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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

PAPAI SABE TUDO




Antes de Charlie Parker e Dizzy Gillespie inventarem o bebop, o jazz passou por outras revoluções. Foi assim que o estilo saiu de Nova Orleans em direção às cidades mais desenvolvidas da região norte do país, acompanhando o fluxo migratório da enorme população negra que fugia da miséria e da segregação racial características do sul. Os negros partiam em busca de uma nova dignidade econômica e social no próspero norte, especialmente em Nova Iorque, Detroit e Chicago. Também foi sob essa perspectiva histórica que o jazz deixou o ambiente libidinoso das casas de tolerância para ganhar corações, mentes e quadris em salões de baile dos Estados Unidos e do mundo.

Nascia o swing e, com ele, uma nova forma de diversão, baseada em um ritmo contagiante e em uma orquestração frenética, onde se sobressaíam os poderosos naipes de metais. O jazz ia saindo, timidamente, do gueto e começava a se tornar uma música respeitável. Também se tornava uma música democrática, pois nos milhares de salões de dança, teatros e casas de espetáculos espalhados pelo país, o jazz fazia a todos – brancos e negros (nem sempre dividindo o mesmo espaço físico, claro!) – chacoalhar o esqueleto e se divertir a granel.

Figuras como Jelly Roll Morton, Louis Armstrong, King Oliver, Duke Ellington e Sidney Bechet, entre outros, foram fundamentais para a popularização do estilo, fazendo do jazz a trilha sonora por excelência, das quatro primeiras décadas do século XX. Não é à toa que esses músicos sejam considerados verdadeiros “Pais Fundadores” do jazz e a eles podemos agregar o nome de outra figura seminal: Earl Kenneth Hines!

Esse fabuloso pianista nasceu no dia 28 de dezembro de 1903, em Duquesne, Pensilvânia, em uma família extremamente musical. Seu pai, Joseph, trabalhava no porto e tocava trompete em uma orquestra semiprofissional chamada Eureka Brass Band. A mãe, Mary, tocava órgão e foi quem deu ao pequeno Earl as primeiras lições do instrumento. Dois outros filhos do casal, Nancy e Boots, também enveredariam pela área musical, tornando-se pianistas.

Aos nove anos Earl iniciou os estudos formais de piano, pelas mãos de Emma Young, uma renomada professora de McKeesport, cidadezinha próxima a Duquesne. Em seguida, foi estudar piano clássico com Von Holz e começou a realizar os primeiros concertos. A família se mudou para Pittsburgh, cidade mais desenvolvida e capital do estado, quando Hines tinha treze anos. Os estudos musicais continuaram na Schenley High School, onde foi matriculado.

Nessa época, ocorreu um fato que mudaria para sempre as inclinações musicais de Hines. Levado por um tio ao Liederhouse, importante clube de jazz da cidade, o garoto se apaixonou pelo estilo e decidiu abandoner a promissora carreira de concertista para se dedicar àquele estilo mundano e sedutor. Aos 15 anos, montou um trio, juntamente com um violinista e um baterista, apresentando-se em bailes e quermesses da região de Pittsburgh.

No ano seguinte, já desfrutava de uma boa reputação nos meios musicais da cidade e tomou a decisão de abandonar a escola, para dedicar-se apenas à música. Em 1922 Hines foi contratado pelo bandleader Lois B. Deppe, para tocar no mesmo Liederhouse que lhe abriu a mente para o jazz, ganhando então a respeitável quantia de quinze dólares por semana.

Com Deppe, Hines passou a viajar pelo país, apresentando-se na Virgínia, em Ohio e em Nova Iorque. Em 1923 o grupo estava em Richmond, Indiana, onde Hines participou de sua primeira sessão de gravação. No ano seguinte, Earl decidiu montar seu próprio grupo e, atendendo a uma recomendação do lendário pianista Eubie Blake, fixou-se em Chicago, cujo cenário musical era dos mais estimulantes.

Naquela cidade, o jovem de apenas 19 anos não demorou a se enturmar com os músicos locais. Gente como Louis Armstrong, Jelly Roll Morton e Benny Goodman, que estava ajudando a imprimir uma nova face ao jazz. Seus primeiros trabalhos foram nas bandas de Sammy Stewart, Erskine Tate e Carroll Dickerson. Em 1926 Hines montou um trio com Louis Armstrong e Zutty Singleton, atração fixa do Café Sunset, casa que, comentava-se à época, era de propriedade da Máfia.

O clube encerrou suas atividades em 1927 e Hines foi contratado pelo clarinetista Jimmy Noone, cuja banda se apresentava no Apex Club. Em 1928 Hines voltou a se reunir a Louis Armstrong, cujos grupos Hot Five e Hot Seven cujas gravações se tornariam verdadeiros clássicos do jazz. Temas como “West End Blues”, “Fireworks”, “Skip the Gutter” e “Basin Street Blues” dariam a Armstrong o status de principal nome do jazz daquele período e a contribuição de Hines foi fundamental para que isso acontecesse.

Contando com a presença de talentos como do baterista Singleton, do banjoísta Mancy Cara, do trombonista Fred Robinson e do clarinetista Jimmy Strong, as bandas lideradas por Armstrong redefiniram não apenas as concepções estéticas do jazz como deram uma nova dimensão aos solistas. Tanto ele quanto Hines eram virtuoses e os diálogos entre trompete e piano deixavam abismada a audiência que acorria aos shows e comprava os discos dos Hot Five e dos Hot Seven.

Ainda em 1928, Hines fez as suas primeiras gravações como líder, para o selo QRS, interpretando temas como “A Monday Date,” “Blues in Third” e “57 Varieties”. No dia 28 de dezembro daquele ano, o pianista comemorou os seus 25 anos fazendo a primeira apresentação como líder de sua própria big band, principal atração do luxuoso Grand Terrace Ballroom, de propriedade do célebre gangster Al Capone. Hines lembra desse período: “O Grand Terrace era o Cotton Club de Chicago e nós éramos uma mistura de orquestra de baile com banda de jazz”. A orquestra tocava de segunda a segunda, fazendo três espetáculos por noite – aos sábados, eram quarto shows.

A orquestra se tornou conhecida nacionalmente graças à transmissão dos concertos feita pelo rádio. Foi assim que temas como “G.T. Stomp”, “Piano Man”, “Harlem Laments” e “You Can Depend on Me” se tornariam grandes sucessos. Por conta disso, a orquestra de Hines costumava excursionar pelo país, mas se manteve como principal atração do Grand Terrace até 1940. Findo o contrato com o clube, o pianista continuou a liderar a orquestra, por onde passaram nomes como Buddy Johnson, Trummy Young, Billy Eckstine, Ray Nance, Dizzy Gillespie e Charlie Parker.

Sucessos como “Jelly Jelly”, “Boogie-Woogie on the St. Louis Blues” e “Stormy Monday Blues” ajudariam a manter a big band como uma das mais populares da Era do Swing. Todavia, em 1946, Earl foi obrigado a suspender suas atividades, por causa dos ferimentos que sofreu em um grave acidente automobilístico, em uma estrada próxima a Houston, no Texas. Recuperado dos ferimentos, em 1947 ele decidiu montar um clube em Chicago, chamado El Grotto, mas a aventura não deu certo e ele amargou um prejuízo de trinta mil dólares – uma verdadeira fortuna na época. Além disso, o swing começava a perder força e tornava-se muito caro manter uma orquestra, razão pela qual ele decidiu desfazer a sua em 1948.

Naquele mesmo ano, Hines voltou a tocar com o antigo parceiro Louis Armstrong, em sua banda Louis Armstrong’s All Stars, que realizou longas e bem-sucedidas excursões pela Europa, destacando-se a apresentação no Festival de Nice. A formação incluía craques como o trombonista Jack Teagarden, o clarinetista Barney Bigard, o baixista Arvell Shaw e o baterista “Big” Sid Catlett. Mas nem tudo eram flores e o irrequieto pianista deixou os All Stars em 1951, por conta de sérios desentendimentos com Armstrong.

Hines decidiu então liderar seus próprios combos, mas seu trabalho não teve muita repercussão e ele, considerado o pai do moderno piano jazzístico, acabou tendo que tocar em bandas de dixieland para ganhar a vida. Aliás, a crítica é unânime em atribuir a Hines o mérito de ter sido o primeiro pianista a criar uma linguagem eminentemente jazzística ao piano, daí o apelido “Fatha”, uma corruptela de “Father” (pai).

Como explica o venerável crítico Whitney Balliett, “antes dele, a maioria dos pianistas de jazz eram artistas ou blues ou pianistas ligados ao stride. Hines preencheu o espaço entre essas abordagens com um estilo que se aproximava daquele praticado pelos instrumentistas de sopro. Até então, ninguém havia tocado piano daquela maneira”.

Ao contrário da maioria dos artistas de jazz surgidos nos anos 20 ou 30, ele jamais se acomodou e, durante os mais de 60 anos de carreira, nunca deixou de correr riscos e nem de acrescentar novos elementos à sua música.  Ao longo das décadas, assimilou a complexidade harmônica do bebop e suas idéias se mantiveram surpreendentemente arejadas. Diferentemente de Armstrong,  acompanhava com interesse o trabalho dos jazzistas mais ousados e jamais recusou-se a interagir com renovadores do jazz como Monk, Powell, Parker ou Gillespie.

Em 1955, Hines passou a se apresentar com regularidade no Hangover Inn, em San Francisco, Califórnia. Conciliando o trabalho no clube com excursões pela Europa e Canadá, o pianista estabeleceu-se na região de Bay Area, onde permaneceu em uma relativa obscuridade até 1959. Nesse ano, ele voltou a chamar a atenção do público, por conta de sua apresentação com o cantor Jimmy Witherspoon, no Monterey Jazz Festival. A banda comandada por Hines incluía luminaries como o trompetista Roy Eldridge, o clarinetista Woody Herman e os saxofonistas Coleman Hawkins e Ben Webster, e foi um dos pontos altos daquela edição do festival.

Em 1960 ele deixou o emprego no Hangover Club e voltou a se apresentar pelos Estados Unidos, desaparecendo de cena mais uma vez. Montou um clube em Oakland, na Califórnia, em 1963, mas o empreendimento não deu certo e ele fechou as portas no ano seguinte. 1964 marcou um novo ressurgimento em sua carreira, graças a uma elogiada temporada no Little Theatre, em Nova Iorque, promovida pelo crítico Stanley Dance. Redescoberto, ele voltou a se apresentar em clubes badalados da cidade e a tocar em festivais ao redor do planeta. No ano seguinte, seu nome foi justamente incluído no “Jazz Hall of Fame”.

A Downbeat o elegeu o “Pianista nº 1 do mundo” em 1966 e no mesmo ano foi escolhido pelo Jazz Journal como “Jazzman of the Year”. Ainda em 1966 o pianista esteve na União Soviética, em uma turnê promovida pelo Departamento de Estado Norte-americano, e foi condecorado com o título de “Embaixador da Boa-Vontade”. A década seguinte foi de trabalho intenso, com gravação de álbuns seminais, como “Tour De Force”  (1201 Music, 1972), “Plays George Gershwin” (Musidisc, 1973), “West Side Story” (Black Lion, 1974) e “The Father of Modern Jazz Piano” (MF Records, 1977).

Gravou álbuns em parceria com outros gigantes do jazz, como o saxofonista Paul Gonsalves, o violinista e o vibrafonista Lionel Hampton. Como sideman, colocou seu talento a serviço de gente como Jack Teagarden, Bobby Hackett, Johnny Hodges, Benny Carter, Jonah Jones, Buck Clayton, Oliver Nelson, Dave Brubeck, Jaki Byard, Eddie “Lockjaw” Davis, Roy Eldridge, Duke Ellington, Stan Getz, Gene Krupa, Gerry Mulligan, Pee Wee Russell, Lester Young, Charles Mingus, Helen Humes e muitos outros.

A discografia solo de Hines ultrapassa os 70 álbuns, lançados por selos como Riverside, Epic, Black & Blue, Atlantic, MCA, Decca, Stash, Red Baron, MPS, Delmark, Prestige, Chiaroscuro, Xanadu, Columbia e Capitol, apenas para mencionar alguns. Uma de suas últimas gravações como líder é o excelente “Honor Thy Fatha” (Real Time), no qual ele está acompanhado dos experientes Red Callender (que também toca tuba em uma faixa) e do baterista Bill Douglass.

O álbum foi gravado nos dias 27 e 30 de março de 1978 e dá uma ótima idéia da versatilidade de Hines, bem como da sua absoluta ausência de preconceito musical, pois ao lado de composições de monstros sagrados como Duke Ellington ou Fats Waller, ele também incluiu no repertório temas de compositores muito mais jovens, como Thelonious Monk, Horace Silver e Joe Zawinul.

É de autoria de Zawinul, aliás, a faixa de abertura, a contagiante “Birdland”, um dos grandes sucessos do grupo fusion Weather Report. Com Callender utilizando a tuba, o tema é um apanhado de elementos do jazz clássico, em especial o dixieland e o swing, com fartas doses de soul jazz. Hines é hábil ao extremo, transitando com leveza e graça entre as regiões graves e agudas do piano, compensando na parte rítmica uma certa perda de agilidade provocada pela troca do contrabaixo pela tuba.

“Blue Monk” jamais soou tão carregada de blues quanto na versão de Hines e seus comandados. O pianista apara as dissonâncias monkianas, a fim de explorar o lado melódico do tema com uma paixão quase furiosa. A técnica stride, característica dos anos 20, é usada com muita autoridade pelo líder. Destaque para a percussão cheia de nuances de Douglass.

Recordando os tempos de concertista erudito, Hines, em um belíssimo trabalho solo, interpreta “Humoresque”, do compositor tcheco Antonin Dvorák, que aqui é firmemente calcada no ragtime e mostra a influência, ainda que remota, da música clássica européia na gênese do jazz.

Um medley com duas composições de Fats Waller, “Squeeze Me/Ain't Misbehavin'”, vem a seguir. Com um arranjo irreverente, o trio desenvolve os temas com um discreto acento de blues, de maneira leve e muito relaxada. A emblemática “Sophisticated Lady”, de Duke Ellington, Irving Mills e Mitchell Parish, ganha um arranjo bluesy, onde Hines, em algumas passagens, acelera o andamento e elabora harmonias bastante complexas, tornando a canção quase irreconhecível.

O trio elabora uma swingante versão de “Old Fashioned Love”, composta por James P. Johnson, em parceria com Cecil Mack. O fraseado moderno de Hines permitiu que ele assimilasse a influência do bebop e a abordagem do pianista revela de maneira bastante convincente a ligação existente entre o jazz clássico e o moderno. Interessante observar o quanto o trabalho de Callender é importante para que Hines possa transitar com a maior naturalidade entre as harmonias caudalosas do bebop e as harmonias mais comportadas do swing e do ragtime.

Uma das canções mais conhecidas e gravadas de todos os tempos, “Misty” é fruto da imaginação fértil de Erroll Garner. O líder tem um estilo mais comedido que o do autor, mas sabe trabalhar os acordes mais exuberantes com sobriedade e elegância. A interpretação solo de Hines acentua o aspecto mais blueseiro dessa balada, uma das mais lindas do repertório jazzístico.

Para finalizar, Horace Silver marca presença com a sua “The Preacher”, clássico absoluto do soul jazz. Os spirituals e o gospel que Hines ouvia e tocava na juventude permeiam a interpretação vigorosa do trio. Seus improvisos são ágeis e seu domínio dos registros agudos é particularmente empolgante, mas a velocidade sempre é colocada a serviço da harmonização. O trabalho de Callender e de Douglass é notável.

O disco ainda traz como bônus takes alternativos de “Birdland” e “Blue Monk” e confirma a grandiosidade do talento de Hines. Não é à toa que o álbum seja, nas palavras do crítico Scott Yanow, “um dos registros mais significativos na longa e ilustre carreira de Earl Hines”. Para o fã brasileiro fica o consolo de que o disco foi lançado há alguns anos pela gravadora Trama.

A década de 80 flagra Hines com sérios problemas cardíacos mas mesmo assim ele prossegue com os concertos e gravações. Sua última apresentação aconteceu uma semana antes de sua morte, ocorrida em Oakland, Califórnia, no dia 22 de abril de 1983. Sua influência pode ser sentida na obra de pianistas de várias gerações, como Teddy Wilson, Art Tatum, Jay McShann, Erroll Garner, Bud Powell, McCoy Tyner e Oscar Peterson.

Admirado por seus pares, Hines era reconhecido no meio jazzístico como um nome capital na evolução do jazz. Em uma entrevista à Metronome, Billy Strayhorn declarou: “Tecnicamente ele é pouco ortodoxo, harmonicamente é intrigante. De fato, é praticamente impossível imitar seu estilo. Seus fãs formam uma legião, sua influência é tremenda e sua dimensão artística é incomparável”. Fazendo coro com o fiel escudeiro, Duke Ellington vaticinou “as raízes do bebop estão no estilo pianístico de Earl Hines”.

Para finalizar, interessante ler o que escreveu sobre ele o crítico Leonard Feather : “Hines goza do respeito unânime entre pianistas e críticos, sendo reconhecido como um dos gênios em seu instrumento. Seu profissionalismo e capacidade de se comunicar com uma audiência são inigualáveis. Seu domínio do piano é total, permitindo-lhe ficar à vontade em pequenos combos, no acompanhamento vocal ou em uma big band. Embora Hines sempre tenha se proclamado um pianista da banda e não propriamente um solista, seu trabalho solo, gravado perto do fim de sua carreira, possui uma qualidade impressionante”.

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17 comentários:

Takechi disse...

Érico:
Acertastes em cheio!
Mas, também, com o fantástico E. Hines é covardia!
Grande abraço,
Takechi

Érico Peixoto disse...

Que maravilha de indicação, meu caro xará! Em homenagem a seu blog, estou a escutá-lo neste exato momento, enquanto tiro algumas horinhas de descanso e direciono as atenções aos seus posts passados. Texto impecável, como sempre. Um grande abraço e até a próxima!!

PREDADOR.- disse...

Bom pianista o Earl Hines. Gravou coisas muito melhores do que esse "Honor..", aliás um disco "viagem de navio" (muito enjoadinho). Tinha esse disco, procurei ouví-lo algumas vezes, mas não conseguia aturá-lo e, antes que fizesse igual ao gato do Garibaldi, eu é que me livrei dele lançando-o, sem dó nem piedade, do nono andar de meu apartamento, com capa e tudo.

APÓSTOLO disse...

Estimado ÉRICO:

Excelente resenha sobre um dos "monstros sagrados" das "88".
Um dos meus mais que favoritos (coloco-o ao lado de Art Tatum, "Fats" Waller, Teddy Wilson, Errol Garner, Oscar Peterson, Bud Powell, Bill Evans, Thelonius Monk, Phineas Newborn Jr., Tete Montoliu, McCoy Tyner,Lennie Tristano e poucos mais).
Sua citação de Stanley Dance é importante, já que ele é o autor do livro "The World Of Earl Hines" ("Da Capo Paperback", 1977, 324 páginas), em que desfilam um pouco da história de Hines, depoimentos e opiniões de tantos que com ele conviveram (Louis Deppe, Charlie Carpenter, George Dixon, Walter Fuller, Quinn Wilson, Walacce Bishop, Irene Kitchings, Teddy Wilson, Milt Hinton, Jimmy Mundy, Budd Johnson, Trummy Young, Billy Eckstine, Dizzy Gillespie, Dicky Wells e outros), além da relação de músicos de suas bandas e uma excelente cronologia de 1903 (ano em que Hines nasceu) até 1976.
Assim, Stanley Dance homenageou esse pianista fora-de-série que havia promovido para temporada no "Little Theatre".
Bola na rede e grato pela música (gosto da gravação, que possuo, mas concordo com nosso prezado "Predador" quanto ao fato de de Hines possui gravações superlativas) ! ! !

Érico Cordeiro disse...

Caríssimos Takechi, Érico (bom tê-lo de volta, xará), Predador e Apóstolo,
Ninguém duvida das qualidades do Hines como nome essencial na história do piano jazzístico. Escolhi esse disco (tenho alguns outros) porque acho formidável - e o mais interessante é vê-lo tocar artistas modernos, como Zawinul, Horace Silver e Monk.
O Predador, como sempre, radicaliza geral. Pô, não se faz isso com o disquinho, coitado!
Agradeço as palavras generosas (não sabia da existência desse livro do Stanley Dance, Mestre Apóstolo) e desejo a todos um ótimo fim de semana - o meu começou em alto estilo, aqui na Cidade Maravilhosa, com shows de Paschoal Meireles (no trio do Paulo Mattar) e Áurea Martins (fabulosa, nossa grande diva!).
Abraços a todos!

MJ FALCÃO disse...

Vim de visita e hoje tenho tempo para deixar comment! Já aproveitei o seu Horace Silver para um post, mas saiu todo às riscas, ilegível! Earl Hines gosto muito. Sempre aprendo aqui...~
Abraço amigo e até breve.
Ando um pouco cansada, mas vou recuperar, o pior passou...
o falcão

Érico Cordeiro disse...

Olá, querida M. J. Falcão!
Bom tê-la aqui no barzinho - acabo de abrir o post do Horace Silver e está tudo bem - pode ser algum problema com o navegador.
Espero que você fique bem e que se recupere o mais rapidamente possível.
Um afetuoso abraço, do lado de cá do Atlântico!

MaJor disse...

Érico muito boa resenha como sempre e Hines é fenomenal. Realmente este disco não é lá dos melhores dele, mas mostra todo seu potencial. Quando se juntou a Armstrong em duo há uma obra prima do jazz WEATHER BIRD. Em qualquer lista minha dos mais influentes músicos de jazz Hines vai estar com certeza.
Abraços

Érico Cordeiro disse...

Meu caro MaJor,
De volta a São Luís, com direito a show de Stanley Jordan e Dudu Lima no Circo Voador.
Essa dupla Armstrong-Hines é fundamental na história do jazz e certamente se inscreve entre as grandes parcerias de todos os tempos!
Um forte abraço - é sempre muito bom tê-lo no barzinho!

RENAJAZZ disse...

http://renajazz.blogspot.com/2011/11/morre-ao-80-anos-paul-motian.html#links BOA TARDE AMIGOS DO BARZINHO SOUBE DESTA NOTICIA AGORA E ESTOU REPRODUZINDO PARA VCS..... EM BREVE VOLTAREI A POSTAR OS LINK DOS MARAVILHOSO ARTISTAS QUE NOSSO GRANDE ERICO CORDEIRO NOS DAR AS GRANDES AULAS FORTE ABRAÇO .

Érico Cordeiro disse...

Pois é, Renato. Perdemos mais um gigante. Ao que tudo indica, em decorrência de problemas na medula óssea - dia 22/11.
Descanse em Paz, Mr. Paul Motian!

Anônimo disse...

Querido Erico, adorei o Hines. Que som gostoso!! Eu também aprendo muito aqui. Um abraçote e vida longa a esse blog tão enriquecedor. Kátia.

Érico Cordeiro disse...

Olá, amiga!
Quanto tempo!!! Estava sentindo sua falta aqui no barzinho.
O Hines, como já foi dito por nossos ilustres comentaristas, é um capítulo à parte no livro do piano jazzístico. E o mais interessante é que tendo começado a carreira nos anos 20, ele se manteve atento a todos os movimentos que revolucionaram ou modernizaram a linguagem do jazz. Não ficou preso a um único estilo ou escola.
Um fraterno abraço e obrigado pelas palavras gentis!

Anônimo disse...

Meu querido amigo, sumi por causa do trabalho, mas agora que as coisas estão mais tranquilas estou passando para (re)ler os amigos rs. Eu gosto muito desses artistas que se (re)inventam, que sabem dialogar com o novo sem perder a essência que os compõem. Com sua explicação passei a admirar mais o Hines. Um artista fantástico!Um super abraço para você, antes do natal eu volto para te desejar um feliz final de ano. Kátia

Érico Cordeiro disse...

Querida Kátia,
Sua presença aqui é sempre ensolarada.
Venha sempre e tomara que o ritmo de trabalho não nos prive de sua companhia!
Um fraterno abraço - você é sempre muito bem-vinda no barzinho!

José Domingos Raffaelli disse...

Dear Gran Master Boss Érico,

Earl "Fatha" Hines, como indica seu apelido "Fatha" (corruptela de Father, Pai), foi apelidado "O Pai dos Pianistas de Jazz". Seu estilo inconfundível abriu novos caminhos para o chamado "Piano Jazz", cujas incontáveis gravações e participações nos conjuntos de Louis Armstrong a partir dos anos 20 marcaram definitivamente sua carreira como um dos maiores pianistas de jazz de todos os tempos.
Devemos lembrar que Earl Hines fez uma temporada de um mês no lendário Hotel Maksoud Plaza, durante a qual gravou um LP, hoje uma peça de colecionadores.

Keep swinging,
Raffaelli

Érico Cordeiro disse...

Mestre Raffaelli,
Realmente, um apelido muito apropriado - e que saudades desse tempo em que um monstro como Earl Hines fazia temporadas de um mês em nosso país...
Grande abraço!

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