Amigos do jazz + bossa

sexta-feira, 18 de junho de 2010

DIÁRIO DE UM MAGO


O saxofonista e compositor Wayne Shorter nasceu no dia 25 de agosto de 1933, em Newark, estado de Nova Jérsei. Apaixonado por música desde a mais tenra infância, sempre recebeu da família o apoio e o estímulo para seguir a carreira musical. Seu irmão mais velho, Alan Shorter, tornou-se trompetista (seu trabalho pode ser ouvido nos álbuns “Four For Trane”, de Archie Shepp, e “The All Seeing Eye”, sob a liderança do irmão mais famoso) e Wayne, por influência do pai, dedicou-se ao clarinete, que mais tarde seria trocado pelo saxofone tenor.

Wayne recebeu as primeiras lições de clarinete na Newark Arts High School, sendo que a opção definitiva pelo sax tenor veio aos 15 anos, após assistir a uma apresentação de Lester Young, durante uma turnê do projeto Jazz at the Philharmonic, no Adams Theater, em Newark. O programa incluía, ainda, as orquestras de Stan Kenton e Dizzy Gillespie, além de Charlie Parker e Ilinois Jacquet. Os concertos marcariam a vida do adolescente e definiriam o seu futuro como músico.

Durante a adolescência, Wayne montou, na cidade natal, uma banda chamada “The Jazz Informers” e também tocou algumas vezes na orquestra de Jackie Bland, um músico de relativa projeção local. Nas gigs que aconteciam nos clubes de Newark, certa noite o jovem Shorter tocou com ninguém menos que Sonny Stitt, já então considerado um dos maiores saxofonistas de todos os tempos.

Em 1953, Shorter mudou-se para Nova Iorque, onde graduou-se em artes pela New York University, em 1956. Costumava participar de jams em clubes como o Birdland e o Cafe Bohemia e chegou a trabalhar, de forma semiprofissional, com as orquestras de Nat Phipps e de Johnny Eaton. Nesta última, ganhou o apelido de “The Newark Flash”, por conta de sua velocidade ao saxofone. Contudo, a carreira sofreria um hiato em 1956, eis que foi convocado para servir as forças armadas, tendo passado dois anos no exército.

Pouco antes de começar o serviço militar, Shorter viveu uma experiência inesquecível: participou de uma jam session no Café Bohemia, ao lado de um verdadeiro Dream Team do jazz, que incluía os bateristas Max Roach – que o reconheceu e o convidou para tocar – Art Blakey e Art Taylor, o baixista Oscar Pettiford e o organista Jimmy Smith. Shorter lembra que, naquela noite, Miles Davis esteve no clube, à procura de um sujeito chamado Cannonball – simplesmente Cannonball Adderley, que entraria para a história como um dos mais versáteis e talentosos altoístas da história do jazz. Cinco dias depois dessa noite de sonho, Shorter estaria confinado em Fort Dix.

Após a dispensa, Wayne integrou um grupo que era atração fixa do Minton’s Playhouse. Em seguida, tocou brevemente com Horace Silver e, logo após, juntou-se à big band do trompetista canadense Maynard Ferguson, onde conheceu o pianista austríaco Joe Zawinul, que seria de extrema importância em sua vida profissional, a partir do início dos anos 70.

Em agosto de 1959 veio a oportunidade profissional mais extraordinária e desafiadora até então: Shorter foi convidado por Art Blakey para se juntar aos seus Jazz Messengers, uma verdadeira universidade do jazz e ponto de partida na carreira de dezenas de músicos de primeira linha. Ao lado dos Messsengers, Wayne, que chegou a ser diretor musical do grupo, aperfeiçoou seu estilo de tocar e, ao mesmo tempo, tornou-se uma dos mais respeitados compositores de toda a história do jazz.

Seu estilo inconfundível mescla a tradição do blues, a complexidade harmônica do bebop, o vigor do swing, a espontaneidade do hard bop e a ousadia iconoclasta do jazz de vanguarda. A principal característica de suas composições é a completa ausência de linearidade. Há sempre algo surpreendente em seus temas, construídos à base de uma inteligência musical superior, que nutre pela obviedade o mesmo desprezo que Platão nutria pela ignorância. Além disso, Shorter é, indiscutivelmente, um dos mais inquietos e audaciosos improvisadores de todos os tempos, discípulo confesso de John Coltrane. Sua obra, personalíssima, só encontra paralelo na de outro gênio: Thelonious Monk.

Wayne passou cerca de cinco anos com os Messengers. Durante esse período, o grupo gravou alguns dos seus melhores álbuns, como “A Night in Tunisia”, “Like Someone In Love”, “Indestructible”, “Ugetsu”, “Meet You At The Jazz Corner Of The World” e “Free For All”, para selos como Riverside e, sobretudo, Blue Note. Nessa época, além de Shorter e Blakey, atuavam nos Messengers Freddie Hubbard ou Lee Morgan (trompete), Cedar Walton ou Bobby Timmons (piano), Jy,,ie Merritt ou Reggie Workman (contrabaixo) e Curtis Fuller (trombone).

O saxofonista logo caiu nas graças da crítica especializada, sendo laureado com o prêmio de New Star da revista Down Beat, em 1960. Além disso, participou de álbuns de grandes nomes do jazz, como Wynton Kelly, Lee Morgan, Donald Byrd, Lou Donaldson, Hank Mobley, Freddie Hubbard, Gil Evans, Benny Golson, Grant Green, Bobby Timmons e muitos mais.

A visibilidade que o seu trabalho com os Jazz Messengers obteve rendeu a Shorter um convite para gravar o seu primeiro álbum como líder, denominado “Introducing Wayne Shorter”, para a gravadora Vee Jay Records. Sobre o selo, o jornalista Roberto Scardua informa que “havia sido a maior gravadora criada e administrada por negros até o surgimento da Motown. O nome é fruto das iniciais do casal Vivian Carter e James Bracken, que a fundaram em 1953, em Gary, Indiana. Vivian era disc jokey da WGRY e James era proprietário de uma bem sucedida loja de discos. Ambos sentiam a ausência de uma série de artistas talentosos no mercado fonográfico e decidiram alterar essa situação: com US$500.00 obtidos numa loja de penhores, iniciaram aquela que seria uma das maiores gravadoras negras dos EUA”.

As gravações foram realizadas no dia 10 de novembro de 1959, no Bell Sound Studio, em Nova Iorque. A seu lado, o trompetista Lee Morgan, então companheiro nos Messengers, além da sessão rítmica de Miles Davis: Wynton Kelly (piano), Paul Chambers (baixo) e Jimmy Cobb (bateria). No repertório, cinco temas de Shorter e o standard “Mack The Kinife”, de Kurt Weill e Bertold Brecht.

Antecipando o papel de renovador do hard bop que assumiria na década seguinte, Wayne mostra logo na faixa de abertura, “Blues A La Carte”, o quão sofisticadas são as suas harmonias. Embora o tema seja contagiante – explosivo mesmo, em algumas passagens – ele é sempre assimétrico, caudaloso como um rio. Além do fabuloso trabalho do líder, merece destaque o solo de chambers, um primor de velocidade e inteligência.

“Harry’s Last Stand” é um blues cadenciado, onde o trompete mágico de Morgan parece pairar por sobre a melodia. Seus ataques são rápidos como uma blitzkrieg – e tão devastadores quanto. Jimmy Cobb é um monstro na condução do ritmo e seu diálogo com o líder, no estilo chamada e resposta, é simplesmente fantástico.

“Down In The Depths” é hard bop ortodoxo, com refrão bastante assimilável e sopros tocando em uníssono. Os improvises, todavia, transportam o tema para outras galáxias. Shorter não nega a influência coltraneana em sua execução, conjugando vigor físico e virtuosismo técnico ímpares. Mesmo nos solos mais complexos, o líder passa ao ouvinte a idéia de que tocar sax tenor é a coisa mais simples do mundo. Grandes atuações de Kelly e do futuro astro Morgan.

“Pug Nose” é, talvez, a faixa que mais se aproxima daquilo que Shorter faria em sua passage pela Blue Note, a partir de 1964. Seu clima etéreo, embora pulsante, suas harmonias sinuosas, seu ritmo levemente calcado no blues, tudo isso faz do tema um dos pontos altos do album. Ademais, o líder e o fiel escudeiro Morgam dialogam de maneira bastante intense, em um desafio mútuo no qual o grande vencedor é o ouvinte. Destaque também para os solos de Kelly e Chambers, ambos soberbos.

“Black Diamond” é outro petardo, firmemente assentado nos melhores cânones do hard bop. Solos avassaladores, improvisos que desafiam os limites da física, músicos em estado de graça. A interação do quinteto é absoluta, mas a performance vibrante de Morgan merece ser ouvida com bastante atenção. A abordagem de Kelly, percussiva e assombrosamente rápida, remete a um dos pais do hard bop, o grande Horace Silver.

Para encerrar, a saborosa versão de “Mack The Kinife”, que dá um novo colorido a um dos mais conhecidos clássicos do jazz. Imortalizada por Louis Armstrong, a canção de Brecht e Weill recebe um arranjo moderno, que embora não descaracterize a melodia, a torna extremamente contemporânea. Mais uma vez, Morgan abusa de sua técnica primorosa, enquanto Kelly emula a leveza dos pianistas do swing e da fase pré-bebop, como Teddy Wilson e Art Tatum. Um álbum verdadeiramente imperdível e que ainda traz takes alternativos de “Blues A La Carte”, “Harry’s Last Stand”, “Down In The Depths” e “Black Diamond” como bônus.

Shorter deixou os Jazz Messengers em 1964. Finalmente, resolveu aceitar o convite de Miles Davis, para integrar o seu reformulado quinteto. Desde a saída de Coltrane, Davis buscava um substituto à altura e entre os músicos que passaram por seu conjunto estavam Sonny Stitt, Hank Mobley, George Coleman e Sam Rivers. Nenhum deles, apesar do talento superlativo, conseguiu satisfazer completamente o rigoroso Miles, até a chegada de Wayne, que provocou uma verdadeira revolução no grupo.

A parceria foi duradoura e frutífera. No quinteto, ao lado de Davis, Herbie Hancock, Ron Carter e Tony Williams, Shorter criou verdadeiras obras-primas, como “Prince of Darkness”, “E.S.P.”, “Pinocchio”, “Footprints”, “Sanctuary”, “Fall”, “Nefertiti” e muitos outros temas. Os álbuns desta fase estão entre os mais elogiados de Miles, destacando-se “E.S.P.”, “Nefertiti”, “Miles Smiles e “Files de Kilimanjaro”.

Paralelamente ao trabalho com Davis, Shorter deu seguimento à sua belíssima carreira solo, tendo gravado diversos álbuns para a Blue Note entre 1964 e 1969, vários deles alinhados entre os melhores feitos na década de 60. O repertório, basicamente, era composto por temas de sua autoria e dentre os muitos músicos que o acompanharam nesse período estão feras do quilate de Lee Morgan, McCoy Tyner, Reggie Workman, James Spaulding e Elvin Jones. Dentre seus álbuns mais representativos, destacam-se “Night Dreamer”, “The All Seeing Eye”, “The Soothseyer”, “Adam’s Apple”, “Juju” e “Speak No Evil”.

Em 1969, Shorter passou a usar também o sax soprano, no álbum “In a Silent Way”, de Miles Davis. Também usou o instrumento no seu álbum solo “Super Nova”, onde atua ao lado de dois companheiros do grupo de Miles Davis, o pianista Chick Corea e o guitarrista John McLaughlin. Em 1970, Shorter deixou Miles para se juntar ao pianista Joe Zawinul, com quem formaria o Weather Report. Ao lado deles, estavam o baixista Miroslav Vitous (substituído em 1973 por Jaco Pastorius), o percussionista brasileiro Airto Moreira e o baterista Alphonse Mouzon.

O Weather Report atingiu um enorme sucesso comercial, tornando-se, juntamente com o próprio Miles Davis e com o Return To Forever, de Chick Corea, um dos maiores expoentes do movimento fusion, a vertente eletrificada que dominou o cenário jazzístico dos anos 70. Seus álbuns vendiam milhões, seus concertos atraíam milhares de jovens e seus membros eram tratados como pop stars.

Aliás, associação de Shorter com astros do pop era bastante freqüente, tendo participado de álbuns de artistas como Carlos Santana, Joni Mitchell, Don Henley e Steely Dan. Contudo, muitos fãs mais ortodoxos torceram o nariz para as novas experiências de Shorter que, após a morte de John Coltrane em 1966 era, então, o mais reverenciado saxofonista em atividade.

Em 1974, Shorter gravou o antológico “Native Dancer”, onde interpreta canções de Milton Nascimento, com a participação mais que especial do próprio cantor, além de Airto Moreira e Herbie Hancock. O disco foi extremamente bem recebido pela crítica e, até hoje, é considerado um dos pontos altos da discografia do saxofonista. Além disso, abriu as portas do mercado mundial para o nosso Bituca, que se tornou conhecido nos quatro cantos do planeta.

Outro momento memorável na carreira de Shorter foi a participação no grupo V. S. O. P, culminando com uma apresentação ao vivo em Los Angeles que se tornou um álbum homônimo, ao lado dos ex-companheiros no quinteto de Miles Davis, Herbie Hancock, Ron Carter e Tony Williams, além do trompetista Freddie Hubbard.

Os anos 80 marcam o fim do Weather Report, mas Shorter continuou a produzir álbuns voltados para o fusion, como os eletrificados “Atlantis” (1985), “Phantom Navigator” (1987) e “Joy Ride” (1988), todos pela Columbia. Shorter era figurinha fácil em discos de expoentes do fusion, como Larry Coryell, Marcus Miller, Stanley Clark e Victor Bailey, por exemplo.

Um breve retorno ao jazz acústico se deu por ocasião da trilha sonora do filme “Round Midnight”, a cargo de Herbie Hancock. Shorter toca sax tenor e soprano e o disco, que contava com a participação de gente como Ron Carter, Bobby McFerrin, Chet Baker e Dexter Gordon, rendeu ao pianista o Oscar de melhor trilha sonora. Outro ponto alto foi a participação no álbum “Power Of Three”, ao lado do pianista Michel Petrucciani e do guitarrista Jim Hall, gravado ao vivo no Festival de Montreux de 1986.

Em relação à sua vida pessoal, a década de 90 foi bastante difícil para o budista Shorter. Em 1996 perdeu a esposa Anna Maria Shorter em um acidente aéreo – ela estava entre os 230 passageiras do vôo 800 da TWA, que caiu em Long Island. No aspecto profissional, o saxofonista viveu alguns grandes momentos. Em 1995 assinou com a Verve e voltou, aos poucos, ao formato acústico. O álbum “High Life” foi indicado ao Grammy de melhor álbum de jazz contemporâneo de 1997. No mesmo ano, tocou com os Rolling Stones, durante a turnê do álbum “Bridges to Babylon”.

Ainda em 1997, lançou o album “1 + 1”, em duo com o velho amigo Herbie Hancock. A composição “Aung San Suu Kyi”, feita em homenagem à líder política birmanesa, rendeu ao saxofonista o Grammy de melhor composição instrumental. Shorter também participou de outro projeto bastante elogiado ao lado de Hancock, o álbum “Gershwin's World”, de 1998.

Em 2000, Shorter voltou de vez ao formato acústico, montando um dos combos mais badalados do nascente século XXI, onde pontuam o pianista Danilo Perez, o baixista John Patitucci e o baterista Brian Blade. Gravou, desde então, os albums “Footprints” (2002) e “Beyond The Sound Barrier” (2005), ambos ao vivo e o incensado “Alegria”, de 2003, que é o primeiro album de studio do saxofonista em 10 anos. O disco foi agraciado com o Grammy de melhor album de jazz instrumental de 2004. Wayne repetiu a façanha em 2006, desta feita por conta de “Beyond the Sound Barrier”.

Em sua longa e vitoriosa carreira, Wayne Shorter contribuiu, intensamente, para a expansão das fronteiras do jazz, ao incorporar elementos da música erudita e do rock ao estilo e ao renovar, de maneira ousada e inquietante, as linguagens do bebop e do hard bop. Muitas de suas composições, cheias de encantamento e magia, tornaram-se verdadeiros standards do jazz moderno. Também é um dos mais influentes saxofonistas de qualquer era, a quem músicos consagrados como Brandford Marsalis, Dave Murray, Courtney Pine, Chris Potter, Dave Douglas, e muitos outros, não se cansam de tecer loas e prestar reverência.

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36 comentários:

HotBeatJazz disse...

Ô¬Ô

Primeirão,

Tremendo músico e disco, este é um gênio.

Seu Érico, o Sr deve estar preparando os textos em um editor que conflita a formatação qdo é clado no blogger. As linhas estão sem espaçamento, o que confere a leitura uma imensa dificuldade e cansaço visual. Dá uma melhorada nessa formatação seu èrico, minhas retinas agradecem. rssss

No mais nada a acrescentar, tudo perfeito como habitual.

Abração meu irmão

Ô¬Ô

pituco disse...

sir érico san,

o título remete a um livro de muito sucesso...contudo, na literatura douta, acabamos de perder o primeiro nobel da língua portuguesa...triste notícia

leio a resenha em seguida

abraçsons

Sergio disse...

Antes um recado pro Mauro, esses navegadores devem fazer toda a diferença. É certo q seu Érico - O gentleman - não tenha lido as considerações do Mauro sobre a forlatação do texto, pq se tivesse lido teria respondido, então essa formatação confusa q seu Mauro vê, não é a mesma q eu vejo pq pra mim, na minha tela está ótima, as letras estão inclusive no tamanho ideal pra leitura. E a escolha do disco, claro, inquestionável. Não li ainda, mas tbm tenho esses problemas. Escrevo meus textos no world e muitas vzs a coisa fica toda ferrada quando passo pro blog. Mas ... não é o World uma ferramente própria pro blogger?

Sergio disse...

word

Takechi disse...

Sr. Érico:
O Lee Morgan é realmente espantoso! (A cada disco que eu ouço gosto cada vez mais dele.) Me desculpem os "M.Davistas", mas ele deixa no bolso qualquer pretensão do M.D. de ser trumpetista! (Exagerei, exagerei, mas é só retórica!)
Grande abraço a todos,
Takechi

Érico Cordeiro disse...

Grandes Mauro, Pituco e Sérgio,
Estamos de luto pela morte do fabuloso Saramago, um oásis de integridade e decência nesse mundo pautado pela banalidade e pelo efêmero. Ficam as suas lições de amor pelas letras, de luta contra a pobreza, de esperança no ser humano. Ficam seus livros, como A jangada de pedra, Levantados do chão, Ensaio sobre a cegueira, Memorial do convento e muitos outros. Evoé, Saramago!!!!
Quanto à formatação, Meu caro Mauro, reproduzo os argumentos do Sérgio - uso o word prá editar e passar pro blog. Aqui está tudo ok - uso o Chrome como navegador e está tudo bacanudo! Tenta mudar o navegador, pode ser isso.
Abraços aos três e valeu pelas presenças!!!!!

Érico Cordeiro disse...

Grande Takechi,
O vencedor do desafio J+B. Olha que esse assunto costuma render - e o predador que o diga. Realmente, o Lee Morgan faz coisas assombrosas, mas Miles é Miles! Sobre essa discussão, postei uma resenha chamada "O irmão mais velho de Kind Of Blue", onde levanto a polêmica tese de que Miles é "o maior trompetista do mundo" - antes do Predador mandar torpedos de fótons, por favor, leia o argumento que eu uso ali, ok?
Valeu a presença meu caro!!!!!

Hod disse...

Ele é um dos grande instrumentistas. Gosto mesmo da fase com o Sax Soprano.

Excelente texto e matéria.

Forte abraço.

Érico Cordeiro disse...

Grande Hod!!
Seja muito bem-vindo! Prefiro a fase hard-bop (Blue Note) e a fase com Miles (a com os Messemgers não vale - está acima do bem e do mal!!!).
Valeu pela presença e compareça ao barzinho sempre, ok?
Abração!!!!

Andre Tandeta disse...

Erico,
Wayne Shorter simplesmente paira numa altura inatingivel para a maioria dos mortais,musicos ou não.
Como saxofonista ,tenor primeiro e depois soprano,é obrigatorio para todos os que querem tocar esses instrumentos,é um dos mais importantes de toda a historia do jazz,daqueles que ajudaram a escrever o livro.
Uma informação que voce talvez por falta de espaço tenha omitido é o estreito relacionamento dele com Coltrane,que o considerava quase como um filho. Ha varias entrevistas de WS em que ele conta passagens dessa amizade e do quanto Coltrane foi importante para sua carreira.Estilisticamente Wayne Shorter e Joe Henderson foram os saxofonistas que deram prosseguimento aos avanços de Coltrane. Um dado curioso é que Ravi Coltrane ,filho do homem e um grande musico e saxofonista, tem um estilo de tocar muito mais parecido com o de Wayne Shorter do que com o do pai.
Tambem como compositor WS esta no nivel dos maiores do jazz podendo ser colocado ao lado de Thelonious Monk e Horace Silver.
Uma escolha que a mim particularmente agradou em cheio pois ,acho que da pra ver, é um dos meus musicos favoritos.
Abraço

PREDADOR.- disse...

Vou "passar batido" para não criar polêmicas. O melhor de Shorter é esse "Introducing W.S." (apesar de Moritat) e alguma coisa no início de carreira com Horace Silver. De resto sai da frente... Para encerrar, não devo discutir e até reconheço sua qualidade técnica como músico, como executante de sax, e estamos conversado.

Érico Cordeiro disse...

Grandes Tandeta e Predador (pô, mas nem de Wayne Shorter você gosta?),
O cara é gênio, super criativo, um compositor que foge sempre do óbvio. Suas composições levam ao extremo a máxima de que "o jazz é o som da surpresa".
Não sabia que a sua relação com Coltrane havia sido tão próxima, mas que o carinho e o respeito pelo mestre são evidentes. Tem um dvd (Tribute to Coltrane) gravado no Japão, onde o Shorter (a banda tem o Dave Liebman, o Richie Beirach, o Eddie Gomez e o Jack DeJohnette) onde o Shorter fala um pouco sobre essa relação e o quanto Coltrane foi imnportante no seu desenvolvimento musical.
Valeu!
Abraços aos dois!

Andre Tandeta disse...

Predador,
desculpe a sinceridade mas voce é um chato. Não to nem ai pro seu raio de fotons que a julgar pelo força de seus argumentos e pela sua ignorancia musical deve fazer no maximo cocegas . Da um tempo,mané!

Sergio disse...

Amigos, embora goste muito do disco postado, também não sou fanzaço do Shorter não... Agora, dando uma consultada nos meus arquivos pra não ser leviano, tenho certeza que o "trauma" está ligado a uma versão solo mirabolante de Dindi q o Wayne cometeu num álbum de 1969 "Supernova". Coisa de se envergonhar, sério. Pra mim Dindi, uma das músicas mais belas já compostas na Terra, sem sacanagi. E Dindi não merecia aquele tratamento... experimental descuidado – metido a cabeça - e tinha que ter o John McLaughlin no disco? Outro, q não consigo gostar de quase nada...

Mas, alguma zebra no fato do Predador não ser tão fã do Shorter?

Zebra é a Nova Zelândia dando um calor na Itália, já no 2º jogo. Fosse o 1º, ainda dava pra culpar o nervosismo da estréia.

E a obviedade dessa Copa é o Dunga ser uma besta. Até o Gavião Bueno cantou a pedra “ta na hora de tirar o Kaká” - 30 minutos antes!...

Érico Cordeiro disse...

Caros Tandeta e Sérgio,
Quer dizer que o detonador atômico do impiedoso Predador é de festim? Eu é que não me arrisco - por via das dúvidas vou colocando aqui no barzinho apenas jazz. Sabe lá o que esse Ahemadinejad do espaço é capaz de fazer (rs, rs, rs)????
Mr. San, não conheço essa versão - na verdade tenho só um disco do Weather Report e não curto muito. Não sou dos maiores fãs da obra do Shorter a partir dos anos 70, apenas em ambiente acústico, como o disco com Milton (fantástico), o VSOP, etc. Mas tenho o Footprints ao vivo e esse novo quarteto é do balacobaco! O McLaughlin também não entra nas minhas preferências, embora o respeite como músico extremamente competente (aquele disco com o Al Di Meola e o Paco di Lucia é bem bacana, mas no não acompanho o seu trabalho). Desses guitarristas mais ligados ao fusion, gosto muito do Corryel, mas em ambientes acústicos - a fase com instrumentos elétricos não me chama a atenção. Mas o cara é um senhor guitarrista - tenho uma versão de Round Midnight com ele que é de fazer pedra chorar.
Abração aos dois!

Andre Tandeta disse...

Sergio,
concordo com voce. Esse disco,"Supernova",e essa versão de "Dindi" realmente não são nada que eu recomende ,mesmo sendo de Wayne Shorter. No entanto dentro de uma parte importante da discografia dele,aquela que é eminentemente jazzistica,decada de 60:8 discos como lider pela Blue Note mais uns tantos nos grupos de Art Blakey e Miles Davis acho que WS esta com um saldo mais do que positivo.
Gostaria de enviar a voce e ao Erico(via Pando) um disco maravilhoso,Blue Note,de 1965,chamado "Soothsayer". Vejo seu email la no seu blog.
Abraço

Salsa disse...

Aprecio a fase mais ortodoxa de Shorter. Introducing está nesse veio. Confesso que nem sempre estou disposto a "pensar" a música - algo que acontece quando o som nos propicia algum estranhamento. Obviamente, o estranhamento pode nos propiciar novos caminhos,mas os caminhos apresentados por Shorter, com freqüência, não me animam a persistir nas audições. Às vezes, retorno a ele para dar uma nova conferida.

Érico Cordeiro disse...

Grande Tandeta,
Bom, se você e o Sérgio não recomendam o Supernova, nem vou dar uma procurada "pelaí". Mas o saldo do homem, como você bem disse, é mais que positivo.
Fico agradecido por sua generosidade, mas (felizmente), já tenho esse Soothsayer (na verdade, tenho todos os oito discos lançados pela Blue Note e, em sua homenagem, ouço agora o trompete mágico de Freddie Hubbard em "Lost", canção que abre o disco)!
Grande abraço, mestre das baquetas, escovinhas, pratos, cafeteiras, piscinas e adjacências!!!!

Érico Cordeiro disse...

Mestre Salsa,
Seja mais que bem-vindo, após as aventuras enológico-musicais em Rio das Ostras!
Decerto a música de Shorter, especialmente na fase Blue Note/Miles Davis é mais elaborada que aquela da época dos Messengers - essa era diretaça, hard bop na veia mesmo. Mas não creio que seja necessário um grande esforço para ouvi-la, talvez apenas um pouquinho mais de atenção e paciência. Se as circunstâncias permitem isso, a audição, pelo menos no meu caso, é extremamente prazerosa!
Grande abraço, meu caro!!!

Sergio disse...

Agradeço seu gentil oferecimento de "Soothsayer", mr. Tandeta, a questão é que já o tenho (em boa conta c/ a sua indicação). Provavelmente deva ser um álbum muito bem cotado no allmusic e que quando fui, em busca dos bons da discografia de WS, fui a luta deste, antes. Agora, pelo vosso destaque, darei outra boa ouvida. E o seu Érico san tbm possui, viu seu san?, é só procurar "Soothsayer" no DVD 445 q o encontra por lá.

Mas amigos, até q a postagem de Wayne Shorter prosperou (em comentários), pq, em tempos de Copa, fica todo mundo meio envuduzando, no mesmo diapasão – mesmo q o som seja o esporrento vespero das vuvuzelas.

Até eu, seu San, com minha compilação Xaq'ueuxuto tou dando banho de audiência no sinhô, com meus 31 comentários!... Tudo bem q a postagem já está lá a quase 1 ano... e a do WS aqui, uma semana, mas... como bom calculista frio que sou, o q importa são os nºs q me favorecem. Tou de alma lavada, enxaguada e ensaboada dessa vez!...

E por falar em “banho”, ótima a piada do seu Casseta Agamenon n’O Globo de hoje q ora transcredo, digo, transcrevo pra vcs – literalmente peguei os vícios dos Cassetas:

"A fedida seleção francesa perdeu de lavada pros Bafana Bafana e, para desgosto do povo francês, voltou limpinha e cheirosa pra casa".

E a melhor na mesma fonte vai pro nosso anão indomável:

“A CBF continua preocupada com o estado emocional de Dunga, e como ele vive com raiva, convocou uma junta de veterinários para examiná-lo. Esses profissionais acostumados a lidar com as bestas-feras da selva, ainda não entenderam a complicada mente do técnico e recomendaram que ele dê sua própria coletiva acorrentado dentro de uma jaula.”

Abraços! E... Brasil!!!

Érico Cordeiro disse...

Mr. San,
Em tempo de copa, é até covardia essa medição de audiência - ainda bem que no sonic-bar o senhor faz referência ao jazz + bossa e sempre sobra uma audienciazinha aqui pro barzinho.
Quanto ao Dunga, pô, o cara tá aí fazendo cavalice há centos anos. Só agora a Globo descobriu que o cara é grosso?
Deve ser só uma mera coincidência o fato de que ele não deixou repórter da Globo passeando prá cima e prá baixo na concentração, com Ótima Bernardes dando uma de musa e neguinho entrando com entrevista ao vivo com os jogadores toda hora. Vê só se o pessoal da Band ou da Record tá reclamando do tratamento igual para todos (e em 2006 não disseram que a concentração era uma esculhambação, que entrava quem queria, que os jogadores só queriam saber de farra? Pois taí o Dunga pondo ordem na casa).
Como diria aquele nosso presidente (outro que a mídia direitosa adora pegar no pé, apesar do governo dele ser, na minha modesta opinião, bem melhor que o do Farol da Alexandria, o FHC - e isso são os números que dizem), "deixa o homem trabalhar". Ele sabe que se ganhar a copa, a Globo vai perdoar e se não ganhar, tá ferrado mesmo (rs, rs, rs).
Mas tenho lido muita coisa legal sobre esse "factóide" no site do Azenha (www.viomundo.com.br) e ali dá prá perceber que a birra da Globo com o Dunga é, basicamente, por dois motivos: audiência e, conseqüentemente, grana.
Que o cara é um mala, tudo bem. Mas o sujeito passou não sei quantos anos tomando lapada por causa da Copa de 90 (lembra da Era Dunga?), toda hora neguinho pede prá ele tirar um jogador (tinha comentarista dizendo que o Luís Fabiano tinha que sair, que não fazia gol a não sei quantos jogos, que o Felipe Melo é perna de pau, etc.). Pô, craque mesmo, nessa copa, só o Messi, que ainda nem fez gol.
No mais, amanhã vamos à luta contra os patrícios e, se der tudo certo, vamos a 9 pontinhos. Valeu!!!!

Andre Tandeta disse...

Erico,
então como voce e o Sergio ja tem o disco sugiro uma audição do mesmo. É um disco de jazz fantastico,sob qualquer aspecto. E tem como caracteristica, e curiosidade, o fato de a linha de frente ser de 3 sopros,ao inves dos 2 (tenor e trumpete)que habitualmente ouvimos nos discos de WS da Blue Note. Aqui temos o acrescimo do grande James Spaulding no sax alto,barbarizando, num complemento perfeito ao tenor de WS e ao trumpete de Freddie Hubbard.
Imperdivel e se o Sergio não tiver,o que acho dificil,posso enviar o "Speak No Evil" que pra mim é uma obra-prima.
Abraço

Érico Cordeiro disse...

Valeu Tandeta,
O Sérgio tem tudo, não é à toa que ele é o garimpeiro mais rápido do oeste (rs, rs, rs). E eu já dei a minha escitada hoje no Soothsayer, na hora em que li o se comentário.
Esse é outro tijolaço, Speak No Evil, e ótima sugestão para daqui a pouco. Rolando nas pick ups a edição da Mosaic do Jazztet, com Benny Golson e Art Farmer detonando em I Fall In Love Too Easily (à altura da lindíssima versão de Chet Baker, prá mim o verdadeiro "dono" do tema).
Abração, mestre!

Sergio disse...

Seu san, eu sempre soube q vcs intelectuais não gostam da Grobo. Normal, eu q sou uma cavalgadura tbm não gosto! Mas convenhamos, “falar mal é q é legal.” Lembra do Zégalo em 2002? "Vcs vão ter q me engolir!", só no verbo o velinho engoliu um câmera e 3 caboman!... Mas esse tinha cacife. Esses putos ganham muita grana pra cuspir na cara do povo, seu San, e, mal ou bem, eles no mínimo tem q ter a consciência de que 2/3 do povo, tá na Globo, favê o q? Caindo tbm pelas pontas da política o que ganhou o Brizola quando resolveu brigar com a Globo? Uma trolha do tamanho do Brasil, certo? Nunca mais se elegeu nem a sindico do prédio dele. Então, não se está aqui defendendo a ex-Casa do Jardim Botânico - q se mudou de mala, cuia, puxador de saco e babador de ovo de última geração -de paulistas- pra São Paulo! A opinião desse teu amigo (eu) tem a ver com temperança e despreparo completo. Baixa a bolinha e engole as críticas, Dunga! Pq, convenhamos meu amigo... Vc q certamente teve infância, conhece aquela de "Ih! Chamaram a mãe de careca e o pai de cabeludo!"? Ou a outra do "Quem quiser brigar cospe aqui"? E o que a imprensa (mundial) de hoje em dia, faz com maestria, se não representar essa pseudo “turma do deixa disso”?

Então é por aí q minha bandinha toca: Sacanear a todos! E esse Dunga tanto mancha a imagem simpática do anão, como até a honra dos peles de plantão, então: abemos dele diversão! rs rs rs!!! E a Globo é q se... (complete a linha pontuada).

Ah, e não fique chateado com o “vcs intelectuais” isso foi só pra me destacar na paisagem como a cavalgadura.

Brasil! Brasil Brasil Agora..., se esse time der defeito o Dunga é que vá pá... (complete essa tbm).

Érico Cordeiro disse...

Ô Seu San,
Não é questão de ser intelectual, mas de tentar ver o que se passa realmente. Será que o cara é mesmo doido de peitar a grobo só por peitar? Ou ele acha que aquele monte de repórter, cinegrafista, caboman, etc. entrando toda hora na concentração não vai: a) tirar exatamente a "concentração" da galera; b) gerar descontentamento nos caras menos "vistosos", porque visibilidade é grana e prestígio.
Vai chover de microfone em cima de Kaká e Robinho e o Doni, por exemplo, não vai ter ninguém querendo entrevistar (rs, rs, rs).
Além disso, já pensou o que agüentar o Régis Rêêêêsiiiiing 24 horas por dia no seu ouvido? E o irmão do Oscar, o Mão Santa (o Tadeu deve ser o Malão Santa)? E agora tem mais um mala, um tal de Tiago sei-lá-o-quê, que fica aporrinhando o juízo de quem não pode ver o jogo na Sky ou ESPN (como é o nosso caso aqui em Pinheiro City).
De qualquer modo, acho que o Dunga tem modos cavalares mesmo, mas essa "chacina moral" que estão fazendo prá cima dele é apenas porque ele impôs respeito na concentração e exigiu tratamento igual prá todas as redes de TV, sem privilégios. Ele está sendo punido por suas virtudes e não por seus erros.
No mais, acho que ele está fazendo um bom trabalho - não é nenhum Rinus Mitchell, mas o time tem jogado razoavelmente bem. Poderia ser melhor? Poderia, mas veja que a França caiu fora, Alemanha e Inglaterra se classificaram no sufoco, a Espanha já perdeu, enfim, pelo menos o cara parece querer trabalhar com seriedade.
Quanto aos coices, também acho que ele extrapola, mas se ele abaixar a cabeça agora, o grupo pode perder a confiança nele.
Aguardemos o desenrolar do drama (rs, rs, rs).

Sergio disse...

C tá certo seu san. Te admiro tbm por isso: para defender a mãe razão, és tão obstinado q és capaz de perder até uma boa piada. E a dos Cassetas (outros q de tão vindidões, andam perdendo totalmente a graça) era das boa!

Então a melhor piada agora é: "Ó, sou tão gente boa q tou colaborando para atingires, nessa seca de Copa, a marca histórica dos MEUS 31 comentários!". Essa foi boa, dizai...

Érico Cordeiro disse...

Pô, Mr. Seu Sérgio,
O cabra tá todo pimpão com os 31 comentários lá da casa sônica, marca aliás mais do que merecida! Resta ao barzinho render as homenagens à casa irmã virtual e torcer para que aqui - com a ajuda do garimpeiro - a gente também consiga uma marca bacanuda!
De qualquer forma, daqui a pouco tem postagem nova no barzinho - é sobre um sujeito que conversa com... baleias!?!?!
Tchan, tchan, tchan tchan!!!
Abração!

Sergio disse...

Seu san, q ninguém nos ouça, mas antes de postar o homem das baleias, espero q leia esse aqui. É claro q dou alguma importância pro nº de comentários, mas tbm não é nada q me tire o sono, a questão é que ando teorizando sobre essa queda de audiência comentante lá em casa. Já cheguei até aos 50 e tantos comments, mas desde q guinei radicalmente (quase) pro jazz, ando pensando numa idéia engraçada. Fazendo um paralelo telejornalístico, quando o meu blog era mais pop-rock-soul-world music, eu estava ali tipo mais para um Lucas Mendes, Luis Sardemberg.... Agora, no mundo mais eleitista do jazz, eu não passo de um Datena, seu san! kkkkk!

Abraços!

PREDADOR.- disse...

"Os cães ladram e a caravana passa". Os posts iniciais elogiam o Wayne Shorter, na sequencia os elogios diminuem, começam as controversias e logo em seguida o assunto Wayne Shorter é tão "importante para o jazz" que o pessoal passa a comentar sôbre seleção brasileira, Datena, Rede Globo, Cassetas....e o Shorter ficou pelo caminho. Quem gosta de funk, rock, fusion e bossa nova mal tocada se liga muito nesse músico. Não é o meu caso. Como disse anteriormente: jazz com Wayne Shorter só o "Introducing.." e algumas participações, no início de carreira, com Horace Silver. De resto, em matéria de jazz, pouco se salva, mas, tem gosto p'ra tudo.
Podem me "malhar" à vontade, que eu faço igual ao Dunga, estou pouco me lixando! Quanto ao "raio de fótons" não é bem este o meu "detonador" e sim um dispositivo "disparador digital atômico" para exterminio rápido e total. Entretanto, acho que não vale a pena utilizá-lo por causa de um mero e insignificante Wayne Shorter.

Sergio disse...

Caramba!...
Mantenha um pouco mais o Wayne, seu San! Olha quanto pano pra manga ele ainda é capaz de gerar.

Érico Cordeiro disse...

É isso aí, parece que o jazzbarzinho esquntou mesmo.
Só faltava essa: o PredaDunga, o exterminador do espaço (rs, rs, rs)!
Pobre do Wayne Shorter - mas vou fazer logo a postagem pois esse próximo músico é que o PreedaDunga vai malhar!!
Valeu!!!!!

Érico Cordeiro disse...

Empatei nos 31, Mr. San - e agora passei (rs, rs, rs)!!!!!

Andre Tandeta disse...

Rapaz,o cara é mau! Mas claro que pode malhar quem ele quiser a vontade. Afinal essa é uma das coisas boas de um blog , e o feliz possuidor do tal "disparador digital atomico" tem todo o direito de não gostar.
Erico,preciso muito falar com voce.
Abraço

Érico Cordeiro disse...

Pois é, Mestre André!
Duas postagens sobre músicos não ortodoxos e pronto: lá vem o detonador atômico!
Valeu e tá tudo beleza!!!!

Maysa disse...

Érico
Como está primo-san?
Sei não, mas parece mesmo que o tempo anda escasso.Da última vez que afirmei:O hoje já é amanhã! Cecília,minha neta de 4 anos,quis cantar o parabéns às 4 hs da madruga,pois havia um bolo-segredo me esperando para o café da manhã! Cortei um dobrado para espalhar meu cansaço na cama e deixar a lua cheia brilhar em paz!
Tudo isso, e mais um pouco, eu conto para finalizar com um I'm sorry. but I have saudade das conversas. O blog continua ilustrando a gente quando sai o livro?
Vamos preparar um vernissage de responsa aqui no Rio, quer?
Abcs
Maysa

Érico Cordeiro disse...

Cara prima,
Saudades de você! Seja muito bem-vinda! Também sinto falta das nossas conversas, mas o jazzbarzinho continua, apesar da escassez de tempo.
Quanto ao livro, ele está pronto, basta encontrar uma editora que o queira publicar (rs, rs, rs). A proposta da vernissage no Rio é mais que tentadora e já está aceita!
Tomara que dê tudo certo!
Um fraterno abraço e uma semana maravilhosa prá você!!

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