Amigos do jazz + bossa

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O PROFESSOR


Se há uma profissão nobre, dentre tantas que existem, ela é, certamente, a de professor. É por meio dela que a humanidade transmite o conhecimento às gerações vindouras, conservando-o como o nosso bem imaterial mais precioso. No jazz tampouco é diferente. Embora alguns dos maiores músicos do estilo tenham sido autodidatas, nenhum deles escapou da necessidade de algum tipo de estudo ou prática – mesmo que não tenha sido uma educação musical formal, mas apenas “dicas” ou “toques” com músicos mais experientes ou habilidosos.

Por outro lado, não é pequeno o número de jazzistas que passaram por escolas ou conservatórios e receberam uma esmerada e sólida formação musical. Muitos deles foram afortunados e puderam estudar com o lendário Barry Harris. Pianista, compositor, arranjador e, sobretudo, educador musical, Harris tem sido fundamental na formação de centenas de jazzistas e por suas mãos passaram muitas gerações de jovens músicos.

Quer um exemplo? Charles McPherson, Paul Chambers, Lonnie Hillyer, Marco Marzola, Joe Henderson, Danny Grissett, Rodney Kendrick e Wendell Harrison, entre incontáveis outros, foram seus alunos. Além disso, esse pianista fabuloso acompanhou ou foi acompanhado por Dizzy Gillespie, Miles Davis, Louis Hayes, Thad Jones, Al Cohn, Paul Chambers, Benny Golson, Dexter Gordon, Sonny Criss, Ron Carter, Cannonball Adderley, Lee Morgan, Elvin Jones, Yusef Lateef, Hank Mobley, Coleman Hawkins, Max Roach, Carmell Jones, James Moody, Kenny Dorham, Sam Jones, Lester Young, George Mraz, Don Cherry, Pepper Adams e uma infinidade outros músicos.

Barry Doyle Harris nasceu no dia 15 de dezembro de 1929, em Detroit, no seio de uma família humilde, mas altamente musical. Aos inacreditáveis quatro anos, recebia da mãe, pianista amadora, as primeiras lições de música, aperfeiçoando o aprendizado ainda durante a tenra infância – primeiramente com o pastor da igreja que a família freqüentava, Rev. Neptune Holloway, e, em seguida, na Northeastern High School. Nesta escola, foi colega de classe e se tornou amigo de Berry Gordy, um talentoso pianista que faria história como fundador da gravadora Motown.

O amor pelo jazz explodiu nos primórdios da década de 40, quando assistiu a um concerto de Charlie Parker. Para o jovem Harris, nenhum outro estilo musical seria capaz de lhe emocionar quanto o jazz – seu destino estava selado. A partir daí, a audição, por horas a fio, dos discos de Art Tatum, Bud Powell, Al Haig e, sobretudo, Thelonious Monk (de quem seria um grande amigo futuramente) e Tadd Dameron, tornou-se parte importante de sua formação musical.

Profundamente envolvido com a cena musical da Cidade dos Motores, Harris logo cedo partiu para a extenuante rotina de gigs e concertos em clubes e casas noturnas. Ao seu lado, diversos e talentosos músicos locais abrilhantavam as noites de Detroit, como Tommy Flanagan, Yusef Lateef, Kenny Burrell, Curtis Fullar, Donald Byrd, Doug Watkins, Pepper Adams e os irmãos Hank, Thad e Elvin Jones. Em 1950, acompanhando o saxofonista Wild Bill Moore, o pianista viveu a sua primeira experiência nos estúdios. O primeiro disco como líder, “Breakin’ It Up”, seria gravado em 1958, para a Argo.

A reputação de Harris espalhou-se para além de Detroit e muitos músicos, quando em turnê pela cidade, iam à sua casa, para participar das concorridas jams que rolavam ali, sob o olhar acolhedor da matriarca da família. Dentre eles John Coltrane, na época integrando o quinteto de Miles Davis, e Cannonball Adderley, com quem Harris viria a trabalhar mais tarde.

Até 1956 ele permaneceu na cidade natal, onde além de exibir o talento em clubes como o Rouge Lounge, o Blue Bird Inn e o Baker’s Keyboard Lounge, também iniciou a carreira de educador. Naquele ano, a convite de Max Roach, que procurava um substituto para o precocemente falecido Richie Powell, mudou-se para Nova Iorque e, embora tenha tido uma boa receptividade, tocando com Lee Konitz e Ben Webster, preferiu retornar para Detroit.

Somente em 1960, quando se uniu por alguns meses ao quinteto de Cannonball Adderley, é que Harris se estabeleceria, agora definitivamente, em Nova Iorque, onde reside e trabalha até hoje. A partir daí, além dos próprio grupos (geralmente trios), o pianista teve associações relativamente duradouras com os combos de Yusef Lateef, Thad Jones e Coleman Hawkins (a quem acompanharia por praticamente toda a segunda metade da década de 60, com a parceria sendo desfeita apenas com a morte de Hawk, em maio de 1969). Também se firmou como um reputado professor, referência em educação musical na Grande Maçã.

Em 1969 gravou, para a Prestige, aquele que muitos consideram a sua obra-prima: “Magnificent”. O respeitado Penguin Guide atribuiu-lhe quatro estrelas, além de conceituá-lo como um imaculado recital. E o disco é, de fato, uma preciosidade de rara beleza. Para acompanhá-lo, Harris convocou o baixista Ron Carter, egresso do grupo de Miles Davis, e Leroy Williams, um baterista experiente que já havia trabalhado com Benny Green, John Gilmore e Gene Ammons.

Gravado em sessão única, no dia 25 de novembro, nos estúdios da RCA (Nova Iorque), o disco teve produção de Don Schlitten. Metade do repertório de oito músicas é de autoria de Harris, que transita com desenvoltura exemplar entre as raízes do bebop e os limites estéticos propostos pelo post-bop. Duas composições de Parker, uma de Coleman Hawkins e um standard completam o álbum.

“Bean And The Boys”, uma rara incursão de Hawk pelos movediços caminhos do bebop, abre o disco, em uma justa homenagem ao velho amigo e parceiro. Williams é um baterista de recursos técnicos soberbos e de extrema vitalidade, cujo solo é bastante energético. O cerebral Carter faz o mais do que eficiente contraponto às surpreendentes harmonias desenhadas por Harris, no esplendor da forma física e da criatividade.

“You Sweet And Fancy Lady” é uma balada insinuante, bluesy e agridoce, na qual cabem tanto as escovinhas quanto as baquetas de Williams ou os delicados arpejos e notas graves e metálicas de Harris, autor do tema. “Rouge”, também saída da ourivesaria do pianista, é uma balada mais ortodoxa, quase sombria. Sua atmosfera, melancolicamente romântica, traz ecos de Duke Ellington e o líder, desta feita, apresenta uma abordagem econômica.

O pai do bebop e influência primeira de Harris está presente na enigmática “Ah-Leu-Cha”, cuja execução, bastante pessoal, traz alguns elementos de Bach. Magistral a performance de Carter, que se mostra um acompanhante intenso e desafiador. Monk, outra influência capital, aparece aqui como o inspirador da quebradiça “Just Open Your Heart”, com seus exatos seis minutos de arrebatadora beleza, em grande parte decorrente do toque fugidio, quase oblíquo, que Harris utiliza. Williams se vale das escovas para imprimir uma textura percussiva bastante sutil, enquanto o solo de Carter é de uma complexidade invulgar.

Blues, soul e o velho boogie-woogie não poderiam faltar no alentado receituário do professor. Lembrando a sua espetacular participação no clássico álbum “The Sidewinder”, de Lee Morgan, Harris injeta uma avassaladora dose de groove em “Sun Dance” – os companheiros de viagem mantêm-se firmes no volante do bólido, que não faria feio no repertório de um Stanley Turrentine ou de um Lou Donaldson.

Uma das mais lindas baladas do cancioneiro americano, imortalizada por Nat King Cole e Ella Fitzgerald, entre outros, “These Foolish Things (Remind Me Of You)” recebe um arranjo notável, ao mesmo tempo sóbrio e comovente. Não se espere aqui a cornucópia de arpejos de um Art Tatum ou Erroll Garner, mas o feeling e a emotividade estão presentes, de maneira elegante e discreta, como, aliás, é a marca registrada de Harris – certamente não poderia ser outro o pianista que, na letra, pilota o “tinkling piano in the next apartment” e que tantas recordações traz ao nostálgico personagem retratado na canção.

Bird volta à cena na musculosa versão de “Dexterity”, cuja execução vigorosa e reverente nos transporta até as esfuziantes noites da Rua 52, com seus clubes enfumaçados e onde os então Young Lions Parker, Powell, Dizzy e Monk assombravam o mundo do jazz com suas harmonias trepidantes. A faixa encerra este álbum, que merece não apenas ser conhecido, mas reverenciado, e que representa, sem dúvida, o ápice criativo de um artista verdadeiramente magnífico.

A partir dos anos 70, Harris foi morar em Weehawken, Nova Jérsei, em uma propriedade da baronesa Pannonica de Koenigswarter, mesmo local em que residiu, até o fim de seus dias, o ídolo e amigo Thelonious Monk. Sobre a capacidade técnica de Monk, aliás, ele dá um contundente depoimento: “Um monte de gente diz que Monk não possui técnica. Posso dizer que eles estão errados sobre essa questão, porque ele realmente a tinha. Eu o vi tocar um monte de vezes e tentei tocar como ele, mas nunca consegui.”.

De 1982 a 1987, esteve à frente do Jazz Cultural Theater, espécie de centro cultural, restaurante, clube de jazz e escola de música, localizado em Manhatan. Muitos jazzistas de peso se apresentaram ou ministraram oficinas ali, como Frank Foster, Jack Wilson, Chris Byars, Charles Davis e Clifford Jarvis (com quem manteve um quarteto durante algum tempo, na década de 80).

Sobre a paixão pela educação musical, suas palavras soam proféticas e certeiras: “Nós temos que cultivar o público, para que a música possa sobreviver. Temos que envolver as pessoas, especialmente as crianças, e fazê-las gostar do jazz. (...) Eu aprendo muito com os meus alunos. Eles ajudam a me manter vivo”. Sua discografia como líder é relativamente esparsa, mas bastante consistente e de um nível impressionantemente alto – por selos como Riverside, Xanadu, Riverside, Milestone, Concord, Candid, Enja e JazzLips – e inclui tributos aos ídolos Thelonious Monk e Tadd Dameron.

Integrou o fabuloso escrete de músicos responsáveis pela trilha sonora do filme “Bird”, dirigido por Clint Eastwood, ao lado de Walter Davis Jr., Charles McPherson, Ron Carter, John Guerin, Ray Brown e Jon Faddis – e graças à tecnologia digital, é o próprio Charlie Parker quem toca o saxofone alto. Também participou do documentário “Thelonious Monk: Straight, No Chaser”, uma produção do incansável Eastwood, sobre a vida e a carreira do Mad Monk.

Os inúmeros prêmios e títulos, como o de Jazz Master, conferido pelo The Afro-American Museum, e o de Doutor Honoris Causae, dado pela Northwestern University, atestam o seu prestígio como músico e educador. Em 2000, Harris teve o seu nome imortalizado no American Jazz Hall of Fame, mantido pelo New Jersey Jazz Society Institute.

Aclamado como um dos últimos puristas do bebop, Harris passou incólume por todas as ondas que sacudiram o jazz nos últimos 50 anos. Sua integridade artística pode ser resumida em uma única frase: “Você precisa gostar de tocar. Era assim que os músicos do passado tocavam e por isso é que sua música é eterna. Eu sinto que toco jazz para divertir o ouvinte e você não consegue fazer isso se não estiver se divertindo também”.

Para a nossa felicidade, continua, aos 80 anos, tocando regularmente em clubes como o Village Vanguard, ao lado do seu mais recente trio, formado pelo baterista Leroy Williams e pelo baixista Ray Drummond. Também se apresenta, com habitualidade, em festivais mundo afora e seus workshops e cursos no Lincoln Square Neighborhood Community Center, em Nova Iorque, são bastante concorridos.


35 comentários:

Salsa disse...

Primeirão!
Bem que ele poderia dar um mole e participar de um dos nossos festivais. Gostaria de ouvi-lo ao vivo, e o tempo está passando...

Paul Brasil (Paul Constantinides) disse...

érico
um desfiar infinito de musicos geniais em seu blog.
o professor é mestre!
pontilhismo delicioso.
puro jazz.
o ano começou ^very cool^ aqui.

abs de quase sampa
calor intenso
paul

Érico Cordeiro disse...

Grandes Salsa e Paul,
Valeu pelas presenças ilustres!
Pois é, bem que ele podia nos dar essa colher de chá, não é mesmo?
E o Barry é muito bom mesmo, seus discos são todos excelentes (pelo menos os que eu conheço).
Abração aos dois!

figbatera disse...

Um verdadeiro "monstro"! Se ele aparecesse por aqui eu tbm não ia querer perder...

Érico Cordeiro disse...

É isso aí, Seu Fig!
Já pensou o Professor numa daquelas jams na Modern Sound - até eu ia dar um jeito de vê-lo!!!
Abração!

Andre Tandeta disse...

Erico,
ha alguns anos no intervalo entre um set e outro num gig aqui no Rio,Haroldo Mauro Junior e eu conversavamos sobre os pianistas que ele em sua longa estada residindo em NY(+ de 20 anos) tinha visto. Ele viu ,e ouviu,muitos,inclusive alguns dos Mestres Maiores do instrumento. Mas foi categorico:ninguem o impressionou tanto quanto Barry Harris. Haroldo é um grande musico e domina totalmente a linguagem jazzistica ,especialmente o bebop, e tambem é professor. A partir dai corri atras de discos de Barry Harris e não me decepcionei:ele é tudo que o Haroldo me contou e mais ainda.
Um verdadeiro Mestre.
Parabens pela escolha ,pelo texto e pelo som. We accept donations,understand?
Abraço

Érico Cordeiro disse...

Grande Seu Mr. Tandeta,
Prazer em vê-lo por aqui.
O Haroldo Mauro tem um disco espetacular, o Bossa na Pressão (infelizmente é o único que eu tenho), onde ele toca com uns caras bem fraquinhos, um tal de Duduka da Fonseca e um tal de Sérgio Barroso (acho que você nunca ouviu falar deles - rs, rs, rs). Discaço!!!!!
E o Harris, como já falei antes em algum comentário, é um xodó!
Vou estar anteciPando.
Abração e obrigado pelas palavras sempre generosas!

Hector Aguilera S. disse...

Erico, me ha encantado tu blog, felicitaciones realmente muy bueno, completo y mucha información relevante.Me inscribí como uno más de tus seguidores y he efectuado un link con el mío.
Saludos cordiales,

Érico Cordeiro disse...

Caro Hector,
Bienvenido, hermano (perdoe se a grafia não estiver correta).
Muito bom poder partilhar do amor pela música, sobretudo o jazz, com amigos de todo o mundo.
Espero vê-lo sempre por aqui e, da minha parte, recomendarei aos amigos que conheçam o seu ótimo blog "musica de jazz".
Vou pôr um link aqui no jazz + bossa, ok!
Um fraterno abraço!

pituco disse...

érico,

discaço piramidal...acabo de recebê-lo...obrigadão mesmo.

abraçsonoros e como já afirmei em outro comentário, precisarei de mais meio século pra ouvir tanta música aqui pela net...rs

Érico Cordeiro disse...

É isso aí, Pituco-San!
Mas acho que 100 já tá de bom tamanho prá mim!
Abração!!!

O Pescador disse...

Olá Érico.
Troco 10 CDs de Cecil Taylor por um de Barry Harris. Aceitas o negócio? :-)
Harris pertence ao quarteto de pianistas de Detroit cujas músicas me fazem perder, sem arrependimento, uma jornada de pesca. Além dele, Jones, que lhes levava uns anos de avanço, Flanagan e Roland Hanna - boppers de excelência.
Já adicionei "Magnificent" à minha lista de prioridades.
Saudações lusitanas.

Érico Cordeiro disse...

Caro Pescador,
Preceituam as regras do bom comércio que uma troca deve ser justa. Quem levar os 10 discos do Cecil, entregando em troca um do Harris (qualquer um deles), certamente ficará no prejuízo (que os fãs de Taylor não me leiam - rs, rs, rs)!
Concordo com você: que quarteto fabuloso. Flanagan e Harris já deram as caras por aqui.
Faltam Jones e Sir Roland Hanna - em breve também haverão de pintar!!
Saudações ultramarinas e musicais!!!!

Sergio disse...

Ah, verão é isso q tou vivendo por aqui! Que dia lindo de tarde alaranjada, meus amigos! Acho q, só pra contrariar vou ouvir primeiro, BARRY HARRIS - PLAYS TADD DAMERON [1975]! É o primerão do incensado q baixei. Tá bom pra vc, seu san?

Érico Cordeiro disse...

Fazendo inveja, Seu San?
Pô, esse eu não tenho!!!!
Mas qualquer coisa do homi é bem recomendade!!
Abração!

Rafaela Figueiredo disse...

olá!
vi-o me seguindo, quietinho, e vim te ler, pra conhecer... =)

muito bonitos: 1. a afirmação sobre o profissional docente (tb concordo com vc); 2. o bom gosto (apaixonado) pelo jazz (tb curto, embora seja bem leiga).

abraço!

Érico Cordeiro disse...

Cara Rafaela,
Seja muito bem vinda e obrigado pelas palavras generosas.
Junte-se à nossa confraria, porque o barzinho virtual é bem animado, com um monte de gente bacana - tem bom papo, boa música e o chopp fica por conta dos amigos (rs, rs, rs).
Muito bacana o seu blog - acho que ler é sempre uma ótima sugestão!!!
Um fraterno abraço e venha sempre, ok? A casa é sua!

HotBeatJazz disse...

Ô¬Ô

Mestre Érico,

que lembrança magnífica essa tua, acho o Harris um músico comletíssimo, super-especial. A dedicação dele ao ensino o tirou um pouco do mundo das gravações e turnês, no mesmo caso lembro do Billy Taylor, outro cara genial e dedicado ao ensino e publicações. Enfim, piramidal!!!!

Ô¬Ô

Andre Tandeta disse...

Erico,
mais um pequeno adendo:
Barry Harris faz parte de um grupo de elite dos pianistas que trabalhavam e viviam em NY,da decada de 50 ate os dias de hoje,alguns ja se foram.
São eles:
Hank Jones,Roland Hanna, Walter Davies Jr,Ronnie Matthews, John Hicks, Cedar Walton, Kenny Barron e Tommy Flanagan,os mais conhecidos. Existem diferenças estilisticas claras entre todos esses super musicos mas algumas coisas em comum:
1)solida formação musical
2)profundo conhecimento da historia do piano no jazz
3)intimidade com o vocabulario de bebop
Essas tres caracteristicas aparecem muito claramente em todos eles.
Ronnie Matthews e John Hicks,infelizmente ja falecidos eram tambem extremamente fluentes no vocabulario post-bop, especialmente no jazz modal.
Todos esses nomes são sugestões para posts futuros.
Abraço

Érico Cordeiro disse...

Caros Mauro e Tandeta,
Muito bom contar com vocês por aqui.
E todos os pianistas citados pelo Tandeta estão entre os meus prediletos - e todos são absolutamente postáveis, inclusive o Billy Taylor mencionado pelo Mauro
Alguns já pintaram por aqui, como o Flanagan e o Harris, outros virão em breve (caso específico do Hank Jones, sobre quem estou preparando uma resenha e do Walter Davis, na sessão poemas de jazz).
Aliás, outro do mesmo calibre e que também não ficou muito famoso foi outro Walter, o Bishop, que em breve dá uma aterrisada no jazz + bossa.
Abração aos dois!!!!

Érico Cordeiro disse...

PS.: Amigos, dêem uma olhada no blog
Esther Cidoncha, Jazz Photographer, cujo link está ao lado e vejam que coisa extraordinária.
Não conhecia o trabalho dessa fotógrafa, mas ela é talentosíssima e tem fotos esplêndidas de caras vomo o próprio Barry Harris, Roy Hargrove, Cedar Walton, Kenny Barron, Mulgrew Miller, Yusef Lateef e dezenas de outros craques!!!!!

Félix disse...

Qué gran fotografía de cabecera. Me gustó tu blog. Yo también linké tu blog al mío.

Hay mucho contenido maravilloso aquí. tengo que volver una y otra vez a leer sobre JAZZ!!

Wilbop disse...

Caro Erico,

Muito bom ver uma postagem sobre o Sr. Barry Harris. Um grande pianista, mas pouco conhecido por aqui. No ano passado tive o prazer de vê-lo tocar com seu trio no Village Vanguard em NY. Além de muito atencioso com os fãs foi divertidíssmo quando anunciou que tocaria "Blue Monk" e logo após quatro ou cinco notas ao piano parou e disse... "é, bem... quando eu era jovem esse tipo de coisa não acontecia"... ao esquecer a música. Após risos e muitos aplausos do público o show continou impecável até o fim. Parabéns pelo blog.

Érico Cordeiro disse...

Caro Félix,
Seja bem-vindo (ou bienvenido), meu caro.
Fique à vontade para voltar sempre.
Também vou colocar um link pro excelente Jazz ese ruido e estarei sempre ali.
Obrigado pelas palavras gentis e um grande e fraterno abraço do Brasil!!

Érico Cordeiro disse...

Caro Will,
Seja bem-vindo (postagens simultâneas e só agora eu vi o seu comentário).
Puxa, que inveja!
Poder ver uma lenda viva assim de pertinho - e ainda ter a chance de vê-lo "errar" (rs, rs, rs).
Valeu pela presença e ainda bem que ele continua entre nós, espalhando a sua musicalidade intensa!
Abração!

Armando disse...

Soy aficionado a la MPB y me gustó tu blog. Lamentablemente me enteré de noticias triste como la Johnny Alf a quien dediqué un post en mi blog. No puedo escribir en tu idioma (medio leo y entiendo) pero rescato este pedazo de letra de la canción de Tom:

Estamos aí
Gente amiga que muito se quer
Estamos aí
Pro que der e vier
Estamos aí
Pro amor e pra desilusão
Mas como é bom cantar
Multiplicar
A magia de cada canção

Un saludo

Érico Cordeiro disse...

Caro Armando,
Seja muito bem vindo (bienvenido).
Junte-se à nossa confraria - o idioma não será problema (como você,também tenho alguma dificuldade com o espanhol, mas dá prá ler os textos e, quando necessário, uso o tradutor).
Além disso, o assunto principal aqui é falado no idioma universal da música!
O Buenjazz é um ótimo blog e já está entre os meus favoritos!
Fico feliz que tantos amigos, de diversos locais do mundo, se encontrem aqui no jazz + bossa - acho que a magia da música é que nos permite esse congraçamento! A letra de Athaualpa Yupanqui traduz esse sentimento:

Yo tengo tantos hermanos
Que no los puedo contar
En el valle en la montaña
En la pampa y en el mar
Cada cual con sus trabajos
Con sus sueños cada cual
Con la esperanza delante
Con los recuerdos detrás
Yo tengo tantos hermanos
Que no los puedo contar

Obrigado pela presença e um fraterno abraço!

Sergio disse...

Que Beleza!

Érico Cordeiro disse...

É isso aí, Seu San.
Ouviu a música que te falei? Da Zizi?
É ou não é bacanuda?
Abração!!!!

Sergio disse...

"Estrebucha Baby" e "Não Minto Pra Mim" eram as que eu tinha mais gostado, mas com a sua dica, "Você é", caiu na lista das preferidas também.

Agora, meu camarada, saia um pouco do conforto do seu/nosso jazz, como fiz, aliás, e de um pulo um pulinho um instantinho no bar sônico. Eu tenho certeza que vc não sairá a cata do álbum postado lá, até pq não deixei link pra ele - sob pena de ter meu blog cassado. Porram, por mais do jazz que sejas, seu san, tbm tem um pezinho ali na fronteira do rock de verdade. Então, o texto, não só o meu, mas o link de texto q está na postagem (opinião de que conhece e sabe escrever sobre música), no mínimo, aguçará a sua curiosidade...

Essa coisa de melhor do ano no gênero (de 2009) eu acho uma observação manjada e não vale para esse disco. Ele é só o melhor das duas últimas décadas. Tou falando sério, seu san.

Dr.Krapp disse...

Sáúdos dende Galiza, Erico Cordeiro.
Entre o teu portugués e o meu galego quizais podemos entendernos. Felicidades pola boa entrada e pola pedagóxica información sobre Barry Harris.
Fago un link dende Sinfonía Azul ¿ok?

Érico Cordeiro disse...

Prezados Sérgio e Dr. Kapp,
Ao primeiro, digo que já dei uma passada no Sônico e deixei um recado.
Ao segundo, seja bem vindo (ou bienvenido).
O Sinfoniazul é um blog muito bacana e colocarei aqui um link.
Não teremos problemas para o entendimento mútuo, já que o idioma da música, essa paixão comum, vai ajudar na comunicação (e o google tradutor também - rs, rs, rs).
Um fraterno abraço aos dois e obrigado pelas presenças!!!

ABEL disse...

Obrigado Eric, por ser meu fã. É um privilégio tê-lo perto. Un abrazo

ABEL disse...

Great Jazz no seu Blog! Eu não posso deixar de ouvir o Jazz com que nós recebemos. É um prazer ser seu seguidor.Felicidades.

Érico Cordeiro disse...

Caro Abel,
Seja muito bem-vindo - bienvenido!!!
O blog Jazz Y Saxofon é muito bacana - vou pôr um link aqui no jazz + bossa!! O seu blog já está entre os meus favoritos
Legal que possamos dividir a paixão pela música com amigos do mundo inteiro!!!
Um fraterno abraço e venha, por favor, sempre aqui!

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