Amigos do jazz + bossa

terça-feira, 19 de julho de 2011

A BALADA DO SOLDADO


Franklin Benjamin Foster nasceu no dia 23 de setembro de 1928, em Cincinnati, Ohio. Filho da professora Lillian Watts Foster e do funcionário dos correios Frank B. Foster, o garoto cresceu em uma cidade culturalmente bastante rica. Localizada na confluência entre os estados de Ohio, Indiana e Kentucky, Cincinnati era um dos principais destinos dos enormes contingentes de negros que, nos primeiros anos do século vinte, deixaram a empobrecida e segregacionista região sul dos Estados Unidos, em busca de melhores condições de vida e trabalho.

A cidade também recebeu uma enorme gama de imigrantes europeus ao longo de sua história, especialmente italianos e alemães. Musicalmente, de lá saíram artistas notáveis, como Dinah Shore, Fats Waller, Rosemary Clooney, George Russell e James Brown. Um dos maiores orgulhos dos habitantes da cidade é o renomado Cincinnati Conservatory of Music, ligado à University of Cincinnati.

Embora não pertencesse a uma família musical, Frank dispunha de um piano em casa e aos seis anos de idade começou o aprendizado no instrumento, pelas mãos de Artie Matthews. Como ocorria na maioria dos casos, o primeiro contato com a música se deu no âmbito erudito e o garoto logo desenvolveu uma enorme afeição pela música do russo Tchaikovsky.

A paixão pela música clássica era estimulada pela mãe, que costumava levar o garoto aos concertos que a Cincinnati Simphony costumava realizar na cidade. Durante seis meses o garoto foi um dedicado aluno, mas um acidente obrigou-o a abandonar os estudos musicais. Frank foi atropelado por um caminhão e passou cerca de dois meses hospitalizado, com fraturas nas pernas e várias escoriações pelo corpo.

Felizmente, o acidente não deixou seqüelas, mas somente cinco anos mais tarde, quando estava com onze anos, ele voltaria a estudar música. O instrumento escolhido foi a clarineta e, graças à influência do irmão mais velho, Charles Amos Foster, Frank começou a prestar atenção ao jazz, que até então lhe era pouco familiar.

Charles costumava freqüentar o Coliseum, onde se apresentavam algumas das principais big bands da época, como as de Count Basie, Duke Ellington, Jimmie Lunceford e Erskine Hawkins. Embora não tivesse idade para freqüentar esses bailes, Frank ficou bastante interessado pela música que essas bandas produziam e que tornavam aquele período musicalmente tão estimulante.

Frank ganhou a clarineta de presente ao pai e, de posse do instrumento, passou a freqüentar a Wurlitzer Music Store, onde recebeu aulas por quase um ano, com o clarinetista Bud Rohs. O aprendizado musical e a intensiva audição de discos de jazz levaram o garoto a adicionar o saxofone ao seu rol de afinidades.

Graças ao trabalho de gente como Willie Smith, Johnny Hodges e Earle Warren, estrelas, respectivamente, das orquestras de Jimmy Lunceford, Duke Ellington e Count Basie, Foster se apaixonou pela sonoridade do instrumento. Em pouco tempo já era capaz de realizar proezas admiráveis com o sax alto e em 1942 foi contratado por Charles Danzi, que comandava uma das orquestras de baile mais populares de Cincinnati.

Em seguida, ingressou em outra banda local, a Jack Jackson’s Jumping Jacks e ali conheceria o trompetista Matthew Garrett, pai da cantora Dee Dee Bridgewater. Outro músico com quem fez amizade na época foi o tenorista Tom McClure, que o inspirou a se aventurar pelo sax tenor. Frank ainda passaria por uma infinidade de bandas locais, como as de Andrew Johnson e de Tommy Smith, tocando em clubes como o Cincinnati’s Cotton Club e o Sportsman’s Club, em Covington.

A bordo dessas orquestras, Frank viajou exaustivamente pelas cidades da região. Dayton, Springfield, Portsmouth, Lexington eram destinos freqüentes e os bailes eram sempre para platéias negras. Foster recorda aquele período difícil: “Nós tocávamos apenas para negros. Não havia platéias mistas naquela época. Ou o público era composto apenas de negros ou era apenas de brancos”.

As apresentações e viagens eram realizadas apenas aos finais de semana e Foster não teve maiores dificuldades para conciliar o trabalho e os estudos. Em seu último ano no ensino médio, organizou a banda da escola e elaborou todos os arranjos. Após a conclusão do ensino médio, ele foi estudar música na Wilberforce University, onde ingressou em 1946. Suas primeiras opções haviam sido o Oberlin Conservatory e o Cincinnati Conservatory, mas essas instituições, na época, não admitiam negros.

Frank já era então um consumado admirador de Lester Young, Buddy Tate, Don Byas e Ben Webster e havia optado, em definitivo, pelo sax tenor. Na universidade, fez parte de uma banda chamada Wilberforce Collegians, e se tornou bastante próximo do trompetista Freeman Lee. Os dois voltariam a tocar juntos muitos anos depois, na banda do pianista Elmo Hope.

Frank se tornou, rapidamente, um dos esteios da banda, responsável pelos arranjos e também por algumas das composições incluídas no seu repertório. Em 1947 a banda venceu um concurso nacional, promovido pelo jornal The Pittsburgh Courier, cujo prêmio foi uma viagem a Nova Iorque, para se apresentar no Carnegie Hall, dividindo o palco com as orquestras de Lucky Millinder, Billy Eckstine, Count Basie e Duke Ellington. Durante aquela viagem, ele pôde freqüentar os mitológicos Three Deuces e Onyx Club onde assistiu, extasiado, a apresentações de Fats Navarro, Miles Davis, Bud Powell e Charlie Parker. Bird era um ídolo e vê-lo ao vivo fez com que a admiração de Foster aumentasse ainda mais.

Durante o verão de 1949, o trompetista Snooky Young, encantado com o talento de Foster, o convidou para uma temporada de seis semanas em Detroit. O saxofonista adorou o cenário musical da cidade. Ele conta: “Detroit era um verdeiro paraíso, um dos principais pólos do jazz e parada obrigatória se você quisesse tentar a sorte em Nova Iorque. Ali estavam os Irmãos Jones – Thad, Hank e Elvin – Kenny Burrell, Tommy Flanagan, Barry Harris, Doug Watkins, Paul Chambers, Sonny Red. A lista era interminável”.

Terminada a temporada com Young, Frank quis permanecer na cidade. O destino atendeu seu desejo, mas não exatamente da maneira que ele havia planejado. Certa noite, após uma gig, Foster deixou seus instrumentos – um sax alto, um tenor e uma clarineta – no clube, onde tocaria na noite seguinte. Um amigo do alheio passou pelo local e surrupiou-lhe as ferramentas de trabalho.

Sem se deixar abater, o saxofonista apanhou o limão e fez uma suculenta limonada. E recorda o fato: “Eu usei o roubo dos instrumentos como desculpa para continuar na cidade. Dizia para todo mundo que tinha que encontrá-los, pois era uma questão de honra”. O certo é que ele não se esforçou muito para ter os instrumentos de volta, preferindo tocar com os atrevidos músicos da cidade. Ali também fez amizade com Wardell Gray, que na época fazia parte da orquestra de Count Basie.

O período em Detroit foi marcante também para os músicos da cidade, que pelos próximos anos o veriam como uma espécie de espelho. O pianista Tommy Flanagan, em uma entrevista, declarou: “Frank Foster exerceu uma grande influência sobre os jovens músicos de Detroit. Ele compôs um bocado de temas bastante originais. Nós costumávamos a comparar Frank a John Coltrane”.

Cerca de um ano depois, voltou para Cincinnati e continuou a tocar em bandas da região, até ser convocado pelo exército, em abril de 1951. Designado para uma base na Califórnia, ele passou uma semana em San Francisco e ficou boquiaberto com a força da cena local. Era possível ver de perto, em locais como o Jimbo's Bop City e o Jackson's Nook, astros como Dexter Gordon.

O primeiro encontro entre os dois foi bastante pitoresco. Vestido com a indumentária do exército, Frank decidiu participar de uma jam session liderada por Gordon. Como não era conhecido na cidade, disse que havia tocado com Sonny Stitt, o que era mentira, e subiu ao palco. Decidido a testar as habilidades do soldado, Dexter emendou uma versão supersônica de “Cherokee”, mas o garoto não se intimidou e segurou a onda com maestria. Após um duelo que durou vários minutos, a batalha terminou sem vencedores, para delírio da privilegiada assistência. Como recompensa, Foster ganhou o respeito de Gordon, que lhe deu o apelido de “Soldier Boy”.

Já a experiência com outra lenda do jazz não foi tão feliz. Foster participava de uma gig, quando soube que Lester Young estava na platéia. Empolgado, o jovem quis impressionar Pres e atacou o saxofone com toda a volúpia dos seus 22 anos, espalhando pelo ar uma cornucópia de acordes.

Ao final do show, soube por terceiros o que Young havia achado de sua performance: “Não gostei. Ele toca muitas notas”. Muitos anos depois, ele recorda o episódio e suas conseqüências: “Eu fiquei arrasado, era como se tivesse sido tragado pelo chão. Aquela foi uma valiosa lição sobre como não fazer uma abordagem musical.”

Após servir no Japão e na Coréia, onde, felizmente, foi destacado para o setor de suprimentos e foi poupado de entrar em combate, ele foi dispensado do exército em maio de 1953. Alguns meses depois, Frank daria início à associação que, pelos anos vindouros, marcaria sua vida e sua carreira, ao receber um convite de Count Basie para integrar a sua orquestra. Sem pestanejar, o saxofonista pegou suas coisas e se mandou para Nova Iorque, apresentando-se ao novo patrão no dia 27 de julho.

Poucos meses antes, quando já havia deixado as forças armadas, Frank foi assistir a uma apresentação da big band de Basie no Graystone Ballroom e soube que o pianista, então, buscava um substituto para Edie “Lockjaw” Davis. Dois ex-colegas da época do Wilberforce Collegians, o saxofonista Ernie Wilkins seu irmão, o trombonista Jimmy, o reconheceram e o chamaram para subir ao palco.

Com a orquestra, Frank tocou “Body and Soul” e “Perdido” e agradou Basie, que elogiou sua atuação, deu-lhe uma piscadela e disse: “Eu vou entrar em contato com você, garoto”. Três longos meses depois ele realizava o sonho de tocar na mais poderosa máquina de swing que o jazz já havia produzido.

Como que para premiá-lo, naquela mesma noite Foster vivenciou um dos momentos mais marcantes de sua longa carreira musical. Ele havia ido ao Birdland, com a cantora Sheila Jordan, para assistir a uma apresentação de Charlie Parker e comemorar o seu ingresso na banda de Basie. No meio do concerto, Bird chamou-o ao palco e os dois tocaram juntos “Dance of the Infidels”, de Bud Powell.

Foi uma experiência inesquecível. Ele rememora: “Acho que eu causei uma boa impressão e durante a execução ele exibiu vários truques que apenas músicos muito experientes são capazes de fazer.Depois do show nós conversamos brevemente, mas para dizer a verdade eu estava tão extasiado que nem lembro direito o que eu disse a ele ou o que ele me disse. Eu fiquei em um delicioso estado de choque”.

Em maio de 1954, quando já havia se estabelecido como uma das vozes mais proeminentes da orquestra de Basie, da qual seria também o diretor musical, compositor e um dos seus principais arranjadores, Frank gravou pela primeira vez como líder, para a Blue Note. A seu lado, o trombonista Bennie Powell, o pianista Gildo Mahones, o contrabaixista Percy Heath e o baterista Kenny Clarke.

Foster se tornou amigo inseparável de outro destacado solista da orquestra, o saxofonista Frank Wess. Foram onze anos de turnês pelo mundo, gravações históricas, apresentações em programas de TV como The Jackie Gleason Show, The Dinah Shore Show e The Garry Moore Show. Frank conheceu pessoalmente astros como Jerry Lewis, e esteve presente em gravações da banda com gente do calibre de Sarah Vaughan, Nat “King” Cole, Ella Fitzgerald, Lena Horne e Frank Sinatra.

Como compositor, assinou inúmeros sucessos que seriam imortalizados por Basie e seus comandados, como  “Shiny Stockings”, “Didn’t You”, “Down for the Count”, “Four, Five, Six”, “Rare Butterfly”, “Blues Backstage”, “Back to the Apple”, “Discommotion” e “Blues in Hoss Flat”, apenas para citar algumas de suas composições.

Seu papel de destaque na orquestra não impedia que ele desenvolvesse uma prolífica carreira como músico de estúdio,participando de álbuns de craques como Joe Newman, Buck Clayton, Harry “Sweets” Edison, Thelonious Monk, Kenny Burrell, Frank Wess, Thad Jones, Hank Jones, Duke Pearson, Benny Goodman, Ray Charles, Eddie Higgins, Kenny Dorham, Richard “Groove” Holmes e uma infinidade de outros.

A relação com os músicos de Detroit permaneceu bastante intensa e um dos grandes momentos de Foster pode ser conferido no álbum “All Day Long”, onde o saxofonista está rodeado de grandes nomes surgidos naquela cidade. Embora os créditos apontem o guitarrista Kenny Burrell e o trompetista Donald Byrd como líderes da sessão, é Frank quem brilha com uma intensidade superior, não sendo exagero dizer que sua atuação deslumbrante chega a ofuscar os demais parceiros.

Gravado para a Prestige no dia 04 de janeiro de 1957, o disco traz, além de Foster, Byrd e Burrell, o pianista Tommy Flanagan, o baixista Doug Watkins e o baterista novaiorquino Art Taylor. A faixa de abertura é um blues estupendo, composto por Burrell mas que dá a todos os integrantes do sexteto uma excepcional oportunidade para que exibam seus talentos superlativos. São quase dezenove minutos de virtuosismo, criatividade, histamina e muita técnica, com direito a solos exuberantes, especialmente os de Burrell, Foster e Byrd.

“Slim Jim” é um had bop de autoria de Byrd, que protagoniza um sensacional duelo com Foster. Motivados e bastante competitivos, os dois disparam frases nervosas e certeiras, que empolgam o ouvinte e contagiam os outros integrantes da banda. Flanagan executa um solo transbordante de energia, Burrell se esbalda com uma pegada funky e Taylor acrescenta um leve componente latino ao tema.

Byrd também comparece com a ótima “Say Listen”, outro petardo sonoro de alta voltagem. Burrell faz o primeiro solo e sua abordagem é sempre melodiosa e energética. Em seguida vem Foster e seu sopro é agressivo, ríspido e muito imaginativo. Adotando uma postura semelhante, o autor do tema descarrega um discurso eloqüente e ferino, dentro da melhor tradição de antecessores como Fats Navarro.

Art Taylor faz a breve, porém explosiva, introdução de “A. T.”, composição feita por Foster em homenagem ao baterista, que também elabora um solo tecnicamente irrepreensível. Embora o saxofonista tenha se consagrado na orquestra de Count Basie, cujo repertório era essencialmente calcado no swing, é em no contexto bop que ele consegue exibir a plenitude de sua arte. Seus improvisos somam uma técnica magistral a uma paixão incontrolável e o resultado é arrebatador. Destaque também para as atuações de Flanagan e Burrell, particularmente inspirados.

Para fechar o disco, o sexteto emenda outra composição de Foster, a inebriante “C. P. W.”. Com um andamento mais cadenciado e um groove que a aproxima de trabalhos como os dos Jazz Messengers ou do Clifford Brown-Max Roach Quintet, a faixa tem muitas qualidades, como os sopros que atuam em uníssono e uma indiscutível presença do blues. Foster e Burrell improvisam de modo exemplar e patrocinam alguns dos solos mais consistentes do álbum. Uma aquisição preciosa, que consegue, em suas cinco faixas, captar o espírito espontâneo e aglutinador do jazz.

Cansado da rotina de viagens e concertos, Foster saiu da orquestra de Basie em 1964, decidido a priorizar a carreira de arranjador, realizando trabalhos para Sarah Vaughan, Tony Bennett e Frank Sinatra. Entre 1970 e 1975 co-liderou um grupo com Elvin Jones, por onde passaram feras como George Coleman, Dave Liebman, Joe Farrell e Steve Grossman. Outra associação bastante produtiva foi com a Thad Jones–Mel Lewis Orchestra.

Durante a década de 70, enveredou pela educação musical, permanecendo por cerca de um ano como artista residente no New England Conservatory of Music, em Boston, em 1971. Naquele mesmo ano, começou a dar aulas em várias escolas públicas da região de Nova Iorque, dentro do programa “Cultural Enrichment Through Music, Dance, and Song”. Entre 1972 e 1976 foi professor assistente do State College of New York.

O saxofonista montou uma série de pequenos grupos, como o “Living Color” e o “”, e as orquestras “The Non-Electric Company” e “Loud Minority Big Band”. Também formou, com o velho amigo Frank Wess, um elogiado quinteto, no início da década de 80. Em 1985 realizou uma longa excursão pela Europa, acompanhando o organista Jimmy Smith.

No ano seguinte, Foster sucederia Thad Jones na direção musical da nova Count Basie Orchestra, permanecendo ali até 1995. Ele recebeu dois prêmios Grammy, por seus trabalhos com Diane Schuur (melhor arranjo em acompanhamento vocal por “Deedles’ Blues”, em 1987) e George Benson (por “Basie’s Bag”, na categoria de melhor arranjo instrumental de jazz, em 1988), além de ter sido indicado outras vezes, por arranjos feitos para Charles Trenet e Frank Wess. Em sua discografia como líder, registram-se gravações para Blue Note, Savoy, Prestige, Catalyst, Denon, Concord, Bee Hive, Challenge, EPM e Arabesque.

Seus arranjos e composições já foram interpretados por grandes orquestras e pequenos conjuntos, onde se destacam The Carnegie Hall Jazz Ensemble, The Detroit Civic Symphony Orchestra, The Ithaca College Jazz Ensemble, The Jazzmobile Corporation of New York City, The Lincoln Center Jazz Orchestra, e The Metropole Orchestra of Hilversum, na Holanda. Elaborou, a pedido de Dizzy Gillespie um arranjo para “Con Alma”, a ser executado pela London Philharmonic Orchestra, com regência de Robert Farnon, em 1983.

Em 2001 Foster sofreu um AVC, que comprometeu seus movimentos e o impediu de tocar. Mas não conseguiu tirar-lhe o ímpeto criativo e nem o talento como arranjador. Um dos seus últimos trabalhos foram os arranjos para o álbum “A Swinging Christmas” (Sony, 2008), de Tony Bennett, que conta com a participação da Count Basie Orchestra.

Em 1987 recebeu o título de doutor Honoris Causae da Wilberforce University, onde havia ingressado como aluno, quase 40 anos antes. No ano de 2002, a National Endowment for the Arts lhe concedeu o título de Jazz Master, maior honraria a que um músico de jazz pode aspirar e  em 2007 seria a vez de ser nomeado Living Jazz Legend, pelo Kennedy Center.

Em 2009 Frank foi agraciado com o Living Legacy Award, concedido pela Mid Atlantic Arts Foundation. Kenny Barron fez o show que encerrou a cerimônia de entrega do prêmio, no Terrace Theatre do Kennedy Center, em Nova Iorque. Ainda naquele ano, teve a sua suite “Chi-Town is My Town and My Town’s No Shy Town” executada pelo Chicago Jazz Ensemble, sob a direção do trompetista Jon Faddis, no Harris Theater, em Chicago. Foster doou seus arquivos, incluindo fotos, partituras e gravações, para a Duke University.

Apesar dos problemas de saúde, ele também doou o saxofone que usou em várias gravações com a orquestra de Count Basie, para a Jazz Foundation of America, a fim de ajudar as vítimas do furacão Katrina, que devastou New Orleans em 2005. Foster se mantém ativo até hoje, compondo e elaborando arranjos, na tranqüilidade do seu lar, em Chesapeake, Virginia, onde mora com a esposa, Cecilia Foster, sua companheira há mais de quarenta anos.

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56 comentários:

APÓSTOLO disse...

Estimado ÉRICO:

Estupenda gravação com um time de "cracaços" em plena forma.
É como se estivessem gravando HOJE, para a eternidade.
Uma senhora resenha, que estimula qualquer a conhecer sempre mais desse MÚSICO superior.
Carreira digna, gravações de alta qualidade, composições "forever", enfim um dos que vieram ao mundo para gerar beleza.
Grato pela música ! ! !

Érico Cordeiro disse...

Mestre Apóstolo,
Sem você essa resenha provavelmente não veria a luz do dia - e quase que acontece com o Foster o que aconteceu com o Mariano: de repente tem material para duas ou três resenhas :-)
Obrigado pelas presenças sempre generosas e estimulantes - tenho o dvd da Diane Schuur com a banda de Count Basie e o Foster está no comando - é sensacional!
Abração!

pituco disse...

érico san,

faz tempo que devo visita por aqui...aliás, visita faço...o que via de regra falta é tempo pra umcomentário à altura de tuas resenhas bacanudas...

bom, tentei acessar a radiola e não consigo...tentarei mais tarde...

abraçsonoros e segue a barca

Érico Cordeiro disse...

Pois é, Mr. Pituco,
Tava sentindo sua falta no barzinho.
A radiolinha aqui tá normal - não sei o que pode ter acontecido.
E o cd, como estão sendo as vendagens? E quando chaga ao Brasil?
Abração!

José Domingos Raffaelli disse...

Caro Gran Master Érico,

A máquina criadora de notáveis resenhas não descansa dia e noite. Como sempre, a marca pessoal do seu estilo é evidenciada ao longo do texto sempre informativo acoplado à sua percepção musical, ao seu coinhecimento e a seu espírito de pesquisador musical incansável.

Como está no final da letra da imortal "I Got Rhythm", de Gershwin, "who could ask for anything more" ?

Keep swinging,
Raffaelli

Érico Cordeiro disse...

Mestre Raffaelle,
Depois de ter passado no CJUB e de ter lido ali que a noite passada foi extraordinária, só me resta enviar-lhe, mais uma vez, os parabéns por sua trajetória tão rica e tão digna.
Um exemplo para todos nós - que bom termos um espelho tão cristalino para podermos nos mirar!
Um fraterno abraço e muito obrigado pela generosidade.

José Domingos Raffaelli disse...

Caríssimo Gran Master Érico,

Grato pelas sempre amáveis e generosas referências a meu respeito.

De fato, para mim ontem foi uma noite que jamais esquecerei, emocionando-me pelas reiteradas manifestações de apreço, amizade e carinho por parte de todos.
Entre outros, tocou meu amigo Marcio Hallack, pianista, que veio de Juiz de Fora especialmente para o evento.

Entre as inúmeras supresas agradabilíssimas que tive, revi e abracei nosso querido correligionário Rogério Coimbra, a quem não via desde os idos de 1990, no Festival de Jazz de Vitória, do qual era o braço direito do Marien Calixte.
O mundo é pequeno, mesmo ele e eu sendo brasileiros. Jamais poderia supor que ele estaria no Rio e compareceria ao evento. Foi uma baita e felicíssima surpresa.
Como dizia meu saudoso e grande amigo Carlos Conde, "o jazz só faz amigos".

Keep swinging,
Raffaelli

José Domingos Raffaelli disse...

Caro Erico,

Em minha euforia esqueci de agradecer-lhe por ter divulgado o evento em seu blog.

Perdoe essa indesculpável falha. Por essas e outras falhas pago o preço de minha memória estar rateando bastante. É o alto preço que impõe a marcha inexorável do tempo com a chegada da velhice.

Keep swinging,
Raffaelli

Érico Cordeiro disse...

Mestre Raffaelli,
Você merece todas as loas - fiquei com muita vontade de ir, mas a coluna não deixou - realmente uma noite inesquecível.
Conheci o Marien Calixte em Vitória, quando fiz o lançamento do Confesso que ouvi naquela cidade.
Uma pessoa maravilhosa - simpaticíssimo.
Coimbra estava no Rio na época e não pudemos nos conhecer pessoalmente, mas não faltarão oportunidades.
Quanto à divulgação do evento aqui no blog, era não só a nossa obrigação como uma honra e um prazer - qualquer evento em que você esteja envolvido terá sempre o apoio (modesto, é certo, mas muito sincero) do jazzbarzinho.
Um fraterno abraço!

PREDADOR.- disse...

Irrepreensível resenha sôbre um dos mais importantes, no meu entendimento, saxofonistas do JAZZ. A ecolha do disco também foi ótima mr.Cordeiro. Sem mais nada a comentar, sugiro alguns albums de "respeito", liderados por Foster: "No count" (Savoy-1956) - "Two Franks, please" (Savoy 1957) - "Good 'n' Groove" com Joe Newman (Ojc 1961) - "Two for the blues" com Frank Wess (OJC - 1983).
Depois de saber do brilhantismo que foi o evento (20/07), em homenagem ao mestre Raffaelli, aproveito o seu blog para parabenizá-lo pelo acontecimento, no qual ele relembrou, ao encontrar-se com mr.Rogério Coimbra, dos bons tempos dos Festivais de Jazz em Vitória, organizado por Marien Calixte e especificamente o dos anos 90. Eu estava presente àquele evento, no Teatro Carlos Gomes, e pude conhecer, embora a distância, mestre Raffaelli, que sabia ser um dos maiores conhecedores de JAZZ e um dos principais batalhadores na divulgação dessa música tão fascinante. Parabéns mr.Cordeiro pela resenha e a mestre Raffaelli pela justa e merecida homenagem.

Érico Cordeiro disse...

Mr. Predador,
Estava com saudades de você.
Estava dando um giro pelo espaço sideral?
Um evento organizado por marien Calixte e Rogério Coimbra, com a participação de José Domingos Raffaelli e a presença do Predador na platéia realmente é um acontecimento e tanto.
Obrigado pela presença e pelo perene apoio ao barzinho!

RENAJAZZ disse...

http://www.filesonic.com/file/1425409614/JM-FF-ST54.rar
FRANK FOSTER E JAMES MOODS
SAX TALK
1954
SO PARA COMEÇAR DEPOIS VEM MAIS BOA NOIT MEU AMIGO ERICO E MAIS UMA VEZ MUITO OBRIGADO PELA AULA SOBRE FRANK FOSTER

Érico Cordeiro disse...

Meu caro Renajazz,
Sua presença no blog é sempre motivo de muita alegria - não apenas pra mim, mas pra todos os amigos do jazzbarzinho.
Obrigado por compartilhar conosco essas gemas preciosas! Esse disco eu não conheço, mas o Moody vai pintar por aqui em breve.
Um grande abraço!

José Domingos Raffaelli disse...

Caríssimo Mr. Predador,

Grato pelas amáveis referências e por lembrar dos saudosos festivais de jazz de Vitória produzidos por Marien Calixte e seus colaboradores, entre eles Rogério Coimbra.

Então você viu-me de longe num daqueles eventos! Porque não aproximou-se, assim teríamos feito contato ? Foi pena perder uma ocasião como aquela. A propósito, perdoe minha ignorância, mas você é músico ? Em caso positivo, que instrumento toca ?
Pelos CDs que possui de Frank Foster, aposto que toca sax tenor. Acertei ?

Keep swinging,
Raffaelli

José Domingos Raffaelli disse...

Caros confrades,

A propósito de Frank Foster, lembro com saudades quando ele veio liderando a Count Basie Orchestra no Free Jazz Festival de 1989. Foi dinamite pura, um choque elétrico que colocou em polvorosa (no bom sentido) a platéia do Teatro do Hotel Nacional.
A C.B. Orchestra tocou dois concertos: o primeiro foi apresentando composições consagradas ao longo do tempo pela big band do celebrado pianista e maestro, culminando com um fulminante duelo de três tenores (Frank Foster, Kenny Hing e ..... esqueci o outro, desculpe) no eletrizante up, up tempo de "Jumping at the Woodside) que enlouqueceu a todos. No segunto set, a orquestra acompanhou Joe Williams, que ficou célebre interpretando "Everyday I Have the Blues" com a banda original de C.B.
Para mim, depois disso, caso o festival decidisse antecipar o final do festival, eu não reclamaria, pois o que veio depois (apesar de ter coisa boas) jamais apagou os dois sets da C. B. Band.

Keep swinging,
Raffaelli

P.S. Anteriormente, Frank Foster tocara no Rio com o quinteto de Elvin Jones, em novembro de 1973, na Sala Cecilia Meirelles.

Paula Nadler disse...

Lester sempre fala desse saxofonista e pelas faixas que ouvi aqui ele é realmente demais.

Vovô Acácio manda abraços!

www.amsk.org.br disse...

Érico, este é um convite a blogagem coletiva.

http://cozinhadosvurdons.blogspot.com/2011/07/um-convite-utopia.html

5 bjs

Érico Cordeiro disse...

Caríssimos Raffaelli e Paulinha,
Uma honra tê-los por aqui.
Ao primeiro digo que o Predador é uma figura incrível, mas não tenho certeza de que toque algum instrumento - parece que ele gosta mesmo é de um bom detonador atômico.
Que concerto esse, com a orquestra de Count Basie na ponta dos cascos, como se costumava dizer - realmente prá guardar na memória para sempre.
Paulinha, apareça mais por aqui - você é como um poema de Quintana, uma brisa cálida sob o céu tempestuoso, uma boa garrafa de malbec e um solo de Edmond Hall à meia luz.
E pensar que eu quase aceitei a sua proposta para escrever no jazzbarzinho e deixar de lado meu amigo John Lester - felizmente não tinha na hora as oitocentas mil libras correspondentes ao seu passe :-) Acho que o nosso querido capitão me mataria...
Acho que o momento mais bacana de minha estada em Vitória foi poder ouvi-la recitando poemas de Sophia de Melo Breyner, enquanto degustávamos um maravilhoso Bramare 2006 no sarau na casa do capitão, para desespero do ciumento Salsa, aquele quase Othelo capixaba.
Um fraterno abraço aos dois e viva o jazz, que me permitiu conhcer duas pessoas tão encantadoras.

Érico Cordeiro disse...

Oi, amigas d'A Cozinha.
Passo agorinha mesmo na nossa casa Romá!
Incrível, há poucos minutos ouvia com meus compadres Celijon e Fafá o nosso ídolo jango e uma banda francesa muito bacana, que pega muita coisa do jazz manouche em seu rol de influências: chama-se Les Primitifs du Futur e o álbum é Tribal Musette.
Até mais!

PREDADOR.- disse...

Com sua permissão mr.Cordeiro, gostaria de dizer ao mestre Raffaelli que naquela época, muito tímido, não atreví a aproximar-me, e olha que estava a poucos metros. Terei ainda a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. Será uma honra e alegria para mim. Quem sabe, talvez brevemente, mr.Raffaelli. Quero dizer ainda que sou um aprendiz-fracassado pianista. Minha mão esquerda é muito ruim. Apesar de muita vontade, dedicação e esforços tentando tocar o instrumento, cheguei a conclusão que falta-me talento. Como diz mr.Cordeiro o "detonador atômico" é mais fácil de "tocar" e "utilizo-o" para "dizimar" os enganadores em matéria de JAZZ.

Humberto Dib disse...

Érico, o teu blogue é muito legal, sempre interessante.
Abraço.

Miguel Ângelo disse...

São estas histórias que dão sentido ao Jazz. E quando narradas pelo Érico, parece que estamos metidos nelas, a saborear cada um dos seus recantos.
Um enorme abraço e muito obrigado por tudo...

Érico Cordeiro disse...

Caros Predador, Humberto e Miguel,
Sejam muito bem-vindos - é uma honra contar com presenças tão ilustres aqui no barzinho.
Ao primeiro, digo que o piano não tem mesmo muito a ver com a sua sideral figura. O detonador atômico lhe cai bem melhor.
Ao segundo e ao terceiro, agradeço as palavras generosas e digo que o barzinho existe por causa de vocês.
Um grande abraço a todos!

RENAJAZZ disse...

DONALD BIRD
FRANK FOSTER
HAMK JONES
KENNY CLARKE
PAUL CHAMBERS

http://rapidshare.com/files/217492295/Donald_Byrd_-_Byrd_s_Word.rar

BIRD´S WORD 1955
MAIS UM COM A PARTICIPAÇÃP DE FRANK FOSTER

José Domingos Raffaelli disse...

Caro Érico e demais companheiros,

Apenas para complementar a informação:

O quinteto de Elvin Jones que tocou na Sala Cecília Meirelles, em novembro de 1973, veio com esta formação: Frank Foster (sax tenor), Monty Waters (sax soprano), Masabumi Kikuchi (piano), June Booth (baixo) e Elvin Jones (bateria, claro).

Keep swinging,

Raffaelli

José Domingos Raffaelli disse...

Caro confrade Predador,

Será uma alegria conhecê-lo, especialmente depois de saber que há anos isso não ocorreu devido à sua, digamos, timidez (ou algo assim) em aproximar-se. Com relação aos seus pendores como pianista, que, provavelmente por modéstia, afirma ter sido um aprendiz fracassado, tenho certeza de que alguém com tanto interesse e conhecimento sobre jazz jamais seria um fracasso.
Faço votos que um dia nos conheceremos e conversaremos bastante, nada de ficar parado à distância.

Keep swinging,
Raffaelli

Anônimo disse...

Salve, Érico,
Como vão as coisas? E a coluna, já está pronto pra outra?
Excelente o post sobre o Frank Foster. Não sabia que ele tinha sido tão importante e que tinha uma ligação tã forte com o bebop.
Tenho o dvd da Dianne Schuur com a orquestra do Count Basie e a direção musical é dele. Agora é ir atrás dos discos e conhecer mais um pouco o trabalho dele.
Quinta tem o show do Blues Etílicos e no sábado é o lançamento do livro do Pellegrini, lá no Comidinha. Nos vemos por lá, blz?
Abraços do
José Carlos Fontenele.

RENAJAZZ disse...

http://www.mediafire.com/?s444xlihig7e77x

FRANK FOSTER
SOUL OUTING!

http://www.mediafire.com/?84ainiziu95b6az

FRANK FOSTER
FEARLESS

Érico Cordeiro disse...

Caros Renajazz, Raffaelli e Zé Carlos,
Sejam muito bem-vindos. Ao primeiro, só agradeço, em nome dos amigos do barzinho, pelos links. Muita gente vai poder conhecer mais a fundo essas feras todas.
Ao segundo, o Predador é modesto, meu caro Mestre. Ele deve ser um senhor pianista mesmo.
Zé, acho que vou ao show do Blues Etílicos - a gente se vê lá.
Abração aos três.

RENAJAZZ disse...

http://www.mediafire.com/?jwbwiaoomnj


HORACE PARLAN
FRANK STROZIER
FRANK FOSTER
LISLE ATKINSON
AL HEREWOOD

FRANK-LY SPEAKING

RENAJAZZ disse...

BEM EU IA ME ESQUEÇENDO

UM DISCAÇO DAQUELES QUE NÃO QUEREM SAIR DA VITROLA MARAVILHOSO APROVEITEM O LINK E BAIXEM SE O ASSUNTO É JAZZ ESTE DISCO COM CERTEZA TEM DE SER OUVIDO

Érico Cordeiro disse...

Valeu, meu amigo.
Esse disco é uma raridade. Foi gravado sob a liderança do Parlan, para a SteepleChase. Nota 10 mesmo.
Abração!

José Domingos Raffaelli disse...

Dear Gran Master Érico,

A última vez que ouvi Frank Foster ao vivo foi no Sweet Basil, em New York, em 2001, à frente de um excepcional quarteto com o fabuloso pianista Danny Mixon (que a maioria dos presentes, inclusive eu, jamais ouviram falar dele e que "roubou a cena" com solos arrebatadores que deixaram os presentes extrasiados), o canhoto Earl May (baixo) e Billy Hart (bateria). Obviamente, Frank Foster estava "com a cachorra", tocou uma barbaridade, empolgando-se ainda mais com os solos inacreditáveis de Mixon.

No intervalo, Danny Mixon disse-me que anos antes gravara uma música faixa num LP de Charles Mingus, mas que gravaria seu primeiro CD na semana seguinte. Não sei se chegou a gravá-lo, mas, infelizmente, depois disso a única notícia que lí a seu respeito foi a do seu falecimento, em 2009. Mas até hoje lembro como ele deixou a mim e os demais espectadores literalmente de queixo caído com seus solos pra lá de espetaculares!

Keep swinging,
Raffaelli

Érico Cordeiro disse...

Mestre Raffaelli,
Infelizmente, soube há pouco no blog do Doug Ramsey, o Foster nos deixou ontem (26/11), vitimado por uma doença renal.
Infelizmente, é mais um dos grandes que se vai. Sua obra valiosa permanecerá, nos dando alegria e enternecimento.
R. I. P.
PS.: O NY Times publicou o obituário, que pode ser lido no endereço:
http://www.nytimes.com/2011/07/27/arts/music/frank-foster-jazz-saxophonist-and-composer-dies-at-82.html?_r=1

APÓSTOLO disse...

Estimado ÉRICO:

Enviei-lhe email sobre o passamento de FOSTER.
Choraremos de saudades, jamais de tristeza = a obra que nos legou é uma absoluta maravilha.

APÓSTOLO disse...

Estimado ÉRICO:

Enviei-lhe email sobre o passamento de FOSTER.
Choraremos de saudades, jamais de tristeza = a obra que nos legou é uma absoluta maravilha.

Érico Cordeiro disse...

É isso aí, Mestre.
Li o e-mail e vi o vídeo - não conhecia esse Jazz on the tube - um site espetacular.
Saudemos o grande Foster como ele gostaria, penso eu, de ser lembrado: com muita música!
Abração!

Érico Cordeiro disse...

Mestre Raffaelli,
Pelo menos uma boa notícia: O Danny Mixon não morreu - ele está vivo e muito ativo. Pesquisei sobre ele e cheguei ao seu site, onde tem uma biografia e uma agenda bem movimentada, com shows agendados durante todo o mês de julho.
O endereço é:
http://www.dannymixonsounds.com/main.html
Ele tem dois discos, sendo que um deles, On My Way, está disponível no Amazon a cerca de nove dólares. Acho que vou arriscar.
Um grande abraço, Mestre!

José Domingos Raffaelli disse...

Caro Érico,

Realmente é uma gratíssima notícia saber que Danny Mixon está vivo! Mas por que cargas dágua publicaram seu obituário em 2009? Tenho certeza absoluta que o li porque naquela ocasião, após conversar com o baterista Adilson Werneck, meu amigo de longos anos e vizinho, fiz uma busca sobre Danny na internet e li on tal obituário.

De qualquer maneira, o importante é que ele está "alive and well", como dizem os americanos, tocando e gravando. Vou correr atrás de um CD dele.

Keep swinging,
Raffaelli

Érico Cordeiro disse...

Mestre Raffaelli,
Ainda bem que a notícia não era verdadeira e ainda vai ser possível conhecer o trabalho do Mixon.
Com o selo de qualidade Raffaelli se torna quase uma obrigação.
Abraços!

MUSA RENASCENTISTA disse...

MÚSICA DO CORPO E DA ALMA

Pauta poética do sentir...

Grata em poesia

Tocar música é virtude
É do ser o maior dom
Da alma nobre atitude
Dos sentidos é o som

Quem toca sabe o que faz
Quem quer tocar vai aprendendo
De escrever música é capaz
Quem da alma sabe lendo

Sabes dos sentidos a melodia
Que em notas decompõe
Espreme em sangue a poesia
Que nas palavras o verso põe

E a carne da pauta é o sentir
Que a musica dá-se pelos ouvidos
Das mãos se desprende para a ouvir
Em notas musicais de sentidos

Música do corpo e da mente
Não façam confusão
São melodias que ele sente
Pelas notas da paixão

musa
http://muraldosescritores.ning.com/profiles/blogs/musica-do-corpo-e-da-alma

Érico Cordeiro disse...

Olá, Musa!
Seja muito bem-vinda e obrigado por nos brindar com esse belíssimo poema.
Volte sempre, ok?

RENAJAZZ disse...

seja bem vinda grande musa

http://www.mediafire.com/?1ja0d29jq56n4nj
THELONIOUS MONK - MONK
SONNY ROLLINS
FRANK FOSTE

http://www.mediafire.com/?jwvddp8kli9ff6l

HOPE MEETS FOSTER


http://www.mediafire.com/?1x42o01dwc9k51l
ART TAYLOR - TAYLOR´S TENOR
CHARLIE ROUSE
FRANK FOSTER

Anônimo disse...

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