Amigos do jazz + bossa

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

UM GÊNIO À SOMBRA DE POWELL E MONK

Ira Gitler, nas notas do álbum “Trio And Quintet” (Blue Note 11498), faz um relato dramático e emocionante sobre o funeral do pianista e compositor Elmo Hope. Enquanto os alto-falantes da casa funerária rendiam-lhe homenagens, tocando sua composição “Monique”, seu pai, avançado em anos, soluçava abraçado ao caixão e, em desespero, gritava:

- Meu filho! Meu filho!

Essa cena permaneceu viva na memória do renomado crítico por mais de 20 anos. Elmo contava com quarenta e três anos no dia de sua morte, 19 de maio de 1967, e a sua importância para o desenvolvimento do jazz ainda não foi devidamente aquilatada. Muito embora seja um dos compositores mais originais do bebop, com uma obra que em muitos aspectos lembra a de Thelonious Monk, e capaz de executar ao piano temas de elevada complexidade harmônica, dignas de Bud Powell, a sombra desses gigantes sempre eclipsou a produção de Elmo.

Por uma série de fatores, Hope tampouco pôde dar vazão ao seu vulcânico potencial criativo, tendo gravado relativamente poucos álbuns como líder. Sobre essa circunstância, que certamente contribuiu para manter seu nome na obscuridade, merecem atenção as palavras de outro crítico bastante respeitado, David H. Rosenthal:

“No momento em que Monk e Powell haviam perdido o seu fogo criativo, Elmo Hope parecia destinado a assumir um lugar entre os melhores pianistas de jazz da história. Entretanto, ele teve pouca chance de realizar todas as suas potencialidades. Ao invés disso, ele deixou apenas alguns vislumbres daquilo que nós podemos intuir como uma carreira segura e completa”.

O garoto nascido em 27 de junho de 1923, no Bronx, Nova Iorque, iniciou os estudos de piano aos sete anos. Elmo teve como vizinho e amigo de infância ninguém menos que Bud Powell. Os dois costumavam passar horas ouvindo jazz e Bach. Aos catorze anos o jovem Hope era um pianista respeitado, mas as oportunidades para um pianista negro nos anos 40 eram remotas no âmbito da música erudita. Por isso voltou-se para o jazz e sua primeira oportunidade profissional foram os clubes, casas noturnas e dancings. Também tocou em bandas de R&B, merecendo destaque o período em que esteve na orquestra de Joe Morris (entre 1948 e 1951), onde também pontuavam Johnny Griffin, Philly Joe Jones e Percy Heath.

Em meados dos anos 50, tocou com músicos da estatura de Clifford Brown, Sonny Rollins, Lou Donaldson, Frank Foster, Kenny Dorham, Art Blakey, John Coltrane, Donald Byrd, Hank Mobley e Jackie McLean. Nessa época, já bastante envolvido com as drogas, Hope chegou a faltar a diversas sessões de gravação, o que valeria a pecha de músico pouco confiável. Certa feita, teve que ser substituído às pressas por Duke Jordan porque simplesmente não apareceu em uma gravação que faria sob a liderança de Gene Ammons. Também perdeu a sua licença para tocar em clubes e casas noturnas, em virtude do uso de drogas.

Por conta desses fatos e de uma progressiva desilusão com a cena musical de Nova Iorque, em 1957 resolveu mudar-se para Los Angeles. Embora tenha tido um relativo sucesso na cena local, tocando com Chet Baker, Lionel Hampton, Curtis Counce e Harold Land (no ótimo “The Fox”), Hope jamais se adaptou completamente à Cidade dos Anjos e volta e meia expressava o desejo voltar à Big Apple. O saxofonista Harold Land, impressionado com a habilidade de Elmo e sua assombrosa capacidade para compor, chegou a comentar que ele criava melodias com a mesma facilidade que uma pessoa normal escrevia uma carta.

Na Califórnia, casou-se com a também pianista Bertha Hope, em 1960. Descontente com a escassez de trabalho na Costa Oeste, Hope retornou a Nova Iorque em 1961, gravando na cidade natal o maravilhoso “Homecoming”, ao lado de Blue Mitchell, Frank Foster, Jimmy Heath, Percy Heath e Philly Joe Jones. Mas esse disco não teve o reconhecimento esperado, sobretudo por parte do público e Hope teve pouquíssimas oportunidades de gravar como líder depois disso. Chegou a ser preso no mesmo ano, 1961, fato que certamente influenciou o título do seu próximo álbum, gravado em 1963 e chamado “Jazz From Riker’s Island”, nome de uma célebre prisão americana.

Se a temporada californiana não rendeu a Elmo o almejado reconhecimento, pelo menos deu-lhe a oportunidade de gravar um disco verdadeiramente notável, em 1959, para a Contemporary. Trata-se de “Elmo Hope Trio”, gravado no dia 08 de fevereiro de 1959. Acompanham Hope o baixista Jimmy Bond (tocou com Chet Baker, Gene Ammons, Charlie Parker, Ella Fitzgerald, Dizzy Gillespie, George Shearing e Paul Horn) e o baterista Frank Butler (acompanhou Harold Land, Dave Brubeck, Miles Davis, John Coltrane, Curtis Counce e Duke Ellington).

O trio interpreta sete composições do líder e um standard, “Like Someone In Love”. A atmosfera romântica da canção de Jimmy Van Heusen e Johnny Burke adquire contornos de incontida melancolia, graças à delicadeza do toque de Hope. Suas qualidades como compositor são evidentes e sua habilidade como executante é inacreditável. Para ilustrar, nada melhor que “B’s A-Plenty”. Trata-se de um bebop pouco convencional, assentado no blues e com uma estrutura fragmentária e nervosa.

Como sucede com a obra de Monk, pode-se vislumbrar uma ligação bastante estreita, quase orgânica, entre o compositor e o executante. Essa característica foi muito bem observada por Hampton Hawes, outro soberbo pianista, que conviveu de forma bastante próxima com Hope, em seu período californiano. Para Hawes, Elmo era essencialmente um compositor-pianista que, “como Duke Ellington, ele tocava em um estilo próprio, que derivava do que ele compunha e o que ele compunha era muito bom”.

A balada “Barfly”, altamente lírica, traz citações a “I Remember Clifford” e um magistral trabalho de Bond. Em outra balada de grande complexidade, a intrigante “Eejah”, observa-se com mais nitidez a influência de Monk. Na acelerada “Boa”, chama a atenção o diálogo entre Hope e Butler, que se revela um baterista excepcionalmente criativo. Em “Something for Kenny”, com suas tinturas latinas e improvisações desconcertantes, mais uma vez o destaque é Butler, que executa solos belíssimos.

A vibrante “Minor Bertha”, uma homenagem à futura esposa, e a reflexiva “Tranquility” encerram o set. Findos os 43min53s do disco, o silêncio que se segue convida o ouvinte a fazer a seguinte indagação: como é possível que um músico tão original e criativo, possa ser tão pouco conhecido? Alguns dos grandes pianistas que integraram a primeira geração do bebop, como George Wallington, Walter Bishop Jr., Herbie Nichols, Al Haig e Dodo Marmarosa, também padecem do mesmo esquecimento. Contudo, nenhum deles, exceto Nichols, possui uma obra, do ponto de vista composicional, tão desafiadora, intrincada e pessoal quanto a de Hope.

Em 1967, a saúde frágil e a vida errática renderam a Elmo uma grave pneumonia, que o manteve por semanas a fio hospitalizado. Quando já estava em processo de recuperação, sofreu um infarto fulminante. Apesar de não estar presente nas célebres sessões do Minton’s que engendraram a transição do swing para o bebop, eis que na época atuava como músico em clubes do Greenwich Village e Coney Island, ele teve uma contribuição bastante relevante para o desenvolvimento do estilo ao piano.
.
Todavia, jamais mereceu uma fração do reconhecimento que seus contemporâneos Bud Powell e Thelonious Monk tiveram. Nas palavras do trombonista Roswell Rudd, Elmo era um pianista fabuloso e “permanece sendo um dos segredos mais bem guardados da América”. Espera-se que não por muito tempo.

37 comentários:

figbatera disse...

Valeu, Érico; uma beleza!
Tenho alguma coisa deste ótimo pianista que me foi gentilmente apresentado pelo Salsa.
Mas este disco objeto desta maravilhosa resenha eu ainda não conhecia.
Se vc puder, enriqueça-me o acervo pq gostei muito tb dos solos do batera Frank Butler.
Grande abraço!
Até já...

Érico Cordeiro disse...

Valeu, Mr. Fig.
Vou providenciar já, já.
Quanto a Ouro Preto, infelizmente não vou poder ir.
O Lucas resolveu que só vai sair da barriga da mamãe amanhã - e aí tive que cancelar a viagem, desfazer as malas e ficar por aqui mesmo.
Mas outras oportunidades virão.
Um fraterno abraço!

Vagner Pitta disse...

É isso aê Mr Érico! Fantástica resenha sobre o grande Elmo, a qual me disse que escreveria em comentário ao meu post sobre Herbie Nichols!!! Sugiro que coloques um marcador de biografias no lado direito do seu blog com os nomes de cada músico, afim de que quando viermos pesquisar esteja de fácil acesso, pois este seu espaço será de muita valia para qualquer um que quiser pesquisar sobre a biografia de músicos de jazz em portugues! Fica aí então uma sujestão, meu caro compartilhador!

Abraços!

APÓSTOLO disse...

Prezado ÉRICO:

Mais uma vez e como já é hábito, consequência de suas ótimas resenhas e excelente escolha das gravações, parabéns ! ! !
Elmo Sylvester Hope é pianista e compositor de exceção.
Dele possuo muitas gravações, a imensa maioria obtida com Mestre LULA, seja por meio do programa "O Assunto É Jazz" (LULA costumava "rodar" Elmo Hope de tempos em tempos, como pianista obrigatório), seja por "capturá-lo" quando ia à residência do LULA.
Grato pelas escolhas, muito boas.
Saudações cruzmaltinas (ainda que a cruz seja a de Cristo e não a de Malta) e que o herdeiro nasça perfeito e com saude, como meu neto LUCAS, nascido em 26/junho/2009.

Sergio disse...

Quer dizer que o Lucas, que me informaste, via mail, “atrasou a chegada”, não por estar preso, tipo, ao trafego aéreo ou qualquer contingência externa, mas ao cordão umbilical?! Bom, aí até o jazz em Ouro Preto ou em New York tem mais é q esperar.

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Provocações:

“Todavia, jamais mereceu uma fração do reconhecimento que seus contemporâneos (...) tiveram. Nas palavras do trombonista Roswell Rudd, Elmo era um pianista fabuloso e “permanece sendo um dos segredos mais bem guardados da América”.

Espera-se que não por muito tempo.”

Pô, amigo, eu tenho uma relação de amor e ódio com o próprio ódio. Assim como existe a “invejinha boa”, tbm deve haver um lado bom nesse sentimento negativo. Por exemplo, eu odeio o Dinho, mas olha os versos e a música q grudaram na minha cabeça quando li esse último parágrafo.

“Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa
Pela má distribuição
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Com tanta riqueza por aí, onde é que está
Cadê sua fração
Até quando esperar”
... E por aí vai.

Pros mais sensíveis, eu sinto muito. Não deu pra controlar, eu sei que essa “coisa” pega, pelo alto poder de contágio... Mas, já dizia Gurdjieff . “A meu ver, pode-se perfeitamente transmitir a quintessência de uma idéia por meio de anedotas e ditos populares elaborados pela própria vida.”

E e na atual conjuntura dos astros e dos fatos, o Capital (esse atual), sem qualquer liquidez, é o que compra as cabeças desde o berço.

Por um momento, Érico, invejei o Lucas e foi uma inveja da boa.

Abraços, frapaternos.

Salsa disse...

Tenho alguns discos do Elmo. Fantástico pianista - como fica patente na gravação escolhida por você. Balanço para mais de metro. Uma boa trilha para deixar o Lucas animado com o que virá.

Érico Cordeiro disse...

Caros amigos Vagner, Apóstolo, Sonic-boy e Salsa,
Sejam bem-vindos e obrigado pelas presenças e palavras generosas.
Ao Pitta, esclareço que tenho muita vontade de colocar o link com os nomes dos músicos na lateral do blog. Um pequeno problema: não sei como se faz isso. Um amigo me disse que era só colocar marcadores e aí me danei a por marcadores nas postagens, mas nada!
Por favor, você poderia explicar a esse pobre blogueiro semi-analfabeto em assuntos informáticos como é que se faz? Te agradeço de antemão.
Caro Apóstolo, alguém com tamanho bom gosto só poderia ser cruzmaltino (se demérito aos coitados que torcem por certos timinhos que cambaleiam por aí). E muito bom gosto na escolha dos nomes dos netos também (rs, rs, rs).
Pois é, a contagem regressiva agora é pela chegada do Lucas - valeu mesmo (e seu Mr. Sérgio, adorei o frapaternas!). Torço para que o Lucas goste de jazz (o Davi e o Guilherme já gostam bastante de "zézi").
E Seu Salsa, vamos combinar para que em Guaramiranga dê tudo certo (aliás, o convite é para todos os amigos, uma grande e fraterna reunião de blogueiros na serra cearense).
Obrigado a todos e um grande abraço!!!

edú disse...

Sr.Cordeiro vivendo grande fase tanto na inspirada produção elucidativa de textos como levando ao pé da letra o principio bíblico de "crescei e multiplicai-vos".Sê bem vindo o novo membro de seu ilustre rebanho na data de véspera de Rosh Hashaná na minha crença. Adiro a sugestão(com g , claro) de posicionar os verbetes .Seria uma forma de instruir e,
em específico caso - sem meio termo, o de alfabetizar mesmo.Lamento q não seja parte de meus olhos e audição no Festival em Ouro Preto.Contarei com os préstimos de nossos considerados enviados Salsa, seu Olney e JL.A propósito ,Elmo Hope sustentou, próximo ao exercício da música, com dedicado profissionalismo seu papel de narcotraficante.

Érico Cordeiro disse...

Mestre Edú,
Obrigado pelas palavras carinhosas. Estou no aguardo do Vagner me ensinar o passo a passo, pois não sei como fazê-lo.
Informo aos amigos que o Lucas nasceu hoje, às 18:00. Lindo, saudável e enorme (54cm e 4,5kg).
E Guaramiranga, se tudo correr bem, será a nossa "desforra" jazzística.
Abraços fraternos!!!!

Sergio disse...

Ufa. Pensei q eram gêmeos: "estou no aguardo do Wagner"...

Parabéns, seu san'Érico! e esposa que afinal fez o trabalho quase todo.

Parabens! Pena q não fumo mais dos paraguajos, senão já estaria de charuto a procura de light my fire.

edú disse...

Caracá,Lucas já fez jus título ao hino "gigante pela própria natureza".Meus cumprimentos pela entrada na porta dessa gostosa aventura q pode se tornar a vida.Janine e eu esperamos para 2010 - na companhia de Sophia(três anos de absoluta estripulias) - nossa reunião em Campos do Jordão dos clãs Cordeiro,Gurgel e Tandeta.

Andre Tandeta disse...

Parabens,Erico.
Muita saude e felicidade pro garoto.
E tomara que se concretize essa tertulia na serra,ideia do Irmãozinho, em tão excelente companhia.
Tamo junto!
Muito boas as gravações postadas. Trio "azeitado',como se dizia antigamente. Elmo Hope tem uma maneira de tocar muito interessante,meio Monk ,meio Bud Powell . Gostei muito.
Abraço

Salsa disse...

O moleque já chegou chutando o balde: pra que fazer amanhã o que pode ser feito hoje? Compra logo um saxofone e um piano pro menino (esqueça incenso, mirra e ouro).
Abraços para Janine e procê, meu velho.

Sergio disse...

Érico, perdoe não saber o nome de sua querida esposa e ter me referido a ela como "a mãe", engraçado, a mãe é tudo nesse mundo mas no texto, não ficou muito bem. Agora o Salsa e o Edu já se encarregaram de elucidar, esclarecer, dar a luz...

Parabens a vc, a Janine e ao super Luquinha, que pelo portE, será centroavante e ajudará com seus gols a tirar o meu Flu da 4ª divisão.

Abraços!

John Lester disse...

Prezado Mr. Cordeiro, sabedor de minha condição de presidente das ONG's FCC - Fundo de Combate ao Congo e ACQ - Adoradores da Castração Química, a primeira dedicada à erradicação do congo e, a segunda, à erradicação dos reprodutores compulsivos, resta suspeita, embora sincera, minha manifestação de apoio ao aumento da prole.

Contudo, quanto ao pianista, merecida e bem escrita sua homenagem. Pena que, segundo Mestre Edù, tenha sido Hope um narcotraficante. Não sabia disso.

Com relação ao Tudo é jazz, em Ouro Preto, também não poderei ir.

Grande abraço, JL.

Érico Cordeiro disse...

Caros Sérgio, Edú, Salsa e Tandeta,
Obrigado pela força e pelas palavras acolhedoras.
Ô Seu Mr. Sonic, a Janine é a esposa do Edú.
A mãe do Lucas é a Cláudia (menino que gosta de confundir as coisas esse Sonic).
Pois é, Seu Mr. Salsa, vamos ver as aptidões musicais do rapaz (já pensou se ele resolve seguir os passos do Tio Tandeta e pede logo uma bateria?).
E Seu Mr. Edú, vamos trabalhar a idéia (os meninos estão todos na casa da minha mãe, que já vai se acostumando para ficar com eles durante a "tertúlia na serra" .
Abraços fraternos a todos!!!!!

Érico Cordeiro disse...

Caro Mr. Lester,
Enquanto escrevia o comentário acima, você postava o seu, daí o desencontro.
Agradeço as palavras gentis e, depois do Lucas, passo a ser membro honorário do ACQ (a fábrica encerra sua produção em grande estilo, ora pois, pois).
Obrigado pelas palavras comedidamente gentis (mas pelo menos a partir de agora, já estou devidamente integrado ao ACQ).
Um fraterno abraço e até Campos do Jordão (ou Guaramiranga).

APÓSTOLO disse...

Prezado ÉRICO:

Parabéns pelo nascimento do xará do meu neto LUCAS.
Com esse peso você tem certeza de que não nasceu há uns 06 ou 07 meses???
Que seja criado com amor e se torne cidadão realizador e íntegro, se possível vascaino de boa cepa, eleitor responsável e músico de JAZZ (com bons patrocínios).
Saude e paz para a esposa ! ! !

Sergio disse...

RS! Foi mal. Mas, veja seu San: "Abraços para Janine e procê, meu velho". Como não confundir?

Renovo as felicitações à mamãe Claudia.

Deixei um presentão pra vc lá no sônico, aliás uns 3 ou 4 ou mil! Mas os de jazz - embora eu nao aguentaria esperar pelo Soul Eyes - sabes que em breve te chegarão em sistema de delivery.

Então o presente é o álbum da festa. Está lá na 1ª página do sônico. Pode confiar que é papa finíssima - aliás, "papa", ainda não está em tempo, mas o menino vai precisar.

Paul Brasil (Paul Constantinides) disse...

cara!!! cada post seu eh uma aula viu?!!
totalmente demais.

qdo sai o livro?
abs
paul

Érico Cordeiro disse...

Mestre Apóstolo, obrigado e vou ficar na torcida (dando uma mãozinha, é claro).
Seu Mr. Sérgio, vou dar uma conferida, mas de qualquer forma já te antecipo o meu muito obrigado. O mesmo ao novo amigo Paul, cujo excelente blog faz um valiosíssimo trabalho de resgate do melhor da música popular brasileira.
Abraços fraternos a todos.

Edinho disse...

Érico,
Elmo Sylvester Hope é um pianista do cato ! ( não é o que quis dizer + rima )
Que pianinho bom !!! E a turma da cozinha ?! De primeira ! Trio e reperório perfeito , assim como a sua resenha !
Obrigado pelo disco e PARABÉNS pelo garotão LUCAS!
Diga a mamãe Claudia para só ninar o meninão com o BOM JAZZ e o melhor da nossa MPB para ele crescer com o ouvido apurado e de os PARABÉNS a por mais um LUCAS (o meu neto de 1 ano lá de Miami se chama LUCCA's)
Abraços Sonoros ,

Érico Cordeiro disse...

Valeu, Edinho,
Obrigado pelas palavras afetuosas e pode ficar tranqüilo, jazz e mpb não haverão de faltar para embalar o sono do Lucas (e que legal, mais um netinho chamado Lucas - o do Apóstolo também se chama assim).
Abraços fraternos!

Sergio disse...

Seu, Érico responderei seu comentário no sônico por aqui pq respeito vossa merecida licença paternidade:

O presente não honra só a tradição dos memoráveis Zepps e Doors, honra tradições/escolas mais remotas, de Chuck Berry, Little Richards e das grandes orquestras de jazz, onde tudo começou. Ou acreditas q, em homenagem ao 1º blog- afilhado, este amigo te decepcionaria? Vai na fé, mas é pra escutarhein... bom.

Sofia Urko disse...

Caríssimo Érico PARABÉNS, não pude deixar de ver que foi Pai, certo? Parabéns também para a sua mulher e família, mil felicidades. Bem quanto à música de Elmo Hope (mais uma vez a ironia do nome!), os sons do seu piano são lindos...como faço p arranjar a sua música? Érico já pensou em compilar estas crónicas num livro? Iria ser um sucesso. Abraço p si, p a sua mulher, bébézinho e restante família, Sofia :)

Érico Cordeiro disse...

Valeu Seu Mr. Sonic boy,
Tô tentando baixar.
Cara Sofia, obrigado pelas palavras mais que gentis. Se você quiser, te mando essas músicas via Pando (um programa que permite a troca de arquivos grandes, como os de música).
O programa é simples, fácil de operar e ocupa pouquíssima memória, mas é necessário o e-mail de destino (você pode achá-lo em sites de download como o www.baixaqui.com.br ).
meu e-mail é

ericorenatoserra@gmail.com

Abraços fraternos.

Luis Delcides R Silva disse...

Érico,


Muito legal o seu blog! Gostei muito, fiz questão de disponibilizar um link lá no meu!!!

abs

pituco disse...

érico san,
resenha resgate piramidal...terei de apelidá-lo como...indy jazz jones...rs

brincadeira à parte, parabéns pelo texto enxuto e conciso como de praxis...e pelo pando...domoarigatôgozaimashitá

saúde e prosperidade prati, família e prole.

abraçsons pacíficos e saudosos

Érico Cordeiro disse...

Caros Luís e Pituco,
Um seja bem-vindo especial ao primeiro - agregue-se à nossa confraria. Também vou pôr um link aqui no JAZZ + BOSSA.
Valeu a presença Seu Mr. Pituco - os discos que você mandou são ótimos (o do Murata é fantástico, pena que o do Nobu tenha vindo com caracteres japoneses (já identifiquei boa parte das canções, mas ainda faltam duas).
Obrigado pelas palavras gentis e um fraterno abraço.

Andre Tandeta disse...

Erico,
em relação a feitura de filhos eu ja parei ha muito tempo,agora é só "jam session",digamos assim.
Não ha garoto que não tenha pelo menos uma curiosidade sobre a bateria ,veremos quando chegar ali pelos 7 ou 8 anos. Eu me encontrei com ela aos 11 e ja se vão 40 anos de feliz casamento. Ver o mundo por tras de uma bateria tem sido minha ocupação nessas 4 decadas,alem de perturbar os outros,no mundo real e no virtual tambem.
Entre uma fralda e outra se der por favor me mande algum do Phineas,via Pando. Alias eu descobri esse programa ha 2 anos atras e espalhei entre meus amigos,um total sucesso pela facilidade e simplicidade. Talvez uma das melhores invenções dos ultimos tempos.
E mais uma vez parabens pelo blog que é sempre informativo,interessante,vivo e cheio de gente bacana e inteligente. Bravissimo,Maestro!

Érico Cordeiro disse...

Grande Tandeta,
Prazer em vê-lo.
Sabe que eu quase comprei uma bateria (dessas pequenas, prá criança mesmo) pro Guilherme (vai fazer seis anos em outubro).
Vi na loja de instrumentos musicais de um amigo, mas ela, apesar de pequena, é completona, com pratos, bumbo e tarol, além da banqueta - uma graça.
Mas Cláudia me fez desistir da idéia, já que os vizinhos provavelmente não iriam gostar muito da idéia.
Quanto aos discos do Newborn, estão saindo do forno.
Abração e valeu pelas palavras carinhosas!!!

Sergio disse...

Considerações sobre o título da postagem a despeito do que ando ouvindo por aqui: não é Monk, nem Powell, tampouco o "a sombra" desses, tbm poderia sê-lo. O cara chama-se John Lewis.

Botei banca, hein?

Érico Cordeiro disse...

Grande pedida, Seu Mr. Sonic-boy.
Sugestão: o disco Afternoon In Paris, com o Sacha Distel, sobre o qual falei em uma das minhas primeiras postagens.
Economia, classe e refinamento - eis o cara (e em breve posto algo do MJQ).
Abração!

Sergio disse...

Putz! É o q tou ouvindo! E desde q baixei, nunca mais parei! Qua!

Mas o cara tem coisas mais vicerais né, seu Érico? Queria citar de memória mas a memória....... Ah a memória!...

Mas esse com o Sacha é com PH!

Abraços! Vou ao bar!

Em tempo: aí hein!, limpando um cocô... Desculpe, vou levando a 'lição' de casa.

Érico Cordeiro disse...

Pois é, Seu Mr. Sonic-boy,
O cabra é arretado! Tem um bem legal com o Jim Hall e o Bill Perkins, chamado Grand Encounter (não tenho o cd, mas está no meio da primeira leva sônica - estou ouvindo agora).
E pode tirar onda, que um dia ainda vou te ver com uma fila indiana de soniczinhos.
Aproveita e toma umas duas por mim!
Abração!

edú disse...

Já namorei uma Cláudia tb rs,rs,rs.Mas pelo q sei,ela continua clinicando nos limites geográficos do estado de São Paulo.Agora, para informar-se a respeito de Ouro Preto, o endereço é Jazzigo administrado pelo indômito representante de espírito quixotesco,alheio aos moinhos de vento, contingências familiares e barreiras geográficas - nosso insuperável Salsa - o cidadão jazz brasileiro.

Érico Cordeiro disse...

Valeu, Seu Mr. Edú.
Vou já dar uma olhadela na "casa" do nosso amigo Salsa!
Abração!

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