Amigos do jazz + bossa

domingo, 17 de janeiro de 2010

A COR DO POEMA SEM SOMBRA


Poema é desesperança,

Cerimônia a cingir destinos,

Em cântico, as almas fenecem

Sob o ocidente de seus desatinos


Vernáculo, inconstância par

Que brota-me em minha mente

Combinação de palavras gris

Consoante, vogal latente


Comedimento e volúpia, sempre

Pátria de olhos que se traem

Poemas são rastros, rabiscos

Abismo de amores que caem


Na construção de física tesa,

Aborda-me intrínseca a pausa,

Obstáculo de trovador

No inteiro que o tema causa


Aparo e exalto o prumo,

Da mágica lépida e casta,

Ora léxica desnecessária,

Ora lívida e livre madrasta,


Abordo o poema pleno,

Tisnados letra e sermão

Ironia que espanca o medo,

Avesso, trafega-me o chão


No óbito sujo de cores,

A tinta soergue-se, impávida

Composição de quase soneto,

Liberdade, clausura ávida


De fatos, suplícios muitos,

De triviais ressentimentos,

O poeta constrói sua morada

E encerra-se consigo dentro


==================================================


Trompetista, arranjador, educador musical e compositor, Ted Curson nasceu no dia 03 de junho de 1935, na cidade de Filadélfia. Seu interesse pela música surgiu ainda na infância e o primeiro instrumento, um trompete usado, foi ganho aos dez anos. Pouco depois, formaria, com alguns amigos, seu primeiro grupo, chamado “The Bebop Trio”. Estudou na Mastbaum High School, onde recebeu as primeiras lições de música e integrou uma orquestra onde tocavam os talentosos Al Heath, Bobby Timmons e Jimmy Garrison. Posteriormente, continuou os estudos musicais no Granoff Musical Conservatory e aos 16 anos já tocava profissionalmente na orquestra de Charlie Ventura.


Em 1956, atendendo a uma recomendação de Miles Davis, mudou-se para Nova Iorque, onde trabalhou, entre outros, com Red Garland, Eric Dolphy, Mal Waldron, Duke Jordan, Philly Joe Jones, Max Roach, John Coltrane, Archie Shepp e Gil Evans. Sua associação mais memorável foi com o contrabaixista Charles Mingus, entre 1959 e 1960, tendo participado de álbuns como “Charles Mingus Presents Charles Mingus” e “Mingus At Antibes”.


De 1960 a 1965, co-liderou um quinteto com o saxofonista Bill Barron, cujo trabalho recebeu muitos elogios da crítica especializada. Também montou os próprios combos e lançou álbuns por selos como Prestige, Fontana, Atlantic, Evidence, Arista e Chiaroscuro. Sua composição mais conhecida, “Tears For Dolphy”, foi usada na trilha sonora do filme Teorema, do diretor italiano Pier Paolo Pasolini.


Como tantos outros músicos norte-americanos, Ted se mudou para a Europa no final dos anos 60, em busca de melhores condições de trabalho. Estabeleceu-se em Copenhagen, participou de inúmeros festivais e lançou alguns álbuns por selos europeus, como o Fifty Records. Retornou aos Estados Unidos em 1976 e, durante a década de 80, comandava animadas jam sessions no clube Blue Note.


Dono de uma musicalidade incomum, Curson transita com extrema facilidade entre os estilos mais tradicionais, como o bebop e o hard bop, e as escolas ligadas ao jazz de vanguarda. Suas maiores influências são Fats Navarro e Clifford Brown. Desde o final da década de 68, o trompetista se apresenta no Pori Jazz Festival, na Finlândia, e nos últimos anos tem sido seu convidado de honra. Também é educador musical e membro do Spirit of Life Ensemble, coletivo musical baseado em Nova Jérsei e dedicado ao estudo do jaz, bem como à sua integração com a música africana e brasileira. Curson se mantém ativo até hoje e reside atualmente na cidade de Montclair, Nova Jérsei.


"Ted Curson Plays Fire Down Below", gravado para a Prestige, é um ótimo exemplo de suas qualidades. Ao lado de Curson estão Gildo Mahones (p), George Tucker (b) e Roy Haynes (d) e Montego Joe (cg). Curson possui, além da rigorosa formação musical, um conhecimento enciclopédico da história e das escolas do jazz, com trabalhos que mesclam a contagiante energia do dixieland com a complexidade do free. Fazendo jus à versatilidade do líder, a faixa-título, que também abre o disco, é um calipso, executado com muita malemolência e energia.


A balada “The Very Young” abre espaço para que Curson exiba um lirismo inconteste, com destaque para a envolvente atmosfera criada por Mahones e Tucker. A atuação de Mahones também é notável na bela versão de “Baby Has Gone Bye Bye”. “Show Me”, da dupla Lerner-Loewe, transita pela valsa e pela música flamenca, com um admirável trabalho do líder. Uma versão cativante “Falling In Love With Love”, onde aparece com muito brilho a percussão de Montego, e “Only Forever”, complementam o set.


36 comentários:

Salsa disse...

Ô, Érico,
não sei o que houve, mas a postagem está com o espaço entre linhas mínimo - com linhas quase sobrepostas. Ficou difícil pra ler.
Abraços,
salsa

Érico Cordeiro disse...

Mr. Salsa, aqui tá tudo blz. Tô usando o google chrome e tá tudo normal. Tenta com o mozila! Abs.

PREDADOR.- disse...

Ted Curson ia tão bem até meados dos anos 60, bastante semelhante a carreira de Miles Davis. Logo após estes anos e com a "sua integração com a música africana e brasileira, mesclando dixieland com free", deu uma "derrapada" violenta, quase comprometendo o seus trabalhos anteriores na esfera do jazz. Calipso, Montego Joe (conga)? Estou fora mr.Cordeiro. Voltemos ao jazz, sem misturas esdruxulas, sem rancores, por favor.

Érico Cordeiro disse...

Ô Seu Mr. Predador,
Não foi você mesmo que pediu "menos"?
Que me mandou até tirar umas férias?
Então, taí o Curson, com sua interessante mistura de dixieland com free, passando pelo calipso e com as congas de Mr. Montego!
Um disquinho bem bacanudo!
Abração!

PREDADOR.- disse...

Sr.Cordeiro, o "menos" pedido por mim, era para a publicação de textos com maior espaçamento de tempo, para que pudessemos "digeri-los" e tomarmos um pouco de "fôlego". Voltando ao Curson, nada contra o músico em sí, um ótimo trumpetista, mas contra suas influências "maléficas" e seus repertórios musicais, recheados de boleros, mambos, dixieland, free, congas, etc... No meu entendimento os seus dois melhores discos dos anos 60, onde começou a "derrapada", são: "Sugar 'n Spice" (apesar de ele ter estragado Summertime e da desnecessária Tin Tin Deo),de 1961 e "Tears for Dolphy" (apesar da música 1.Kassim), de 1964. É isso!

Érico Cordeiro disse...

Esse é o Predador: extermina o ofídio e exibe o porrete!
Não conheço o Sugar 'n Spice, mas já tô colocando na listinha!
O Tears for Dolphy tá chegando, via Amazon (acho que em uma ou duas semanas).
E o que você tem contra Tin Tin Deo, uma música tão bonitinha?
Cuidado com esse detonador atômico, viu?

Sergio disse...

Viva o Predador q nos dá coragem! Confesso seu san q a 1ª faixa q toca na vitrolinha aqui tbm não me animou muito não. E ó q eu sou a favor da mistura. Se o Predador ainda estiver apostos, pq há uma fila respeitável ainda a ouvir, eu baixei do Ted Curson "Plenty Of Horn" de 1961 - que ainda por cima veio completão com capa original, rótulo, textos de encarte, tudo! Se o Predador recomendar já vou ficar mais afim de pular com o Curson umas pastas mais adainte na fila.

Érico Cordeiro disse...

Seu San, vou uploadiar outra faixa.
Tentei ontem e não deu certo - mas só agora é que eu vi!
Esse Plenty Of Horn também não conheço - mas deve ser bacanudo também. Listinha!!!!
Abração, meu garimpeiro!

figbatera disse...

Mas ninguém ainda comentou sobre o belo poema que abre o post; parabéns, Érico, por este versátil talento!

Érico Cordeiro disse...

Pois é, Mr. Fig!
Só você que falou sobre o poema! Que bom que você gostou - obrigado mesmo!
E se quiser, vou estar anteciPando o Ted!
Abração.

MaJor disse...

Confesso ter ouvido pouquíssimo de Curson mas gostei do que pude ouvir, vou até pesquisar mais e baixar. A postagem está ótima com poema e tudo!
Mario Jorge

Érico Cordeiro disse...

Caro Mario Jorge,
É sempre um prazer e uma honra tê-lo a bordo. Esse disco é muito bacana - vale a pena! O Predador e o Sônico indicaram outros discos do Curson.
Valeu pela presença e pelas palavras gentis!
Grande abraço!

Rafael Reinehr disse...

Érico, estou chegando ao seu blog pela primeira vez, em função de seu comentário lá no O Pensador Selvagem e tenho a te dizer que fiquei embasbacado com a relevância do teu conteúdo em relação à cena Jazz. Não sei de quais fontes bebe, ou seja, onde fazes tuas pesquisas, mas tenho que te parabenizar.

Quem sabe não viras colunista de Jazz n' Bossa lá do OPS! Um grande abraço.

Érico Cordeiro disse...

Caro Rafael,
Seja bem vindo e junte-se à nossa confraria!
Obrigado pelas palavras generosas - e fico muito honrado com o convite! Vamos amadurecer a idéia.
Sinta-se em casa aqui no barzinho virtual e esteja à vontade para voltar sempre, ok?
Um fraterno abraço!

pituco disse...

bardo érico,

como já sabes,passo aqui frequentemente,mas nem sempre consigo postar comentário...pelo menos,de uma maneira mais atenciosa...

não sou muito bom pra interpretações técnicas...mas, teu poema apesar de isométrico tem cadência de bamba...rs...e rimas bacanudas...inclusive de sentimentos...curti bastante...mas,poema é preciso abdicar-se do tempo pra saboreá-lo,nao é isso?

quanto ao tedcurson...apesar de um pouco salseado...sonzaço...nada contra as congas, mesmo no jazz...rs

abraçsons

MaJor disse...

Érico pesquisando achei o disco abaixo:
New York, April 11, 1961
Caravan
Nosruc (waltz)
Dem's blues
Antibes
Mr. Teddy
Ahma
Flatted fifth
com Kenny Drew (pi), Pete La Roca (bat), Jymmy Garrison (bx), Bill Barron (st)
Roy Haynes (d) em Ahma e Flatted fifth

Ouví algumas faixas,muito bom.

MaJor disse...

Érico pesquisando achei o disco abaixo:
New York, April 11, 1961
Caravan
Nosruc (waltz)
Dem's blues
Antibes
Mr. Teddy
Ahma
Flatted fifth
com Kenny Drew (pi), Pete La Roca (bat), Jymmy Garrison (bx), Bill Barron (st)
Roy Haynes (d) em Ahma e Flatted fifth

Ouví algumas faixas,muito bom.

MaJor disse...

Érico pesquisando achei o disco abaixo:
New York, April 11, 1961
Caravan
Nosruc (waltz)
Dem's blues
Antibes
Mr. Teddy
Ahma
Flatted fifth
com Kenny Drew (pi), Pete La Roca (bat), Jymmy Garrison (bx), Bill Barron (st)
Roy Haynes (d) em Ahma e Flatted fifth

Ouví algumas faixas,muito bom.

PREDADOR.- disse...

Sr.Cordeiro e sr. Sergio, pelo amor de Deus não me coloquem na posição de indicador ou não de discos que sejam bons ou ruims. Sou apenas um apreciador de jazz de muito tempo, não tolero "misturas", e, partindo exclusivamente de gôsto pessoal, critico ou elogio. Ao sr.Sergio: "Plenty of Horn" (1961) é um dos bons discos do Ted Curson. Seus side-men são de primeira linha (Kenny Drew,Danny Richmond, etc...e a participação de Eric Dolphy), mas Curson não se aguentou e incluiu no ótimo repertório a desprezível "Antibes". No entanto o disco vale muito a pena.

Érico Cordeiro disse...

Caros Pituco, MaJor e Predador,
Sejam muito bem-vindos. Seu Pituco, meu embaixador, também gosto de congas no jazz (mas desde que seja algo bem discreto, como no disco do Curson - quando fica aquele negócio meio "escola de samba", aí eu fico com o Predador!
MaJor, esse disco que você menciona é o Plenty of Horn (achei no Amazon e tá lá separadinho - uma hora dessas eu crio coragem).
E Seu Mr. Predador, por favor, discos com a sua chancela espacial são mais que recomendados (esse daí, por exemplo, em breve aporta por essas bandas).
E não é por maldade, mas tô com uma resenha prontinha sobre o Blue Mitchell. Sabe qual disco? "The Thing To Do". Sabe qual a primeira faixa? "Fungii Mama". Pois é, parece que o detonador atômico vai voltar a funcionar. Que "mêda"!!!!!
Grande abraço aos três!

PREDADOR.- disse...

Se não me falha a memória só o refrão inicial e o término da música "Fungii Mama" que são recheados de "pinceladas latinosas" mas o miolo é "pau-dentro" puro. Outra vantagem desse disco é que Armando Corea ainda não tinha se "prostituído" e o Junior Cook e a "cozinha" são ótimos. Portanto não fique com mêdo sr.Cordeiro, embora Blue Mitchell tenha outros albums melhores que esse para o sr.comentar: "A Sure Thing", "Big 6", "Blue's Moods".....

Érico Cordeiro disse...

Viu, Mr. Predador!
Depois reclama quando o povo se dana a comprar disco baseado em suas indicações! Mas que esse disco é bem bacanudo, isso é. E tem um tal de Aluysius Foster na bateria, um moleque que não toca nadinha, nadinha...
Depois, tem uma história emocionante sobre essa música "Fungii Mama" e que merece ser conhecida! E a qualidade RVG do som é outro atrativo.
Esse lance de melhor é meio subjetivo - eu, por exemplo, adoro o Down With It, com a mesma formação!
Saudações interplanetárias!

Paul Brasil (Paul Constantinides) disse...

ma brother érico!
q balanço gostosura o trompete deste
Ted Curson.
agora, meus olhos cursaram sobre o interesante poema ^a cor do poema sem sombra^ e perguntei aos meus botões quem seria o autor. és tu? até tu Èrico?!! (risos).....
abs
musa musicais
paul

Érico Cordeiro disse...

É isso aí, Mr. Paul,
Eu também faço lá meus versinhos (rs, rs, rs).
Esses poemas que tenho publicado aqui são de minha autoria - esse, por exemplo, foi escrito há mais de 15 anos.
Tô criando coragem prá mostrar aos amigos, aos pouquinhos.
Seja bem-vindo e legal que você gostou do Curson - o som do rapaz é bem prá cima!
Abração - e essa nova foto do seu perfil ficou bem legal!

Paul Brasil (Paul Constantinides) disse...

brother érico, mais uma coisa q temos em comum...qdo visitar meu blog na lista a direita (links, etc)
tem um link ao blog RETOMAR, q é a reprodução de um livro de poesia q publiquei 10 anos atrás.
ai está...além de musica, poesia...trilhando praias semelhantes.
obrigado pelo comentário a nova foto, esta ai foi tirada no aeroporto de Miami por minha esposa, companheira, saudosa Luisa, qdo me preparava para embarcar para o Brasil, dezembro passado.
abs
musa musicais
paul

Érico Cordeiro disse...

Valeu, Mr. Paul,
Vou dar uma sacada!
Abração.

PREDADOR.- disse...

Você tem razão mr.Cordeiro: esse negócio de "albums melhores que outros", "jazz puro" e outros que tais é realmente muito subjetivo. O que deve prevalecer sempre, no meu entendimento, é gosto pessoal, mas as vêzes a gente "emburrece" e diz tais asneiras. Inclusive fiz uma pequena invasão na sua resenha sôbre Blue Mitchel, que nem publicada foi. Extrapolei, mil perdões.

Érico Cordeiro disse...

ô Seu Mr. Predador,
Não se grile, você tem crédito na casa - na qualidade de sócio remido, com direito a voz e voto!
Mas tem uma historinha bacana, relacionada a esse álbum, especialmente com a música Fungii Mama, que achei legal contar - daí a escolha desse álbum. Mas ele é top, qualquer dos seus discos dos anos 50/60, pela Prestige ou Blue Note, são bacanudos, como diria o Mr. Pituco!
Abração, meu embaixador do jazz + bossa no espaço sideral!

Carla Ayres disse...

Olá, caro Érico!
Antes de mais nada obrigada pela visita aos meus Devaneios.
Bom, quase naõ conheço sobre Jazz, sei pouco sobre a Bossa, mas ADORO musica. Entao, serei tbm um leitora assídua!

Abraços,

Carla

Sergio disse...

Seu, san, brincar com as palavras é uma coisa muito boa, né? Em futebol, brincar com os adversários as vzs é até melhor, vai daí que hoje, assistindo o notíciario... pega essa: Eu ri com o Miranda. Rs! RS! RS!

Ele voltou, seu Érico! O Eurico vol-tou, é possível um troço desses?

Érico Cordeiro disse...

Carla,
Seja muito bem vinda ao barzinho jazz + bossa! Fique à vontade e junte-se à nossa confraria.
E se você gosta de música, veio ao lugar certo: aqui só tem maluco por música!!!! Espero vê-la sempre por aqui, ok?
Seu Mr. San, o Sônico,
Nem me diga uma tragédia dessas! O que essa mala quer? Bagunçar o coreto? Tomara que ele vá ser diretor de futebol daquele time cujo símbolo é um pássaro que come lixo!!!! Xô, Tô Rico Miranda!
Abraços fraternos aos dois!

Érico Cordeiro disse...

Bom, Seu San,
Fui checar! O susto passou - ele foi eleito prum tal "Conselho de Beneméritos", órgão apenas consultivo e que não apita lá muita coisa. Tomara que não faça besteira!
Abração!!!!

Kanauã Kaluanã disse...

Olá, Érico.

Que bom ter sua visita na Kanauã Kaluanã.
Grande comentário, sobretudo pelo "empurrão", por não andarmos sozinhos!
Obrigada.
Vim apreciar seu espaço, e além do sabor de música, nesta "afinação" quase sonoramente carnal como pai e filha - assim quase o são o Jazz e a Bossa, não é!?! - ainda saboreio literatura Roseana.

Parabéns!

Um abraço.

Katyuscia.

Érico Cordeiro disse...

Prezada Katyuscia,
Seja muito bem-vinda e junte-se à nossa confraria.
As artes são irmãs e a literatura e a música são daquelas muito próximas, quase siamesas.
Espero que você continue vindo aqui e que goste das postagens e das músicas!
Um fraterno abraço!

Nydia Bonetti disse...

Sempre uma delícia passar por aqui, mas este poema... Pleno.
A imagem do poeta encerrado dentro do poem/morada é fantástica. Abraços.

Érico Cordeiro disse...

Cara Nydia,
Saudades de você!
Hoje mesmo eu tinha dado uma passada rápida no Longitudes, mas não deixei comentário!
Prometo dar uma passada por lá com mais calma, para ler e me encantar com seus poemas!
E fico muito honrado com suas palavras gentis - obrigado mesmo!
Um fraterno abraço!!!

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