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domingo, 14 de outubro de 2012

MILHAS À FRENTE: Num intervalo de vinte anos, Miles Davis revirou pelo avesso a história do jazz três vezes seguidas (por Rafael Teixeira)



Em 20 de janeiro de 1949, Harry Truman assumiu o cargo de presidente e discursou no Congresso, em Washington, na primeira posse transmitida pela televisão. Um dia depois, em Nova York, Miles Davis entrou nos estúdios de outro capitólio, a Capitol Records, gravadora cujo emblema era a cúpula do prédio do Congresso. Aos 22 anos, gravou músicas que marcaram a concepção do cool jazz. Dez anos depois, em uma igreja convertida em estúdio da Columbia, ele revirou novamente o panorama da música popular e deu forma ao jazz modal. E, mais uma vez, na década seguinte, também nos estúdios da Columbia, aproximou o jazz do rock para dar origem ao fusion.

No espaço de uma vida, Miles Davis comandou três viradas estéticas, que lhe valeram o epíteto de "Picasso do jazz". Hoje, dezessete anos depois de sua morte - de pneumonia e derrame -, ainda se discute o seu papel como inventor de gêneros jazzísticos, e o quanto ele se valeu de caminhos previamente abertos. Mas, se Davis não inventou propriamente o cool, o jazz modal e o fusion, ele cristalizou os gêneros.

"O status de Miles Davis no mundo do jazz significa que, quando deixava seu nome em um estilo, ele o validava tanto aos olhos do público quando dos jazzistas", disse o crítico inglês Stuart Nicholson. No livro A Vida Como Performance, que traz um perfil do trompetista, o crítico Kenneth Tynan escreveu: "O movimento moderno no jazz tem muitas mansões, mas somente quatro arquitetos: Charlie Parker, Thelonious Monk, Dizzy Gillespie e Davis, o parceiro mais jovem."

Miles Dewey Davis III nasceu em 26 de maio de 1926, em Alton, cidadezinha no estado de Illinois, às margens do rio Mississipi. Filho de uma família abastada, sua infância foi uma perfeita antítese da maior parte dos músicos de jazz de então. Louis Armstrong, o exemplo mais eloquente, nasceu paupérrimo em uma das ruas mais miseráveis de Nova Orleans, filho de uma mãe que se tornou prostituta e de um pai que abandonou a família. Já o pai de Davis era um dentista cuja família tinha uma fazenda de 120 hectares no Arkansas, onde o garoto aprendeu a andar a cavalo. Sua mãe, Cleota Henry Davis, era uma figura respeitada na vizinhança, além de hábil pianista de blues.

Em plena década de 1920, quando boa parte dos Estados Unidos vivia sob leis segregacionistas que impediam negros e brancos de frequentarem o mesmo banheiro público, a família Davis tinha uma empregada e uma cozinheira. Quando o casal e seus três filhos - Dorothy, Miles e Vernon - se mudaram para East St. Louis, em 1927, ele foi morar em um bairro de brancos, nos fundos do consultório de odontologia do pai. Apesar do bem-estar material, Miles Davis passou por maus bocados. Seus pais brigavam muito e sua mãe lhe aplicava uma surra de vez em quando - o que talvez explique, em parte, o motivo pelo qual Davis viria a se tornar arrogante, grosseiro e, eventualmente, violento. Seu pai tinha um gênio péssimo, que o filho sempre suspeitou ter herdado.

Aos 13 anos, Davis ganhou um trompete de seu pai, e começou a ter aulas com Elwood Buchanan, um músico local. Foi por meio dele que Davis começou a desenvolver aquela que seria para sempre a sua marca no trompete: a ausência de vibrato - a vibração da nota final de uma frase musical. Convidado por Buchanan para ver seu aluno tocar, o trompetista Clark Terry (que viria a ser uma das influências de Davis) se lembraria, anos mais tarde, de seus heterodoxos métodos de aprendizado: "Buch tinha uma régua enorme... e toda vez que Miles tremia uma nota, ele o acertava com ela nas juntas dos dedos e dizia: 'Pare de tremer essa nota. Você já vai tremer bastante quando ficar velho.'"

Além disso, foi Buchanan quem incentivou Davis a estudar o estilo mais relaxado de trompetistas como Bobby Hackett e Harold Shorty Baker - um jeito de tocar que guardava algo da primeira das três revoluções que seriam empreendidas pelo trompetista.

Em 1949, quando Davis deflagrou o cool jazz, a Capitol era uma gravadora jovem. Foi a primeira a ter sede em Los Angeles, mas mantinha um estúdio em Nova York, onde estavam boa parte dos músicos de jazz e grandes gravadoras como a RCA Victor, a Columbia e a Decca. Naquele ano, Bing Crosby era um sucesso nacional e Frank Sinatra já aparecera em onze filmes. Em Manhattan, a rua 52 era cheia de clubes, onde tocavam o saxofonista Coleman Hawkins e os pianistas Art Tatum, Thelonious Monk e Bud Powell, e a cantora Sarah Vaughan.

No que diz respeito ao jazz, porém, era o bebop que estava na moda, graças às novidades concebidas pelo saxofonista Charlie Parker e o trompetista Dizzy Gillespie, os pais do gênero. Com os dois, o bebop emancipou o jazz das melodias cantáveis e dançantes que fizeram sua fama até os anos 30. Era um estilo que dava ênfase à técnica, habilidade e inspiração do solista, com harmonias complexas e andamentos rápidos, exigindo muito do músico.

Davis, que tocava profissionalmente desde 1944, assistiu de dentro a popularização do jazz com o bepop, com Parker e Gillespie lotando boates na rua 52. Àquela época, Davis já cheirava cocaína regularmente. Em suas memórias, ele lembra como Parker podia servir de "exemplo" para outros músicos: "Corria a idéia de que o uso da cocaína podia fazer a gente tocar tão bem quanto Bird [o apelido de Parker]."

Convidado por Bird, em 1947, para ser trompetista de seu conjunto, Davis percebeu que não conseguiria - ou que não queria - replicar a torrente sonora dos pais do bebop. Ele era um jovem que tinha Parker como ídolo, mas desenvolveu uma personalidade musical própria: menos elétrica, com notas mais espaçadas, que funcionou às mil maravilhas. Assim o definiu Kenneth Tynan: "Ele é como uma garrafa térmica, que sugere a presença do calor sem irradiá-lo."

Naquele modo de soprar, antecipava-se o cool jazz - segundo alguns jazzófilos, menos como uma busca artística e mais como resolução de um dilema prático. Segundo o crítico americano Gary Giddins, Miles Davis "não tinha o virtuosismo de Dizzy Gillespie", e por isso "criou um jeito de tocar que era mais baseado em timbre e melodia. Tocava pouquíssimas notas, mas fazia com que fossem as notas certas". Stuart Nicholson discordou frontalmente: "A maioria das pessoas que conhece alguma coisa sobre jazz não diria que Davis não tinha o virtuosismo de um Parker ou um Gillespie." Como prova, ele cita gravações, de janeiro de 1949, que originaram o disco The Metronome All Stars, no qual Davis e o trompetista Fats Navarro tocaram com Dizzy Gillespie - e como Dizzy Gillespie.

No fim dos anos 40, Davis era um dos muitos músicos que frequentavam o apartamento do arranjador Gil Evans, em um porão atrás de uma lavanderia chinesa na rua 55, em Manhattan. "Havia todos os canos do prédio, uma pia, uma cama, um piano, uma chapa elétrica de cozinha e nenhum aquecimento", lembrou o sax-barítono Gerry Mulligan em um artigo para a edição de 1971 do álbum Birth of the Cool. Usando o local para ensaios, praticamente o mesmo noneto com que Davis inaugurou o cool jazz se apresentaria por duas semanas no Royal Roost Club, em setembro de 1948.

Segundo Davis conta em suas memórias, "muita gente estranhou a música que a gente tocava", mas o pianista Count Basie teria gostado: "Ele me disse que era 'lento e estranho, mas era bom, bom mesmo'." Notado pelo produtor Pete Rugolo, Davis conseguiu um contrato com a Capitol para gravar doze músicas, que seriam lançadas em discos de 78 rotações (na época, não havia LP).

Foram duas sessões, além da de 21 de janeiro: uma em 22 de abril e outra em 9 de março do ano seguinte, 1950. Seis décadas depois, a música de Birth of the Cool não perdeu o vigor. "Toquei essas faixas com os mesmos arranjos, mas com uma big band, em Amsterdã, em janeiro agora, e o que posso dizer é que elas soaram como novas", lembrou o saxofonista Lee Konitz, aos 81 anos, um dos dois únicos integrantes vivos do grupo.

O caminho do disco foi tortuoso - a Capitol só viria a lançá-lo com esse nome, na forma de LP, em 1957. "Ninguém podia imaginar que estava inaugurando alguma coisa. Esse 'nascimento do cool' só surgiu anos depois. Parecia um bom nome", disse Konitz.

Se hoje Birth of the Cool é item obrigatório em qualquer discoteca jazzística, é porque suas faixas condensaram inovações que vinham sendo observadas isoladamente - como o uso de tuba e trompa no jazz, a execução mais cerebral em contraposição ao jorro intuitivo do bebop, a elegância contida dos arranjos, não exatamente frios como a palavra "cool" pode dar a entender, mas nunca atingindo altas temperaturas. "Bird e Dizzy eram sensacionais, fantásticos, contestadores - mas não eram suaves. Birth of the Cool era diferente, porque dava pra ouvir tudo, e também para cantarolar", escreveu Davis.

O trompetista não inventou o estilo como se nada tivesse acontecido antes. Claude Thornhill já usava tuba e trompa, e a sonoridade de sua orquestra teria grande influência sobre Birth of the Cool. "Havia um fascínio pelas colorações tonais e pelo estilo daquela banda, e a idéia era usar o menor número de instrumentos capaz de reproduzir aquele som", disse Nicholson. Além disso, músicos como o sax-tenor Lester Young já tocavam de um modo que se aproximava do cool.

E Davis não estava sozinho. "Em Birth of the Cool, Miles é importante como agente catalisador, mas Gil Evans, co-mo arranjador-compositor, Lee Konitz, como solista, e Gerry Mulligan, como solista e arranjador-compositor, têm papéis mais significativos nesse marco do jazz do que o trompetista", avaliou o crítico Luiz Orlando Carneiro.

Da mesma maneira, o jazz modal também teve sua existência pré-Kind of Blue, a segunda grande revolução de Davis, registrada dez anos depois. Nessa época, o trompetista já havia conhecido o céu - numa viagem a Paris - e o inferno - o vício em heroína no início dos anos 50. De certa forma, os dois estados se relacionavam intimamente. Em 1949, Davis viajara para a capital francesa com o conjunto do pianista Tadd Dameron. Lá, circulou com Jean-Paul Sartre, Pablo Picasso e a cantora Juliette Greco - com quem teve um romance (ele já tinha dois filhos com sua primeira namorada, Irene Cawthon). "Eu nunca me sentira assim antes", lembrou. "Era a liberdade de estar na França e ser tratado como um ser humano, uma pessoa importante", lembrou. Quando voltou aos Estados Unidos, caiu em depressão e viciou-se em heroína.

O vício lhe custaria caro. Acometido por terríveis síndromes de abstinência, passou a fazer de tudo para conseguir a droga, chegando a trabalhar como cafetão. Não demorou a que os trabalhos como músico começassem a rarear, e se visse transformado de um talento em ascensão a um drogado em fim de carreira. Em 1950, o relacionamento com Irene terminou de vez, e ela retornou a East St. Louis, onde nasceu o terceiro filho do casal. E, como se não bastassem os problemas pessoais e financeiros, a heroína começou a minar aquilo que o trompetista tinha de mais precioso: o talento. "Tinha a embocadura em má forma", lembrou. O sofrimento só terminaria, em 1953, quando Davis, cansado, trancou-se na fazenda do pai e lá ficou por uma semana deitado, suando, com dores horríveis. Até que, um dia, simplesmente acabou. E Davis saiu disposto a recuperar o tempo perdido.

O caminho recomeçou bem, com uma série de discos gravados para o selo Prestige, e, na sequência, com alguns ótimos álbuns para a Columbia. Num deles, Milestones, 1958, o jazz modal apareceu pela primeira vez na obra do trompetista, na música-título - apontando a direção que levaria a Kind of Blue. Àquela época, com o lançamento de Birth of the Cool em LP, o nome de Davis voltava a ser soprado nos meios jazzísticos.

Para além do jazz, a cena musical também ia se transformando: Elvis Presley era uma realidade com quase dez álbuns gravados e Ray Charles vendia seus discos de rhythm and blues como água. Enquanto isso, Davis queria se afastar ainda mais do som de Bird e Dizzy, cuja influência ainda se fazia sentir entre os jazzistas. Só que, agora, ele o faria por outros meios. "Queria reduzir as notas, porque sempre achei que a maioria dos músicos toca demais e por tempo demais", escreveu Davis.

O pináculo da escalada rumo à economia e à simplicidade se daria em 1959, quando da gravação de Kind of Blue, considerado o melhor disco (não necessariamente de jazz) de todos os tempos. Ali, uma vez mais, Davis atuaria como um catalisador, trilhando um caminho iluminado pelo pianista, compositor e arranjador George Russell - outro frequentador do apartamento de Gil Evans na rua 55. Russell inspirou vários músicos a tocar não com base na progressão de acordes, mas em cima de escalas modais. Para efeito de sonoridade, nos solos sobre músicas modais há menos ênfase nas escolhas harmônicas e mais no desenvolvimento da melodia.

Um dos elos mais fortes entre a música modal e Kind of Blue atendia pelo nome de Bill Evans. O pianista tocara com Russell e fora recomendado por ele para o conjunto de Miles Davis. "Foi Evans que ajudou Davis a caminhar para valer na direção da 'modalidade'", afirma Carneiro. E foi assim que, em 2 de março e 22 de abril de 1959, com Evans e outros cinco músicos, entre eles o grande John Coltrane, Davis gravou a obra-prima que viria a se tornar o disco mais vendido de jazz de todos os tempos - 8 milhões de cópias até julho de 2008, segundo a Recording Industry Association of America. "Não tínhamos idéia de que estávamos fazendo algo especial", disse o baterista Jimmy Cobb, aos 80 anos, o único remanescente daquelas sessões. "Sabíamos que tínhamos tocado bem, como de hábito. Afinal, a banda tinha Davis, Bill e todos aqueles caras... Só fui me dar conta de que o disco era histórico quarenta anos depois."

Kind of Blue teve um parto tranquilo, mas atípico. O disco não era exatamente de composições, como se entende normalmente. Tentando extrair o máximo de espontaneidade dos músicos, Davis fez esboços do que todos deveriam tocar, e distribuiu-os em papeizinhos, com explicações vagas, indicações de caminhos pelos quais cada um deveria seguir. Como relata o jornalista Ashley Kahn em seu livro Kind of Blue, às vezes o trompetista avisava em voz alta: "Toque em [compasso] três por quatro." E, outras vezes, sussurrava ao ouvido do solista: "Você é o próximo."

Nenhum dos instrumentistas envolvidos jamais havia tocado qualquer parte daquelas músicas antes de entrar no estúdio. "Tudo que um baterista precisa é de um direcionamento, mesmo", disse Cobb. "Toque mais suave, toque mais forte, acelere o andamento, faça assim, faça assado. Para mim, não mudou muita coisa. Éramos todos profissionais, gente que sabia o que estava fazendo."

De fato, tudo saiu direto na primeira tomada. A faceta artística de Miles Davis parecia estar nos eixos, ainda que sua vida pessoal estivesse sujeita a turbulências. Em 1960, depois de dois anos de namoro, ele se casou com a dançarina Frances Taylor, em uma relação marcada por ciúmes doentios do marido, que não raro descambavam em violência. E Davis ainda usava cocaína com frequência, porque a considerava uma droga "menos condicionante" - não o afetava tanto quando não estava "cheirado". Mas não havia do que reclamar: com suas composições docemente melancólicas (à exceção de Freddie Freeloader), Kind of Blue tornou-se o disco mais vendido de Davis até então, além de um êxito entre os críticos.

A recepção não foi unânime uma década mais tarde, quando Davis, já considerado um gênio do jazz, reuniu um grupo de catorze músicos para gravar Bitches Brew. Naquele fim dos anos 60, a contracultura levava as artes a um plano mais libertário, e o rock'n'roll deixara de ser um gênero recém-nascido para se tornar um fenômeno estabelecido e de massa, de uma predominância que chegou a derrubar a popularidade de vários jazzistas. Davis, por seu lado, se aproximava cada vez mais de outros gêneros musicais. Em 1968, ele ouvia James Brown, Jimi Hendrix e o grupo Sly & the Family Stone. Hendrix e Sly, inclusive, foram apresentados ao trompetista por sua terceira mulher, a cantora Betty Mabry, com quem se casara, em 1968, para se divorciar após um ano, depois de descobrir que ela tinha um caso com Hendrix.

Nesse tempo, a fusão de jazz e rock engatinhava nas mãos de instrumentistas como o saxofonista Charles Lloyd, o vibrafonista Gary Burton e o baterista Tony Williams. Para Davis, os problemas começaram com In a Silent Way, disco gravado em fevereiro de 1969, seis meses antes de Bitches Brew. Nele, apareciam suas primeiras experiências rumo ao fusion, especialmente com a música-título, composta pelo pianista Joe Zawinul.

Em agosto, Davis voltaria aos estúdios da Columbia, onde o ambiente era tenso. A gravadora pretendia alcançar um mercado jovem de potencial evidente, como demonstraram as 400 mil pessoas que apareceram no Festival de Woodstock, em 1969, para ver Joan Baez, Santana e Joe Cocker - além de Hendrix e Sly & the Family Stone, que Davis tanto ouvia. "Eu tinha visto o caminho do futuro com minha música, e ia segui-lo como sempre fizera", escreveu Davis posteriormente. "Não para a Columbia e suas vendas de discos, nem para tentar conquistar alguns jovens compradores de discos brancos. Mas por mim mesmo."

Bitches Brew foi o resultado de três sessões de gravação. Como dez anos antes, Davis levou para o estúdio alguns esboços que nenhum dos músicos havia visto, e regeu a gravação ao sabor dos acontecimentos. O baixista Harvey Brooks relembra: "Sabe, você apenas vai tocando até achar alguma coisa, e isso se torna parte da música."

Foi um assombro. A reunião de duas baterias e dois (às vezes, três) pianos - elétricos, uma heresia - na mesma música, a inclusão de sonoridades nunca dantes navegadas no jazz e o uso sem precedentes de tecnologias de estúdio - loops, ecos, edições - transformaram o disco em um marco. Só não se sabia direito do quê.

"Toda a música era diferente, e isso causava problemas a muitos críticos. Os críticos querem sempre classificar todo mundo", escreveu Davis. Até hoje, discute-se se o disco é ou não jazz. Segundo Luiz Orlando Carneiro: "Pelo menos para mim, o álbum é um monumento à música pop planetária."

Em um célebre arranca-rabo, o trompetista Wynton Marsalis - então com menos de 30 anos, mas notório defensor das raízes do jazz - criticou o colega na imprensa, dizendo que ele era "um velho que queria parecer jovem". Ao que Davis respondeu: "E Wynton é um jovem querendo parecer velho." O disco foi um sucesso comercial, e durante anos vendeu mais do que Kind of Blue.

Bitches Brew acabou inaugurando um estilo - como o fizeram Birth of the Cool e Kind of Blue antes dele. Miles Davis foi o jazzista que mais revoluções deflagrou na música americana do século XX. Foi ele quem forçou os limites do jazz até o ponto em que o próprio gênero parecia ter se tornado outra coisa. Sob esse ponto de vista, foi maior do que gênios de alto quilate, como Louis Armstrong, Duke Ellington ou Charlie Parker.

"Parker viveu muito pouco, morreu aos 34 anos, mas Armstrong e Ellington, de certa forma, se acomodaram artisticamente, independentemente da qualidade do que produziram do meio para o fim de suas vidas", diz o crítico Antônio Carlos Miguel. "Miles continuou procurando novos caminhos e desafios."

É um exercício interessante - e infrutífero - especular o que Miles Davis poderia ter feito, se tivesse tido saúde para viver além dos 65 anos com que morreu, com um quarto filho, divorciado da quinta mulher, e finalmente limpo da cocaína e do álcool. Teria enveredado pela música eletrônica, hip-hop, ou rap? No último parágrafo de sua autobiografia, ele dá uma pista: "Me sinto forte criativamente hoje, e ficando mais forte." E arremata: "Sinto que o melhor ainda está por vir."

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31 comentários:

Edificarte disse...

Bom dia

Um salmo, sem motivo especifico por ter deixado no seu blogger, mas especifico para que leia as Escrituras de Deus, pois ela sempre fala ao nosso ser.

SALMO 1
1 BEM-AVENTURADO o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
2 Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
3 Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.
4 Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
5 Por isso os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
6 Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; porém o caminho dos ímpios perecerá.

Abraços
Jesus Cristo te Ama!
Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida

Anônimo disse...

Estimado ÉRICO:
Interessante a resenha do colega, mas sujeita a diversas ressalvas, algumas poucas das quais permito-me discorrer sucintamente.
Claro que todos os cultores de Miles Davis dirão que, para o bem ou para o mal, sempre se discutirá Miles = é uma colocação que escapa da esfera jazzística e musical.
Até 1959 Miles tocou JAZZ e fez música = ainda bem que na resenha o colega deixa claro que Miles não "inventou" o Cool ou o Jazz Modal, mas deles e com o vasto auxílio da crítica, apossou-se como "criador", o que não é vero mas muitíssimo bem trovato décadas sem fim.
Miles foi um bom trumpetista, um excepcional arregimentador de parceiros (o que já é grande virtude), mas daí a "revolucionário" além e acima de Armstrong, Ellington e Parker vai uma distância de centenas de milhares de quilômetros musicais e, claro, de JAZZ.
Os rótulos de "fusion", "jazz-rock" e outras aberrações, nada tem a ver com JAZZ. Belos apelidos para faturar a não-música e a falta de conhecimento de vastas platéias.
Miles soube explorar muito bem aquilo que fez, criou sectários que o seguem e aplaudem com vergonha de parecerem caretas e/ou ultrapassados, dai merecer os maiores elogios, tal como os clubes com torcidas de futebol delirantes, aguerridas e mal informadas sobre o que é esporte.
Enfim, parabéns pela resenha, pois gravita de certa maneira em torno do JAZZ.

APÓSTOLO

pituco disse...

érico san,

quanto tempo...agora sim, uma resenhaça da categoria desse blogaço do amigo...apesar de tudo que o homi possa ter cometido, escreveu a estória do jazz...

comento sem ler, antes de dormir e depois de assistir o desastrado primeiro tempo do palestra com o náutico...

abrsonoros e saudosos

James Magno disse...

Mestre Molosso, salve! Adoro Miles, sabes bem disso, ele é meu favorito. Por isso assino embaixo de todo o teu texto. Mexer em Miles, porém, é tão delicioso quanto perigoso, pelo risco do policiamento ideológico que sempre aparece e pelas paixões desencadeadas pelos setores da inteligentsia (ou burritsia rsss).
Para mim ele é jazz puro e puro jazz, com todas suas variações e inovações, pelo que ele criou e pelo seu legado enorme. Quem aponta o dedo ou torce o nariz para Miles provavelmente não deve estar ouvindo a poluição sonora que invadiu o mundo. Adorei.
Miles forever!

Érico Cordeiro disse...

Caríssimos Edificarte (obrigado pela mensagem inspiradora), Apóstolo, Pituco e James,
Miles foi um gênio musical.
Podia não ser um trompetista de tantos recursos como Clifford Brown ou Dizzy Gillespie, mas era capaz de emocionar profundamente com seu toque.
Além disso, esteve na linha de frente de vários momentos grandiosos do jazz, sempre pronto a trilhar novos caminhos a e mergulhar de cabeça em novos desafios.
Mesmo em suas incursões pela música mais comercial, como em Bitches Brew ou Tribute a Jack Johnson, é possível perceber a sua extrema musicalidade e sua coragem em questionar alguns dos paradigmas do jazz que, afinal de contas, era a música pop dos anos 20/30/40 e punha a juventude de então pra dançar.
Só um esclarecimento: o texto não é meu (que inveja!) e sim do Rafael Teixiera. Ele foi publicado originalmente na Revista Piauí e pode ser encontrado aqui: http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-30/anais-do-pop/milhas-a-frente
Um fratrno abraço a todos.

PREDADOR.- disse...

Já estou se saco cheio com essas publicações de Miles Davis. Não vou perder tempo lendo estas bobagens sôbre o pretenso "ícone do jazz". Mr.Apostolo está com toda razão. Em seu post acima ele descreve brilhantemente, em poucas palavras, o que foi o falso mito do jazz. Estou ouvindo "Arthur's Blues" com Art Pepper, George Cables e grupo. Isto sim é jazz e dos bons!

Anônimo disse...

Prezado James Magno:

Saudações e com todo o respeito, desconheço como policiar música ideologicamente, não nutro paixões acima e além das que mantenho por minha mulher, minha(os) filha e netas(os), não pertenço a nenhum setor da "inteligentsia", nada policio e seria interessante saber se ministra algum curso de "burritsia rsss".
Saudações, saude e boa música.

APÓSTOLO

James Magno disse...

Não, meus caros, deixo a burritsia pra quem vestir a carapuça e para quem se acha mais culto do que outros, para quem afirma saber mais das coisas, para os que desdenham do pensamento alheio e para os idiotecamente corretos.
Aliás, Apóstolo, eu nem tinha me referido a você, em particular. Agora, eu não abro mão de meu direito de gostar de quem ou do que quer que seja. Por isso abomino o policiamento ideológico, que aqui na web aparece aos montes diariamente.
Ou alguém nega que isso aconteça?
Viva Miles!

Anônimo disse...

Meu prezado James Magno:

Saude e cordiais saudações.
Por favor entenda que não vestí carapuça, mas com certeza fiz questão de evitar que alguém a vestisse em mim: desconheço como policiar música ideologicamente, não nutro paixões acima e além das que mantenho por minha mulher, minha(os) filha e netas(os), não pertenço a nenhum setor da "inteligentsia" e nada policio.
Tampouco julgo conhecer "tudo" de qualquer assunto, em particular sobre o JAZZ, já com mais de 100 aninhos e tanto de tradição documentada quanto oral, matéria que me agrada e que cultivo sempre na certeza de aprender mais, descobrir mais (nascemos sem nada saber e morremos sem tudo aprender). Pobre daquele que julga saber tudo ou mais que qualquer outro = é portador de sério desvio mental.
Quanto ao direito de qualquer ser humano ter seu próprio gosto, é mais que evidente que só posso concordar, até porque tenho o meu que procuro expor sempre.
A expressão "burritsia rsss", que vejo escrita pela primeira vez, me deixou intrigado. Enfim...
Saudações, votos de uma magna semana e muito JAZZ para todos nós !

APÓSTOLO

Gustavo Cunha disse...

caro Mestre Apostolo
permita-me discordar quando você afirma que “rótulos de fusion, jazz-rock e outras aberrações, nada tem a ver com JAZZ”

acredito que foi justamente o Jazz o grande influenciador destes rótulos, pode não ser Jazz, e não o é, mas é uma forma de Jazz e isso foi muito bom para a música contemporânea pois se estendeu ao Blues, ao Soul, ao Rock, ao Pop e qualquer outra tendência; e essa “atmosfera” que se aplica no Jazz, caracterizada pelo improviso livre, pôde ser inserido em qualquer contexto musical.
ainda acredito que o Jazz de verdade ainda se faz, e muito bem; e essa coisa do fusion é uma porta de entrada muito evidente para o mundo do Jazz de verdade, inclusive leva a querer conhecer as verdadeiras raízes do estilo.

eu sempre ouço Miles, meu primeiro Kind of Blue foi comprado em vinil da coleção do Jorge Guinle quando ele colocou seu acervo na extinta loja Moto Discos no centro no RJ.
e Miles, sem dúvida, foi um fomentador desta onda do jazz rock, cuja forma ele já direcionava com seu segundo quinteto após o mergulho no jazz modal;
e fez de tudo mesmo, deu início a essa fusão toda, tocou funk, pop, rock, fez o que quis, quando quis e não se preocupou com rótulos
sou fã !

Sergio disse...

Contra bons argumentos...

Anônimo disse...

Mais que prezado GUSTAVO CUNHA:

Sem dúvida Miles fez JAZZ até o final da década de 50 do século passado e deu início a essa fusão toda (funk, pop, rock etc) sem se importar com rótulos; essa fusão toda nada mais teve a ver com o JAZZ, mas com os rótulos devidamente manipulados para pegar carona no JAZZ (artifício de prestigiar essas outras formas de expressão).
JAZZ não é um rótulo mas a manifestação musical mais importante do século XX e que prossegue a todo o vapor.
A indústria em geral e centenas de "comentaristas e entendidos" fazem questão de incensar Miles como forma de parecer "progressistas", dai patrulharem qualquer fato e opinião que concorra para destimistificar a figura e a idolatria.
Qualquer ser humano pode gostar de qualquer forma de expressão, mas cada forma tem sua denominação clara e específica.
Ainda mais prezado GUSTAVO CUNHA permita-me lembrar que concordo inteiramente com o que afirma quando escreve que esses rótulos "não são JAZZ". Mas permito-me discordar historicamente da assertiva de que "se estendeu ao Blues....", já que o que ocorreu foi exatamente o inverso, sendo o Blues uma das origens formadoras do JAZZ.
Parabéns por gostar da música dos músicos, parabéns pelas suas opiniões com algumas das quais não concordo, mas que entendo perfeitamente.
Saude e paz !

APÓSTOLO

Anônimo disse...

Me causa espécie alguns comentários...

Anônimo disse...

Puf!... Será que não poderíamos falar sobre os músicos de jazz abdusidos, tipo um Freddie Gambrell (quando ao piano) aka Federico Cervantes (trumpeteando) e Ben Tuker, este último - abdusido mas nalgum outro sistema solar posto que - ainda em atividade? Ô Predador, parafraseando o grande comunicador e formador de opinião, Datena "Me ajuda aí ô!"

sergio

PREDADOR.- disse...

Mr.Sergio, de que Ben Tucker o sr.está se referindo? O jogador de baseball, o defensor do anarquismo ou o baixista de jazz?? Suponho que seja do baixista de jazz. Que tipo de ajuda o senhor quer? Ben Tucker tem muito pouca coisa gravada como lider ("Sweet Thunder" é o único disco que me lembro).Como sideman fez várias gravações com Herbie Mann, Billy Taylor, Dexter Gordon, Buddy Rich, Marian McPartland, Grant Green e muitos outros), inclusive foi baixista do trio de Chico Hamilton no ótimo disco "Chico Hamilton Introduces Freddie Gambrell"(Freshsound). O Fred que conheço é o do Fluminense. Agora, o Freddie Gambrell pianista, só conheço um disco dele como líder: "Freddie Gambrell with Ben Tucker"(EMI/Toshiba). Travestido de Federico Cervantes (trumpete/violino) não conheço nenhuma gravação. É só você pesquisar nos "youtube e wikipedia da vida" que certamente encontrará mais coisas sôbre os dois.

Gustavo disse...

caro mestre Apostolo
sem dúvida que o Blues é o pai de tudo, e ponto final.
quando fiz a referência, o fiz com foco no Blues elétrico, amarrado nessa onda fusion nos nomes de Robben Ford, Larry Carlton, Matt Schofield, entre outros; e nas suas variantes que se estreitavam com o rock que pincelavam a atmosfera do "jazz" nas interpretações

abs,

Cordeiro de Faria disse...

Prezados,
concordo com o que todos escreveram aqui, sobre Miles Davis. Sou fã total do Mestre Apóstolo. Mestre mesmo! Silencio para "ouvir" O Predador. Sim, porque quando o leio, na verdade, sinto-me ouvindo-o, e não ouso contestá-lo! O Anônimo entra pela esquerda e desconcerta tudo. No melhor sentido, claro! Forçando-nos a sair do imobilismo. Não gosto de Jazz Fusion, nem de qualquer outra "variação" e nem considero essas "variações", variações do Jazz. Jazz Rock...???!!! Para mim, não é Jazz. Recuso-me a ouvir! Guitarra, só por exemplo, já é difícil de eu aceitar. Raramente gosto de algum. Vibrafone é outra coisa difícil de engolir. Gosto, preferentemente, de Trios. Repito, preferentemente! Agora, meus confrades e amigos fraternos, nunca entrei numa loja de discos e sai sem levar um de Miles Davis. Desde a época do Vinil. Não consigo! Sempre ouço Miles solitária, concentrada e respeitosamente! Miles Davis é muito demais! É um dos meus ídolos! A despeito de tudo que se possa dizer sobre ele, e não questiono a validade de qualquer discussão; mas, não consigo desconsiderar Miles Davis no mundo do Jazz. Penso que nem eu e nem ninguém, que ama ou é apaixonado por Jazz. Abraços a todos. Cordeiro de Faria

Anônimo disse...

Mr. Predador, o Ben Tuker que conheci não foi nesse álbum Sweet Thunder. Mas num Ben Tucker Quintet (Baby You Should Know It) 1963, só (in)disponível somente em LP. E por ele, Tucker, na pesquisa, veio-me o nome Freddie Gabrell, um pianista bastante diferente do que eu já havia ouvido antes - com um toque jazz, muito próximo à música clássica. Cavuquei muito a rede até entender que Gambrell e Federico Cervantes eram a mesma pessoa. Mas não encontrei nada com este pianista cego tocando trompete (veja, o violino é novidade pra mim). E conheci o som do Gambrell (só, sem Cervantes) num duo: Freddie Gambrell with Ben Tucker, Bass - 1959, que é bom, muito bom! Mas bateria faz uma falta nessas horas... Daí que, até que sobre o baixista Tucker, encontrei alguma informação. Sei até que ainda é vivo, hoje em dia diria que é até moço, com seus 81 anos, ainda em atividade... mas sobre o Gambrell, mais recluso e com poucos álbuns e estilo ímpar, foi que fiquei curioso em saber mais. Mais tbm sobre álbuns que vc conheça e indique. Saber sua abalizada opinião sobre os dois, etc..

Tentarei postar no sônico, assim que der tempo, o "Baby You Should Know It" 1963 q é um discaço! Na pesquisa encontrei que Tucker é autor de um tema absolutamente cativante, hipnótico e cheio de suingue "Comin' Home, Baby" q já foi levado por meuio mundo do jazz em centenas de álbuns... Mas esses detalhes eu fui descobrindo ao longo do debruçamento sobre o cara e a obra, bem depois do comentário acima e na empolgação de ter, digamos, "encontrado" sozinho mais um músico obscuro e que me pareceu excelente. Era isso.

sergio

PREDADOR.- disse...

Vou "invadir" mais uma vez este espaço de mr.Erico Cordeiro e prestar um esclarecimento a mr.Sergio (músicos abduzidos),que ficou esquecida: deixei de mencionar, em meu post anterior, a presença marcante de Ben Tucker em gravações do mestre Art Pepper, nos anos 56,57.Ele participou como sideman de Pepper em discos fantásticos, tais como: "Mucho Calor", "Early Art", "Just Friends"(w/Bill Perkins), "Free Wheeling" (w/Ted Brown sextet), "Art Pepper with Warne Marsh", "The way it was" e da famosa triologia pela Aladdin Recordings editada pela Blue Note= "The Return of Art Pepper,Vol.1", "Modern Art,Vol.2" e "The Art of Pepper,Vol.3". No disco "Modern Art,Vol.2", tanto Pepper como Ben Tucker dão um verdadeiro show de interpretação em seus instrumentos, principalmente nas faixas 1.Blues In e 5.Blues Out. Sou suspeito por falar isto, pois sou fã incondicional de Art Pepper. E ouvir e conferir mr.Sergio!

Sergio disse...

Pois é, então, mr. Predador, comecei a descobrir o jazz a cerca de 10 anos, véio já, eu aos 40. Então quando preciso de dicas de bons álbuns onde posso encontrar músicos menos festejados, recorrer a quem senão o mestre? Correrei atrás das dicas com Art Pepper.

Obrigado!

PREDADOR.- disse...

Mr.Sergio, só mais uma coisinha, me permita. O outro disco que o Freddie Gambrell participa como sideman é "Chico Hamilton Introduces Freddie Gambrell" (Freshsound Records/1958). Disco ótimo, puro "westcoast jazz". Trio liderado pelo baterista Chico Hamilton, Gambrell tocando piano com muito "swing" e competência, tendo Ben Tucker no baixo. Conheço o disco (2 LPs em 1 CD) mas não o tenho. Parece-me que está disponível em CD na própria gravadora Freshsound e no Amazon. Vale a pena. À conferir.

Sergio disse...

Caro Predador, edsqueci de dizer também: fiz a limpa no q se podia ser encontrado do Gambrell e esse do Chico Hamilton "Introducing" (sem duplo sentido) eu já tinha pego e ouvido. Só q o que consegui é álbum simples digitalizado do LP. Tipo cerca de 35 minutos de excelente jazz e gostinho de quero mais.

Linkei o álbum para vossa (re)apreciação neste endereço:

http://www.mediafire.com/?q7v47m84322z98k

E muito obrigado pelas dicas. Os discos de Art Pepper com Ben Tucker são fantásticos! "Early Art", "Mucho Calor" quente em latinidade e "The Way It Was" são obrigatórios. É por isso que eu sempre repito, sem a menor intenção de puxa saquismo, tuas dicas (vamos expressar o ar sempre embasbacados dos paulistas?:) "são da hora!"

Valeu!

PREDADOR.- disse...

Muito bem mr.Sergio, se você conseguiu o "Introducies..." ótimo, pois o CD que mencionei da Freshsound (2 LPs em 1 CD) é composto de "Chico Hamilton Introduces Freddie Gambrell" (trio, que você conseguiu digitalizado do LP) e "Freddie Gambrell e Ben Tucker" (duo piano- baixo, que, em um de seus posts acima, afirma conhecer completando ..disco é bom, muito bom! Mas bateria faz uma falta nestas horas...). Então amigo, seu "círculo de Freddie Gambrell está fechado". É isso!!

Félix Amador-Gálvez disse...

Interessante artigo. Miles será sempre uma vanguarda para nunca resolvido por suas próprias realizações. Sempre teve seus olhos "miles ahead".

Obrigado. É um tributo adequado.

Anônimo disse...




Quanta bobagem e quantas sandices!

Anônimo disse...

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SENÔ JÚNIOR disse...

Esse texto do Rafael Teixeira mostra a disposição pelo novo, pelo desconhecido, uma necessidade de romper sempre o estabelecido buscando novas dinâmicas sonoras.Miles foi um revolucionário do Jazz. Texto excelente.

Anônimo disse...

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NeusaMarilda_Lavienrose disse...

Sempre bom ler algo aqui e aprender mais.Abraços.

NeusaMarilda_Lavienrose disse...

Oi Èrico..muito bom o artigo.Eu não consigo entrar nos seus outros Blogs.Abraços.

Don Oleari disse...

Senhyo Mr. Érico:

Tô curtindo o Miles e aproveito pra dizer que se conferir www.donoleari.com.br vai ver lá um dos meus "bloguis de cabicera".

Horinha dessas, nois baixa aí na terra.
Abração do Oleari.

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