Amigos do jazz + bossa

terça-feira, 18 de outubro de 2011

UM TROMPETE NO CAFÉ DA MANHÃ



Ernest Harold Bailey é mais um excepcional músico que, apesar do formidável talento, jamais figurou no panteão onde repousam os grandes nomes do jazz. Não obstante, seus fãs formam uma pequena, mas extremamente aguerrida, confraria, para quem a audição dos seus discos é uma experiência litúrgica e fascinante. Dono de uma técnica invejável e versátil como poucos, Bailey é uma espécie de unsung hero, aquela espécie de herói anônimo que apesar de ter realizado grandes feitos, jamais teve sua importância reconhecida.

Benny, como era mais conhecido, nasceu no dia 13 de agosto de 1925, na cidade de Cleveland, Ohio, em uma família onde aflorava a paixão pela música. Seu pai tocava saxofone e a mãe, piano. Este, aliás, foi o primeiro instrumento do pequeno Benny, que começou seus estudos ainda na infância. Após um período dedicado à flauta, ele descobriu o trompete e nunca mais deixou o instrumento.

A educação musical formal foi feita, inicialmente, na East Tech High School, onde fez parte de uma banda chamada Counts of Rhythm, onde também atuavam o contrabaixista Vic MacMillan, que chegou a gravar com Charlie Parker, e o saxofonista e arranjador Willie “Face” Smith, em cujo currículo constam atuações ao lado de Tadd Dameron, Thelonious Monk e John Coltrane. A banda tocava em festas escolares e as gigs eram pagas em cachorro-quente e refrigerante. Bailey recorda: “Nós copiávamos os álbuns de Louis Jordan e tocávamos e bailes”.

Findo o ensino médio, Benny foi estudar no renomado Cleveland Conservatory of Music e também teve aulas com o pianista e compositor George Russell. Já atuando profissionalmente, o trompetista passou, brevemente, pelas bandas de Jay McShann e Bull Moose Jackson. Em 1944, ele e o antigo companheiro Willie Smith foram contratados pelo ator e cantor Scatman Crothers, para atuar em sua orquestra. Com ela, a dupla viajou pelos Estados Unidos de costa a costa, em uma rotina de concertos e gravações que durou alguns anos.

Durante esse período, Bailey participou de uma gig no Majestic Hotel, em Nova Iorque, na qual Tadd Dameron, outro ilustre filho de Cleveland, comandava o piano. Dizzy Gillespie também participava da sessão e ficou impressionado com o talent do jovem trompetista: “Aquilo era diferente de tudo o que eu já havia escutado. Totalmente diferente! No início eu pensei que ele estivesse se perdendo nas notas, mas quanto mais eu ouvia, mais fascinado eu ficava. Fiquei sentado na cadeira, ouvindo o garoto tocar e, realmente, fiquei hipnotizado com o som que ele fazia”.

Em 1948, graças a uma indicação do trombonista William “Shep” Shepherd, outro músico oriundo de Cleveland, Bailey foi chamado para um testa para atuar na big band de Gillespie, que se preparava para excursionar pela Europa. Dizzy, que ainda se lembrava da impressionante performance do jovem alguns anos antes, nem pestanejou e o trompetista foi imediatamente contratado.

O próprio Benny recorda do impacto que a primeira viagem ao Velho Continente teve sobre ele: “Os europeus aceitavam com muita naturalidade a música que nós fazíamos e reconheciam nela algo novo. E nós fomos muito bem recebidos lá, na França, na Suécia, em todos os lugares. Eu adorei aquilo! Adorei as pessoas, o modo de vida delas, tudo. Ali mesmo eu decidi que voltaria à Europa outra vez. Tudo o que eu queria era viver e trabalhar ali”.

De volta aos Estados Unidos, Benny tocou alguns meses com o saxofonista Teddy Edwards, até ser contratado por Lionel Hampton, ainda em 1948. A parceria com o vibrafonista perduraria cinco anos e durante esse período, Bailey se firmaria como um dos principais solistas da orquestra de Hampton, a bordo da qual o trompetista voltou outras vezes à Europa.

Em uma desses ocasiões, em 1951, ele executou um solo tão primoroso em “Cool Train” (composição do pareceiro Willie “Face” Smith, que também fazia parte da big band de Hampton) que deixou impressionado o jovem trompetista Quincy Jones, outro membro da orquestra. Inspirado pela performance, Jones compôs “Meet Benny Bailey”, que se tornaria um verdadeiro standard do jazz.

Em 1953, Benny resolveu deixar Hampton, que novamente estava em turnê pela Europa, e se fixou na Suécia. Ali, fez parte da Swedish Radio Big Band, sob a liderança de Harry Arnold, e tocou com outros músicos norte-americanos então estabelecidos ou de passagem pelo continente europeu, como Stan Getz, Randy Weston, Benny Golson, Count Basie, Phineas Newborn, Ernestine Anderson, Quincy Jones e outros. Quando Quincy Jones montou a sua própria big band, não hesitou em convocar o antigo parceiro para assumer um dos trompetes.

Benny retornou aos Estados Unidos por um curto período, no final de 1960, para uma excursão com a orquestra de Quincy. Na ocasião, aproveitou para gravar o elogiado “Big Brass” para a Candid, liderando um hepteto onde pontuavam Phil Woods, Julius Watkins, Les Spann, Tommy Flanagan, Buddy Catlett e Art Taylor. As gravações do disco ocorreram em novembro daquele ano.

Entre janeiro e fevereiro de 1961 e com uma formação parecida – Osie Johnson substituiu Art Taylor nas baquetas e Spann não participa, dando lugar aos formidáveis Curtis Fuller, no trombone, e Sahib Shihab, no saxofone barítono – Bailey participou do álbum “Rights of Swing”, também para a Candid, desta feita sob a liderança de Woods.

Logo após essa gravação, o trompetista retornou à Europa, agora se estabelecendo na Alemanha. Um de seus primeiros trabalhos ali foi ao lado do inclassificável Eric Dolphy, no álbum “In Europe”, gravado ainda em 1961 para o selo Debut, de Charles Mingus. Em seguida, Benny se juntou à Kenny Clarke-Francy Boland Big Band, com a qual manteria uma prolífica associação até 1973.

Benny pode ser ouvido no poderoso “Soul Eyes: Jazz Live At The Domicile, Minich”, gravado ao vivo no Domicile Club, em Munique, em 1968, e lançado pela Saba, ligada à gravadora MPS. Esse álbum é considerado um verdadeiro clássico e um dos pontos altos de sua discografia. Aqui, ele está acompanhado pelo saxofonista Nathan Davis, pelo pianista Mal Waldron, pelo contrabaixista Jimmy Woode, pelo baterista Makaya Ntshoko e pelo percussionista Charly Campbell.

Em 1969, Bailey participou do disco que lhe deu a maior visibilidade perante as novas gerações. Aos quarenta e quatro anos, ele brilha intensamente no álbum “Swiss Movement” (Atlantic), sob a liderança da dupla Eddie Harris e Les McCann. Gravado ao vivo durante a edição daquele ano do Festival de Montreux, o disco teve vendagens bastante significativas e é considerado um verdadeiro clássico do soul jazz. Naquele mesmo ano, o trompetista foi incorporado à Duke Ellington Orchestra, que se encontrava na Europa para uma turnê comemorativa dos 70º aniversário do bandleader.

Os anos 70 foram recheados de novas oportunidades profissionais. Tuou ao lado de Sarah Vaughan, Sam Jones, Betty Carter, Charlie Rouse, Red Mitchell e Dexter Gordon, com quem chegou a co-liderar um quinteto. Também se apresentou em festivais como Pori, Molde, Montreal, Praga e Antibes. Em 1975, ele tocou novamente em Montreux, juntamente com Gerry Mulligan e com o quinteto de Charles Mingus. A apresentação, que inclui versões de “Take the A Train” e “Goodbye Pork Pie Hat”, está disponível em DVD (“Live in Montreux: 1975”).

Bailey também foi membro da Concert Jazz Band, sob o comando do pianista George Gruntz, por onde passaram craques como Herb Geller, Dusko Gojkovitch, Jerry Dodgion, Woody Shaw, Jimmy Knepper, Joe Farrell, Sahib Shihab, Lew Tabackin, Dom Um Romão, Daniel Humair e Niels-Henning Orsted Pedersen. No final da década, seu parceiro mais freqüente foi o saxofonista Sal Nistico, outro expatriado norte-americano que adotou a Europa como lar.

Na década seguinte, Benny continuou a trabalhar com big bands, formação em que se sente bastante à vontade. O trompetista voltou aos stados Unidos em 1980, fixando-se em Nova Iorque, onde fundou a Upper Manhattan Jazz Society, juntamente com o saxofonista Charlie Rouse. Ele também fez parte do quinteto do pianista Mal Waldron, mas em 1983 decidiu retornar à Europa.

No ano seguinte, ele excursionou pela Europa com a Paris Reunion Band, juntamente com ases como o saxofonista Joe Henderson, o trombonista Grachan Moncur III e o também trompetista Woody Shaw. Já estava, então, estabelecido em Amsterdã, na Holanda, e firmemente engajado no cenário jazzístico da cidade, tocando regularmente com a Conexion Latina, uma banda especializada nos ritmos afro-cubanos, especialmente e salsa e o calipso.

Após quase três décadas sem se apresentar em sua cidade natal, Benny retornou a Cleveland para tocar na edição de 1992 do Tri-C JazzFest. Na oportunidade, o músico foi homenageado pela Câmara de Vereadores da cidade e sua presença mereceu destaque nos jornais locais. Em uma entrevista, confirmou uma história narrada por seu amigo Willie “Face” Smith, de que a primeira coisa que fazia, log ao acordar, era praticar ao trompete: “É verdade. Eu ainda faço isso todos os dias. Antes mesmo de tomar o café da manhã eu tenho que tocar o meu set matinal”.

A discografia de Bailey, como líder, é relativamente pequena. Seus discos foram quase todos lançados por pequenos selos europeus, como Storyville, Sonet, Metronome, SteepleChase, Saba, Freedom, Enja, MPS, Ego, Kick Music, Hot House e Gemini. Em janeiro de 1996, o trompetista entrou no Loft Studio, em Colônia, para gravar o ótimo “I Thought About You”, para o selo alemão Laika Records. Ele estava acompanhado do pianista Frank Wunsch, do baixista Fritz Krisse e do baterista Clarence Becton. O vocalista Wayne Bartlett faz uma participação especial, cantando em duas faixas.

O disco abre com uma ensolarada versão de “Yardbird Suite”, de Charlie Parker. O trompete assurdinado de Bailey faz a abertura em tempo lento, mas à medida em que os outros instrumentos vão se agregando a temperatura aumenta e o resultado é contagiante. Sua execução é sóbria, sem pirotecnias ou floreios, e mesmo seus solos mais intensos e febris jamais perdem a elegância. Wunsch possui uma pegada bastante afinada com o blues e a bateria de Becton é swingante, colorida e altamente melódica. Impõe-se registrar o soberbo trabalho de Krisse e seu solo abrasador.

“I Got It Bad (And That Ain't Good)”, de autoria de Duke Ellington e Paul Francis Webster, merece uma interpretação das mais refinadas, com amplo destaque para a exuberância vocal de Bartlett. Afinado e dono de uma técnica assombrosa, seu timbre grave de barítono consegue ser, a um só tempo, viril e acolhedor, sendo impossível não lembrar do espetacular Johnny Hartman. Grandes atuações de Becton e do líder, que se revela um excepcional intérprete de baladas.

“This One For Trunk” é uma composição de Krisse, feita em homenagem ao contrabaixista alemão Peter Trunk, falecido em 1973. O autor do tema brilha intensamente, realizando evoluções harmônicas com muita precisão e criatividade. O instigante Wunsch também tem uma ótima participação, extraindo do piano uma sonoridade límpida e essencialmente calcada nos aspectos contemporâneos do seu instrumento.

Um arranjo dançante e relaxado traz a lume toda a graça de “Don't Get Around Much Anymore”, uma das mais preciosas composições de Ellington, desta feita em parceria com Bob Russell. Mais uma vez a voz melodiosa de Bartlett merece todos os elogios, em uma performance de extremo bom gosto. O empolgante solo de Bailey, trazendo inflexões típicas da Era do Swing em suas frases, é outro ponto alto desta faixa.

“Prelude to a Kiss” é o terceiro tema de Ellington presente no disco e foi composta a seis mãos, juntamente com Irving Gordon e Irving Mills. A versão do quarteto é intimista, quase sombria. Bailey faz um uso parcimonioso das notas e transmite enorme emotividade em seu sopro, lembrando as apaixonantes interpretações de Chet Baker. O piano minimalista de Wunsch e a percussão recatada de Becton merecem ser ouvidos com toda atenção.

“North Star Street” é uma comovente balada de autoria de Bailey. A belíssima abertura fica a cargo de Wunsch e logo em seguida contrabaixo e bateria se juntam ao piano, pavimentando a entrada para a espetacular entrada do trompetista. Usando a surdina com maestria, Benny destila sofisticação e lirismo, e seu timbre se mantém aveludado mesmo nos registros mais agudos. A destacar também a delicadeza com que Krisse manuseia seu contrabaixo.

“I Thought About You”, bela composição de Johnny Mercer e James Van Heusen, foi gravada por quase todos os grandes nomes do jazz, de Frank Sinatra a Shirley Horn, passando por Coleman Hawkins, Miles Davis, Keith Jarrett e Ray Brown. A releitura feita pelo quarteto é irreverente, com direito a uma abordagem pouco ortodoxa, especialmente por parte de Wundsch, cuja atuação é nada menos que magistral. Todos os músicos executam solos longos e muito bem concatenados, com destaque para o líder e seu indefectível trompete com surdina.

O disco encerra com a esfuziante “Eukalypso”, composta por Wunsch e fortemente calcada nos ritmos afro-caribenhos, embora em diversas passagens a performance do quarteto esteja em sintonia com o hard bop vigoroso de um Horace Silver ou um Art Blakey. O líder demonstra muita personalidade e disposição e ao ouvi-lo é impossível não lembrar das palavras do crítico Richard Cook, para quem Bailey era “um solista esperto, um bopper rápido e ágil, cujos solos eram sempre construídos a partir de longas linhas melódicas”.

Benny já havia ultrapassado a casa dos 70 anos quando gravou esse disco, mas a idade jamais comprometeu a força do seu toque e nem arrefeceu o seu entusiasmo. Um álbum cheio de predicados, feito por um artista que, mesmo na maturidade, ainda tocava com o ímpeto e a voracidade de um garoto.

Bailey se manteve em atividade regular ao longo de toda a década de 90 e nos primeiros anos do novo século. Em 2000 gravou um álbum tributo a Louis Armstrong intitulado “The Satchmo Legacy”, para a Enja, secundado por uma sessão rítmica estelar: John Bunch no piano, Bucky Pizzarelli na guitarra, Jay Leonhart no contrabaixo e Grady Tate na bateria. Sua última gravação como líder foi “I Remember Love”, feita em janeiro de 2003 para a Laika Records, tendo como parceiros o pianista Kirk Lightsey e a Petrasek Epoque String Orchestra.

O trompetista foi encontrado morto em seu modesto apartamento, em Amsterdã, no dia 14 de abril de 2005. Estima-se que ele tenha morrido cerca de uma semana antes. Seu corpo foi levado para o necrotério municipal e a família só soube do ocorrido vinte dias depois. Duas de suas irmãs viajaram para a Holanda, a fim de fazer o reconhecimento do corpo, e depois de ultrapassados os procedimentos burocráticos ele foi, finalmente, cremado no Westgaarde Crematory, no dia 10 de maio.

Benny estava escalado para a edição daquele ano do North Sea Jazz Festival, onde tocaria no dia 08 de julho. Em virtude do seu falecimento, os organizadores do festival realizaram um concerto denominado “Tribute to Benny Bailey”, onde atuaram os músicos do seu último quarteto – Rob van Bavel no piano, Frans van Geest no contrabaixo e John Engels na bateria – e convidados como os trompetistas Joe Wilder e Ack van Rooyen e o saxofonista Ferdinand Povel.

Ao saber da morte do velho amigo, Quincy Jones declarou: “Benny era uma das pessoas mais cativantes que eu conheci. Para mim, ele e Dizzy eram os maiores trompetistas de todos os tempos. Ele tinha um formidável controle da respiração, um alcance sonoro notável e a técnica mais refinada que eu já ouvi em um trompete. Vou sentir saudades de você, Benny”.



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23 comentários:

Sergio disse...

Quanta informação nova, mr. Érico! É o que dá só ter o allmusic como objeto de consulta... Bem, agora eu tenho certeza do valor dessa descoberta, há já alguns anos... Se o próprio Dizzy diz o que disse, quem dirá o contrário? Predador?

Olha, amigo Érico, não sei se fui o 1º a ler esta postagem, mas confesso que fiquei esperando os enciclopédicos comentarem. Não queria ser o primeiro. Acabou que impacientei-me. Chega de deixar o grande Benny Bailey esperando! Mas tou muito curioso sobre a opinião do Raffaelli, Apóstolo, Lester, Predador... Enfim, "Os Caras".

Ah! Em tempo: e que álbum é esse, meu caro? Nunca ou vi falar. Capa linda! E, indicado por vc, que dirá o que está impresso nele... Meu camara, nesse disco, c sabe, né? Cresci o olho (rs) legal! Entendeu a msg, né?

Abraços!

Érico Cordeiro disse...

Grande Mr. Seu Sérgio.
Folgo em lê-lo!
É um prazer ter você a bordo e vá preparando o tapetinho vermelho...
O Benny foi uma descoberta sua - a partir do sonicbarzinho que eu cheguei até ele. Tenho esse postado e o Big Brass, ambos muito bons (é claro que também tenho os adquiridos na bikelojinha, mas esses você tem).
Bom, esperemos o que dirão nossos ilustres confrades - mais tarde te mando um presente virtual!
Abração!

APÓSTOLO disse...

Estimado ÉRICO:

O album alemão de Mr. Ernest é dos melhores da curta discografia dele, dando-nos a oportunidade de ouví-lo com surdina e, ainda assim e como muito bem disse Quincy Jones, com notável alcance sonoro e controle da respiração.
Mesmo emulando o magnífico JOE WILLIAMS, o vocalista Wayne Bartlett dá o recado no clássico "Don't Get....".
Trumpetista de "mesinha de cabeceira", BAILEY sempre se declarou "discípulo" de PARKER o que, convenhamos, não é pouco.
Importante lembrar que BAILEY também tocou em 1947 na "máquina" de JAY McSHANN (além de tudo uma senhora escola de "blues"), anos depois de PARKER tê-la deixado.
Uma resenha digna das melhores de quem "confessa que ouve" e nos presenteia com informação acima de quaisquer ressalvas.
Grato pela música, a arte que sempre encanta ! ! !
Que venham mais resenhas....

Érico Cordeiro disse...

Mestre Apóstolo,
É sempre uma enorme satisfação tê-lo a bordo.
Nesse exato instante, estou trabalhando em cima do seu fabuloso texto sobre o Ralph Burns (que vida rica a dele!!!) e complementando uma informaçãozinha aqui e outra acolá. Em breve ele pinta por aqui - nem sei como agradecer a sua mais que preciosa generosidade.
Ao mesmo tempo, preparo o repertório para o programa do meu amigo Augusto Pellegrini, do qual participarei na sexta-feira e será todo dedicado ao samba-jazz (Edison Machado, Raul de Souza, Tenório Jr., Zimbo Trio, Hector Costita, Dom Salvador, Sérgio Mendes e Antônio Adolfo estão entre os craques escalados).
Bom, e sobre o ailey, não tem mais muito a dizer: era um fora-de-série, iluminado pelos deuses do jazz com um talento colossal.
Grande abraço, Mestre!

Sergio disse...

Pra bons entendedores, meia palavra "interjeiciva" basta: Ufa! Mr. Apostolo comentou!

Mr. Érico, aguarde mais um dia pra ver se consigo ou não o álbum postado. Acho q no soulseek apareceu a margarida.

À mr. Apostolo um muito obrigado por confirmar o que eu só pensava q já sabia, o Bailey é "O Cara". No mínimo um dos, ao menos.

Mas vejam, de todas as mortes e destinos trágicos do jazz, é difícil um tão terrível quanto o dele. O que é pior para um artista de tal dimensão, sair desse mundo em tamanho esquecimento? Pensem a respeito.

Érico Cordeiro disse...

O beija-flor continuará a depositar suas gotinhas d'água sobre o incêndio, Mr. Sérgio.
De nossa parte, Bailey ainda vai ser lembrado por muito tempo, ainda que apenas por alguns poucos abnegados jazzófilos. Sua obra é imortal.

PREDADOR.- disse...

Abrindo um parênteses antes de discorrer algo sôbre Benny Bailey: "Mr.Sergio, você me colocar no mesmo nível, ou melhor fazer citações colocando-me entre os "caras" dos jazz como Raffaelli, Apósto, Lester, deixou-me com o "ego" do tamanho do Maracanã. Faça isso não meu amigo, sou apenas um apreciador do bom jazz e nada mais. Menos, mr.Sergio, menos. Com "um ego inflado", aí é que ninguém vai me aguentar mais". Bom, mr.Cordeiro, o que interessa mesmo é o Bailey. Um dos grandes trumpetistas, e, sabe-se lá porque, nunca figurou entre os principais músicos do jazz. Vá entender os "ditos críticos" e o discernimento musical da "patuléia". Mas, no final das contas, quem não entende de jazz sou eu. Apesar de ter partcipação efetiva ao lado de "cobras do jazz", Benny, mencionado acima por você, gravou pouca coisa como lider, e eu destaco (meu gosto pessoal) "Benny Bailey Plays" (1959), "Big Brass" (1960) dentre outros como "Satchmo Legacy" e o citado "Soul Eyes-Live at Domicile". Apesar de não gostar de muita cantoria (quem é esse Wayne Bartlett??????, cantores bons eram Johnny Hartman e Joe Williams) nem de calypso o disco comentado é bastante bom, valendo pela atuação excepcional de mr.Bailey nas faixas "Prelude to a kiss" e "I Thought about you" e pelos seus comentários sempre sucintos mr.Cordeiro.

RENAJAZZ disse...

MESTRE ERICO É AMIGOS DO BARZINHO ESTOU PREPARANDO UMA POSTAGEM SOBRE FREDDIE HUBBARD NO MEU BROG MAS VEJAM O QUE EU ACABEI DE ENCONTRAR http://youtu.be/oHghLmoD-OI QUE SAUDADES

Érico Cordeiro disse...

Caros Predador e Renato,
Sejam mais que bem-vindos.
Ao primeiro, digo que sua inclusão nesse time é mais que merecida - você entende do riscado como poucos e, além disso, tem um ótimo gosto. Suas dicas são sempre preciosas. E gostei de ver que, apesar das faixas cantadas e do calipso, você não detonou o Bailey (e nem a mim)!!!!
Ao segundo, informo que o Hubbard já pintou no barzinho e se você achar útil, aqui tem o link:
http://ericocordeiro.blogspot.com/2009/09/o-passado-o-presente-e-o-futuro-do.html
Abração aos dois!

Anônimo disse...

Your point is valueble for me. Thanks!

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APÓSTOLO disse...

Mais que estimado ÉRICO e muito prezados PREDADOR e SÉRGIO:

O JAZZ, tal com as vertentes clássica e erudita da música, tem dessas incompreensíveis incógnitas !
BAILEY talvez não tenha sido marqueteiro ou se curvado aos "críticos", dai porque nunca tenha sido evidenciado como um dos grandes.
Parafraseando certo presidente americano, entre um crítico de JAZZ e um JAZZ sem crítica, fico com a segunda opção, até porque não necessitamos de críticos para aguçar nossas audição, emoção e gosto.
Quanto ao "pouco conhecimento" declarado pelo PREDADOR, terá que prová-lo mais adiante, já que até hoje sempre aplaudiu o MELHOR, demonstrando bom gosto mais que acima da média.

Érico Cordeiro disse...

Mestre Apóstolo,
Assino embaixo de tudo o quanto foi dito, especialmente no que tange ao nosso querido Predador, o alienígena que mais entende de jazz na Via Láctea!
Abração!

José Domingos Raffaelli disse...

Dear Gran Master Boss,

Há tempos (não lembro quando) registrei numa de suas resenhas como conheci casualmente Benny Bailey na famosa loja J & R de New York, em 1972, comprando LPs de Kenny Dorham. Infelizmente não conheço o CD ora comentado. Como voce realçou, ele e Quincy Jones eram grandes amigos e este dedicou-lhe a composição "Meet Benny Bailey".

Hoje voltei à realidade após alguns dias maravilhosos em Belo Horizonte, onde fui homengeado pelos músicos mineiros num evento emocionante que colocou meu coração à prova.
Aproveito esta oportunidade para um agradecimento àqueles grandes amigos que rejuvenesceram meu entusiasmo:

Caríssimos confrades mineiros,

Após as grandes emoções da homenagem recebida dos grandes e queridos amigos músicos em Belo Horizonte, deixando-me felicíssimo com a alma e o coração exultando de alegria e contentamento, retorno à realidade para agradecer-lhes do fundo do coração. O último número reuniu cerca de 35 dos melhores músicos brasileiros no palco, que, no final, puxaram-me para ao lado deles a fim de agradecer os aplausos do público.
Sem qualquer dúvida, foi uma das maiores emoções da minha vida.
Embora haja agradecido a eles em Belo Horizonte, aproveito a oportunidade para aqui externar minha eterna gratidão a todos, com meu grande abraço e keep swinging,
Raffaelli

24/10/11 10:27

Frederico Bravante disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Frederico Bravante disse...

Fui informado de que não estou entre 'os caras'... Mas que diabo um John Lester entende de jazz que eu não entendo???

Bem, quanto a Bailey ele realmente merece toda nossa atenção. Mandou bem Mr. Cordeiro!

Érico Cordeiro disse...

Mestre Raffaelli,
Homenagem mais que justa e merecida para quem tem feito, ao longo dos anos, tasnto por nossa música e nossos músicos. O carinho dos mineiros representa o carinho que todos nós, amantes da música de qualidade, temos por você. Parabéns por sua postura sempre intacta, de quem jamais se deixou contaminar por modismos e nunca fez concessões a artistas descartáveis e sem substância.
Meu caro Bravante,
Quanto a essa não inclusão do seu nome, manifesto aqui, e de público, a minha veemente insatisfação e propugno ao Sr. Sônico, o responsável pela suposta lista, que proceda à imediata inclusão do seu nome!
Um fraterno abraço aos dois!

MJ FALCÃO disse...

Adorei Benny Bailey!

Érico Cordeiro disse...

Olá, querida!
Fique à vontade - com o Benny não tem "carnaval triste", como se diz por estas bandas. Muito bom tê-la a bordo!
Um fraterno abraço d'Além-Mar!

figbatera disse...

Ah, Mr. Érico, quando tiver um tempinho (não sei como vc arranja) manda pra mim esse Benny.. Obrigado!

Érico Cordeiro disse...

Mestre Fig,
Te mando aos pouquinhos, ok? Já te expliquei o meu problema com a instalação do Pando, não?
Abraços!

fabio disse...

Agradeço pois não conhecia essse trompetista, que aliás é muito bom! Obrigado.

Pereira Silva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pereira Silva disse...

Parabéns pelo blog. Visita o meu blog também: www.espacodotrompete.blogspot.com.br

Obrigado desde já!!

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