallberg na Rede, mas dei uma amarelada por me parecer duo de piano e voz. E a gente, eu no caso, gosta mais de ouvir junto, no mínimo, um baixo e uma baterazinha...

Valeu os esclarecimentos. De fato os discos do pianista sueco, até aparecem pra baixar no soulseek, o problema é q nada em trio até agora.
Abraços!

PREDADOR.- disse...

Tens razão mr.Sergio, os discos do
Hallberg tanto com Karin Krog como com Rita Reys são duos de piano e voz. Então, como você gosta de trios, tomo a liberdade de sugerir discos liderados por pianistas pouco badalados, que, para o meu gosto, são muito bons (alguns, acredito, já "rolaram por aqui"):

Eddie Higgins - Dear Old Stockholm Herbie Brock - Herbie's Room
Dan Nimmer - Kelly Blue
Joe Sample - The Trio
Pat Moran - This Is Pat Moran
Freddie Redd - San Francisco Suite
Joanne Grauer - Joanne Grauer Trio
Ralph Burns - Bijou (trio mais a participação especial do sempre eficiente guitarrista Tal Farlow).
Se tiver algum que você não conheça, pesquise e procure ouví-los. Vale a pena, são todos ótimos.

PREDADOR.- disse...

Correção:(acima os dois primeiros discos sairam "embolados")
Eddie Higgins - Dear Old Stockholm
Herbie Brock - Herbie's Room

Zé Miguel disse...

De fato, caríssimos, o ataque em ângulos, com muito músculo a despeito do fato de valorizar sobremaneira os harmônicos, é a parte visível do pianista esguio, treinado classicamente Bengt Hallberg. Se pudermos observar mais atentamente descobriremos que BH foi motivo de um frisson assim que seu disco "New Sounds From Sweden" passou a correr nas mãos dos músicos norte-americanos. Um destes seus cultuadores foi Bill Evans. Hallberg produziu um efeito astronômico nas escolhas de Evans e, não por acaso, a obsessão pelas formações em trio vai encontrar a matiz no músico sueco e no efeito que ele produzia ao tocar numa dinâmica menor porém com uma força discursiva que atingiu em cheio a execução de BE. Outros músicos passaram a adaptar este jeito Hallberg de tocar e, não por acaso, envolveram-se bastante com a bossa nova, Getz é destaque entre estes. Hallberg encontra um contraparente absolutamente mergulhado nas forças quase modais do blues em Ahmad Jamal, bem...mas aí já é outro papo. Este elo exibe um bom roteiro da obra gravada de Bengt Hallberg: http://www.discogs.com/artist/Bengt+Hallberg
PS: O disco dele com a cantora holandesa Rita Reys é de fato um clássico.

Érico Cordeiro disse...

Caríssimos amigos,
Muito bom ver que o barzinho continua bem freqüentado e as discussões se mantém em altíssimo nível.
Dos pianistas sugeridos pelo viajante intergalático, destaco o Dan Nimmer, cujo cd Kelly Blue é fantástico.
O BH me pareceu um pianista diferenciado - pena que o Mr. Sérgio só me presenteou com uma faixa!
Mas vou tentar descobrir outros discos do moço.
Grande abraço a todos.

Anônimo disse...

Ô, seu sam, tão te matando de trabalhar aí em Pinheiros, seu Sam? Pois só pode ser pq nem mais meus emeinhos práticos e urgentes c tá podendo responder...

Infim, siguinte: em primeiro pq veio em primeiro a(s) dica(s) do Predador sobre os trios de piano foram excelentes. A descoberta recaiu sobre Dan Nimmer q não conhecia e agora já o acho dos melhores jovens pianistas ou melhor, o melhor da idade de 30 anos que me apareceu!

Grato Predador, não há dica sua q se despreze.

Agora seu sam: estou aprontando a série de 4 discos brindes pra vc, te mandei uma consulta por emeio se vc tinha algo do Pee Wee Crayton, especificamente o album: Early Hour Blues. Se não, considere-se feliz proprietário.

Mais:estou encontrando umas jovens feras das quais nunca tinha ouvido:

1) o trompetista, nem tão jovem assim Marcus Printup (isso tudo é dica pros 4 brindes), e os meninos, estou ouvindo aqui de bob! O pianista Aaron Parks e o baixista (cada um em seu álbum solo, mas esses 3 colaboram um no disco do outro por isso os descobri de carreirinha) o baixista japones Kengo Nakamura.

Seu sam já te adianto q são 3 discaços: Marcus Printup (Peace In The Abstract) 2006; Kengo Nakamura (Roots) 2005 e o q estou ouvindo agora estupefato: Aaron Parks (Invisible Cinema) 2008.

A questão é, mando ou já estás careca de conhecer essa gente?

Érico Cordeiro disse...

Mr. Sérgio.
Desculpa a demora.
Desses só conheçoo Nimmer,inclusive tenho um disco do rapaz - muito bom!
Os outros três não conheço, mas vou ficar feliz em conhecer.
Abração.

Anônimo disse...

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Anônimo disse...

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